Insensato
“O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior”. (Provérbios 18:2). A preocupação de um tolo em uma conversa é colocar para fora o que está dentro dele. Mesmo quando não está falando, ele não está realmente ouvindo. Ele está formulando o que dirá em seguida. Seu próximo voleio na conversação não é devolver a bola que você passou, mas passar uma nova bola.
Os insensatos e ignorantes não são capazes de construir a própria historia, por isso vivem montados nas costas de outras pessoas.
Enquanto a paixão com toda sua estranheza nos torna vulneráveis e insensatos, o amor com a sutileza e inteligência de um grande sentimento faz-nos crescer e aprender a conviver com harmonia junto às situações mais complexas e inusitadas possíveis.
Apenas os fanáticos, os ignorantes e os insensatos fazem uma escolha por suas crenças. Pessoas racionais apenas percebem o sentido existente nas peças encontradas pelo caminho para justificar a procura por entendimento, não importando obter mais perguntas do que respostas. O essencial é não ignorar as pedras que pavimentam o caminho, e nem as tratar como se já se houvesse alcançado o ponto onde ele termina.
Mundo vazio cheio de gente sem direção, num composto insensato de fórmulas que não descreve nada num vazio em decomposição é um mundo vivendo o próprio caos.
O CHATO DE BOINA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Chega o ponto em que o contestador insensato já nem olha para o contexto. Só contesta. Leva na testa o texto pronto, gasto, imutável, de contestação. Protesta sob o pretexto de que nada presta, se não fechar com seus conceitos... pré-conceitos. Ninguém presta, se não for do seu grupo. Seu partido. Sua vã filosofia de que tudo é feio aqui fora, porque nem tudo é lindo. Não presta, principalmente, se não for seu comandante ou seu comandado.
Vem o tempo em que tudo pesa. tudo enfeza, revolta e faz o contestador insensato esmurrar o vento. Espumar de raiva. No fundo, ele sempre torce para que nada melhore; que o poço não tenha fundo. Só assim o mundo pequeno que o rodeia seguirá babando por seus arroubos. Seus acessos de fúria. Suas máximas e palavras de ordem. Discursos alterados que ameaçam quem tenta contestar sua contestação de constatação duvidosa.
Mas também surge o dia em que até os outros contestadores, aqueles um pouco sensatos, ou menos chatos, se cansam do contestador insensato. Dos olhos fora das órbitas e da voz inflamada que jamais reconhecem algo de bom. Jamais demonstram qualquer satisfação, porque acham que a satisfação desmascara, o bom humor não corresponde à identidade forjada.
Em suma, o contestador insensato - falo do insensato, e não daquele que tem hora, contexto, critério e discernimento -, é um chato. Para os chatos, quem vê algo de bom é iludido. Quem ri é bobo. Quem ama é alienado. Quem tem calma e não morde o mundo é pelego. Eles sempre debocham do equilibrado, ironizam o bem resolvido e querem matar quem não quer matar os que não discordam de quase todos... evidentemente, não deles.
O contestador insensato... ou o chato, não vive sem oba-oba. Sem falação engajada. Sem ver inimigos em cada esquina. Não tem amigos; apenas camaradas, aliados, companheiros de luta e correligionários. Vive de agonia sem fim, mas acha que "o chato, unido, jamais será vencido".
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A sempre festa, discórdia e bebedeira na casa do insensato, porém na casa do sábio reina a paz sempre, salvo em festas solenes e objetivas.
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