Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Quando pequeno, eu gostava muito de ver o cair da noite através das janelas de casa. Meus olhos brilhavam ao contemplar as estrelas se apoderando da imensidão do céu, enquanto que as cigarras, em algum ponto da escuridão, ensaiavam seus novos cùnticos.
Naquela Ă©poca era comum eu associar o fim de tarde com o inĂcio de uma estranha espera. Em quase todas as noites eu fixava o olhar em boa parte daqueles tantos pontos brilhantes que formavam aquele tapete estelar, na esperança de que a qualquer momento, um daqueles pontos de luz se mostrasse diferente dos demais e entĂŁo resolvesse vagar entre os demais conformados.
Eu acreditava que tendo a oportunidade de vĂȘ-lo passear pela imensidĂŁo daquele azul-escuro-quase-preto, eu poderia fazer-lhe um pedido qualquer â olha o nĂvel da viagem â, que ele, de algum jeito, daria seus pulos e realizaria.
Desde quando eu decidi parar com este hĂĄbito (tĂŁo bobo, diga-se de passagem), se passou muito tempo. E muita coisa aconteceu neste intervalo. E foi nesse meio tempo que eu entendi a lĂłgica tĂŁo bem descrita na frase: âDe onde muito se espera Ă© que nĂŁo surge nada. O amor prefere se aproximar dos distraĂdos.â
Pois é. Foi justamente num desses momentos de distração entre noites que pareciam não ter fim e dias que pareciam criar asas e conquistar a liberdade das horas que corriam, que eu percebi que a saudade é também composta por um cheiro tão gostoso, que ao menor sinal da sua presença eu jå sorria olhando para o nada, mesmo que de perto eu fosse observado por olhares de espanto.
Desde então, toda vez que a saudade vem me visitar no meio da noite, eu procuro dar uma chegada na janela mais próxima, só para dar uma conferida no céu, abrir um sorriso e dizer em pensamento: Eu entendi!
Hoje eu arrisco dizer que até sinto falta das cigarras. Mas jå não procuro mais o ponto de luz lå no céu. Descobri que ele, a partir de uma simples distração, passou a morar aqui dentro. Junto ås doces lembranças que vivem a sorrir para todos os lados e tempos.
âSaudade Ă© pra quem sente amor. Sentir falta Ă© pra quem sente vazio.â (Gabito Nunes)
Que vontade de te abraçar!
Querer-te mais que antes
Pegar-te no colo
Acariciar seus cabelos
E dizer que te amo
Tem gente que nĂŁo entende e nem percebe
Que neste jogo de xeque-mate
Quando bem lapidado pode se fazer milagres.
Tem gente que nĂŁo entende
Que para colher Ă© preciso plantar
Ama quem sabe,perde quem dorme e nĂŁo percebe.
Flores são sonhos perfumados que se oferece a quem nosso coração escolheu para amar! Tenho sempre uma flor em minha mão. Em instante posso me deparar com o amor!
Troco as minhas delicadezas por uma dĂșzia dos seus beijos. Adoro morar em seus lĂĄbios! Mas nĂŁo se esqueça...A cada doze beijos...Mais um punhado das minhas ternuras. Do meu doce amor. Dos meus dotes de carinhos.
Nas manhãs em que Deus me då mais um dia para viver...Antes mesmo de respirar a vida...Eu respiro o amor. Porque, respirando o amor...Eu consigo dar o melhor tom à minha vida. O melhor ar. A maior harmonia para o meu coração!
Passos De Bailarina!
Quero
que entre em
meu coração
com passos de
bailarina!
Quero que ele seja
o palco da sua
inspiração.
Dos seus passos
mais bonitos.
Da sua melhor
coreografia,
nesse nosso
momento de amor!
As ideias surgem, pensamentos insistem em expressar, papel e caneta na mĂŁo que percorre em versos, a seleção perfeita no fone que me faz esquecer que hora Ă©, o cafĂ© quente que estava na xĂcara gelou, acontecimentos que fazem surgir um riso bobo, um suspiro leve da alma e uma gargalhada imaginĂĄria bem alta, somente assim devido a hora, logo clareia pelo amanhecer e novas oportunidades eu crio pra gente se ver, ela quem me inspira, quem nĂŁo me deixa dormir mesmo estando ausente, mas o seu calor ĂĄ faz presente na casualidade, sem cobranças e apenas prazeres, a voracidade que ĂĄ degusto ou singela permanĂȘncia do toque ousado e carinhoso no seu corpo, aos cabelos cheirosos sinto em lembranças do ontem, o perfume da sua pele suave e inconfundĂvel, o respirar ofegante me faz querer mais e nĂŁo te esquecer..
PAGANDO PELOS MEUS ERROS
Perdi o controle quando te humilhei
Disse coisas que nĂŁo queria dizer e fui mal sucedida
Estou tentando descobrir uma forma razoĂĄvel
De falar como estava errada e confusa
Se o deixar partir meu coração vai chorar
Serei arrastada e abatida por mim mesma
NĂŁo posso fazer isto comigo sem lutar
Preciso apressar meus passos antes de te perder
Não quero ficar sozinha no meu abraço desconsolado
Lutarei para apagar meus erros das promessas e mentiras
E de todas as vezes que vocĂȘ foi renegado
NĂŁo posso perder quem eu amo de verdade
Errei pelos caprichos de uma mulher imatura e irresponsĂĄvel
Espero que ainda dĂȘ tempo de fazer vocĂȘ me amar outra vez
Eu estava no meio de uma dessas conversas corriqueiras, quando o tema principal passou a girar em torno da companhia e suas diversas formas de se fazer sentir. Ou nĂŁo.
Foi entĂŁo que de imediato eu lembrei do Gabito Nunes, quando ele disse que: âSaudade Ă© pra quem sente amor. Sentir falta Ă© pra quem sente vazio.â
Confesso que aquela conversa me fez refletir um pouco sobre a forma como eu vejo a diferença entre estar sĂł e o nĂŁo estar acompanhado. Porque a partir do momento no qual vocĂȘ consegue definir seu status atual, fica mais fĂĄcil saber lidar com ele e, consequentemente, consigo.
Quando sinto saudade, me dou conta do quão injusto eu seria, se dissesse que me sinto só, apenas pelo fato de que as condiçÔes de momento impedem que alguém especial possa segurar na minha mão, permitindo assim que eu lhe diga, olhando nos olhos, o quanto me sinto bem quando contigo.
Porque a minha pele pode atĂ© nĂŁo tocar a sua. Teu cheiro pode atĂ© vagar por outros ares da cidade sem que eu o tome pra mim, preenchendo cada espaço dos meus pulmĂ”es. Mas saber que em algum lugar por aĂ, a vida estĂĄ acolhendo a mulher que eu amo e a guardando pra mim, me faz ver que eu apenas estou aqui sem a sua parte fĂsica. E pensar assim Ă© suficiente para remover grande parte do antigo peso.
Porque em essĂȘncia, lhe tenho como parte de mim, reafirmando nosso laço cada vez que, nas minhas atividades tĂŁo naturais, eu consigo fazer alguma associação de modo que lhe encaixe numa conversa entre amigos, nas compras de mercado (recordando o quanto ela gostaria disso ou daquilo) ou atĂ© mesmo num daqueles meus diĂĄlogos com as ondas do mar.
Pois de um jeito ou de outro, ela estaria comigo. E por ora, seria suficiente para continuar alimentando o amor que sinto.
Por outro lado, sentir-se só é muito triste. E vai além daquela ideia de ter vårias pessoas ao redor, e ainda assim, quando vistas, não passarem de acessórios compondo o cenårio que, por sua vez, se faz sempre tão apåtico.
Eu acredito que alguĂ©m se sente sĂł, quando sua alma estĂĄ tĂŁo anestesiada que por mais que o caminho que o(a) levaria atĂ© si mesmo(a), fosse minuciosamente indicado, ele(a) sĂł conseguiria ver um abismo diante de si. E para que este resgate seja possĂvel, Ă© preciso muito amor e paciĂȘncia para fazĂȘ-lo(a) perceber que a proposta da capacidade de sentir (seja saudade ou falta), Ă© de permitir uma sobrevida ou extinção para sentimentos e sensaçÔes. Cabendo a vocĂȘ, apenas o direito de decidir quem deveria continuar vivo e quem precisaria ser deixado.
Pois uma nova maneira de enxergar a vida, faria com que, por exemplo, a sensação de falta de um amor, hoje, fosse substituĂda pela capacidade de amar e - de preferĂȘncia em reciprocidade - viver um novo romance, amanhĂŁ.
Fechei meus olhos
Abri meu coração
Abracei-me.
As cortinas se abriam
Intimando-me a entrar
Reencontrei-me !
Amei-me intensamente
Nunca jogue fora suas borboletas
Quando nĂŁo hĂĄ certeza de suas escolhas
O ouro reluz e se finda em mar
As borboletas voam até o céu
E faz-se moradia.
Hoje Acordei pensando em vocĂȘ!
HĂĄ muito tempo nĂŁo me acontecia
Hoje vacilei!
Fui contra meus princĂpios
Quebrei meus sacrifĂcios
Peguei-me pensando em vocĂȘ.
