Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
A ESTRADA
Passo a passo
Seguindo o compasso
Pé com pé
Mantendo a fé
Um sentimento culto e bonito
Tudo tĂŁo esquisito
FalĂĄcia calma e com prumo
Agora me acalmo no fumo
Noites sem fim
O que querem de mim?
Dores na alma
Estou perdendo a calma
Quem o invoca?
Esse vazio que me sufoca
Que corrĂłi meu espirito
Ao menos tenho tudo escrito
Mesmo o céu não estando branco
Um sentimento nada franco
Com essa sensação me deparo
Dias em claro
Olho pra cima e procuro por Deus
Porque abandonaste os filhos teus?
Olho pra frente e vejo o inferno
Estou cansado do vazio eterno
Mas sĂł andarei
Em ti confiarei
Sigo esse caminho por mim
A estrada chegou ao fim...
Vejo agora que Ă© um dos paradoxos da vida: se amamos tanto uma pessoa que temos medo de perdĂȘ-la, ela pode nos levar a viver uma meia-vida, com muito medo de chegar lĂĄ e viver de todo coração, porque temos tambĂ©m muito a perder.
Alguma vez vocĂȘ que estĂĄ lendo isso jĂĄ... gostou de alguĂ©m e... era recĂproco? E quando essa pessoa foi se declarar pra vocĂȘ... voce simplesmente... rejeita essa tal pessoa? NĂŁo por essa paixonite ter passado e sim por... medo. Medo de que essa pessoa realmente poderia te fazer feliz e que a qualquer momento essa pessoa poderia ser tirada de vocĂȘ a qualquer minuto.
No hĂĄlito fremente das luzes
sei-me dançando um dia
uma melodia que nĂŁo me lembre.
Sei da noite, uma chuva fria
de corpo sei, um fumo quente
sei dos olhos, nos meus
a alma nua
sei da boca, perdida
os sabores e recantos
sei das sombras e sei do espanto
e na seiva, segredo lua
onde rubra, a vontade queima
Sei de ti, que nĂŁo esquecerei
sei da melodia que nĂŁo me lembro
que noite dentro, um dia
dançaremos juntos, eu sei
No sonho que contigo sonho...?...
hĂĄ no leito em que meu peito se deita
um - chega-te a mim - sem receio
uma unção, de perfumes feita
um tocar como boca, suave beijo.
nesse peito, que leito me abraça
mora um desejo fecundo de mim
que amiĂșde me ajeita, desvelo laça
de um jeito, que meu peito
se deita e ama, sem acordar no fim.
se bastar um olhar
que a outro se abrace
um sorriso
que largo, o beijo peçaâŠ
se for pressa, esse feitiço
de um certo jeito de beijar
uma certa urgĂȘncia de amar
um cego vĂcio, fragrĂąncia
desejo pele, possuir
entĂŁo, paciĂȘncia
eu vou ter que irâŠ
como um rio, que novo nasce
num jeito louco de amar
num jeito simples de ser.
e talvez porque sim
o paraĂso no inferno
amar, seja assim
o amor para se viver
a dor para se chorar
e tudo o resto seja
aquilo que deus quiser.
no olhar onde fundo me perco
hå um laço que abraço me lança.
indomĂĄvel onda, de brasas me cerco
dessa alma, que inquieta me canta
à no verso, desse mar que avanço
que ardo, no mesmo passo que danço.
alardo chama, incĂȘndio me faço
abraço, velejo, entre vagas balanço
Ă© dia, Ă© noite, nesse vira e mexe
nessa dança que o vira não cansa
nesse mexe, que sem aviso cresce
e Ă© lĂĄ, onde mĂŁos nem chĂŁo preciso
nesse tecido, que em mim se tece
que valso, paixĂŁo navego perdido.
hĂĄ um horizonte de linhas verticais, manto
onde, no querer de quem quer tanto
mora uma pressa a que nĂŁo resisto
uma pressa lĂquida de poder tocar-te
gasoso ser-te, ébrio vicio
num intenso verde, suave colar-te
à esperança, de num imenso abraço ter-te
sem medo, desta urgĂȘncia
que me faz pressa
nesta Ăąnsia impressa
na sede dos dias de ausĂȘncia
espero beber-te, pele, desassossego
este sem medo todo e sem pressa
quem sabe num dia, que o tempo não meça
o poder olhar-te, assim para sempre
nĂŁo, nĂŁo hĂĄ tristeza sem senĂŁo
mas hĂĄ um certo ar, nĂŁo resisto
um inverno arrepio de verĂŁo
que na beleza, sempre existe
nĂŁo sei se olhar, se expressĂŁo
se por dentro um traço-esguio
só sei de um certo ar, perdição
um se-me-toca, estou perdido
um marejar raro e persistente
um quero fugir, mas nĂŁo consigo
haja quem, ar-tĂŁo-assim, aguente
mas se, eternamente, o belo existe
que a perdição seja permanente
mas a tristeza, nem sempre triste.
Se saudades muitas
De mim tiveres
Muitas, de insuportĂĄveis mesmo
Que pelo tamanho, de tĂŁo grandes
De teu peito irrompam
Tantas
Que de brasas pareçam ser
As mĂŁos que me toquem
Os lĂĄbios que me percorram
Os olhos que me fitem
Fogo desmesurado em mim
Se for tudo assim
Tudo tĂŁo grande
Fogo que se expande
Serei eu, enfim...
De bem com a vida
Acolhido pelo costume, abraçado pelas impressÔes,
Privilegiado pelo sentir, bem guardado pelo saber,
Feliz com o reconhecer, premiado por viver,
Presenteado pela tua companhia, entrelaçado com o teu amor.
Se valorize!!! Nos cobramos demais de nos mesmos, esquecendo nossas qualidades, que mesmo oculta concerteza temos.
QUE A NOITE
Que a noite me cubra de negro
Que a sombra me tire do castigo
Que os apaixonados se amem Ă noite
Que os corpos suados repousem
E que a noite venha e nos cubra
Num simples jardim encantado
De ti em mim, nesta escuridĂŁo nocturna
Perfumada entre gemidos tĂŁo nossos
Para que o céu nos cubra de tantas estrelas
Estou em um lugar abençoado e muito feliz , onde tudo que se pode falar dele; resume em uma só palavra : Amor. E o nome deste lugar posso dizer: Eu estou em Cristo.
Meu bem, vocĂȘ Ă© uma equação difĂcil,
e eu sempre fui de humanas,
mas se eu nĂŁo encontrar o resultado correto para terminarmos bem,
vou ter que fazer recuperação na terapia.
