Instantes

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⁠Tenho prazer em admirar-te,
é como sonhar acordado
e ignorar, por alguns instantes,
a realidade,
de olhos bem abertos,
aprecio cada detalhe
do teu rosto, do teu jeito
do teu corpo e dos teus gestos,
és uma preciosidade de fato,
meu sincero desejo.

De repente, por alguns bons instantes, o artista é ignorado, mas não de uma maneira maldosa, nem mesmo grosseira e sim quando a sua arte graciosa ganha vida e gentilmente rouba a cena ou melhor, cativa todo o destaque para ela e revela a grandeza do seu valor

Parece um momento mágico, provido de uma simplicidade esplêndida, alguns movimentos são percebidos, sejam reais ou imaginados, detalhes expressivos, especiais, que aparentam estar vivos e talvez até estejam, já que a ludicidade deixa tudo possível

Vale muito a pena ter uma admiração atenciosa, imersiva por diversos trabalhos artísticos, que abre as portas da imaginação, que torna a percepção mais sensível para acompanhar o máximo que uma arte é capaz de oferecer como uma extensão artística do seu íntimo.

O Sol que Nasce do Teu Sorriso

O dia amanhece e depois de alguns instantes, vejo o seu belo rosto, iluminado pelos primeiros raios de sol, com os seus olhos radiantes, um brilho espontâneo, motivado pelo amor, por momentos intensos, leves e marcantes,

Presença quente e amável, como o lindo destaque de um sonho de verão, és naturalmente admirável, tens um coração amoroso, um íntimo emocionada, a razão também se faz presente, lúdico e racional equilibrados

O teu calor emocional é tão notável que faz com que o teu sorriso seja um sol sempre que que aparece depois de ser conquistado por meio de pequenos gestos, uma conquista incomparável, daquelas que trazem vida aos meus versos.

“Alguns instantes dividem o tempo entre antes e depois.” - Leonardo Azevedo.

“Há instantes que mudam para sempre o curso do tempo.” — Leonardo Azevedo.

Silêncios


Somos feitos de instantes que se dissolvem imediatamente no instante seguinte...
Ainda assim, amamos como se o tempo
pudesse aprender a deter seus passos,
como se os abraços fossem casas eternas
e os olhos, mapas para o reencontro.
Guardamos vozes no silêncio dos quartos,
perfumes adormecidos em roupas antigas,
risos que retornam quando a noite
abre suas janelas para a saudade.
Cada despedida deixa uma esperança escondida,
um pequeno incêndio sob a pele,
prova de que alguém passou por nós
e mudou, para sempre, a paisagem.
Talvez viver seja isto:
recolher o que o mundo leva,
beber a chuva dos dias perdidos
e seguir, mesmo com as mãos vazias,
carregando no peito a certeza
de que todo fim, ao desaparecer,
também prepara o instante
em que outra presença irá florescer.

Hoje parei diante do espelho
e, por alguns instantes, não reconheci apenas o meu rosto.
Reconheci o tempo.

Vi nas marcas da pele as páginas de uma história que só eu conheço.
Cada linha, uma lembrança.
Cada sinal, um caminho percorrido.
Cada olhar, um pouco de tudo aquilo que fui
e de tudo aquilo que ainda estou aprendendo a ser.

A vida passa…
silenciosa, ligeira, quase sem pedir licença.
E quando percebemos, alguns sonhos ficaram pelo caminho,
outros nasceram de novo,
e alguns simplesmente deixaram de fazer sentido.

Já sonhei tanto com o amanhã.
Já imaginei futuros inteiros dentro do coração.
Hoje, às vezes, olho para frente e não sei exatamente o que desejo encontrar.

E talvez isso também seja parte da vida.

Talvez nem sempre seja preciso ter um grande sonho,
um destino certo,
ou respostas para todas as perguntas.

Talvez, depois de atravessar tantas tempestades,
a gente passe a desejar apenas aquilo que o coração realmente precisa:

paz.

Paz na alma para fazer as pazes com o passado.
Paz na mente para silenciar aquilo que já não merece espaço.
Paz no coração para aceitar que algumas pessoas são passagem,
alguns sonhos são despedidas
e alguns finais são, na verdade, recomeços.

Hoje eu olho para as marcas que o tempo deixou em mim
e já não quero escondê-las.

Elas me lembram que eu vivi.
Que amei.
Que chorei.
Que perdi.
Que recomecei.
Que, mesmo quando pensei não conseguir,
continuei caminhando.

Ainda estou aqui.

Talvez essa seja a parte mais bonita da história.

O tempo levou algumas coisas,
mudou outras,
e deixou marcas que não posso apagar.

Mas também me trouxe uma compreensão que antes eu não tinha:

não quero mais uma vida perfeita.
Quero uma vida que faça sentido para a minha alma.

Quero dias tranquilos,
abraços sinceros,
risos que cheguem sem esforço,
silêncios que não doam
e um coração que finalmente possa descansar.

E quando eu me olhar novamente no espelho,
quero enxergar muito mais do que o rosto que envelheceu.

Quero enxergar a mulher que resistiu.

A mulher que ainda sente.
Ainda sonha, mesmo que de outra maneira.
Ainda acredita.
Ainda está aprendendo.

Porque talvez envelhecer não seja perder a beleza da vida.

Talvez seja finalmente descobrir
onde ela realmente mora.

E hoje, mais do que qualquer coisa,
eu só quero que ela more em mim
com serenidade,
com gratidão
e, acima de tudo,
com paz. 🌷

Você trocou quem te amaria por uma vida inteira por desejos vazios que duram instantes.

Te amo no silêncio dos instantes, onde o mundo desaparece e só existe você habitando cada batida do meu coração.

Do que somos feitos?


Somos feitos de instantes que se dissolvem,
no ar... na água... na terra.
Chegadas: presenças que já começam a partir,
no instante exato que chegam nasce o momento de embora ir...
Vamos deixando pegadas frágeis no pó do agora...
Vem o vento e suavemente as apaga, e sem pedir licença...
Mas todos sabemos: ficar nunca foi promessa...
A promessa? Todo o que chega tem marcada a hora de ir embora.

Quem já atravessou o próprio abismo sabe: o equilíbrio não se alcança, se habita por instantes. É quando a alma pousa, o coração desacelera e a vida parece, por um segundo, caber nas mãos. Há quem confunda esse intervalo com vitória, mas quem vive intensamente entende: a calmaria é só o fôlego antes da próxima onda. É o espaço entre o desespero e o recomeço, o instante em que a alma recolhe o que sobrou para continuar.

(Douglas Duarte de Almeida)

O PESO SONORO DA CONSCIÊNCIA.
Há em certos instantes da existência uma ressonância grave que não provém do mundo exterior, mas do íntimo mais profundo da alma. É como um sino antigo, espesso, que não anuncia festividade alguma, mas convoca o espírito ao recolhimento severo de si mesmo. Esse sino não se ouve com os ouvidos, mas com a lucidez dolorosa da consciência que desperta para aquilo que sempre esteve ali, silenciosamente aguardando.
A melancolia filosófica não é fraqueza, tampouco simples tristeza. Trata-se de uma elevação da percepção que, ao ampliar os horizontes do pensamento, revela também o abismo que os sustenta. Quanto mais se compreende, mais se percebe o quanto escapa. E nesse intervalo entre o saber e o não alcançar, instala-se esse badalar grave que pesa sobre o ser como uma verdade irrecusável.
Não é o sofrimento vulgar que aqui se manifesta, mas uma espécie de dignidade trágica do pensamento. A alma, ao contemplar o fluxo do tempo, a transitoriedade dos afetos e a inevitabilidade das perdas, não se desespera apenas. Ela aprende a ver. E ver, nesse sentido, é carregar o peso de tudo aquilo que não pode ser desfeito.
Esse sino toca sobretudo para aqueles que ousaram pensar além do conforto das ilusões. Ele chama à responsabilidade de existir com lucidez, sem anestesias. Cada badalada é um lembrete de que a vida não é apenas vivida, mas interpretada, e que toda interpretação traz consigo o risco da dor.
Contudo, há uma nobreza silenciosa nesse estado. Pois aquele que escuta esse sino não é mais o mesmo. Ele torna-se guardião de uma consciência mais vasta, ainda que mais solitária. Aprende a caminhar sem o amparo das certezas fáceis e a sustentar o próprio ser diante do vazio que outrora ignorava.
E assim, entre o som grave e o silêncio que o sucede, a alma não se aniquila. Ela se aprofunda. E nesse aprofundar-se, encontra não a leveza dos que não veem, mas a solidez austera dos que compreenderam que existir é, antes de tudo, suportar o eco da própria verdade."

“Grandes conquistas levam anos para serem construídas, mas podem ser perdidas em instantes.”

A alma não se revela nos dias de glória, mas nos instantes em que nenhum aplauso existe para sustentá-la. É no silêncio onde a verdade surge sem maquiagem, expondo as rachaduras que insistimos em esconder. Só na nudez da vulnerabilidade percebemos o tamanho do peso que carregamos. E às vezes, o maior milagre é continuar caminhando mesmo sem saber para onde ir.

O homem não teme verdadeiramente o fim, teme descobrir, nos últimos instantes, que viveu sustentando certezas emprestadas.

O sentido da vida
é ter o coração
preenchido,
e a alma eterniza
os instantes.

A praia é o lugar onde o coração aceita, por instantes, que não controla nada.

JEJUM: CORPO, ALMA E MENTE

Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.

Jejum não é só deixar
O alimento sobre a mesa,
É calar desejos vãos
E mergulhar na certeza
De que a força vem do Alto,
Quando a fé vence a fraqueza.

É renunciar por um tempo
Aos prazeres da matéria,
É buscar dentro do peito
Uma esperança mais séria,
É transformar o sacrifício
Numa oração sincera.

Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.

O corpo sente a privação,
A carne pede e reclama,
Mas quem jejua aprende a ouvir
O que o silêncio proclama;
Pois quando a fome se apresenta,
A fé acende outra chama.

Não é castigo ao próprio corpo,
Nem vaidade espiritual,
É exercício de domínio
Sobre o impulso natural;
É mostrar que a nossa vontade
Pode vencer o desejo carnal.

Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.

Jejuar também é silêncio,
É humildade e oração,
É reconhecer nossas falhas
Diante da imensidão;
É dobrar os próprios joelhos
E abrir o coração.

É súplica por direção
Quando a estrada fica escura,
É pedir sabedoria
Para enfrentar a travessia dura;
É procurar na voz divina
A resposta que perdura.

É arrependimento sincero,
É reconhecer o erro cometido,
É abandonar velhos caminhos
Que deixaram o coração ferido;
É pedir forças para mudar
E recomeçar renovado e decidido.

Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.

Há um sacrifício físico
Quando o corpo é contrariado,
Mas existe um outro maior:
Vencer o eu acomodado;
Pois muitas vezes o inimigo
Mora dentro do próprio lado.

É superar a própria fraqueza,
É cultivar perseverança,
É transformar cada renúncia
Em resistência e esperança;
Quem suporta a caminhada
Fortalece sua confiança.

E quando a emoção apertar,
Quando a tristeza chegar,
Que o jejum seja uma ponte
Para a alma se reencontrar;
Pois há dores que só o silêncio
Consegue ajudar a curar.

Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.

Jejum verdadeiro não busca
A plateia para admirar,
Nem procura reconhecimento
De quem possa observar;
Quem jejua diante de Deus
Não precisa anunciar.

Não é contar quantas horas
Conseguiu permanecer,
Nem transformar a renúncia
Em motivo para se engrandecer;
É diminuir o próprio ego
Para a humildade crescer.

Porque o jejum sem amor
Pode ser apenas aparência;
Sem misericórdia e justiça,
Perde a sua essência.
De nada vale fechar a boca
Se o coração mantém violência.

Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.

Jejuar é dizer à carne:
“Nem todo querer é poder.”
É colocar freio nos impulsos,
É aprender a escolher;
É descobrir que a vontade
Também precisa obedecer.

É controlar a língua,
É vigiar o pensamento,
É dominar a ira e o orgulho,
É transformar ressentimento;
Pois o verdadeiro jejum
Também purifica o sentimento.

Se a boca deixa de comer,
Mas o coração não se transforma,
Se a mão permanece fechada
E a injustiça se conforma,
O jejum perde sua força
E a aparência vira norma.

Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.

Que a fome seja lembrança
De quem vive em necessidade,
Que a renúncia desperte
Mais amor e fraternidade;
Que o sacrifício gere frutos
De justiça e caridade.

Que o corpo seja disciplinado,
Que a mente encontre clareza,
Que a alma encontre descanso,
Que a fé vença a incerteza;
E que o homem compreenda
Que é pequeno diante da grandeza.

Jejuar é uma travessia
Entre a fraqueza e a vitória,
É escrever dentro do peito
Uma nova e humilde história;
É trocar o orgulho humano
Pela esperança da glória.

E quando terminar o jejum
E a mesa novamente se abrir,
Que não volte o mesmo homem
Que decidiu ali resistir;
Que a verdadeira mudança
Continue depois de se nutrir.

Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.

Pois o jejum que transforma
Não termina ao se alimentar;
Ele deixa dentro da alma
Uma maneira nova de olhar.
Quem renuncia por propósito
Aprende também a agradecer.

Corpo, alma e mente unidos,
Na busca pela direção,
Entre súplica e silêncio,
Entre fé e reflexão;
O verdadeiro jejum começa
Quando muda o coração.

Jejuar para o Corpo,
Alma e Mente por alguns instantes se renovar.

A voz na palma da mão,
o coração na ponta da língua.
A vida em instantes;
o fim, às vezes, é outro começo.

Momentos
A vida não se mede em anos,
mas nos instantes que tocam o coração.
Na mesa compartilhada, no riso solto,
no abraço que cura sem explicação.
Amizades chegam, outras mudam,
a família cresce, se transforma, se refaz.
Cada ano é um novo desenho do tempo,
nada igual ao ontem, tudo aprendizado de paz.
Tudo passa — é verdade.
As dores, as festas, os dias difíceis também.
Mas fica a força que nos sustenta,
e a fé que nos faz ir além.
O segredo da vida é simples e profundo:
saber estar inteiro no agora,
guardar momentos como quem guarda luz,
e agradecer — hoje, antes que vire memória.
Porque a vida é feita de momentos únicos,
e amar é o jeito mais bonito de viver.