Isso Ja Nao me Pertence mais
Nós sabemos que não é tão fácil amarmos um ao outro
E que alguns dias são mais desafiadores
Mas é que no fundo, apesar de tudo
A vida é mais leve e feliz quando estamos juntos.
“Mais um ano nasce não apenas no calendário, mas em nós: um novo começo onde os sonhos deixam de ser espera e passam a ser caminho.”
“O ponto final mais feliz da vida não é o fim da história, mas o início da eternidade que começa quando a vida passageira se transforma em vida eterna.”
Por mais difícil que esteja,
não se permita desanimar.
História triste e desafios,
fazem parte do processo.
O propósito de Deus não é
pra entender, é somente crê
e confiar.
E aquele que pescevera com
fé e constância, vence.
Viana Filho
Tento controla todos os monstros que tem dentro de mim no qual não tenho tempo mais de controla o dos outros.
a parte mais bonita de mim.
Eu não sei em que momento você deixou de ser apenas alguém que eu amava e passou a ser um lugar. Talvez tenha sido aos poucos, como essas coisas importantes costumam acontecer, primeiro na maneira como sua presença mudava o peso dos meus dias, depois na falta que fazia quando não estava, até chegar ao ponto em que já não era possível distinguir saudade de vontade, lembrança de esperança, passado de alguma coisa que ainda insistia em nascer.
Existem amores que chegam como tempestade. O nosso nunca me pareceu assim.
O nosso sempre teve mais a ver com a luz entrando devagar pela janela de manhã, com aquela paz estranha de encontrar alguém e sentir que, por alguns minutos, o mundo finalmente parou de exigir alguma coisa. Você tinha esse efeito sobre mim. Não precisava fazer nada extraordinário. Bastava existir perto o suficiente para que as coisas comuns ganhassem outro tipo de beleza.
É o que mais me assusta.
Porque eu poderia esquecer uma conversa, uma data, uma tarde específica. Poderia até tentar convencer a memória de que determinados momentos não foram tão importantes assim. Mas como se esquece a sensação de ter encontrado alguém diante de quem a própria alma parecia descansar?
Eu te amo também nas pequenas coisas.
No silêncio que não precisava ser preenchido. No jeito como eu imaginava seus olhos encontrando os meus depois de um dia difícil. Na vontade de te contar alguma coisa quando acontecia, mesmo que fosse absolutamente insignificante. No desejo de dividir contigo não apenas as grandes conquistas, mas também as partes mais complicadas da vida, o cansaço, a preguiça, uma música, uma rua bonita, uma noite qualquer.
Porque amar você nunca foi somente querer você.
Foi querer a vida quando ela tinha você dentro.
E talvez por isso tenha existido tanta gratidão.
Gratidão por ter conhecido uma pessoa capaz de despertar em mim uma ternura que eu nem sabia que ainda possuía. Gratidão pelos momentos em que o mundo parecia pequeno o bastante para caber entre duas pessoas. Gratidão por cada instante em que eu olhei para você e pensei, quase sem perceber como pode alguém ser tão bonita quando simplesmente está sendo ela mesma?
Eu não precisava de uma versão perfeita sua.
Nunca precisei.
Queria que você se enxergasse pelos meus olhos...
Queria justamente aquilo que não podia ser ensaiado, seus defeitos, suas contradições, seus dias bons e seus dias difíceis, o que você escondia e o que deixava escapar sem perceber. Queria conhecer aquilo que existia por trás daquilo que todo mundo conseguia enxergar.
Porque há uma intimidade maior do que tocar alguém.
É ser autorizado a conhecer seus lugares inacessíveis.
E eu teria ficado ali.
Mesmo quando você não soubesse o que dizer. Mesmo quando o mundo pesasse demais. Mesmo quando você duvidasse de si. Eu teria querido ser aquela presença que não exige que você seja forte o tempo inteiro. Aquela espécie de abrigo silencioso onde você pudesse simplesmente existir.
A fita de amar alguém é isso, olhar para uma pessoa e, em vez de desejar que ela se torne aquilo que você imaginou, desejar que ela tenha liberdade suficiente para continuar sendo aquilo que é.
E ainda assim permanecer.
Ainda assim escolher.
Ainda assim olhar.
Porque algumas pessoas não são apenas desejadas. São reconhecidas.
Como se alguma parte nossa dissesse, antes mesmo que a razão consiga explicar, é você.
E eu reconheci você.
Reconheci na primeira vez e reconheceria em outras vidas, em outras cidades, em outros nomes, sob outras versões de nós mesmos. Reconheceria sua maneira de existir mesmo que tudo ao redor mudasse. Talvez porque certas coisas não sejam guardadas pela memória, mas por uma região muito mais profunda da gente.
Por isso, se um dia tudo aquilo que fomos virar apenas uma lembrança distante, eu ainda vou considerar bonito o fato de ter existido.
Não porque tenha sido perfeito.
Mas porque foi verdadeiro enquanto aconteceu.
E se o amor tiver mesmo alguma forma de eternidade, talvez ela não esteja em permanecer para sempre ao lado de alguém. Talvez esteja em conseguir carregar uma pessoa dentro de si sem precisar aprisioná-la.
Então eu não quero transformar o que senti em posse.
Quero transformar em permanência.
Daquelas que não fazem barulho.
Que continuam existindo numa música qualquer, numa noite silenciosa, numa lua cheia, numa vontade repentina de olhar para o céu e lembrar que, em algum lugar do mundo, alguém já fez você enxergar beleza onde antes havia apenas escuridão.
E se algum dia você se perguntar se foi amada de verdade, espero que a resposta encontre você antes mesmo da pergunta terminar.
Porque houve alguém que olhou para você e não viu apenas uma pessoa bonita.
Viu casa.
Viu oceano.
Viu a parte mais delicada de si mesmo refletida em outros olhos.
E, por um instante raro e inexplicável, teve a sensação de que finalmente tinha encontrado aquilo que tantas músicas tentam descrever quando falam sobre amor.
Não tô falando do amor que grita.
Não tô falando do amor que prende.
Mas aquele que simplesmente olha para alguém e pensa
se for para existir alguma coisa bonita neste mundo, que seja o tempo que eu tiver ao seu lado.
Às vezes, o que a gente mais espera não é o momento em si…
é o significado que ele carrega.
Tem coisas que não são sobre pressa, nem sobre quem chega primeiro.
São sobre sentir, viver por inteiro, dar valor ao caminho até ali.
Porque existem instantes que, pra muita gente, podem parecer simples —
mas pra quem viveu cada etapa, representam a realização de um sonho.
E quando esse instante passa de um jeito diferente do que o coração imaginou,
fica uma sensação difícil de explicar…
Não de perda,
mas de algo que tinha um significado único.
No fim, a vida ensina:
nem sempre a gente controla o “quando” ou o “como”,
mas o que sentimos… sempre revela o que realmente importa.
“A parte mais importante de qualquer realização não está no feito em si, mas no significado que damos a ela.”
Às vezes, o mais importante não é o momento em si,
mas o significado que ele carrega.
Há experiências que não dizem respeito à pressa
nem a quem chega primeiro,
mas à capacidade de sentir, de estar presente
e de reconhecer o valor do caminho percorrido.
Alguns instantes podem parecer simples à primeira vista,
mas, para quem viveu cada etapa,
eles representam a concretização de algo muito maior.
E quando esses momentos acontecem de forma diferente do que se imaginava,
surge uma sensação sutil, difícil de traduzir —
não exatamente de perda,
mas de algo que tinha um significado único.
No fim, a vida revela que nem sempre controlamos o “quando” ou o “como”,
mas aquilo que sentimos
sempre aponta para o que realmente importa.
E talvez, em silêncio,
aprendamos a aceitar
que nem todo sonho acontece
exatamente como foi sonhado...
A Páscoa nos lembra que tudo tem um tempo e um significado.
Às vezes, o mais importante não é o momento em si,
mas o significado que ele carrega.
Há experiências que não dizem respeito à pressa
nem a quem chega primeiro,
mas à capacidade de sentir, de estar presente
e de reconhecer o valor do caminho percorrido.
Alguns instantes podem parecer simples à primeira vista,
mas, para quem viveu cada etapa,
eles representam a concretização de algo muito maior.
E talvez por isso, quando as expectativas são grandes,
a decepção também encontra espaço —
não como perda,
mas como reflexo do quanto aquilo tinha valor.
E quando esses momentos acontecem de forma diferente do que se imaginava,
surge uma sensação sutil, difícil de traduzir,
de algo que carregava um significado único.
No fim, a vida mostra que nem sempre controlamos o “quando” ou o “como”,
mas sempre podemos escolher seguir, mesmo frustrados.
Porque, no fim,
o que permanece
é a gratidão pelo caminho
e o amor por tudo que realmente importa.
Quanto mais iluminada uma pessoa é, mais escuridão ela é capaz de atrair, não pra que ela se torne a escuridão também, mais pra que ela saiba que contraindo a responsabilidade da lucidez e da razão como experiência essencial de seu caráter. Sendo assim ela poderar transmitir a sabedoria como uma luz sagrada capaz de tornar brilhante as fundações da escuridão na insegurança e na ignorância de outros seres.
Mais Que um Acaso
Não conheço o seu abraço,
mas conheço o conforto
que existe quando você fala.
Não conheço seus passos,
mas já reconheço o jeito como você chega.
Não sei ainda
todas as suas histórias,
seus medos,
suas manias,
as coisas que o tempo
ainda vai me revelar.
Isso também já me fez perguntar:
Como pode nascer tanto Amor
em tão pouco tempo?
Como pode alguém
que ainda não esteve diante de mim
conseguir estar tão presente
em pensamentos que antes eram só meus?
Não sei explicar.
Só sei que,
entre uma conversa e outra,
alguma coisa foi acontecendo.
Sem promessa,
sem planejamento,
sem que nenhum de nós
precisasse procurar.
E agora existe você
em um lugar que eu não esperava
que alguém pudesse ocupar em tão pouco tempo.
Algumas coisas, de fato, eu não sei:
Mas não quero diminuir o que sinto
só porque ainda não tivemos tempo suficiente para entender.
Porque, se isso for loucura, como você disse,
que seja uma daquelas loucuras
que a vida nos concede uma única vez.
E não preciso conhecer ainda o seu abraço
para saber que quero um dia estar dentro dele.
Nem conhecer todos os seus caminhos
para desejar caminhar ao seu lado.
Porque, mesmo sem nunca ter tocado você,
alguma coisa em mim já tocou alguma coisa em você.
E isso, meu amor,
é bonito demais para chamarmos apenas de acaso.
Que você cultive cada vez mais paz para não precisar convencer ninguém.
Que você sinta um alívio tranquilo em não ter que provar nada a ninguém.
Que encontre serenidade mesmo quando não se sentir aceito.
Que você abrace uma calma sabedoria ao perceber que seu valor não depende dos outros.
Que você solte o peso das expectativas alheias— de ser "perfeito" ou "bonzinho".
Que você descanse em uma rebeldia pacífica contra a obrigação de agradar.
E que,no lugar disso, você transborde energia — muita, mas muita mesmo — para ser simplesmente quem você é.
É o que eu desejo.De todo o coração.
Coisa de Gente,
Vida de Solteiro.
Com o tempo e o convívio, valorizo mais as mulheres acima dos trinta anos. Elas não se importam tanto com o que os outros pensam, mas abrem o coração se você quiser conversar de verdade. Se não querem ver o jogo de futebol na TV, não ficam reclamando por perto — vão fazer algo que gostam.
E, geralmente, fazem coisas bem mais interessantes. Elas se conhecem bem, sabem quem são, o que querem e com quem querem estar. Não perdem tempo com quem não confiam. Com a idade, as mulheres ficam mais sábias sobre as pessoas.
Não precisa contar seus segredos… elas já sabem. Ficam lindas com batom vermelho — algo que nem sempre fica bem nas mais jovens. Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Se você agir como bobo, elas vão te dizer na cara, sem medo.
De fora para dentro,
o observador desperta.
E quando desperta,
não se contenta mais com a superfície das coisas.
Ele começa a investigar a memória da própria autoconstrução,
questiona a base dos seus valores,
o edifício do moralismo,
as projeções de objetivo, sucesso e pertencimento.
Então o desconforto jorra,
às vezes agressivo,
às vezes brutal,
porque toda consciência que amadurece
precisa encontrar a sombra antes de encontrar a paz.
E a sombra aparece com suas facetas amedrontadoras:
medos herdados, desejos negados, culpas mal nomeadas,
ambições disfarçadas de virtude,
feridas vestidas de personalidade.
A partir daí, nasce uma cegueira ao antigo e uma sede de perguntas para a vida.
O olhar fica frio, não por falta de alma,
mas por excesso de lucidez.
A realidade perde a maquiagem.
O véu de Maya cai.
E aquilo que antes parecia destino
começa a parecer condicionamento.
Mas o observador não tenta apenas ressignificar tudo.
Ele entende que algumas ruínas não pedem reforma,
pedem demolição consciente.
Então ele cria o novo.
Não um novo aprovado pelas vitrines do todo social,
não um novo domesticado pela moral dos outros,
não um novo feito para caber no aplauso alheio.
Mas um novo mais próximo do eu real,
um eu que não foge da sombra,
dialoga com ela.
Um eu que aprende a transformar desconforto em linguagem,
queda em arquitetura,
solidão em escuta,
e criatividade em afinação profunda da existência.
Porque talvez amadurecer seja isso:
deixar de decorar a cela
e começar a desenhar a chave.
[Verso 1]
Olhar-se no espelho deveria ser
o mais simples gesto de amor,
não o altar secreto do ego,
nem um julgamento sobre a cor,
sobre o corpo, o rosto ou a idade,
sobre tudo o que o tempo tocou.
O espelho não conhece a alma,
só devolve aquilo que encontrou.
Mas existe um rosto atrás do rosto,
uma história atrás do que restou,
uma criança pedindo cuidado
e um adulto dizendo: “Eu aqui estou”.
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