Ja Amei e não fui Amada
"Acredito em destino. Não que as cartas já estão marcadas e que toda a sua história já está escrita. Mas creio que nada é por acaso, que coincidências não existem. Acho, sim, que existe o livre arbítrio, que a gente faz escolhas e, consequentemente, arca com cada consequência. Acho que é mais ou menos um labirinto: muitas opções e dúvidas. E a gente que decide pra qual lado vai, por onde volta, como recomeça."
Já li coisas tão boas que me fizeram acreditar que existem textos que não foram escritos apenas para serem lidos.
" A vida me ensinou a perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão, também me ensinou a amar incondicionalmente, pois preciso desse amor..."
Vem depressa para mim, que eu não sei esperar, já fizemos promessas demais. E já me acostumei com a tua voz, quando estou contigo estou em paz. Quando não estás aqui, meu espírito se perde, voa longe.
Hummm...gostinho de felicidade verdadeira é imcomparável! Já estava farta daquele sabor rançoso das alegrias efêmeras.
Quero fazer de ti águas passadas, arrancar-te do meu coração, pois já conformada, aceito que nossos momentos jamais voltarão. Por ti ainda sinto algo, inexplicável, talvez inexistente aos olhos humanos, do tipo que se conhece sentindo e não se vendo ou estudando. Te amo, não por opção, mas pela falta dela. O que poderia eu fazer, se não mando em meu coração? Dizem que o tempo cura tudo, pois então estou a esperar os anos passando e os buracos em mim ainda fundos, profundos, me corroem a alma, me matam, destroem o melhor que há em mim. Já não sei de mais nada, e não tenho curiosidade em saber, apenas peço para que de ti, eu consiga me esquecer.
Aos vinte a madrugada já perdeu um pouco a graça e começou a dar uma vontadezinha besta de aproveitar mais o dia. Aos vinte a criança foi embora e veio chegando um sentimento meio tia. Aos vinte se festa, se estuda, se trabalha -- tudo isso sem tanta disposição e inocência, mas com muito mais glamour. Eu que fui uma criança prodígio em muitos aspectos fico muito feliz de saber que cheguei aos vinte sendo, em muitos momentos, uma adulta bem infantil.
Esta vida é absurda e ilógica; eu já tenho medo de viver, Adelaide. Tenho medo, porque não sabemos para onde vamos, o que faremos amanhã, de que maneira havemos de nos contradizer de sol para sol... (...)
Além do que, penso que todo este meu sacrifício tem sido inútil. Tudo o que nele pus de pensamento não foi atingido, e o sangue que derramei, e o sofrimento que vou sofrer toda a vida, foram empregados, foram gastos, foram estragados, foram vilipendiados e desmoralizados em prol de uma tolice política qualquer...
Ninguém compreende o que quero, ninguém deseja penetrar e sentir; passo por doido, tolo, maníaco e a vida se vai fazendo inexoravelmente com a sua brutalidade e fealdade.
Eu...?
Uma definição seria difícil, já que sendo um reflexo de gestos, atitudes e personalidades que me rodeiam, me torno mutável a todo instante!
Auxiliada por uma certeza duvidosa diria que sou um ser inconstante, repleto de sentimentos e pensamentos não definidos, misto de características e de suas contrariedades...
Luta travada entre risos e seriedade, certezas e falta de chão, entre o santo e o insano, partilha e solidão, paciência e inquietude, fuga e carência...
Me mantendo emcima do muro...medo de cair!
Idéias se firmando, perfil sendo traçado! Será?
Vontades que gritam...só eu escuto!
A longa e sinuosa estrada
que leva até sua porta,
Jamais desaparecerá,
Eu já vi esta estrada antes.
Ela sempre me traz até aqui,
Conduz-me até sua porta.
Na noite selvagem e tempestuosa
que a chuva eliminou,
Deixou uma piscina de lágrimas
Chorando pelo dia.
Por que me deixar aqui sozinho?
Mostre-me o caminho.
Muitas vezes eu fiquei sozinho
e muitas vezes eu chorei
De qualquer forma você nunca saberá
de quantas formas tentei.
No sistema capitalista, para cada dez pessoas que riem cem choram. Já no sistema socialista, ninguém chora mas, também ninguém ri.
‘Tenho orgulho das marcas que o tempo fez.
Orgulho do meu coração que, mesmo já tendo se demanchado em mil partes,
ainda bate.
Orgulho dos meus remendos das cicatrizes e mesmo das
feridas que ainda estão abertas.
Orgulho de todos os sinais de que a felicidade passou por
aqui.
… Se há alguma marca,é porque o sentimento valeu realmente a pena.
O coração tem marcas, e ama a cada dia mais.
Só aquilo que é verdadeiro é capaz de deixar alguma marca, por isso
me orgulho muito de cada ferida curada ou ainda exposta que o meu
corpo traga.
São os tombos, arranhões, tropeços e decepções que
fizeram de mim quem eu sou hoje’.
