Insistência

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É com insistência,
com muitos erros e
acertos que
a vida vai
dando certo...

Persistência sem consistência é insistência

Muitas vezes sofremos pela a insistência…
Por teimar com a realidade…
Nem sempre os tesouros guardados no peito são suficientes…
Simplesmente não cabemos no mundinho do outro…
Os sinais estão em todos os lugares…
Avante sempre…
Sem perder o sorriso da despedida…

Eu não comecei pela filosofia.
Eu cheguei nela por insistência.
Insistência em entender por que certas ideias organizam o mundo e, ao mesmo tempo, machucam as pessoas. Insistência em perceber que nem todo conhecimento liberta — alguns apenas sofisticam a violência. Insistência em não aceitar respostas prontas, principalmente quando elas vêm embrulhadas em moral, salvação ou promessa.
Quando olho para trás, vejo um caminho estranho, não linear, mas coerente.
Começa com Sócrates.
Ele diz que nada sabe, mas inaugura um tipo de saber que desautoriza todos os outros. Tudo passa a ter que ser explicado pela razão. O mito vira erro. O sofrimento vira falha de compreensão. A vida passa a precisar fazer sentido para ser aceitável. Ali, algo se perde: o simbólico, o trágico, o que não se resolve.
Platão organiza esse erro. Cria um outro mundo, perfeito, verdadeiro, e rebaixa este aqui a rascunho. O corpo vira suspeito. A vida concreta vira insuficiente. A salvação é sempre fora, depois, acima. A singularidade já não importa tanto quanto a ideia.
Quando chego a Nietzsche, algo finalmente quebra. Ele não quer consertar o mundo, não quer substituir um Deus por outro, não quer fundar um novo ideal. Ele apenas desmonta a mentira e vai embora. Não promete nada. Não consola. Diz, em essência: a vida é isso — e agora aguenta. É duro, mas é honesto. E pela primeira vez não me sinto sendo conduzida.
Marx aparece com uma denúncia importante: a desigualdade, a exploração, o sofrimento material. Mas comete, para mim, o mesmo erro de Sócrates. Acredita demais na própria teoria. Acha que descobriu a causa última e que, a partir disso, o mundo pode ser reorganizado. Troca Deus por História, fé por sistema, salvação por revolução. Quando essa filosofia sai da estante e vira prática, vira também morte, imposição, gente reduzida a meio. Talvez o erro não tenha sido pensar — mas aplicar como verdade final.
Depois vem Foucault. Ele explica com precisão como funcionam os dispositivos de poder, os ambientes de privação de liberdade, a autoridade travestida de cuidado. A obra é brilhante. Mas algo me incomoda profundamente: ele ganha status falando sobre o cárcere, enquanto quem viveu o cárcere permanece invisível. Pior — o sistema aprende a linguagem da crítica, se apropria dela, e continua violentando de forma mais sofisticada, mais limpa, mais aceitável. A tortura não acaba. Ela se educa.
É aí que algo se esclarece para mim:
o conhecimento não é neutro.
Ele pode abrir horizontes, sim — mas também pode reforçar estruturas injustas, legitimar desigualdades e camuflar violência.
Eu sei disso não por teoria.
Eu sei disso no corpo.
Privação de liberdade não é conceito.
É porta fechando.
É decisão retirada.
É palavra desautorizada “para o seu bem”.
É cuidado que dói.
É tortura institucional que depois ganha nome bonito.
Quando alguém que nunca viveu isso fala com autoridade, é celebrado.
Quando quem viveu tenta falar, é silenciado, patologizado, desacreditado.
Isso me ensinou algo fundamental: há saberes que não cabem na teoria. Há verdades que não se transformam em conceito sem perda. E há experiências que, quando viram objeto de estudo, já foram traídas.
A tragédia grega me ajudou a entender isso melhor do que qualquer sistema filosófico posterior. Na tragédia, o sofrimento não tem moral da história. Não há redenção. Não há aprendizado edificante. Em Édipo Rei, tudo acontece, o horror se revela, e nada melhora. Ainda assim, há catarse. Não porque a dor é resolvida, mas porque ela deixa de ser solitária. O sofrimento não vira culpa individual. Ele vira condição humana compartilhada.
A tragédia não diz que a vida vale a pena.
Ela diz que a vida não precisa valer a pena para existir.
E isso, estranhamente, alivia.
No fim desse percurso, eu não virei filósofa acadêmica, nem teóloga, nem militante de nenhuma verdade. Eu virei alguém com anticorpos. Anticorpos contra mentira elegante, contra promessa de salvação, contra sistemas que dizem saber demais sobre a vida dos outros.
Eu pensei o dia inteiro. Questionei Sócrates, Platão, Nietzsche, Marx, Foucault. Atravessei filosofia, cristianismo, tragédia, poder, sofrimento. Meus neurônios pediram demissão. Ficaram só dois — Tico e Teco — repetindo: aguenta.
E valeu a pena.
Não porque encontrei respostas, mas porque alcancei clareza. Uma clareza sem conforto, sem missão, sem necessidade de contar para ninguém. Porque nem toda descoberta quer plateia. Algumas só reorganizam silenciosamente a forma como a gente vive, lê, escuta e não se deixa enganar.
Eu não vou sair por aí explicando isso.
Não por medo.
Por discernimento.
Nem todo mundo quer atravessar esse tipo de pensamento. E tudo bem. Eu atravessei. Isso basta.


Monalisa Ogliari

⁠Convença por exemplos, nunca por insistência ⁠,exemplos aceitos são escolhas já feitas, já a insistência incomoda é não convence quem já se convenceu !

Ninguém muda por insistência alheia.
Mas muita gente destrói a propria vida acreditando que vai conseguir.

Retaliação

Foi de uma insistência de proeza épica
ocasionando a minha cedência impensada
ao encontro virtual
resultou em uma paixão que me cegava
em um amor incondicional
tudo em mim se alterava, palpitava
da carência para despropositados atos
abandonei o holograma
converti tudo para o real
deparei-me com um corpo delicado
revestido com alma fétida
com sorriso falso e o beijo esmolado
não chorei, não protestei
apenas aprendi a imitar com o ser camuflado
habituado a ludibriar
quebrador de corações
destroçador de ternurinhas
sem nunca se importar
joguei o jogo dos fracos
minha artimanha
fazer com que sentisse em sua pele falsa
a dor que toda gente sente quando menosprezado
com um belo sorriso nos lábios
sentei-me à mesa
e degustei o melhor do cardápio.

Sofrer é um pequeno detalhe quando a insistência é mais forte do que a perda.

Viver, nesta terra, não é euforia.
É insistência lúcida.
E isso basta.

Era só uma menina
Lutando para vencer
Exemplo que ensina
Nunca desistir de ser
Insistência em ser feliz
Realizar seu maior prazer⁠

Se minha insistência operasse em sentido inverso, o mundo não avançaria nem recuaria: estacionaria num empate de alta precisão técnica.

... a insistência
em querer convencer, seja
quem for, demonstra que não
o outro, mas nós, é que estamos
aquém da compreensão do que
insistimos em querer
provar!

"Ofereça a sua insistência com a humildade e a aparente insignificância do trabalho da formiga, que, ao mobilizar cada pequeno bloco, transforma ecossistemas."

A maior prova de que somos um rascunho é a nossa insistência em dar um sentido ético ao que é apenas um erro de processamento.

A insistência depois da recusa é uma forma de tortura. PARA AMBAS AS PARTES.

Inserida por liemalgumlugar

A força da insistência é a força do infinito.

Inserida por JheffersonHBL

A insistência me faz perder a paciência. Não insista em erros, mentiras ou pedidos, se eu disse não é não!

Inserida por kamillass

Muitos podem me criticar devido minha insistência, outros podem dizer que sou mimado e que não aprendi a perder, podem me chamar de burro por valorizar demais aquilo que almejo e em alguns casos podem dizer que não tenho amor próprio, que sou masoquista. Há questão é que tenho é uma sede insaciável de conquistas desde as mais simples até as mais complexas mesmo que elas me façam sofrer por um determinado tempo. Há verdade é que eu peco, peco por amar demais.

Inserida por Vinihalvesp

Insistência demais também cansa. se não vai dar Certo, nem insista é perda de tempo.

Inserida por Cidmar7

Insistência e Persistência são ferramentas de toda pessoa bem sucedida.

Inserida por carlapresutti