Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Sou loucamente delicado e agressivo
Sou rio e sou vulcĂŁo
Sou selva de pedra e maré aberta
Sou estĂĄvel e mutĂĄvel
Sou contrĂĄrios e contraditĂłrios
Sou amor manso e desejo enfurecido.
â Tenho medo da rapidez que leio sua mensagens, mais medo aĂnda da rapidez que as respondo...
Tenho medo de viver, e me apaixonar por
vocĂȘ... Tenho medo de te perder, mais ainda de que
vocĂȘ escolha ir...
Tenho medo por gostar de vocĂȘ...
Tenho medo, pois Ă© minha Ășnica forma de defesa... Enquanto vocĂȘ, nem posso dizer...
â Eu, tu e mar
Tu, eu e cidade
Eu, tu e paz
Tu, eu e guerra
Eu, tu e fé
Tu, eu e separação
Eu, tu e amor
Tu, eu e desencontro
Eu e tu
Tu, eu
â Desculpe-se vocĂȘ com a vida, e pare de culpĂĄ-la. Como um detetive sempre buscando um novo suspeito, culpado por seus crimes inafiançåveis. JĂĄ nĂŁo cabe mais culpar a vida ou o que lhe venha acarretar numa infelicidade. Descubra o espelho. Se veja! DĂłi tanto assim se apontar? Ă tĂŁo difĂcil parar de procurar o erro ao derredor? Acha melhor endividar algo em culpa, do que assumir o que Ă© defeituoso?
â Por mais belo que possa ser o seu canto, Ă© sempre mais aprazĂvel ouvir a voz de quem por vocĂȘ Ă© amado.
Soneto da distĂąncia
â Quando dois corpos querendo se tocar
E a distancia o fazem separados
Esperam o ansiosos o tempo passar
E acalmar os coraçÔes atribulados
A esperança o fazem acreditar
Que ao fechar os olhos serĂŁo confortados
Isso os farĂŁo relembrar
Que quando ama nĂŁo esta isolado
Assim, quando a noite chegar
E a solidĂŁo nĂŁo te fazer bem
E no céu só restar o luar
Sei q vai olhar pro céu
E estarei olhando pra lå também
E estaremos unidos por um mesmo véu
â SONETO SEM VOLTA
Vai-se mais um talvez pra outra parada
Vai-se um, outro, enfim decaĂdas cenas
Que dĂłi no peito, na solidĂŁo, e apenas
A teimosia para essa pesada derrocada
CĂĄ na quimera, quando a dura nortada
Bafeja, os devaneios em alças plenas
Ruflam a alma em emoçÔes pequenas
No ocaso do horizonte atiçando cilada
TambĂ©m dos silĂȘncios onde abotoam
Os suspiros, um a um, nĂŁo perdoam
E choram, lĂĄgrimas pelos olhos vais
Na perfĂdia imatura, ilusĂ”es escoltam
Os sonhos, que sempre ao amor voltam
Mas que ao poético não voltam mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Outubro de 2020, 20â20â â TriĂąngulo Mineiro
Quem gosta de buquĂȘs nĂŁo ama as flores. Ama somente a sua beleza.
Me pergunto: como nĂŁo sentir tristeza em saber que um buquĂȘ nĂŁo passa de um conjunto de flores condenadas a morte?
â HormĂŽnios
Aquele olhar seduzente
Acompanhado de um beijo molhado
Aquele corpo reluzente
E eu todo atrapalhado
Ela, com aquele jeito inconsequente
Foi me deixar apaixonado
Me senti um deliquente
Mas o que poderia dar de errado?
Na verdade, a culpa sĂŁo dos hormĂŽnios!
Que passam pela minha corrente sanguĂnea
Liberando feromĂŽnios
Vendo ela, toda curvilĂnea
Enlouquecendo todos os meus neurĂŽnios
Mas a culpa nĂŁo Ă© minha!
Se foi ela que me chamou
Por se sentir sozinha
Se eu fui o Ășnico que ela amou
Para ela, fui fazer companhia
Mas com aquele olhar, ela me desarmou
De novo, com aquela ladainha!
Aquela, que jĂĄ me conquistou
Que quando eu vi, ela me seduzia
Até a minha pupila dilatou!
Mas a culpa sĂŁo dos hormĂŽnios
Que agem com tanta pressa
Que sugam meu oxigĂȘnio
E deixam meu corpo em festa!
Aquela sensação
LĂĄbio com lĂĄbio
Aumentando a minha pulsação
Que fui me tornando mais hĂĄbil
E só foi melhorar a nossa relação
Enquanto a beijava
Eu liberava dopamina
Enquanto a tateava
Eu liberava serotonina
Enquanto eu a sentia
Eu liberava ocitocina
Enquanto ela me dominava
Eu liberava endorfina
Malditos hormĂŽnios!
Que me enlouquecem
VĂŁo me deixando tonto
Aos poucos me aquecem
Se ela me deixou a este ponto,
Poderia eu, me tornar um refém?
SĂł sei que Ă© muito bom!
Ficar com ela
Ouvindo aquele som
Nossa, como ela Ă© bela
Ainda tenho as marcas de seu batom
Dignas de uma novela
Mas sei que ficar dela, Ă© o meu dom
â RĂSTICA HORA
A paixão sentida no revés sentimento
arremessa na alma desditosa e solitĂĄria
a infelicidade, sensação desnecessåria
além, do amar, este, a mim sem alento
O pranto, a correr, e a sorte ao relento
vem do acaso, da solidĂŁo, do itinerĂĄrio
que parece trazer consigo um rosĂĄrio
sem rumo, que na ventura vai ao vento
Tenta, e tenta, lamenta. Olha em torno
sedento. E o silĂȘncio suspirando lĂĄ fora
Ă meia penumbra, num choro morno...
Do reclamo, o luar alvacento da aurora
com seu reflexo pĂĄlido de um adorno
sofrente, murmura essa rĂșstica hora!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 outubro de 2020 â TriĂąngulo Mineiro
Como sĂŁo doces as palavrasâ certas na vida de alguĂ©m, ditas com sabedoria, sem interesse, sem proseletismo,sem julgamentos, sĂł com o intuito de edificar.
â Ăs vezes, quando ele estĂĄ me segurando e eu sinto que sou um lĂquido em seus braços, me pergunto se alguma coisa na minha vida vai parecer real depois disso. Ă como se eu viajasse alĂ©m da terra e estendesse a mĂŁo e tocasse uma estrela ardente...
