Irmao Nao Va embora
“O que escrevo em vida é como um pergaminho da eternidade. A corpo vai embora, mas, a poesia fica eternamente.”
Quando você quis ir embora eu aceitei e te deixei ir. Você encostou a porta e eu fiquei observando um bom tempo só pra ter certeza de que iria mesmo e não faria como as outras vezes, que dizia ir, me deixava um caco e voltava para colar como se nada tivesse acontecendo. Dessa vez foi diferente. Enquanto você demorava pra voltar eu fui fechando a porta devagar e tranquei. Agora cê bate na porta achando que tem pão velho? Não tem pão velho, seco, feito na hora, não tem nada. Só tem essa porta trancada e as janelas? Nem tente pulá-las. Aqui você não entra nem com reza.
{Ordem de despejo}
Prefiro os adeuses que vão embora tão levemente como quem vai no ônibus dando 'até logo' sorridente...
Notas da Tristeza
O Sol
Vai indo embora,dando um adeus
La
Lá longe,
Lá se vai uma alma perdida.
Re
Remando contra a força que esta
Do
Dor me deixou . . .
Fa
Faça o tempo passar e
parar de nos judiar...
Quando a vida lhe tirar aquilo que mais ama,
sorria embora venha na alma a dor que o mundo
desconhece. Vá mentindo não deixe que o mundo saiba que você é infeliz, pois a suprema coragem
consiste em sorrir quando se tem vontade de chorar.
Meu Pai
Como me sustentar no fio de prata que me sustentava a alegria?
Ele foi embora e sua doçura me faz tanta falta
Me sinto como num ringue de luta
Levando uma surra mas sem ter as cordas para me segurar e me fazer voltar
Um sentimento que não tem ressonância
Que vai mas não volta
Eu chamo por ele mas ele não está lá
Eu corro para ele mas não sei onde parar
Eu ligo para ele mas o telefone não responde
Eu espero pela sua voz mas eu não a ouço,
Como nossa última conversa
Eu busco pelo seu olhar
Quero brincar com o cabelo branco e fino dele
Me desespero na busca do seu abraço
Um lugar de segurança apesar de meus 36 anos de idade
E ai me vejo numa inquietação que mexe todo o meu corpo
Me vejo precisando firmar a mão na mesa
Para que ninguém ao redor perceba que ela está tremendo, tremendo de medo
Tento não mostrar que não sei onde coloco minhas mãos e braços
Que não sei para onde olhar
Que estou a ponto de chorar
Que meu coração bate compassado com a última corda esganiçada do meu violão
Que tenho medo de machucar quem está em volta de mim
Que quero então me afastar
Ficar longe
Virar bicho do mato
Mas sei que não posso
Queria pelo menos mais uma vez
Ouvir ele me saudar no telefone
E me amar como sempre me amou
Perco tempo e faço mil coisas nem parece notar.
Tantos planos e outra vez vou embora sem saber o que falar, talvez eu seja seu nova amiga...
Talvez eu queira te levar pra bem longe daqui, onde nem o ceu seja o limite. Esperei o tempo falar por mim, coisas que nao sei dizer olhando para você. Sei que vejo você de um jeito que ninguem consegue enchergar.
Cai a chuva lá fora...
E agora lembro que você foi embora.
Eu posso esconder a dor que sinto;
Eu posso fingir um sorriso,
Mas eu não posso enganar meu coração!
A minha alma está perdendo a cor,
E eu estou lutando pelo amor...
Só eu sei o que é essa confusão;
Que atormenta e invade o meu coração.
Eu sei...
...Alguém tem que perder,
...Alguém tem que sofrer,
...Alguém tem que aprender.
...Alguém tem que saber o seu valor.
Meus olhos choram pro mar,
Eu sigo aqui tentando me encontrar.
Eu não canso de acreditar;
Embora eu saiba que você não vai voltar.
E vem a saudade me atormentar...
Será que você vai voltar ?
Será que devo mesmo acreditar?
Vou vivendo com as duvidas,
Vou me enchendo de angustias;
Vou catando os pedacinhos que restaram do meu coração,
Vou juntar e colar tudo,reconstrui-lo de novo,
Vou me preparar e assim se você não voltar...
Ele vai novamente se desmontar
e não vou mais me preocupar;
Porque de nada adianta remontar e enfeitar,
Essa ferida, só você poderá curar !!
Ja fui pra festa por causa de você, mas de tanto pensar fui embora.
Já sorri por causa de você, mas já chorei também, (e ainda choro)
Já comecei a estudar pensando em você, mas já parei também.
Já comecei a trabalhar pensando em você, mas já parei também. (agora mesmo)
Já fugi achando que ia ser melhor, mas não foi e tive que voltar.
Já senti saudade a ponto de esquecer de mim, mas chorei pra esquecer.
Já desejei morrer por causa de você, mas não conseguiria te esquecer.
Já tentei fazê-la feliz, mas sei que não consegui.
Já pensei em tentar novamente, mas sei que não devo.
Já agi como imaturo, mas vi que só preciso de você.
Já fui idiota a ponto de te perder, mas daria tudo pra vê-la feliz.
Já tentei esconder meus sentimentos, mas foi em vão.
Já fui embora por causa de você, mas sofro sem você.
Já tentei deixar de te amar, mas em meu coração não posso mandar.
Já vi que tenho que me acostumar, é melhor não complicar.
Já vi que eu não consigo mesmo te deixar.
Já pedi muito a Deus pra apagar, mas Ele não quis.
Já pedi pra colocar outra no lugar, mas Ele disse não.
Já pedi pra me mostrar o porque, mas ainda não deu pra entender.
Já não consigo negar o que é, MAS EU N
O problema com o tempo é que ele passa e embora saibamos que passa, quando nitidamente percebemos já passou.
Com os olhos banhados d'água ela suplicava: Fica! Tarde demais...Ele foi embora. Mesmo ofertando tudo e não pedindo nada: Fica! Tarde demais...Ele foi embora! Mas o tempo sabe bem o que fazer...Deixar a chuva lavar, pra escorrer daquela pele, todo o lodo e febre. Mas o tempo sabe bem como curar a ferida que insiste em sangrar...Mas vai fechar! E na madrugada fria ele deixa de ser cego e enxerga...Tarde demais! Ela já não o espera, e olhando-se no espelho só resta então o lamento...Meu Deus, foi tarde demais. Ela partiu com o tempo. Mas o tempo soube bem o que fazer. Deixou a chuva lavar, pra escorrer daquela pele, todo o lodo e febre, pois o tempo soube bem como curar a ferida, que nunca mais vai sangrar...Fechada está! E nesse dia então, o mundo pôde perceber que foi tarde demais pra ele se arrepender
A fúria pode cessar, a ira vai embora, mas o pecado é um mal tão terrível que, mesmo tratado, nos assola noite e dia.
Vamos voar juntos,além dos sonhos,caminhar juntos,em nossa realidade.
A tristeza irá embora junto à chuva,e o fogo que arde nosso amor,vai durar pra sempre.
O TEMPO E O RELÓGIO
Certa vez, o tempo e o relógio se encontraram (embora estejam todo tempo juntos).
O tempo, revoltado há muito tempo, disse ao relógio tudo aquilo que, há tempos, vinha guardando.
Que ele, tempo, tinha saudades daqueles tempos em que não existiam relógios e todo mundo tinha tempo. Mas, quando o homem, ingrato, fabricou o relógio que começou a marcar tempo, ninguém mais conseguiu ter tempo. O homem ficou reduzido a horas, minutos e segundos.
"Antes, naqueles bons tempos" - disse o tempo - "todo homem tinha tempo de curtir a natureza. Viviam com o sol de dia, dormiam com a lua à noite".
"Quando a lua caprichosa não queria aparecer, era um bando de estrelas que piscavam brincalhonas, dando tempo para o sol nascer".
"Mas agora, nestes tempos, ninguém mais tem tempo de ver se a lua vem sorrindo para a direita ou para a esquerda, se está de cara cheia ou de mau humor, sem querer aparecer".
O tempo prosseguiu com um sorriso de tristeza.
"Antigamente - que tempos! - os homens nasciam no tempo certo em que tinham de nascer. Não havia incubadeira para os fora de tempo nem cesariana para os que passam do tempo. A natureza sabia, em tempo, quando era tempo. Hoje, o homem já obedece a você, mesmo antes de nascer. Os médicos estão apressados e sem tempo para perder".
O relógio só ouvia e, apressado, prosseguia no seu tic-tac sem tempo de retrucar, com medo de se atrasar.
"Noutros tempos" - disse o tempo - "o homem crescia sem pressa, com tempo de amadurar. Comia sem ter horário, dormia quando tinha sono. Fazia amor ao relento, como flores que se beijam, como aves que se aninham. Envelhecia aos pouquinhos, como um calmo entardecer. Depois, dormia o sono profundo e, no outro despertar, abraçava-me com carinho, no infinito...no infinito...".
O tempo enxugou uma lágrima, talvez de orvalho. A voz que estava embargada, tomou uma conotação de revolta:
"Hoje, vai logo para a escola e traz para casa um horário. Quando aprende a ler as horas ganha do pai um relógio e, assim, ensinam-lhe bem cedo a maneira mais correta de nunca ter tempo na vida".
O tempo não se preocupava mais com o tic-tac do relógio que nada retrucava para não se atrasar. Continuou a sofismar com voz mais branda.
"Come apressado, sem tempo. Dorme ainda sem sono, pois, de manhã bem cedinho, você começa a gritar arrancando-o da cama, quando ainda queria dormir".
"Amor? Nem sei se ainda faz... há gente que nem tem tempo. Quando faz é no zás-trás. Quando vê, já envelheceu, sem ver o tempo passar".
"Na hora do sono profundo, enterram-no apressados, para a vida continuar. E no outro despertar, chega tão abobalhado que não consegue me achar".
Ao relógio, sem poder nunca parar, só restava se calar. Além do sentimento de culpa que passou a carregar, a partir desse tempo, quando bate as doze badaladas no silêncio da meia-noite, o canto é tão melancólico que até parece chorar
