Isso Ja Nao me Pertence mais

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"Não sei o que é sabedoria; para saber isso, precisaria de uma referência."

"Sou óbvio, por isso não estou surpreso."

Muitos querem amar, mas, poucos estão prontos para isso. A paixão não é amor, é um fogo que se apaga.

Isso não é apenas uma foto, por trás dela tem inteligência, denúncias, diligências e um texto.

EU VOU MORRER.


Não escrevo isso como despedida. Escrevo como constatação.


Eu vou morrer.


Você também.


E talvez uma das coisas mais estranhas sobre estar vivo seja justamente esta: sabemos perfeitamente como a história termina e, ainda assim, acordamos amanhã fazendo planos para daqui a dez anos.


Compramos coisas.
Criamos projetos.
Nos apaixonamos.
Guardamos fotografias.
Prometemos “para sempre”.
Marcamos compromissos para a próxima semana como se o universo tivesse assinado algum contrato conosco.


Não assinou.


O relógio nunca prometeu esperar.


Talvez por isso a morte não seja apenas o contrário da vida. Talvez ela seja aquilo que dá peso a cada segundo dela.


Uma música seria diferente se nunca terminasse.
Um pôr do sol perderia parte da beleza se permanecesse para sempre no horizonte.
Um abraço talvez não significasse tanto se não existisse a possibilidade de ser o último.


Somos temporários tentando construir coisas permanentes.


E existe algo absurdamente humano nisso.


Escrevemos livros sabendo que um dia não estaremos aqui para lê-los.
Plantamos árvores cuja sombra talvez nunca utilizemos.
Amamos pessoas mesmo sabendo que, por partida, distância, mudança ou morte, algum dia teremos de aprender a existir sem algumas delas.


Talvez viver seja justamente essa insolência contra o tempo.


Olhar para uma existência limitada e dizer:


“Mesmo assim, eu vou fazer alguma coisa com ela.”


Eu vou errar.
Vou mudar.
Vou perder pessoas.
Vou encontrar outras.
Vou abandonar versões de mim que um dia considerei definitivas.
Vou olhar fotografias antigas e talvez não reconhecer completamente o homem que estava nelas.


E um dia, inevitavelmente, tudo aquilo que hoje chamo de presente será passado.


Até que eu também seja.


Então sim:


EU VOU MORRER.


Mas ainda não morri.


E, para mim, talvez toda a filosofia desta vida esteja escondida justamente nessa diferença.


Porque eu ainda estou aqui.


Ainda tenho coisas que nunca disse.
Livros que ainda não escrevi.
Pessoas que ainda não conheci.
Lugares onde meus pés nunca tocaram.
Abraços que ainda não dei.
Erros que provavelmente ainda vou cometer.
Ideias que hoje nem sequer existem dentro da minha cabeça.


Ainda existem páginas minhas completamente em branco.


E isso me assusta tanto quanto me fascina.


Não sei quanto tempo tenho.


Talvez ninguém saiba realmente.


Por isso não quero passar a existência inteira tentando parecer eterno.


Não sou.


Meu nome um dia será pronunciado pela última vez.
Minha voz um dia existirá apenas em alguma gravação.
Minhas fotografias ficarão mais jovens do que eu jamais poderei voltar a ser.
Os lugares onde passei continuarão existindo sem perguntar por mim.


E, estranhamente, eu aceito isso.


Porque não quero vencer a morte.


Quero vencer a possibilidade de chegar até ela sem ter sido verdadeiramente eu.


Quero ter amado do meu jeito.
Errado algumas vezes.
Acertado outras.
Escrito aquilo que tive coragem de pensar.
Construído aquilo que um dia parecia impossível.
Mudado de ideia quando fosse necessário.
Pedido perdão quando meu orgulho finalmente ficasse menor que minha consciência.
E deixado alguma coisa de mim nas pessoas que atravessaram a minha história.


Não preciso que o mundo se lembre de mim para sempre.


Só não quero chegar ao fim e perceber que passei a vida inteira tentando ser alguém que não era.


Quando a morte finalmente chegar até mim, não quero perguntar por que ela veio.


Quero olhar para trás.


Para o menino que fui.
Para o homem que tentei me tornar.
Para tudo que perdi.
Para tudo que amei.
Para cada versão de mim que precisei abandonar para chegar até aqui.


E então talvez eu consiga dizer, pela última vez, sem filosofia, sem personagem, sem título e sem nenhuma necessidade de parecer maior do que fui:


Meu nome é Jefferson Marconis Lima Silva.


Eu estive aqui.


Eu amei algumas pessoas.
Algumas ficaram.
Outras viraram memória.


Eu tive medo.
Eu errei.
Eu recomecei.
Eu escrevi.
Eu sonhei coisas grandes demais.
Eu mudei.
Eu vivi contradições que jamais consegui explicar completamente.


E, mesmo sabendo desde o início que perderia para o tempo, continuei.


No final, talvez eu não queira deixar uma grande resposta.


Talvez queira deixar apenas uma pequena prova:


eu existi.


E enquanto existi, tentei transformar o pouco tempo que recebi em alguma coisa que tivesse a minha forma.


Então, quando chegar a minha hora, o mundo continuará.


O sol nascerá sem mim.
Alguém estará rindo em algum lugar.
Uma criança estará começando uma história enquanto a minha termina.


E tudo bem.


Porque eu nunca precisei ser eterno.


Eu só precisava estar verdadeiramente vivo enquanto ainda era a minha vez.


— Jeff Marconis

O tempo não atenua remorso. E é por isso que remorso é diferente de qualquer outra dor.


O tempo atenua saudade, atenua raiva, atenua paixão, até atenua luto. Porque tudo isso depende de memória, e a memória enfraquece.


Mas remorso não depende de memória. Depende de consciência. E consciência não enfraquece com o tempo, ela fica mais nítida.


Quando acontece, você arruma uma desculpa: "eu era imaturo, eu estava nervoso, não tive escolha". O tempo tira a desculpa. Dez anos depois você já não é mais imaturo, já não está mais nervoso, e percebe que você teve escolha sim.


Por isso remorso não diminui, ele aumenta. No começo dói como erro. Depois dói como caráter. Você não pensa mais "olha o que eu FIZ", você pensa "olha quem eu FUI capaz de ser".


Saudade é a dor do que você perdeu. Remorso é a dor do que você se tornou.


_Jane Silva


31/10/2026

A inteligência pode reconstruir o caminho percorrido pela realidade, mas não consegue, por isso, converter o futuro em consequência inteiramente previsível.

"O casamento é só um contrato, não uma garantia de fidelidade, por isso o teste de paternidade por DNA pós-parto deveria ser obrigatório por lei, ou seja estou certo de que seria uma lei que evitaria muitas injustiças futuras."


__⁠__Sim_
😆😅🤗

O casamento é só um
contrato, não uma garantia
de fidelidade. Por isso
prefiro viver sozinho do que
mal acompanhado.


____Sim__
😴

"Minha paz custou caro. Por isso hoje eu não negocio com aquilo que me destrói."

Quando estamos arrependidos dos nossos erros mostramos isso..dia após dias.
Desculpar quem não mostra arrependimento.
É pedir pra ser ferido novamente.

Não existe acordo quando apenas um lado é favorecido. Isso não é consenso, é conveniência.

Você será trocado por pessoas e por momentos. Mas não se preocupe: lá na frente, quem fez isso com você também experimentará o mesmo.

Existe beleza no que não esperamos,
encontro no abandono e presença no imaginável, somos isso, intensas e verdadeiras

Carregar o peso de quem ama, cuida e ainda tenta manter o mundo de pé com as próprias mãos. Isso não é drama, é resistência pura.

Honrar a palavra também é saber a hora de recolher o que sobra de você.
E isso não é descrédito
É sobrevivência emocional.

Aprendizado do dia: Pessoas realmente boas são raras. Quando alguém é bom pra você, isso não se explica em palavras, se demonstra. Muitas vezes até assusta, porque a gente não está acostumado a ser bem tratado. Esse cuidado é a forma mais simples e sincera de alguém dizer que se importa. E Deus coloca esse tipo de pessoa na nossa vida uma única vez. Se tiverem a oportunidade, guardem, cativem e cuidem, porque o mundo está cada vez mais sombrio, e uma luz faz diferença.
Gente assim não é perfeita, e nem precisa ser. Carrega uma graça, um tipo de brilho que impulsiona. Não é fácil reconhecer, mas existe uma semelhança divina nisso.
Cultivem o que é bom. Assim como todos passam pela nossa vida, um dia essa pessoa também pode ir, sem deixar rastros. Eu, sinceramente, ainda não encontrei alguém como eu descrevo, mas quando encontrar, não vou deixar ir até Deus levar.
Às vezes, deixamos o que é bom passar porque achamos que não merecemos ou porque perguntamos “por que eu?”. Esqueçam essas perguntas. Vivam o que Deus determinou e não deixem nada estragar isso. Uma luz, no meio da escuridão, salva.


06:52 da manhã de uma quinta-feira, dia 27 de novembro de 2025.

Você não foi pouco. Você foi demais para quem não sabia o que fazer com isso.

Você amou do jeito que sabia. Isso não é erro. Isso é caráter.

Viver, nesta terra, não é euforia.
É insistência lúcida.
E isso basta.