Inspirado
Inspirado livremente em Victor Hugo (tradição humanista), em releitura contemporânea.
Meus amigos, eu desejo, eu afirmo, eu proclamo!
Desejo que você ame, mas que ame de verdade, com convicção, com intensidade, com seriedade!
E que sendo amado, seja digno desse amor!
E se não for amado, que tenha força moral para superar, para esquecer, para seguir adiante!
E que esquecendo, não carregue mágoas! Não!
Porque a mágoa corrói, destrói, enfraquece o espírito humano!
Meus amigos, eu desejo que você tenha companheiros!
Companheiros de verdade! Não oportunistas! Não falsos!
Mas que entre eles haja pelo menos um, UM QUE SEJA LEAL!
E também, meus amigos, é preciso compreender:
a vida exige adversários! Exige oposição! Exige contraste!
Para que você saiba quem é, para que você compreenda seus próprios limites!
Desejo que você seja útil! ÚTIL À SOCIEDADE!
Mas não insubstituível, porque ninguém é absoluto neste mundo!
Desejo que você aprenda a tolerar!
Não a fraqueza voluntária, mas a falha humana inevitável!
E que você compreenda: cada fase da vida tem seu valor!
A juventude tem sua energia!
A maturidade tem sua responsabilidade!
E a velhice tem sua sabedoria!
Não se apresse! Não se desespere! Não se destrua!
Meus amigos, eu desejo também que você conheça a tristeza!
Porque quem nunca conheceu a tristeza não valoriza a alegria!
Desejo que você veja a realidade!
Que veja os injustiçados, os esquecidos, os que sofrem à sua volta!
Porque ignorar isso é negar a própria condição humana!
Desejo que você contemple a vida simples!
Um animal, uma árvore, uma semente!
Porque ali está a verdade da existência!
Desejo que você tenha recursos materiais! Sim!
Porque sem eles não há estabilidade! Não há sobrevivência digna!
Mas que nunca seja escravo deles! NUNCA!
E desejo, por fim, que você ame!
Que construa! Que permaneça! Que resista!
Porque se houver amor verdadeiro, consciência e dignidade…
então, meus amigos… não haverá mais nada essencial a desejar!
Canto XI: O Eco do Cosmos e a Máscara do Tempo
Por Emanuel Bruno Andrade
Inspirado no Tomo II d’Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões, no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (10 de Junho de 2026)
Rasga-se o céu do velho mundo não por raios de Júpiter ou tempestades de Baco, mas pelo ferro ardente que os homens inventaram. Em continentes distantes, os mísseis cruzam o firmamento como estrelas cadentes da morte, deixando atrás de si um rastro de sangue derramado, infraestruturas reduzidas a pó e corações permanentemente sobressaltados, destroçados pela perda cruel dos tempos e das vidas. O eco dessas explosões viaja pelo mar que Camões outrora cantou, batendo nas praias de uma pátria que assiste, impotente, ao luto do mundo.
Em Portugal, terra de brandos costumes e fados antigos, não reina a infâmia das bombas, mas sim uma guerra silenciosa e invisível: a consequência da inflação que corrói os lares, gerando uma fraqueza que se estende do bolso à alma, e uma preocupação constante que nubla o olhar do povo. Os tempos mudaram, e mudaram muito. As almas dos homens pedem agora um socorro urgente, um grito mudo que ecoa nas cidades e nos campos, enquanto noutros cantos do peito reina apenas a saudade daquela paz interior que parece ter partido sem aviso.
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", dissera o velho mestre. Mas hoje, o clamor é por abrigo na tempestade da existência.
À margem do caos, os pensantes — poetas, filósofos e loucos — falam alto. Erguem as vozes nas praças e nas redes da grande teia global, denunciando sem medo as feridas abertas dos amantes, os laços rompidos pela distância e a frieza de uma era hiperconectada, mas profundamente isolada. No Olimpo moderno, as Deusas já não descem à terra para guiar os navegadores. Guardam-se num código sigiloso, trancadas a sete chaves nos seus segredos mais íntimos, com medo da entrega total. Contudo, o sopro do céu não as esquece: eleva-as, coloca-as num plano sagrado, divino e intensamente desejado, onde a arte e a beleza permanecem puras, intocadas pela barbárie humana.
Na ágora da civilização, fervem as discórdias pelo tempo fora. São as razões discretas e solenes das políticas do método, encenadas numa democracia que se veste de gala, mas que surge mascarada pelo capitalismo feroz — aquela promessa idealizada onde cada cidadão deveria poder constituir a sua riqueza livremente, sem nunca prejudicar terceiros, mas que tantas vezes se perde na ganância. Cada político ergue-se como um artilheiro de contradições, disparando promessas falsas de um palanque de ilusões. Sob as suas ordens temerosas, correm logo os soldados da engrenagem social, marchando cegamente rumo ao desconhecido.
E enquanto a Terra sangra e se debate nas suas próprias amarras, o homem olha para cima. Numa audácia que faria empalidecer os marinheiros da Carreira da Índia, sobe o foguetão rumo à Lua! Os novos navegantes cruzam o éter, procuram conhecer Marte, decifrar os segredos de um cosmos infinito. É a eterna e desesperada procura da origem, a busca pelo primeiro sopro de vida no vazio estelar. Navegamos pelos oceanos de estrelas, estendendo as telas da inteligência e da tecnologia, com um único e supremo múnus: expandir a consciência humana e desvendar o infinito, sem nunca deixar que o próprio universo nos engula na sua imensidão escura.
Lisboa, 10 de Junho de 2026
Na fusão do traço, da palavra e do infinito.
Quando pessoas íntegras prosperam, todos ao redor colhem os benefícios.
inspirado em Provérbios 11.3-13
"Intensidade"
Inspirado em Clarice Lispector
Dizer muito em silêncio
Se espremer pra não gritar na intensidade desesperadora que me aquieta a voz
E minhas únicas palavras são neutras em versos que se equilibram em poemas
Só papel e tinta e muito dos meus sentimentos
Do meu silêncio.
Marcio Melo
"Nada"
Inspirado em Fernando Pessoa
Quem queria andar, que se ande.
Quem queira parar, que se pare.
Eu nada quero.
Quem quer construir, que construa.
Quem quer subir.
Eu não quero absolutamente nada.
A quem durma, que durma então.
A quem não durma, que se acorde
e fique sem dormir.
Eu, eu nada quero.
Nada que eu queria mais
que nada.
Posso eu querer além de nada?
Nada.
Marcio Melo
" 'Inspirado' no Fernando, 'criei' essa: 'Tudo vale a pena quando a pessoa não é pequena'. Eu disse pequena, de pequenez. Eu não disse baixinha, Hum!"
Texto Meu No.1004, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"O Evangelho que eu conheço, que eu prego e que eu amo não foi inspirado por Alguém que condenava pessoas, mas por Alguém que as restaurava. Jesus distribuía segundas chances com a mesma facilidade de um pai que distribui sorrisos a um filho - Basta lembrarmos de Madalena, de Zaqueu e de Pedro e aprender do exemplo que Ele mesmo deu quando os aceitou e lhes devolveu a benção da esperança.
Pregar o Evangelho ignorando que a graça de Deus reabilita e repara aquele que errou, que caiu ou que simplesmente foi enganado ao longo da vida é inútil se não assumirmos em nosso íntimo que as pessoas realmente podem mudar pela graça de Deus e pelo compromisso que o amor impõe, pois como pregou meu irmão Eduardo Silveira durante as férias de julho: JESUS TRANSFORMA!"
A explicação pra um homem inspirado pode ser a paixão vivida... Muitas das vezes por alguém, ou talvez somente pela vida!
“VERDE QUE TE QUERO VERDE”
(Inspirado no verso de Frederico Garcia Lorca)
Verde que te quero verde
Na floresta enverdecida;
Verde cada vez mais verde
No palco verde da vida!
Como era a vida tão verde,
Como era tão verde a vida!
Verde vida vida verde
verde verde vida vida!
Mas o verde que gera vida
Fora dos olhos mais verdes
Virou deserto sem vida
Virou floresta queimada,
Virou poeira e carvão
Que se levanta na estrada!
Virou conjunto de casas
Virou um solo asfaltado.
Oh! Homem que o verde tira,
Que atira fogo no verde;
Por que fazer sua mira
No alvo verde da terra?
Não vê que faz uma guerra,
Que contra a si mesmo atira?
E quando em que verde vira
Diferente é sua lira!
É o verde horizontal
Do vasto canavial.
Não é verde replantado:
É verde vasto de soja
E dos cercados de gado!
Pois acham mais importante
Enriquecer num instante,
Empobrecendo o futuro;
Não ter oxigênio puro,
Não ter floresta nem nada;
Não ter pássaro que cante,
Não ter uma onça pintada;
Um verde mais verdejante,
Viçoso com a invernada!
Inspirado em Rousseau
Quando eu era sozinho
dançava e cantava e pintava
e não havia comparações.
Hoje
não danço e não canto e não pinto.
Só...
continuo
Quando Deus nos desenhou ele estava tão inspirado, que nos fez definitivamente como era pra ter feito.
Alguém me pergunta: quais são os seus melhores professores de Teologia?
Inspirado em Lutero, logo respondo: Minhas tentações, o miserável "eu" e seus pecados.
