Irmao Nao Va embora
Janeiro
Hoje é dezessete. Janeiro já está indo embora. O que foi que você fez? Pergunto a mim mesma o que eu fiz até agora.
Hoje é dezessete; janeiro já se vai, batendo à porta de fevereiro, querida. E eu me pergunto: o que tenho feito? O que tenho feito da vida?
Eu sorri, eu dancei, eu cantei. Eu cantei meu samba favorito. Corri nas estradas e caminhei olhando o sol. Banhei-me nas águas do mar e da cachoeira.
Eu li o mundo como se fosse um filme: as pessoas indo e voltando às pressas. Na tela, pessoas que não olhavam de volta.
Hoje é dezessete. Janeiro já está indo embora, mas eu não.
Nildinha Freitas
A noite chegou tudo é diferente.
A tarde passa que nem sente.
O sol da tarde vai embora e deixa uma saudade que no peito arde. Mas amanhã ele volta lindo e atraente encantando toda gente.
As ditas loucuras, embora me façam enxergar o mesmo mundo que os outros também enxergam, levam-me a vê-lo de forma totalmente diferente.
Há obras que, na minha opinião, são extensões do próprio autor; sendo assim, levamos muito tempo a conversar com elas. O público e as editoras apenas têm acesso às mesmas quando o autor já não estiver em vida.
O inverno chegou
Passou como um vislumbre
Quando eu percebi
Você havia ido embora com ele
A primavera chegou
Tudo é colorido e bonito
Talvez seja por isso
Você se foi junto com o inverno
Parecia a mais doce fragrância
Mas não floresceu
Você se foi junto com o inverno
Não era pura sua beleza.
Agora eu enxergo com clareza
A primavera está completa
Você se foi com o inverno
Então aprendi a amar a primavera
Deixe-me ir
Foram tantas idas e voltas
que, quando de vez decidi ir embora,
você, com jeito doce, me impediu.
Com olhar triste e jeito manipulador,
me olhou e sorriu,
pedindo: fica.
Não vá embora,
não te farei mais feridas.
Confusa, triste e perdida,
caí nas palavras desse narcisista.
Hoje, confiante e decidida,
tento encerrar um ciclo
que não tem mais saída.
Me sinto acorrentada,
presa a algo que não me pertence,
e sempre a manipulação dele vence.
Consigo sair desse jogo
e ir em paz,
mas depois chega a notificação:
“oi sumida, nunca mais”.
Idiota e tola, retorno a mensagem
e retorno àquela feia e suja margem
de podridão.
Não quero mais ficar,
quero ser livre para poder amar,
e essas correntes que prendem
quero quebrar.
Por favor, deixe-me ir.
Quero viver e ser feliz,
mas esse narcisista quer tudo pra si.
Não satisfeito com minha decisão,
arranca fora o meu coração.
Hoje sou livre,
finalmente descanso em paz,
pois a minha alma ele não pode prender.
Só assim pra eu poder viver,
mesmo sem vida.
Não tenho mais alguém
que faça feridas.
Te pedir um “deixe-me ir”
e não um “me faça partir”.
Por: Maria Beatriz
Há gestos que, embora nasçam pequenos, carregam o peso de mundos. Descobrem-se, mais tarde, capazes de redesenhar caminhos, torcer rumos e alterar o destino de uma vida inteira. Quando tais gestos tocam o fio invisível que sustenta o futuro, não é apenas o percurso que muda: é o próprio caráter que se dobra, se rompe ou se refaz.
Por isso, aqueles que ferem o orgulho alheio ou ousam enfrentar a lógica precisam agir com a firmeza de quem conhece a profundidade de suas próprias sombras. Enganos, sim, podem se dissolver no tempo — o perdão lhes é possível.
Mas a metamorfose íntima, aquela que transtorna o espírito e o afasta de si mesmo, essa não encontra absolvição. Pois não se perdoa o que deixa de existir, nem o que retorna transformado demais para ser reconhecido.
“A única certeza que tenho é que, um dia, irei embora. E sei que me vão culpar, como se vivessem o que eu vivo hoje.” Furucuto, 2026.
Deixa o raio do sol refletir
No vosso rosto a confiança
Chega um dia a hora de partir
Ir embora com amor e esperança
O Mestre Divino falou
Suas palavras de Sabedoria
Seu ensinamento nos deixou
Com Santa Paz e harmonia
É preciso se firmar
Para poder compreender
Quem não sabe amar
Não sabe entender
Estar nesse mundo
Aprendendo com toda a Verdade
O Maior Segredo Profundo
Do Nosso Pai da Eternidade
aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é alado.
MAMÃE!
Quando pessoas que tanto amamos vão se embora, a vida se torna menos. E para dar continuidade, seguimos sangrando e deixando rastros de esperança de um dia podermos reencontrar. CLARIANO DA SILVA (2018)
O amor é um sentimento fascinante. Experimentei sua essência uma única vez e, embora tenha sentido algo semelhante depois, percebi que não era o mesmo. Em minha busca pelo verdadeiro amor, descobri que ele se manifesta de diversas formas: podemos amar as pessoas, a natureza, a comida e tudo ao nosso redor. O amor não se limita a um único significado, mas se revela em diferentes expressões e intensidades.
Cuidado com "Os cegos”, porque eles são as pessoas que, embora “vejam as tuas batalhas, as tuas lutas e os teus sacrifícios”, não ficam feliz com as tuas conquistas e sucesso que você alcança e posta. Eles te aplaudem e te felicitam, masnão têm boas intenções. Em vez de se inspirarem em voce elas te invejam. Porque sentem-se derrotadas e fracassadas quando vejam as tuas conquistas ou sucesso, elas só esperam apenas uma oportunidade para te criticar, te atacar e te derrubar. Essas pessoas são muito perigosas.
"Cuidado com os 'cegos', pois são essas pessoas que, embora 'vejam' suas batalhas, lutas e sacrifícios, não ficam felizes com as suas conquistas e o sucesso que você alcança e compartilha. Elas te aplaudem e te felicitam, mas não têm boas intenções. Em vez de se inspirarem em você, elas te invejam, pois se sentem derrotadas e fracassadas diante do seu sucesso. Essas pessoas estão sempre à espera de uma oportunidade para te criticar, te atacar e tentar te derrubar. Elas são extremamente perigosas."
Cada vez que alguém vai embora,
nos fragmenta um pouco mais.
Somos reflexos remanescentes,
atravessados pela saudade
como uma vela que se recusa a
apagar na chuva
iludidos pela vontade de segurar o
que sempre se quebra.
Algumas pessoas sobrevivem mesmo que mortas; embora nem as tenhamos visto, e às vezes sequer tenham existido, algo resta: ideias, histórias, imaginários. Outras pessoas, mesmo que vivas, são para nós como se estivessem mortas, também há diversos contemporâneos aos quais são inexistentes para nós.
Amor à primeira vista
Paixão a primeira vista
Uma história de outras vidas
Embora você resista
E eu por vezes incista
Não há dúvida que percista
Você é minha certeza
Eu sou sua ...
Verdadeira história de amor
Para quem nunca acreditou
Em amores possíveis .
