Individualismo
Todos nós somos, ao menos um pouco individualistas quando o que está em jogo é a nossa própria felicidade.
A individualidade dos seres humanos às vezes me assusta,mas como não ser individualista em um espaço tão cheio egoísmo e mediocridade.
Individualista? Eu? Será...
Este mundo moderno em que vivemos e que cada vez mais se valoriza o consumismo, os sonhos de comodidade, de felicidade e de realização pessoal, convida a pessoa ao individualismo.
Assim as pessoas vão se tornando frias, indiferentes e calculistas, não se importando mais com o outro.
Infelizmente as ideias e o pensamento predominantemente individualista estão se tornando parte da nossa cultura: somos formados e adestrados para o individualismo.
Cada qual preocupado consigo mesmo e com seus problemas. Procura exclusivamente sua família, sua felicidade e, sobretudo não se sentem ligados aos outros.
São indiferentes. A vida e a morte são tratadas como assuntos pessoais.
Mas o que é esse individualismo, que só conta meus interesses?
O individualista é por sinal uma pessoa antissocial, não no sentido comum da palavra. Ela pode até ser uma pessoa de boas relações sociais, pode até ser uma pessoa que esteja sempre próxima aos outros, porém por ter caráter exclusivamente individualista usa muito os termos: “minha vida”, “minha escolha”, “minha liberdade”, “meus direitos” “minhas coisas”
Só pensa na sua profissão, no seu dinheiro, sempre que pode dá um jeito de tirar vantagem e aproveita de tudo e de todos para atingir seus objetivos.
Estamos tão habituados e é tão forte essa cultura individualista, que nos tornamos egoístas e nem percebemos, e assim vamos formando conceitos sobre as pessoas.
Hoje em dia é comum espalharmos nossas ideias preconceituosas e individualistas, e nossos julgamentos errôneos. Por exemplo, quando falamos que determinadas pessoas são preguiçosas, não querem saber de nada, vagabundas, bêbadas, que vivem na miséria por que não querem trabalhar. Todas essas coisas que acontecem e são ditas são de caráter individual, portanto, cada um que se vire...
É comum a televisão refletir essa cultura dominante por meio de novelas em espaço nobre, onde dão um show de individualismo e libertinagem. A moral, o caráter, e a disciplina não são observadas.
O amor fraterno e a solidariedade são sempre deixados de lado. Esses valores não dão audiência, não dão ibope nem publicidade.
Cadê o espírito solidário, participativo e cristão?
Por que valorizamos tanto o individualismo?
Provavelmente tudo isso está acontecendo porque estamos cegos, surdos e mudos.
Precisamos resgatar os valores tão bem ensinados e tão rapidamente esquecidos
Precisamos reaprender a compartilhar e partilhar do que temos, de modo que possamos ver os problemas humanos de maneira comunitária, só assim deixaremos de ser exclusivamente individualista.
Eu não acredito na proclamada felicidade dos individualistas. Se a chuva não faz acepção de flores, é mentiroso o sorriso que só pensa em si!
A violência do individualismo
O mundo está ardendo em violência, pois a intolerância reina absoluta.
A lei se esvazia na Justiça frouxa, que sucumbiu na burocracia e no descaso.
O respeito deu lugar ao oportunismo e a mentira. Tudo em nome do Poder e do Sucesso.
Não valemos mais pelo que somos, valemos pelo que parecemos ser.
E vale tudo para parecer bom, bem sucedido, bonito e querido.
O que sentimos não importa, o que importa é não perder a conexão e levar alguma vantagem sobre o outro.
A palavra da moda é Inclusão Social. Mas que inclusão é essa que esconde a verdade das diferenças?
Não podemos ignorar a atual incompetência da nossa sociedade de buscar a harmonia da convivência.
A desordem e o caos habitam nosso cotidiano e nos tira a paz.
A impaciência e a incompreensão nas relações humanas anularam a amor.
Sem o amor o futuro simplesmente não existe.
O que nos resta é a fé de que não chegamos ao final dos tempos e sim a um novo ciclo da existência humana.
Temos de acreditar que podemos curar esse corpo social enfermo com nossas atitudes.
A mudança em nossos valores e comportamentos é essencial para sobrevivermos a essa avalanche de violência que tira vidas inocentes todos os dias.
Precisamos repensar nossos objetivos individualistas e considerar o Todo.
Ninguém pode ser feliz sozinho.
Passam dias, meses e anos, e o ser humano ficando cada vez mais individualista e especialista em injustiça.
O individualismo pertence às pessoas que fazem de um belo momento de solitude uma eterna vivência em solidão
É perturbador quando o individualismo supera o senso de união em tempos de crise
Quando uma pandemia chega avassaladora,
O inconsequente privilégio favorecido se mostra imponente acima das fragilidades dos menos favorecidos, instigando os para a frente da batalha
Tornando ainda mais fortes e evidentes as já tradicionais desigualdades ainda existentes
A cultura do imediatismo e do individualismo narcisista bloqueia (propositalmente) todas a possíveis explosões criativas que poderíamos vivenciar em nossas vidas. O sistema do medo e das compensações encurta os degraus da evolução e nos deixa à mercê de uma criatividade superficialmente programada e de um nível raso, comparado apenas a alguns robôs automatizados de uma linha de produção.
"A maior estratégia do inimigo é fomentar o individualismo e aguçar o antropocentrismo para refutar os mandamentos de amor ao próximo e ao criador sobre todas as coisas"
O amor é tolerante é precioso, não se irrita é poderoso
Não é individualista, não maltrata, não ostenta, não se afasta
Não tem interesse e nem rancor
Só tem carrinho... Prazer eu sou o amor!
Individualistas
O mundo está numa errante, está cada vez mais estranho, criar expectativas em cima das pessoas se tornou o caminho mais fácil para acabarmos caindo no erro da decepção.
Estamos deixando de lado o significado de sermos presentes e o de prestarmos atenção, estamos perdendo a nossa capacidade de enxergar o outro, de mostrar com mais desempenho o nosso interesse, a nossa amizade e o nosso amor.
Os olhares das pessoas estão apagados, sem afeto, são olhares congelantes.
Podemos ser mais exigentes uns com os outros, basta olharmos para a última gôndola do mercado da sociedade, com os anúncios bem visíveis sobre o engraçado, o amável, o romântico, o gentil, o próximo, entre outros tantos dizeres com igual valor. Só temos que fazer o óbvio, porém esquecido.
Não seja individualista, muitos dependem de você nesse mundo e tudo que você faz tem consequências na vida de outros seres.
