Isso Ja Nao me Pertence mais
O Tribunal que Carregamos Dentro de Nós
Você já reparou que explicamos o comportamento dos outros pelo caráter e o nosso próprio pelas circunstâncias?
Quando erramos, quase sempre encontramos uma explicação. Estávamos cansados, preocupados, com problemas demais na cabeça. Foi um dia difícil. Perdemos a paciência porque chegamos ao nosso limite. Respondemos mal porque alguma coisa dentro de nós já vinha doendo havia muito tempo.
Mas quando é o outro quem erra, curiosamente, as circunstâncias desaparecem.
Ele não estava cansado: ele é grosseiro.
Ela não estava passando por um momento difícil: ela é complicada.
Ele não cometeu um erro: ele é irresponsável.
Ela não perdeu a paciência: ela é arrogante.
Para nós, contexto.
Para os outros, caráter.
Talvez exista dentro de cada um de nós um pequeno tribunal onde ocupamos, ao mesmo tempo, lugares muito diferentes. Quando somos os acusados, queremos que todas as provas sejam examinadas, que nossa história seja conhecida, que nossas dores sejam consideradas. Mas quando o outro ocupa o banco dos réus, muitas vezes queremos apenas uma sentença rápida.
É estranho como conhecemos profundamente as razões dos nossos próprios erros e quase nunca conhecemos as razões dos erros alheios.
Sabemos das noites em que não dormimos.
Das preocupações que carregamos.
Das palavras que engolimos.
Das perdas que ninguém percebeu.
Das batalhas que enfrentamos silenciosamente.
Mas do outro conhecemos apenas o instante em que ele cruzou o nosso caminho.
E, ainda assim, julgamos uma vida inteira por alguns minutos.
Talvez seja essa uma das grandes injustiças das relações humanas: queremos ser compreendidos pela nossa história, mas frequentemente compreendemos os outros apenas pelo comportamento que tiveram conosco.
Não significa aceitar tudo.
Compreender não é permitir que alguém nos machuque repetidamente, nem transformar falta de respeito em desculpa. Existem comportamentos que precisam de limites e pessoas das quais precisamos manter distância.
Mas existe uma diferença enorme entre estabelecer um limite e decretar quem alguém é.
Porque uma atitude pode revelar muito sobre uma pessoa, mas nem sempre revela a pessoa inteira.
Talvez devêssemos fazer uma pergunta antes de condenar alguém:
“E se eu conhecesse as circunstâncias?”
Talvez aquele silêncio tivesse uma história.
Talvez aquela impaciência viesse de uma dor.
Talvez aquela distância escondesse uma batalha que nunca nos foi contada.
E talvez, algumas vezes, não houvesse explicação nenhuma capaz de justificar o comportamento.
Ainda assim, a pergunta teria servido para alguma coisa: impedir que nossa primeira impressão se transformasse imediatamente em verdade absoluta.
No fundo, maturidade talvez seja aprender a usar a mesma medida.
Se queremos que considerem nossas circunstâncias antes de julgarem nosso caráter, precisamos oferecer aos outros pelo menos a possibilidade de também possuírem circunstâncias que desconhecemos.
Porque todos nós carregamos capítulos que ninguém leu.
E talvez o mundo se tornasse um pouco mais humano se, antes de escrevermos a sentença sobre alguém, tivéssemos a humildade de admitir:
eu vi o comportamento, mas não conheço a história inteira.
seus olhos.
Antes mesmo de entender o que estava acontecendo, eu já tinha encontrado alguma coisa nos olhos dela que não sabia explicar. Eu falava dos olhos porque era a maneira mais fácil de falar do que acontecia comigo quando olhava para ela. Pareciam ter profundidade suficiente para esconder tudo aquilo que eu não conseguia dizer. E talvez fosse exatamente por isso que eu gostasse tanto de mergulhar neles.
Porque havia dias em que o mundo parecia fundo demais.
As coisas lá fora tinham aquele peso que a gente tenta fingir que não sente. A vida seguia, as pessoas continuavam falando, os dias continuavam passando, mas existiam momentos em que tudo parecia difícil de levar. E então eu encontrava aqueles olhos.
Era como cair no mar sem ter medo de afundar.
Eu não precisava saber nadar. Não precisava saber para onde estava indo. Bastava entrar.
Talvez seja isso que algumas pessoas fazem com a gente. Elas não resolvem necessariamente aquilo que está quebrado, não apagam os problemas, não tornam o mundo mais fácil. Elas apenas conseguem fazer com que, por alguns instantes, a gente não precise lutar contra ele.
Ela era esse intervalo.
Eu podia passar horas tentando organizar dentro de mim aquilo que não tinha nome e, ainda assim, bastava olhar para ela para alguma coisa se aquietar. Havia um tipo de silêncio naqueles olhos que não era vazio. Era abrigo. Um lugar onde eu podia deixar todas as coisas que carregava sem precisar explicar por que elas pesavam tanto.
E talvez eu tenha amado também essa sensação.
A de ser recebido por alguém sem precisar chegar inteiro.
Eu acreditava que amar era isso: oferecer alguma coisa de si e perceber que, de alguma forma, aquilo também fazia o outro respirar melhor. Cada gesto pequeno parecia carregar uma energia que não precisava ser anunciada. Um cuidado aqui, uma presença ali, uma tentativa de estar perto quando o mundo ficava difícil. Como se amar fosse construir, aos poucos, um lugar onde dois poderiam descansar.
E eu queria ser esse lugar para ela também.
Talvez por isso a distância sempre tenha parecido tão cruel. Porque quando alguém se transforma em refúgio, a ausência deixa de ser simplesmente ausência. Ela começa a parecer uma porta fechada para um lugar onde você costumava conseguir respirar.
E ainda havia a saudade.
Aquela espécie de presença que continua existindo mesmo quando a pessoa não está. As lembranças permanecem vibrantes, ocupando espaços inesperados, aparecendo no meio de uma música, de uma noite, de um pensamento qualquer. Você percebe que algumas pessoas conseguem permanecer dentro da gente mesmo quando já não estão ao nosso lado.
Foi assim que ela ficou em mim.
Não como uma foto parada no passado, mas como uma paisagem que ainda aparece quando fecho os olhos.
E talvez seja por isso que aquela imagem do mar sempre tenha feito tanto sentido.
Porque eu não mergulhava apenas nos olhos dela.
Eu mergulhava naquilo que sentia quando estava ali.
Na tranquilidade que encontrava. Na versão de mim que aparecia quando não precisava me defender de nada. Na sensação de que, por alguns minutos, eu estava exatamente onde deveria estar.
Ao lado dela.
E talvez algumas pessoas sejam mesmo obra de alguma força que a gente não entende. Não necessariamente porque foram feitas para ficar para sempre, mas porque, em algum momento da nossa história, precisavam existir.
Ela existiu.
E me ensinou que existem olhos capazes de ser oceano.
Que existem abraços que parecem margem depois de muito tempo à deriva.
Que existe amor que não chega fazendo barulho, mas vai preenchendo os espaços vazios até a gente perceber que já não sabe exatamente onde termina a nossa solidão e começa a presença do outro.
Hoje, talvez eu entenda que mergulhar nos olhos dela nunca foi apenas sobre olhar.
Era sobre confiar.
Sobre fechar os olhos para o mundo por alguns segundos e acreditar que, se eu afundasse, alguém me encontraria.
E talvez seja essa a coisa mais bonita e mais dolorosa sobre amar alguém profundamente: às vezes, a pessoa se torna o mar onde você aprendeu a respirar.
E quando ela vai embora, você passa um tempo tentando descobrir como voltar a superfície.
Mas algumas profundidades não desaparecem.
A gente apenas aprende a carregá-las.
E eu ainda carrego aqueles olhos comigo.
Como quem um dia caiu no mar e, em vez de ter medo da profundidade, descobriu nela um lar.
Vida que segue
Deita e dorme...
primeiros raios do sol, já levanta,
engole o café,
paga conta.
Corre que corre... não para
vai e volta...
come... não come
chora e chora
e a dor não some...
Intoxica... desintoxica...
vai ou fica?
anda apressado
timer sempre ligado...
sonhos... esperanças...
viver... e viver... às vezes... cansa.
Olha pra frente,
olha pra trás...
vida afrouxa... vida aperta
no mundo perdido
o futuro lhe tira a paz.
Roda... roda... roda...
sorri sorridente
vida não é permanente...
chora que chora
a vida não volta atrás...
Embrulhado!
E está tudo acabado.
quando te vi, algo em mim já sabia...
que esse dia mudaria todos os outros
em minha vida
meu perfume lembra os teus olhos
mas os teus olhos em mim
me lembra o amor
daqueles pra vida inteira
com uma linda descendência
como acordar em uma manhã de natal
para meu querido peps
Já passei por tudo nesta vida, amigo.
A mente, um turbilhão atribulado, ecos de tormentas que não calam.
O corpo, marcado por cicatrizes profundas feridas que nascem na alma ferida, serpenteiam pelo peito e se instalam nos ossos, como tatuagens de batalhas invisíveis. Sofrimento que começa no pensamento, devora o espírito e termina na essência mais pura de quem sou.
Noites em claro, dias de peso insuportável, mas aqui estou, de pé.
E mesmo assim, a esperança não nos abandona, teimosa chama que resiste ao vento. Virão dias melhores, eu sei.
Um dia, isso tudo findará, como nuvem que se dissipa ao sol.
Estaremos felizes, reunidos à família, aos filhos que são nossa luz eterna, rindo sob céus limpos, livres das sombras.
A vida, afinal, guarda essa promessa para os que persistem.
Que seja um dos piores cenários de sua existência; sonhar seja algo que já nem se lembra do que é; amar e ser amado seja ficção; e que a sorte te abandonou. Lembre-se: o sol invade sua janela e ilumina seu rosto todo dia. Se não vê, escute com seus olhos o grito ensurdecedor da vida. Então viva, viva e sorria pela vida.
O lixo digital já programou grande parte da população, roubando suas vidas e tornando-as inquilinas do seu próprio corpo.
Alcançar o equilíbrio interno nesse mundo frenético e conflituoso é o maior sinal de quem já venceu na vida.
Quem sofre sem fazer alarde já conhece o seu roteiro, sabe que a hora em que a dor arde e enfrenta o mundo inteiro. No silêncio se faz forte, pois conhece o próprio norte e é seu único parceiro.
Para quem já perdeu quase tudo, é insuportável a ideia ou a realidade de que perdeu novamente. Eu não sei perder pessoas. Eu não aguento mais perder pessoas! Ah Deus!
Quando você já fez tudo pela pessoa e ela ainda se acha no direito de te desrespeitar como se pissasse em seu pescoço. Faça um favor a si mesmo. Deixe esse titanic no fundo do mar
As pessoas querem dar lição de moral em quem já perdeu pai, mãe, quatro irmãos e um filho único na idade mais bela.
Compreender o amor exige tempo, entrega e maturidade. Só quem já amou profundamente — enfrentando as complexidades desse sentimento — ganha a autoridade necessária para pronunciar um "eu te amo" verdadeiro.
- Relacionados
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Frases de aniversário para dar os parabéns (e tornar o dia mais feliz)
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
- 54 frases de bom dia com frio para acordar mais quentinho
