Irmao Nao Va embora
Embora me digam... Que meus olhos são azuis
Eu ainda vejo as coisas em preto e branco.
Mais preto do que branco.
Embora o buraco do poço que eu me encontro
Seja fundo ou muito profundo
Assim mesmo, eu ainda quero
Uma corda para laçar a lua, e me libertar
Dessa escuridão.
A integridade é o que você faz quando a plateia vai embora e sobra apenas Deus e a sua consciência. A pergunta surge: quem é você quando não há ninguém por perto?
O maior crime que alguém poderia cometer contra mim seria o de tirar a minha vida. Embora aos trancos e barrancos, ela é minha, e eu a amo.
Tem gente que vai embora da nossa vida… mas o coração ainda demora um pouco para aprender a viver sem aquela presença.
Às vezes, é necessário passar por momentos difíceis pra perceber quem tem que ir embora e quem tem ficar.
Será que desistir foi mais fácil?
Ir embora foi um ato de coragem, mesmo quebrada. Meu voo foi impulsionado, talvez pela dor, como saber?
É triste deixar quem se ama, mas ficar séria não me amar.
Me reencontrei num processo doloroso, porem libertador.
Desistir de você e ir embora foi um ato de coragem. Ou fui covarde?
Doeu...
É triste deixar quem se ama, mas ficar séria não me amar
Seria cruel comigo e com você.
Essa é a parte dolorosa., sentir e ter que sufocar, tentar esquecer, fingir que não dói. E como está doendo.
Queria que você fosse o último, que nossa estrada fosse longa, que estivéssemos sempre juntos, ainda que fisicamente longe. Que toda mágoa fosse breve. Que fosse leve a nossa caminhada, ainda que pesasse a gente não desistiria do nós...
Que nossa vontade fosse livre.
Queria que pudesse me escolher sempre. E mesmo que eu seja minha, eu sempre seria tua. Mas, não foi assim..
Você mexeu com as minhas certezas, e foi embora.
Porque a ausência grita mais que a presença?
Porque anda no meu pensamento, se não me quis na sua vida. E ainda assim.
I miss you.
Me casei com a vida mesmo sabendo que ela um dia irá me trair indo embora com a morte.
by Elmo Writter Oliver I
Depois Que Todos Foram Embora: a dor silenciosa das mães que continuam.
Existem abandonos que fazem barulho.
E existem aqueles que acontecem em silêncio.
Silenciosamente, algumas mulheres vão desaparecendo dentro da própria rotina. Não porque desistiram da vida. Mas porque passaram anos sustentando tudo sozinhas enquanto o mundo, pouco a pouco, foi indo embora.
“Depois Que Todos Foram Embora” nasce exatamente desse lugar invisível da existência humana.
Não é um livro sobre heroísmo. Não é uma história construída para romantizar sofrimento. E também não é uma obra feita para despertar pena.
É um retrato humano da permanência.
Daquelas mulheres que continuam quando todos os outros já partiram emocionalmente.
Mães que permanecem nas salas de terapia. Nos corredores silenciosos das clínicas. Nas madrugadas de crise. Nas batalhas escolares. Nos julgamentos sociais. Na exaustão invisível que quase ninguém vê.
Porque existe uma solidão específica na maternidade atípica que raramente é discutida com honestidade.
No começo, muitas pessoas estão presentes. Existem opiniões. Conselhos. Promessas de apoio. Discursos prontos.
Mas, com o passar dos anos, a realidade muda.
As visitas diminuem. As mensagens ficam mais raras. Os convites desaparecem. Os relacionamentos se transformam. E muitas mães passam a viver uma rotina onde o amor pelos filhos continua enorme, mas o suporte ao redor praticamente deixa de existir.
Então sobra ela.
A mãe.
Cansada. Sobrecarregada. Em silêncio. Tentando reorganizar emocionalmente uma vida inteira enquanto ainda precisa continuar funcionando para todos.
E talvez uma das maiores dores dessas mulheres seja justamente esta: o fato de que a sociedade aprende a enxergar o diagnóstico da criança, mas quase nunca enxerga o apagamento emocional da mãe.
“Depois Que Todos Foram Embora” fala sobre isso com profundidade humana.
Sobre o luto invisível da mulher que deixou de existir como indivíduo para sobreviver como estrutura emocional da família.
Sobre a culpa permanente. Sobre o medo constante. Sobre o esgotamento que não encontra descanso. Sobre a solidão que nasce não apenas da ausência física das pessoas, mas principalmente da ausência de compreensão.
Porque muitas mães atípicas não se isolam apenas por escolha.
Elas vão se recolhendo emocionalmente porque se cansam de explicar dores que ninguém realmente deseja compreender.
Cansam das opiniões superficiais. Das frases prontas. Das comparações cruéis. Da necessidade permanente de justificar sua exaustão.
Então elas economizam energia. Não porque deixaram de amar o mundo. Mas porque precisam sobreviver dentro dele.
Este livro também fala sobre algo profundamente humano: a permanência do amor mesmo quando o corpo está cansado.
Porque existem mulheres que continuam sustentando afetos mesmo emocionalmente exaustas.
Continuam lutando por terapias. Continuam pesquisando. Continuam protegendo. Continuam acreditando. Continuam tentando construir autonomia, pertencimento e dignidade para os filhos enquanto, muitas vezes, já não sabem mais onde ficou a própria identidade.
E talvez uma das partes mais dolorosas disso tudo seja perceber que a sociedade costuma chamar essas mulheres de fortes, sem perceber que muitas delas só continuam porque nunca tiveram a possibilidade real de parar.
“Depois Que Todos Foram Embora” não foi escrito para idealizar sofrimento materno.
Foi escrito para devolver humanidade a mulheres que passaram anos sendo vistas apenas pela função que exercem.
Porque antes de serem mães atípicas, elas eram pessoas.
Tinham sonhos. Tinham identidade. Tinham projetos. Tinham desejos próprios. Tinham existência individual.
E em muitos casos, tudo isso foi ficando para trás enquanto elas sustentavam silenciosamente o peso emocional de famílias inteiras.
Mas este livro não termina na dor.
Ele termina na reconstrução possível.
Na compreensão de que essas mulheres também precisam voltar a existir para além da sobrevivência.
Precisam de acolhimento real. Rede de apoio real. Escuta real. Presença real.
Precisam entender que autocuidado não é egoísmo. Que descansar não é abandono. Que existir como mulher não diminui o amor pelos filhos.
Porque nenhuma sociedade saudável pode continuar tratando mães emocionalmente destruídas como se isso fosse demonstração natural de amor.
O amor não deveria consumir completamente uma pessoa até ela desaparecer.
E talvez o maior propósito deste livro seja justamente este: fazer com que algumas mulheres percebam, pela primeira vez em muitos anos, que alguém finalmente conseguiu enxergar aquilo que elas passaram tanto tempo tentando esconder do mundo.
A solidão invisível de quem continuou mesmo depois que todos foram embora.{b}Depois Que Todos Foram Embora: a dor silenciosa das mães que continuam{/b}
Existem abandonos que fazem barulho.
E existem aqueles que acontecem em silêncio.
Silenciosamente, algumas mulheres vão desaparecendo dentro da própria rotina. Não porque desistiram da vida. Mas porque passaram anos sustentando tudo sozinhas enquanto o mundo, pouco a pouco, foi indo embora.
“Depois Que Todos Foram Embora” nasce exatamente desse lugar invisível da existência humana.
Não é um livro sobre heroísmo. Não é uma história construída para romantizar sofrimento. E também não é uma obra feita para despertar pena.
É um retrato humano da permanência.
Daquelas mulheres que continuam quando todos os outros já partiram emocionalmente.
Mães que permanecem nas salas de terapia. Nos corredores silenciosos das clínicas. Nas madrugadas de crise. Nas batalhas escolares. Nos julgamentos sociais. Na exaustão invisível que quase ninguém vê.
Porque existe uma solidão específica na maternidade atípica que raramente é discutida com honestidade.
No começo, muitas pessoas estão presentes. Existem opiniões. Conselhos. Promessas de apoio. Discursos prontos.
Mas, com o passar dos anos, a realidade muda.
As visitas diminuem. As mensagens ficam mais raras. Os convites desaparecem. Os relacionamentos se transformam. E muitas mães passam a viver uma rotina onde o amor pelos filhos continua enorme, mas o suporte ao redor praticamente deixa de existir.
Então sobra ela.
A mãe.
Cansada. Sobrecarregada. Em silêncio. Tentando reorganizar emocionalmente uma vida inteira enquanto ainda precisa continuar funcionando para todos.
E talvez uma das maiores dores dessas mulheres seja justamente esta: o fato de que a sociedade aprende a enxergar o diagnóstico da criança, mas quase nunca enxerga o apagamento emocional da mãe.
“Depois Que Todos Foram Embora” fala sobre isso com profundidade humana.
Sobre o luto invisível da mulher que deixou de existir como indivíduo para sobreviver como estrutura emocional da família.
Sobre a culpa permanente. Sobre o medo constante. Sobre o esgotamento que não encontra descanso. Sobre a solidão que nasce não apenas da ausência física das pessoas, mas principalmente da ausência de compreensão.
Porque muitas mães atípicas não se isolam apenas por escolha.
Elas vão se recolhendo emocionalmente porque se cansam de explicar dores que ninguém realmente deseja compreender.
Cansam das opiniões superficiais. Das frases prontas. Das comparações cruéis. Da necessidade permanente de justificar sua exaustão.
Então elas economizam energia. Não porque deixaram de amar o mundo. Mas porque precisam sobreviver dentro dele.
Este livro também fala sobre algo profundamente humano: a permanência do amor mesmo quando o corpo está cansado.
Porque existem mulheres que continuam sustentando afetos mesmo emocionalmente exaustas.
Continuam lutando por terapias. Continuam pesquisando. Continuam protegendo. Continuam acreditando. Continuam tentando construir autonomia, pertencimento e dignidade para os filhos enquanto, muitas vezes, já não sabem mais onde ficou a própria identidade.
E talvez uma das partes mais dolorosas disso tudo seja perceber que a sociedade costuma chamar essas mulheres de fortes, sem perceber que muitas delas só continuam porque nunca tiveram a possibilidade real de parar.
“Depois Que Todos Foram Embora” não foi escrito para idealizar sofrimento materno.
Foi escrito para devolver humanidade a mulheres que passaram anos sendo vistas apenas pela função que exercem.
Porque antes de serem mães atípicas, elas eram pessoas.
Tinham sonhos. Tinham identidade. Tinham projetos. Tinham desejos próprios. Tinham existência individual.
E em muitos casos, tudo isso foi ficando para trás enquanto elas sustentavam silenciosamente o peso emocional de famílias inteiras.
Mas este livro não termina na dor.
Ele termina na reconstrução possível.
Na compreensão de que essas mulheres também precisam voltar a existir para além da sobrevivência.
Precisam de acolhimento real. Rede de apoio real. Escuta real. Presença real.
Precisam entender que autocuidado não é egoísmo. Que descansar não é abandono. Que existir como mulher não diminui o amor pelos filhos.
Porque nenhuma sociedade saudável pode continuar tratando mães emocionalmente destruídas como se isso fosse demonstração natural de amor.
O amor não deveria consumir completamente uma pessoa até ela desaparecer.
E talvez o maior propósito deste livro seja justamente este: fazer com que algumas mulheres percebam, pela primeira vez em muitos anos, que alguém finalmente conseguiu enxergar aquilo que elas passaram tanto tempo tentando esconder do mundo.
A solidão invisível de quem continuou mesmo depois que todos foram embora.
Permita que a alegria contagie a sua vida. Mande embora as nuvens escuras e deixa o sol entrar para aquecer o seu coração... A felicidade é um tesouro que não se pode calcular...
Desejo que a sua noite te acolha com doçura,
que o sono leve embora o que doeu,
e que amanhã chegue leve, como abraço de Deus.
— Edna de Andrade
Mensagem ao meu passado
Mandei uma mensagem pro meu passado, que há muito havia amado,
embora a despedida já acontecera há tempos, precisava dizer adeus pra me libertar por dentro.
Não foi fácil, confesso,
coração palpitou querendo apelar para o regresso, mas depois de ver como ela está feliz, entendi que a felicidade dela também é o meu progresso.
Enquanto a mim, sigo a vida como poeta, escrevendo sobre o que sinto,
sem saber descrever o que é sentir,
mas sentindo demais para descrever.
O amor genuíno deve ser algo imaginado,
porque eu o sinto,
mas não o consigo mais ver.
A renúncia me custou a companhia,
as horas de felicidade ao seu lado,
mas a poupou do sofrimento
de recomeçar ao lado de alguém quebrado.
Não financeiramente,
ou fisicamente,
mas pela vida
e seus fantasmas do passado.
Porque às vezes amar
também é partir.
E mesmo que a alma queira retorno,
há despedidas que não são sobre esquecer…
são sobre finalmente se libertar.
No fim das contas, o seu nome tem mais serventia para os outros do que para você mesmo. Embora seja algo profundamente pessoal, inicialmente você não o escolheu, sequer você tinha essa capacidade, foi uma palavra dada por quem sequer tinha noção do que aquele ser viria a se tornar, nem você tinha. O seu nome é uma cicatriz, uma das primeiras. Uma palavra cujo significado, se é que existe algum relacionado a alguma outra coisa ou alguém, jamais representará quem você realmente é. O nome carimba a abstração de uma pessoa no mundo. Enquanto estivermos em sociedade, inclusive em sua lápide, um nome estará relacionado a você. O nome pode não ser aquele do seu nascimento, pode ser um apelido, que aliás pode ser mais sensato, já que pelo menos normalmente é uma tentativa, ainda que rasa e por terceiros, de representar algo visto posteriormente.
Então, veio o silêncio —
um silêncio que, embora pesado,
guarda em seu peito a beleza do que foi verdadeiramente vivido.
