Isso Ja Nao me Pertence mais

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Ja’ me cansei de escutar
novidades antigas...


Nada de tão novo esiste
nessas humanas cantilenas modernas
onde a pré-histórica
desumanidade hipócrita persiste...
✍©️@MiriamDaCosta

Passado...Futuro...Presente...


O passado é uma casa onde já moramos,
e que podemos visitar vez ou outra,
sem nos demorarmos nela.
O presente é a casa onde vivemos
e que precisamos cuidar com atenção.
O futuro é uma casa em construção,
da qual ainda não sabemos
se chegaremos a abrir a porta.


O passado é uma casa velha que ainda cheira a nós,
paredes impregnadas de ecos,
móveis que guardam nossos silêncios.
Visitamos, às vezes, só para lembrar
que já fomos outros
e que não podemos morar ali de novo.
O presente é a única casa habitável:
tem luz acesa, chão gasto,
plantas que precisam de água
e um telhado que pede reparos —
é viva, é urgente, é agora.
O futuro é um terreno em obras, poeira suspensa,
barulho de martelos, vento atravessando vãos.
Não sabemos se veremos essa casa pronta,
nem se haverá chave para nós,
mas seguimos sonhando a planta dela.


O passado é uma casa onde deixamos
versões antigas de nós;
às vezes voltamos, devagar,
como quem acaricia um álbum amarelado,
mas sabemos que não há cama pronta
nem lugar para ficar.
O presente é a casa que respira conosco,
com suas frestas, suas manhãs,
seus pequenos cuidados cotidianos
que sustentam o que somos.
O futuro é uma casa azul desenhada no horizonte,
em obras, em névoa, em promessa,
e caminhamos rumo a ela
sem saber se um dia
ela nos reconhecerá na porta.


✍©️@MiriamDaCosta

Na nossa sociedade, muito se fala em inversão de valores. Esse fenômeno já é remoto; o que vemos hoje é uma quase total ausência de valores.
✍©️@MiriamDaCosta

O El Niño já passou pela adolescência,
está na fase do El Adulto...
e logo será o El Viejo.
@MiriamDaCosta


Ter valor! Ou buscar ter valor, quando você busca o que já perdeu. Aí, necessita usar a inteligência, quando não tem, usa o ego.

Que busca nesse mundo para suprir minha necessidade de ter um reflexo sobre o dia que já passou, ter esperança pelo dia que vai chegar, sempre buscando compreender melhor ou poder fazer para não morrer sem entender os propósitos da vida.

"com outras já Vivi com outras já me deitei mas somente por você _________ todo o meu amor eu verdadeiramente dediquei , embora tenha dedicado a você todo o meu carinho amor e atenção me tratastes com indiferença e jogastes tudo ao chão. Como podes ser tão indiferente a todo esse amor ❓Pois sem você a vida perdeu o propósito a razão, e eu como um tolo apaixonado estou sem chão , imagino que no meio do seu peito não tenhas um coração ❤️ ")

É de uma mesquinhez desumana arrancar de quem já tem pouco aquilo que custou lágrimas e noites mal dormidas, oferecendo migalhas por algo que vale uma vida de esforço.

Tentar manipular e destruir quem já carrega o peso de uma rotina exaustiva revela um caráter apodrecido, incapaz de entender o verdadeiro valor da honestidade e do trabalho duro.

É de uma pequenez humana inominável usar de manipulação e trapaça para esmagar quem já caminha sob o peso de grandes dificuldades, achando que a maldade trará algum tipo de vantagem.

Tentar esmagar quem já batalha com dignidade para oferecer migalhas por um bem valioso é a marca registrada de um espírito falido e sem luz.

A União Europeia, com suas enraizadas diferenças e divergências, já nasceu predestinada ao falimento, pois a falência já estava sobrevoando os céus de algumas grandes nações europeias, enquanto em outras, já construía moradia em suas entranhas.

“Quando a vida precisa provar perante o poder que merece ser protegida, alguma coisa essencial já fracassou no Direito.”

⁠Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.


A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.


Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.

Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.

Errar, errar e errar faz parte da vida; mas continuar errando, sem aprender, já dizia o poeta, é burrice

Somos confrontados por ideias que já se foram e que discordamos um dia.

Por que mudei?
Ahhh…
me perguntam por que mudei.


E eu simplesmente digo:
mudei porque já não cabia
dentro das minhas antigas versões.


A pele que um dia me serviu
começou a apertar,
os caminhos que antes me encantavam
já não levavam para onde eu queria chegar.


Então, precisei me despir
de algumas certezas,
de velhos medos,
de quem eu achava que deveria ser.


Não foi de repente.
Foi aos poucos,
como quem aprende a respirar
depois de passar muito tempo
tentando caber em espaços pequenos demais.


Mudei porque cresci.
Porque me ouvi.
Porque descobri que permanecer a mesma
só para não incomodar os outros
também é uma forma de se abandonar.


Hoje, não sou quem fui.
E ainda bem.


Carrego minhas antigas versões comigo,
não como arrependimento,
mas como raízes.


Afinal,
foi preciso ser todas elas
para chegar até aqui.


Não mudei para ser outra pessoa.
Mudei para, finalmente,
caber inteira dentro de mim.

"Se eu conseguir salvar uma alma, já ganhei o dobro da minha vida, se eu conseguir ganhar duas, então eu ajudei a derrotar o inferno"

"Se estiver que desistir de algo, que seja de pecar, o precavido nunca cai em ruína, já o tolo, faz parte dela"