Instantes
Tenho prazer em admirar-te,
é como sonhar acordado
e ignorar, por alguns instantes,
a realidade,
de olhos bem abertos,
aprecio cada detalhe
do teu rosto, do teu jeito
do teu corpo e dos teus gestos,
és uma preciosidade de fato,
meu sincero desejo.
De repente, por alguns bons instantes, o artista é ignorado, mas não de uma maneira maldosa, nem mesmo grosseira e sim quando a sua arte graciosa ganha vida e gentilmente rouba a cena ou melhor, cativa todo o destaque para ela e revela a grandeza do seu valor
Parece um momento mágico, provido de uma simplicidade esplêndida, alguns movimentos são percebidos, sejam reais ou imaginados, detalhes expressivos, especiais, que aparentam estar vivos e talvez até estejam, já que a ludicidade deixa tudo possível
Vale muito a pena ter uma admiração atenciosa, imersiva por diversos trabalhos artísticos, que abre as portas da imaginação, que torna a percepção mais sensível para acompanhar o máximo que uma arte é capaz de oferecer como uma extensão artística do seu íntimo.
O Sol que Nasce do Teu Sorriso
O dia amanhece e depois de alguns instantes, vejo o seu belo rosto, iluminado pelos primeiros raios de sol, com os seus olhos radiantes, um brilho espontâneo, motivado pelo amor, por momentos intensos, leves e marcantes,
Presença quente e amável, como o lindo destaque de um sonho de verão, és naturalmente admirável, tens um coração amoroso, um íntimo emocionada, a razão também se faz presente, lúdico e racional equilibrados
O teu calor emocional é tão notável que faz com que o teu sorriso seja um sol sempre que que aparece depois de ser conquistado por meio de pequenos gestos, uma conquista incomparável, daquelas que trazem vida aos meus versos.
Que seus dias, sejam colchas de retalhos,
Feitos de instantes que ninguém pode comprar.
Pois quem traz no nome os anjos e os atalhos,
Sabe que viver é o dom de se encantar.
---------- Eliana Angel wolf
Guardiões de Instantes
Nossos dias são fios de ouro,
Tecendo um manto de luz,
Cada riso, cada choro,
Onde a alma se traduz.
Estamos plantando sementes,
No jardim da nossa história,
Construindo pontes presentes,
Para a nossa memória.
Como conchas na areia,
Colecionamos o tempo,
Cada gesto nos incendeia,
No mais terno acalento.
No peito, um cofre sagrado,
Onde o tesouro se expande,
Todo o amor partilhado,
O maior que o mundo mande.
São joias preciosas e raras,
Relíquias que o peito abraça,
Luminosas, nítidas, claras,
Nada o tempo apaga ou devassa.
Pois estamos criando memórias,
Um legado que não tem fim,
Nossas mais belas vitórias,
Guardadas dentro de mim.
-------- Eliana Angel Wolf
Tranquei-me por alguns instantes em mim mesma, procurando sentir minha própria essência. E quão grande foi minha surpresa, ao perceber que minh'alma relutava em abrir-se comigo mesma. Recolhida em seus próprios medos recusou-se a repetir para mim, tudo aquilo que havia falado milhares de vezes, e que por algum motivo, não fui capaz de compreender ou resolver. Sou a mais pura essência feminina mergulhada em dilemas, e não sou tão forte assim, não tenho todas as verdades. No entanto, vejo-me como a água, se não posso ultrapassar na força, posso contornar as barreiras, e assim sigo em frente sem parar, sem fraquejar.
O PESO SONORO DA CONSCIÊNCIA.
Há em certos instantes da existência uma ressonância grave que não provém do mundo exterior, mas do íntimo mais profundo da alma. É como um sino antigo, espesso, que não anuncia festividade alguma, mas convoca o espírito ao recolhimento severo de si mesmo. Esse sino não se ouve com os ouvidos, mas com a lucidez dolorosa da consciência que desperta para aquilo que sempre esteve ali, silenciosamente aguardando.
A melancolia filosófica não é fraqueza, tampouco simples tristeza. Trata-se de uma elevação da percepção que, ao ampliar os horizontes do pensamento, revela também o abismo que os sustenta. Quanto mais se compreende, mais se percebe o quanto escapa. E nesse intervalo entre o saber e o não alcançar, instala-se esse badalar grave que pesa sobre o ser como uma verdade irrecusável.
Não é o sofrimento vulgar que aqui se manifesta, mas uma espécie de dignidade trágica do pensamento. A alma, ao contemplar o fluxo do tempo, a transitoriedade dos afetos e a inevitabilidade das perdas, não se desespera apenas. Ela aprende a ver. E ver, nesse sentido, é carregar o peso de tudo aquilo que não pode ser desfeito.
Esse sino toca sobretudo para aqueles que ousaram pensar além do conforto das ilusões. Ele chama à responsabilidade de existir com lucidez, sem anestesias. Cada badalada é um lembrete de que a vida não é apenas vivida, mas interpretada, e que toda interpretação traz consigo o risco da dor.
Contudo, há uma nobreza silenciosa nesse estado. Pois aquele que escuta esse sino não é mais o mesmo. Ele torna-se guardião de uma consciência mais vasta, ainda que mais solitária. Aprende a caminhar sem o amparo das certezas fáceis e a sustentar o próprio ser diante do vazio que outrora ignorava.
E assim, entre o som grave e o silêncio que o sucede, a alma não se aniquila. Ela se aprofunda. E nesse aprofundar-se, encontra não a leveza dos que não veem, mas a solidez austera dos que compreenderam que existir é, antes de tudo, suportar o eco da própria verdade."
Há momentos em que sinto tanta felicidade que não cabe em mim.
Em outros instantes, uma tristeza de meio mundo.
Emoções que não pertencem a mim.
Hoje, sonhei com nós dois.
Sonhei que éramos mais do que nós mesmos, mais do que meros instantes, mais profundos do que desejos contidos, mais do que perguntas
sem respostas.
Sonhei que éramos o próprio
fascínio, a concretização dos desejos na matéria.
Sonhei que o tempo se curvava ao nosso redor e o espaço se encolhia para nos abraçar.
Hoje, meu sonho foi sobre nós dois.
🌇 TARDEAR
1. Permitir que o tempo desacelere sem pressa; saborear os instantes como quem não quer que acabe.
2. Ficar mais um pouco onde o coração se sente bem; prolongar o que nutre a alma.
3. Apreciar a beleza do fim do dia e se deixar envolver pelas cores e silêncios que ele traz.
4. Escolher presença em vez de urgência; transformar o fim de tarde em um ritual de conexão consigo e com a vida.
neologismo criado por Laene Ribeiro ♥
Faça valer cada instantes de plenitude e contentamento... Não os desperdice. Eles podem não durar a vida toda...
Deus,
obrigada pelas delicadezas que chegam sem fazer alarde.
Pelos instantes pequenos
que aquecem o coração sem que ninguém perceba.
Pelos sorrisos leves,
que pousam na alma como quem traz um pouco de céu.
Obrigada pelo cuidado invisível
que me acompanha até nos dias em que o cansaço fala mais alto.
Que a noite venha mansa.
Que o descanso abrace o corpo,
acalme os pensamentos
e deixe no peito essa paz bonita
de quem aprendeu a reconhecer amor até nas coisas mais simples.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
No silêncio dos instantes, o amor revela sua forma mais verdadeira — é na simplicidade que ele se torna infinito.
"Ainda que, por breves instantes, a saudade se distraia,
ela volta, silenciosa, e se instala de novo.
As horas passam, mas não levam consigo
a dor que aperta o peito
nem a imensa falta que ela faz,
como se parte de mim tivesse ficado
no lugar onde você está."
“A afirmação vazia consola por instantes; a palavra habitada transforma a direção interior.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Somos instantes que instantaneamente deixam de existir.
Por isso não temos tempo para viver uma vida que não seja nossa.
Não temos tempo para sustentar máscaras.
Não temos tempo para adiar indefinidamente aquilo que realmente importa.”
