Insistência
Se o desejo de ser amado for mais forte
e você se prender a alguém com insistência,
ele se aborrecerá
e acabará se afastando de você.
O primeiro estágio do amor é a simpatia.
A simpatia aumenta e se torna apego,
e nesse estágio há sofrimentos e alegrias.
A alegria proveniente do amor-apego
vem sempre acompanhada
de angústias e sofrimentos.
A alegria absoluta, que não vem acompanhada
de sofrimentos nem de angústias.
Só será obtida quando o seu amor evoluir mais.
Só será obtida quando você abandonar o apego
e deixar o outro totalmente livre.
Quando você soltar o outro,
ele voltará a você espontaneamente,
com amor sincero,
porque ele, originalmente,
é a outra metade da sua alma
~~EDEMILSON RIBAS~~
~~E COMO O AMOR ACONTECE~~
E como o amor acontece?
Tenho ouvido com tamanha insistência esta pergunta que admito, as vezes, sentir vontade de me arriscar numa resposta que comece desta forma: “Sabe, eu tenho lá minhas teses….”.
Para amigos e amigas mais próximos, gosto de contar como vejo o amor desabrochar. Alguns dão com os ombros, duvidando, com alguma razão, das minhas teorias e saem-se logo com um “Ih… psicólogo inventa cada coisa!” Outros, mais confiantes, prestam atenção e até procuram encontrar algum sentido no que digo. Mas, de maneira geral, o tema provoca interesse e, via de regra, muitos e mal-disfarçados suspiros.
De alguma forma, minhas teses são forjadas a partir das histórias que escuto, acompanho e vivencio. Pedacinhos roubados das narrativas alheias, e das minhas próprias vivências, que me ajudam a compor esta maravilhosa colcha de retalhos em que se constitui a magnífica e singular experiência humana.
Teço-a, portanto, com todo o carinho de que disponho e com extremo desvelo. Reconheço cada parte como fragmento expressivo de histórias, únicas e extraordinárias, que me são confiadas e das quais tiro o que de melhor posso captar no sentido de absorver e, lentamente, tentar compreender.
E, então, o amor acontece.
A cada instante e em todos os lugares. E se revela no olhar que dirigimos ao interlocutor interessado, na mão que estendemos para auxiliar a quem precisa atravessar um obstáculo real ou imaginário, no abraço apertado, no beijo e no contato afetuoso e amável.
Mas o amor, aquele indomável e magnífico sentimento raro, que nos faz acordar no meio da noite com vontade de conversar sobre coisas tolas só para sentir confirmada a existência daquele ser que, decididamente, tornou-se indispensável para a nossa antes tão solitária trajetória, esse amor só acontece quando estamos disponíveis para amar. Ou quando resolvemos abrir a pesada porta do quarto escuro por trás da qual se esconde o nosso medo de arriscar.
E aqui reside minha teoria central: a gente decide quando e como amar. E, não, não é o amor que determina quando nos capturar.
O que percebo, a todo momento e em cada lugar para onde me disponho a dirigir um olhar livre de julgamentos, é a sincera vontade de partilhar a vida, de seguir adiante junto de alguém significativo o bastante para merecer se aproximar daquilo que trazemos de mais valioso: nossa verdadeira história.
E não existem fórmulas seguras ou perfeitas para identificar quem, promissoramente, possua a chance de vir a ser um bom companheiro de viagem. Mas existe uma pista que, invariavelmente, nunca falha: ache uma pessoa com a qual você goste de conversar muito e a toda hora. Com quem dividir experiências seja a melhor parte do dia. Se, junto a ela, qualquer assunto vale a pena ser debatido, mesmo que partilhado de pontos de vistas muito diferentes, você tirou a sorte grande. Está diante de um grande parceiro de jornada.
Quando o ouvir e o falar forem experiências tão gratificantes como segurar mãos quentinhas no exato momento em que sente muito frio, então, você deve estar bem perto de alguém muito especial de verdade.
E se, depois de algum tempo de relacionamento (vivendo juntos ou em casas separadas), os problemas de seu parceiro já se incorporaram aos seus, tornando aquele monte de meu e seu em um simples e superlativo nosso, então este companheiro, definitivamente, já faz parte da sua vida. E você parte da dele.
Porque amar implica estar acessível para uma conjunta produção criativa, capaz da alquimia de transformar coisas velhas, recrudescidas e, aparentemente, imutáveis em algo potencialmente novo, original e surpreendente. O bom-amor transforma o amado e o amante e converte as pequenas experiências banais e cotidianas em grandes e inesquecíveis eventos.
Cada um entra com o que tem de melhor. Se eu toco violão e você canta, podemos compor uma bela canção. Se eu desenho e você escreve, posso ilustrar seu livro e você comentar o meu. Um olha para o outro com genuíno interesse, imaginando o que pode fazer para torná-lo mais feliz. Se antecipa, considera, ampara e cura as feridas. As diferenças, os inescapáveis conflitos, precisam ser tratados com carinho e, acima de tudo, honestidade. Não vale fingir que tolera, que compreende ou aceita. Não cabem deslealdades como não bancar brigas produtivas – sim, elas existem! E só podem ser travadas entre pessoas que mantêm laços de confiança e apreço. Parece difícil mas, quando existe o desejo sincero, essas coisas simplesmente fluem da intenção para o gesto. Daí, você sai do lugar-comum, onde todos somos números e meras presenças, para um lugar de destaque no centro da festa.
Deixamos de ser unos para nos tornarmos plurais. De monocromáticos passamos a reproduzir cores que antes não sabíamos possuir. E, com alegria, vemos nossa caixinha de lápis se encher de cor abandonando, finalmente, o preto e cinza que encobriam nossa solidão. De simples nos tornamos complexos e tudo ganha um gosto infinitamente melhor.
Uma vida, então, não vale a pena ser vivida se não experimentarmos a doçura e a maciez do contato amoroso. Único e perfeito posto que humano.
Então… que tal arranjar uma grande amor pra sua vida? Mesmo que dure só enquanto permaneça a chama do encanto? Ou que resista por séculos como contam as lendas?
Experimentar este bálsamo através de um ou de vários amores, pouco importa. O estado amoroso nos torna melhores e mais generosos. É um indiscutível e poderoso estímulo para nosso sistema imunológico. E torna a vida muito mais colorida e saborosa.
~~EDEMILSON RIBAS~~
A inteligência começa a ser testada quando a espevitada insistência acena para a míope paciência avisando que irá buscar seus óculos
Persistência, no erro.
Insistência, no errado.
Coração de pedra.
Teimosia. Pirraça.
Não. Reagi.
Troca o errado, pelo certo.
Quando erramos em algo mais buscamos insistência!
Cada tentativa, apreendemos mais ao ponto de lapidar as falhas.
O amor é igual.
A cada tentativa de fazer dar certo! Se aprende Elimar as falhas um do outro.
Assim melhora o convívio para cada vez mais se sentirmos apaixonados.
O primeiro passo importa, o segundo é o percurso da insistência, não desista! O sucesso é a soma de uma trajetória.
Guerreiro, determinado, um lutador desde muito cedo, na sua insistência, está construindo o seu legado,
mantendo a sua essência, mostrando a sua força contra o preconceito com inteligência e suor derramado,
não é à toa que tem o meu respeito e nem é sem razão tudo que tem conquistado e ainda conquistará no tempo certo e talvez bem mais do que tem esperado.
A luta para atingir os 100% das nossas buscas, depende simplesmente da nossa insistência para se chegar ao resultado final esperado
Que o sucesso não lhe abandone, e que o espírito de criatividade,perseverança ,insistência,paciência e humildade redobre-se cada vez mais na sua esfera. Sucessos!
Insistência
Há dias...
em que o mundo atravessa...
não com força, mas com desgaste.
com cansaços antigos que não se explicam.
E ainda assim...
Desaba em mim um peso antigo que não consigo decifrar...
mas carrego.
Algo em mim permanece em estado de vigília.
Não é milagre.
Nem fé de vitrine.
É um senso íntimo de direção que se recusa a recuar.
É a escolha silenciosa de continuar
mesmo sem plateia...
é o gesto miúdo de existir quando ninguém nota.
Não aprendi a vencer com medalhas.
Aprendi a prosseguir sem aplausos.
Aprendi a resisti em silêncio.
Aprendi a ser pensamento onde só se aceita barulho.
Meu corpo recua...
mas minha consciência não.
Meu cansaço pesa...
mas não me desliga da busca.
Guardo questões que não se calam...
e mesmo sem respostas, sigo.
Porque viver, ás vezes, é apenas isso:
manter acessa a centelha que o mundo tenta apagar.
Querer me fazer concordar a base da insistência é uma coisa que nunca vai acontecer e discordar pontualmente ou não jamais será ofensa. O direito a irreverência elegante na Internet deveria ser um Direito Humano.
A insistência
cochala agrediu
Cochabamba,
E o mundo que
já conhecia
este filme fingiu
que não viu,
Quase fizeram
com quem teve
a casa revirada
e não estava
para os seus
pertencer defender,
porque foi forçado
ao exílio para a sua
própria vida proteger.
É golpe! É golpe!
Não me canso
do golpe na Bolívia
ao mundo denunciar,
O povo indígena
nas mãos
desses terroristas
correm perigo,
Se o continente
não se mobilizar.
Algo de pesado
ronda o continente,
Que mantém soltos
os culpados e presos
muitos inocentes
como a tropa
e o General que foi
preso há quase
dois anos no meio
de uma reunião
pacífica no dia
treze de março,
E todo o dia não
me canso de por
cada um deles
continuar a me queixar.
Sempre grato pelas respostas que encontro neste tempo em existência. A insistência em exercício, na busca pelas respostas, só se faz possível porque posso utilizar este tempo. Feliz tempo de existir, de fazer, de ser e viver.
Não há caminho
Enfrente os teus próprios medos, obstáculos, desertos ou pedras: que o caminho se fará debaixo dos teus pés.
A Bíblia narra histórias que parecem surreais e inacreditáveis, como atravessar um deserto em quarenta anos; sobreviver numa fornalha ardente; abrir rios e mares; caminhar sobre as águas ou transformar a água em vinho.
A mensagem viva que se extrai da letra que é morta, diz que não importa a dificuldade: se tivermos um desejo ou uma necessidade, temos que enfrentar os nossos próprios desertos, fornalhas, pedras, rios, mares profundos ou apenas o medo e os obstáculos.
Maria tinha um desejo de entrar no sepulcro (não era uma necessidade), mas ela sabia que tinha uma pedra na porta.
Moisés sabia que tinha um mar pela frente (atravessá-lo era uma necessidade).
Eles poderiam ter desistido, sem tentar, porque não tinham como remover a pedra ou atravessar o mar, mas optaram por seguir em frente.
É isso! Ainda que não haja um caminho, ele se faz debaixo dos nossos pés.
