Irmao Nao Va embora

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⁠Quem eu não queria ser se tornou a minha maior lição
Uma vida inteira fugindo de me tornar quem eu mais temia
Me tornou alguém muito pior
E agora o nó não sai
A lágrima se recusa a cair
Porque eu não quero admitir que eu errei

Inserida por madcarolina

Surto


Eu sabia.
Eu sabia.
Mas o saber não segurou a porta
quando a mente resolveu sair correndo.


O surto não chega gritando,
ele chega convencido.
Diz que agora vai,
que dessa vez precisa falar,
que o silêncio já venceu vezes demais.


E eu assisto.
De dentro.
De fora.
De um lugar estranho
onde ainda existe consciência,
mas não existe freio.


Eu falo.
Eu exponho.
Eu rasgo o que eu mesma costurei com cuidado
em dias de lucidez emprestada.


É desesperador
morar num corpo que não obedece,
num pensamento que se auto-sabota
em tempo real.


É como se eu fosse
a câmera de segurança
de um assalto cometido por mim mesma.
Grava tudo.
Não impede nada.


Depois vem o cansaço.
Esse cansaço antigo,
que não é físico,
é ontológico.
Cansa existir dentro de uma mente
que sabe demais
e controla de menos.


Eu volto pra mim aos poucos,
como quem retorna de um incêndio
carregando o próprio nome chamuscado.
Ainda sou eu,
mas com cheiro de fumaça
e a vergonha silenciosa
de quem viu tudo pegar fogo
sem conseguir apagar.


O surto passa.
Eu fico.
Com a memória do estrago
e a pergunta que nunca cala:


— como é possível estar tão consciente
e ainda assim tão ausente de si?

Inserida por madcarolina

Eu tentei ser compreendida
Tentei me encaixar
Mas as pessoas não conseguiam me enxergar E nem me escutar
Eu tentei mudar o tom
Troquei as roupas
Fiz o que pude, e o que não pude
Para ser compreendida e aceita
Mas nada foi o suficiente.
E eu entendi, que não existe demérito em não ser compreendido, o demérito é não compreender.

Inserida por madcarolina

Aquele que tem ouvidos, ouça


Não foi a maldade que mais me feriu.
Foi o acordo silencioso.


Foi ver mãos limpas
assinando pactos sujos
com a desculpa de que
“não havia escolha”.


Foi a violência vestida de normalidade,
o horror usando crachá,
a crueldade sentada à mesa
falando baixo
para não incomodar.


Não foi o grito do tirano
que me dilacerou.
Foi o coro dos neutros
afinando o silêncio
por medo de perder lugar.


Eu vi pessoas boas
negociando a própria alma
em parcelas pequenas,
chamando de sobrevivência
o que já era rendição.


Vi a mentira virar método.
Vi o interesse virar ética.
Vi a conveniência ser chamada de prudência.


E ninguém sangrava visivelmente,
por isso diziam que estava tudo bem.


Mas eu senti.
No corpo.
No peito.
Na garganta que treme
quando tenta dizer o óbvio
e descobre
que o óbvio virou heresia.


A maldade não venceu porque era forte.
Venceu porque foi aceita.
Porque parecia útil.
Porque dava lucro.
Porque protegia quem fechava os olhos.


E eu, que não aprendi a cegar,
carrego esse peso estranho:
ver demais,
sentir demais,
e ainda assim continuar aqui.


Não me chamem de dramática.
Não me peçam calma.
Não me peçam silêncio.


Eu não falo apenas para não morrer por dentro.
Eu falo porque acredito
que a voz não nasce
para ecoar sozinha.


Eu falo na esperança
de que algum ouvido reconheça o som
como quem reconhece um chamado antigo
e descubra, perplexo,
que também tem voz.


Eu falo porque sei
que a coragem não começa no punho.
Ela começa no peito,
quando alguém decide
não se esconder mais atrás do medo.


Não quero exércitos.
Não quero tronos.
Não quero vingança
vestida de justiça.


Quero gente em pé.
Inteira.
Com o coração exposto
e a consciência desperta.


Quero que os justos se levantem
não para destruir,
mas para não ceder.
Não para odiar,
mas para não negociar a alma.


Que se levantem com amor —
esse amor difícil,
que não passa pano,
que não mente para proteger privilégios,
que não chama covardia de prudência.


Que se levantem com coragem —
não a coragem do grito,
mas a coragem diária
de dizer “não”
quando o mundo inteiro diz
“é assim mesmo”.


Se minha voz encontra um ouvido,
que esse ouvido vire voz.
Se essa voz encontra outra,
que vire coro.


Não um coro de guerra,
mas um coro de presença.


Porque o mal prospera no escuro,
mas treme
diante da lucidez
que não se deixa comprar.


Eu falo porque ainda espero.
E enquanto houver esperança,
há humanidade tentando nascer
outra vez.

Inserida por madcarolina

A Aranha


Não era a aranha.
Era o fio invisível
que me prendia há anos
no mesmo canto do quarto.


A aranha só apareceu
quando o cansaço já tinha nome,
quando o corpo já vivia
em modo de vigília permanente,
como se a paz fosse um boato.


Ela não ameaçava —
eu é que já estava ferida.
Ela não atacava —
eu é que vinha lutando sem armas,
no escuro,
há tempo demais.


A aranha virou símbolo:
do medo que não dorme,
do pensamento que insiste,
do dia que apaga o pouco de luz
que tentou nascer.


Eu não queria o fim.
Eu queria descanso.
Queria um lugar onde o peito
não precisasse se defender o tempo todo.
Queria existir
sem estar sempre aguentando.


E alguém gritou “levanta”,
como se levantar fosse simples,
como se coragem curasse exaustão,
como se a dor tivesse botão de desligar.


Mas ali, naquele instante,
o que me salvou
não foi a vassoura,
nem a força,
nem a razão.


Foi o fio mais frágil de todos:
ser vista.
Ser ouvida.
Permanecer.


A aranha ficou.
O medo também.
Mas eu fiquei mais um pouco —
e, por enquanto,
isso basta.

Inserida por madcarolina

A Profecia


A profecia não vem do futuro.
Ela nasce no corpo cansado
De alguém que aprendeu a prever dor
para não ser surpreendido.


Ela se veste de certeza,
fala firme,
diz: “vai acontecer novamente”,
“a paz não dura”,
“algo sempre vem”.


Mas a profecia não é vidente.
Ela é exausta.


Ela olha para trás
Para todas as noites atravessadas,
Para todos os medos acumulados
e chama memória de destino.


Quando o descanso falta,
a mente constrói mapas de medo.
Não para te enganar,
mas para te proteger.
Ela prefere anunciar a tempestade
a permitir a esperança de um dia de Sol.


A profecia não quer te matar.
Ela quer te poupar.
Ela acredita, ingenuamente,
que se você não esperar nada,
nada poderá te ferir.


Mas ela erra.
Porque confunde repetição com eternidade.
Confunde “aconteceu muitas vezes”
com “acontecerá para sempre”.


A profecia do cansaço é convincente
porque fala alto quando você está fraca.
Ela não precisa gritar —
basta repetir.


E ainda assim…
ela não é lei.
Ela é sintoma.


Quando o corpo descansa,
a profecia perde a voz.
Quando a dor é dividida,
ela fica menor.
Quando alguém fica,
ela vacila.


Talvez hoje
você não consiga ignorá-la.
Tudo bem.
É cansativo agora.


Hoje basta saber isto:
profecias também vacilam.
E algumas só existem
até alguém segurar sua mão
e dizer:
“isso não é o futuro —
é só o agora pedindo descanso.”

Inserida por madcarolina

O amor em forma de poema.

Este cabe onde a alma transborda e a palavra não consegue mais ser simples explicação — vira sentimento.

Cabe no silêncio que fala mais alto do que qualquer explicação.
No olhar que demora um segundo a mais, como se quisesse guardar o outro dentro de si.
No peito que aperta, mas ainda assim insiste em sentir.

O amor em forma de poema cabe na saudade que não tem endereço,
no orgulho que briga com a vontade de voltar,
na coragem de ficar, e também na coragem de ir embora.

Cabe na mulher que ama demais e ainda assim aprende a se escolher.
Na dor que vira verso.
Na ausência que vira metáfora.

E no fim…
o amor em forma de poema cabe exatamente aqui:
onde alguém não consegue mais dizer “eu te amo” de forma comum —
e transforma tudo em poesia para não se perder do que sente

Inserida por Fialho10

O sábio não se apresenta em trajes de excelência, mas se veste de toda humildade e simplicidade ...

Inserida por marcio_henrique_melo

A verdadeira amizade , não considera vantagens.
Não se aproxima por interesses....
Um verdadeiro amigo , cria elos que estão acima de qualquer vantagem , não lucra nem espera reconhecimentos.
A verdadeira amizade e tolerante não aceita o egoísmo nem submete o outro a seis serviços como exploração.
Amizade é sincera pura e igual ....

Inserida por marcio_henrique_melo

A verdadeira beleza , não pode ser vista exteriormente.
Ela se revela em atos e palavras...

Inserida por marcio_henrique_melo

Bendito seja o sertanejo esperançoso, esgotado, ainda que de tanto trabalho.
Não desanima da labuta na terra, na alegria de plantar pra comemorar seus frutos como dádiva divina.
Satisfeito do seu cansativo dia, o sertanejo retorna pra casa com seus cestos fartos de frutos de um abençoado trabalho de um humilde sertanejo que aprendeu com a terra a dignidade do trabalho.

Inserida por marcio_henrique_melo

Que meus direitos , não te impeça dos seus...
Mas que possamos usufrui-los em unânimes.

Inserida por marcio_henrique_melo

Um sábio percebe "DEUS " em tudo , mas o tolo é cego nao consegue enchergar tudo que o sábio vê....

Inserida por marcio_henrique_melo

O verdadeiro homem não é um machista egocêntrico. O verdadeiro homem é sensível e educado. O respeito é mútuo.

Inserida por marcio_henrique_melo

O homem não é todo mau, nem todo bom...

Inserida por marcio_henrique_melo

Se Deus não existe, então tudo que conhecemos sobre a existência, é só o reflexo do nada inexistente.
Mas se Deus existe , temos as resposdas que explica toda a nossa existência e a do cosmos , logo somos o reflexo de um DEUS criador...

Inserida por marcio_henrique_melo

O mundo não pode oferecer paz , a paz deve ser gerada em cada pessoa que compõe o mundo....

Inserida por marcio_henrique_melo

Não existe pessoas diferentes, existe a ilusão.
Somos exatamente iguais , o que nos diferencia é a arrogância...

Inserida por marcio_henrique_melo

Você não tem que se preocupar com os demais, nem mesmo ter piedade de ninguém...
Você só não pode exigir isso de ninguém guando se ver carente ou em desespero...

Inserida por marcio_henrique_melo

Você não precisa temer um DEUS bom ou um DEUS mau , você pode optar por não acreditar em nem DEUS!
Pode viver como se voce fosse seu próprio DEUS...
Só aceite a ausência deste DEUS nos momentos mais turvos da sua vida.

Inserida por marcio_henrique_melo