Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
As pessoas de må coração muitas vezes usam da verdade para machucar e não por terem no caråter o valor de serem verdadeiros.
O desejo é um farol, um registrador, prova inconteståvel, apontando uma vontade quase orgùnica. Que por vezes ardia e arde sem ninguém ver...
Engraçado como sentimos aquela necessidade de dizer o que se passa por dentro. A gente olha e pensa: âcomo a gente se apega tanto assim a um estranho?â. E escapa o pensamento, mas nĂŁo com palavras ditas, Ă© o olhar que muda. E quando temos a chance de dizer tudo (exatamente quando pergunta em que se estĂĄ pensando), sĂł sabemos responder: ânĂŁo Ă© nada.â. E por fim disfarçamos a agonia com um sorriso torto, por nĂŁo saber se dentro do outro acontece o mesmo.
Ah, meu bem! Ainda vai chegar o dia que nĂŁo me restarĂĄ dĂșvidas que suas expressĂ”es de riso me pertencem.
Mesmo tendo uma ideia do que me esperava, fui ver a peça. E logo no começo, na segunda ou terceira troca de cenĂĄrio, lĂĄ estĂĄvamos. Uma senhora com a pele marcada pelo tempo, e um senhor de cabelo branco, entregando que tambĂ©m passou por ele. Com toda delicadeza desembaraçava o cabelo daquela senhora enquanto cantarolava uma canção na qual nunca deixou de pĂŽr no repertĂłrio da vida. Começava mais ou menos assim: âQue o tempo carregue tudo, menos quem me deu felicidadeâŠâ Ăramos nĂłs, ou melhor, serĂamos⊠Se soubesse que a porta entreaberta era Ă sua espera.
Passe os olhos nesta frase. Mas com carinho, por favor. Aqui nĂŁo estĂĄ nem a metade do que chamo de amor.
âsuporte o Ăłdio e a violĂȘncia com fĂ©; suporte o fracasso e a falta de compreensĂŁo com paciĂȘncia, porque no final o amor Ă© a força para vocĂȘ nunca desistirâ
Eu estive reparando a lua e pensando nos muitos olhares que jĂĄ percorreram por ela. A lua Ă© a junção dos separados, dos apaixonados, dos desesperados⊠Numa noite hĂĄ tantos que se amam e a convidam ao compartilhamento. E a lua, sempre educada, se doa, e se divide com os demais olhares de casais de namorados que antes nunca aperceberam-se do quĂŁo bonita Ă©! A lua sempre desculpa os dispersos. Ăs vezes se exibe com confiança, em outras, acanhada. A lua pela manhĂŁ se despede com saudade. HĂĄ os que nĂŁo se contentaram em admirĂĄ-la apenas de longe; e por isso as pegadas nela. Ontem eu olhei no cĂ©u a mesma lua que CecĂlia, que Machado, que Drummond contemplaram e a que o moço que conserta os meus sapatos ainda observa. Pensei no meu amor por ti e entĂŁo descobri que certas coisas Deus fez para serem eternas.
Sentimento equivalente:
e se em minha ida deixei-te uma saudade sem fim foi porque levei de ti um amor perpétuo.
Nesta tarde lembrei-me de vocĂȘ, mas a realidade Ă© que tenho que te esquecer.
Esquecer, porque o teu amor pertence a outro.
Alguns sofrem mais intensamente, outros mais alcoolicamente. Tem até os que mudam de religião, de time, de casa.
E cada um faz o que faz, como atitude desesperada pela dor latente, pela confusĂŁo entre querer de volta e nĂŁo querer nunca mais.
Sou de pegação, mas também sou de apegos. Cada beijo, uma paixão, mas também uma nova esperança de amores longos, pra vida toda, por que não? Enquanto não då, vou amando um pouco, um pouco lå. Porque o que não sei é viver sem amar.
Se quero casar? Quero. Se nĂŁo der, tudo bem. NĂŁo porque eu nĂŁo queira ser de ninguĂ©m, porque jĂĄ sou de mim mesma, mas porque nĂŁo sei se quero mesmo abrir mĂŁo do que tenho hoje, que sĂŁo essas asas abertas e prontas para voar. Mas uma hora posso querer um ninho, sim. SĂł nĂŁo vamos tambĂ©m chegar ao ponto de achar que quero procriarâŠrs
Sou tĂŁo cheia de crises e tormentas com meus pensares, sentires e fazeres. Sempre sei o que devo fazer, mas nem sempre sinto o que deveria sentir ou penso o que deveria pensar. Essas dĂșvidas alimentam meu mundo, pois sĂŁo elas os combustĂveis para eu nunca parar de sonhar.
