Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Quando penso em vocĂȘ, a minha mente entra num lapso de saudade e lembranças, onde muitas vezes, e quase todas as noites, eu me afundo, e sĂł acordo no dia seguinte (...).
Eu tive a capacidade de fazer o lĂșdico se tornar real bem na minha frente... foi lindo.
Mas nĂŁo consegui fazer a minha paixĂŁo, capaz de tornar o lĂșdico em meu, e eu, em nĂłs ainda (...).
Viver uma vida, onde vocĂȘ supre suas curiosidades, e desejos... exige muita sabedoria, maturidade.
Alguns, julgam como vulgaridade, promiscuidade, mas... são estes, os que mais sofrem; querendo fazer igual, porém, permanecendo presos em 1 metrÎ quadrado, na compainha da sua hipocrisia sufocante.
Torre forte és minh'alma. E mesmo na tempestade, os meus pensamentos de vida
com as cores violeta, azul, verde, rosa, dourado e prateadas corre solta como o mais rĂĄpido corcel alegre como a Corsa com a leveza do beija flor do seu amor đïž7
As estrelas brilham, os diamantes brilham, as esmeraldas brilham, mas nada brilha tanto quanto meu olhos brilham quando vejo o brilho do seu sorriso.
Quando vi a ferocidade com a qual criticou os trabalhos alheios, estive certo de que ele apresentaria algo melhor. Estava diante de um crĂtico apenas, nada mais.
Seu olhar dizia que algo estranho acontecia
Porque a briga do outro dia foi intriga da tua amiga
Porque eu nunca trocaria joia por bijuteria
SĂł quero seu corpo quente, aquela proposta indecente
A gente vive igual adulto e se ama igual adolescente
Pandemia
O Ășnico proveito da pandemia
E o crescimento real.
Melhora a prĂłpria Vida,
E o todo. Porque; cada um,
Ă© parte do todo.
Se nĂŁo; Ă© apenas uma penitencia
Coletiva, que o tempo se encarregarĂĄ
De apagar. Porque, Vida e transformação,
sĂł existe no agora.
Marcos fereS
(em tempo de corona)
O AMADOR (soneto)
Ser-se amante Ă© ser-se abundante
(- ou mais do que generoso talvez)
Ă doar-se em lealdade tĂŁo gigante
E pĂŽr-se ao total dispor na validez
Ă olhar com um afeto importante
Ciente de ser mais que uma vez
Ao qual cada beijo Ă© sussurrante
E o amor, entĂŁo, cheio de vividez
Ă saber que o ardor nos consome
A sede, do querer, saciada no bem
Rir, cantar, e ter o escolhido nome
à acertar no que não nos faz refém
Que nos detém! e ter do outro fome
Porque a gente ama, e quer ir além...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2020, 14â01â - Cerrado goiano
CANĂĂO Ă AUSENTE (soneto)
Pra te esquecer ensaiei minha saudade
Deixei entĂŁo de pronunciar o teu nome
Me escondi no silĂȘncio que me consome
Pra te esquecer ensaiei a minha vaidade
Pra te omitir ensaiei diverso pronome
Busquei na poesia uma profundidade
E na maldade do verso tu me invade
Pra te omitir ensaiei nĂŁo ter de ti fome
Pra te esquecer ensaiei a minha razĂŁo
E no vĂŁo ĂĄrduo o pensamento chorou
Para te omitir ensaiei o meu coração
Pra te esquecer e te omitir sĂł sobrou
Um prazer agridoce e amarga ilusĂŁo
Para te omitir, esqueci.... acabou!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2020, 19â10â - Cerrado goiano
As vezes dentro de mim fica em convulsÔes...
Quando vocĂȘ me abraça Ă© como se matasse leĂ”es...
Tudo serena
Tudo adormece e vocĂȘ me aquece...
Obrigado...
Oh, morena tropicana, porque és tão bela?
com seus cachos, sua composição
seu cheiro, sua lĂĄbia, seus lĂĄbios
tĂŁo formosa, tĂŁo esbelta.
Ai de quem negar essa perfeição
Te negar seria um pecado
NĂŁo daqueles quentes que nos levam a loucura
Loucuras que farias com vocĂȘ todos dias,
SĂł para te sentir, para te fazer e desfazer
negĂĄ-la seria um pecado imperdoĂĄvel
oh morena tropicana, porque és assim?
por quĂȘ tĂŁo bela? tĂŁo amorosa
tĂŁo maravilhosa, tĂŁo inimaginĂĄvel
és uma das perfeiçÔes desta terra
és meu sonho, és meu porto
quando a vejo, sinto-me
tão fervoroso, és meu porto
és meu sonho,és meu amor.
Nas entranhas de tua teia.
Encontrei-te oh! Meu bem...
Na linha do tempo que se perdeu
Uma aurora ja vivida, tĂŁo bem esquecida
Que derepente ascendeu e fluiu.
Um riso pulsante despertou novamente
Cegando por ora as atuais trincheiras
E pĂŽs-me num contentamento insessante
De poder me entranhar novamente em tua teia.
O lobo solitĂĄrio nĂŁo mais rugiu essa noite
Apenas uma melodia soou no momento
Era tua voz a bailar no meu inconsciente
Me afogando num saudar deslumbrante.
Desnudei tais olhos enegrecidos
Reacendi alvoraz chama ardente
E queimei junto a ela benevolente.
Mas nao tardou a chegada do inverno
Posto vocĂȘ, o maior inferno
Apagar meu fogo, minha chama.
Willas Gavronsk
A Chuva
As gotas que caem geralmente se chocam em algo... hå claro a incerteza desse algo... e diante da certeza de haver certa incerteza, prosseguimos mesmo diante o medo, caindo e escorrendo... até voltar ao grandioso comum que hå em cada oceano dentro de nós.
NĂŁo sabemos em que a gente vai âchocarâ mas sempre chocamos em algo nas quedas da vida, o importante Ă© saber que o fluxo do percurso nĂŁo termina no fim de cada queda e sim em um oceano de experiĂȘncias que nos faz um ser cada vez mais evoluĂdo.
Muitas vezes somos uma intensidade. Mas a intensidade, ou nos cega como um sol ou nos faz cair como uma tempestade... No entanto, quem nĂŁo se aventura nunca irĂĄ saber a cor da luz e nem o gosto da chuva!
Hei de por ti
Eu quero tudo .
Nao me contento com nada.
Nada que nĂŁo seja junto a ti
Amante, amiga, eterna namorada.
Quero este domingo azul
E com voce ver o céu da madrugada.
Caminhar sobre a praia completamente nĂșs
Contemplando a aurora da vida e mais nada.
E estar sobre ti num eterno deleite
NĂŁo vejo forma mais bonita de morte
De em teu belo corpo poder me perder
E novamente encontrar-te no meu tĂŁo belo norte.
Ceifar-te-ei aos poucos, (dias todos)
Para que de mim nao se vĂĄ as pressas,
Pois se de amor hei de morrer num instante
Nao ha mais nada que eu queira e resta
Quero beijos, quero abraços, teus risos
Quero sonhos, tua loucura, infinitas horas.
E derepente num domar de um sono eterno, dormir
Quero um sonho de amor que me leve.
Willas Gavronsk 16.10.19
