Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Na mente de quem mågoa hå uma grande expectativa, uma certeza quase absoluta de que irå ser retrucado com raiva/ódio proporcional ao erro cometido. Entretanto, quando a pessoa magoada age contrårio às expectativas de quem mågoa, ele acaba dando a melhor sentença àquele que lhe magoara; o perdão.
Tem detalhes que aos olhos alheios sĂŁo fĂșteis, porĂ©m, aos olhos de quem sabe a importĂąncia de cada um desses detalhes, fica o consolo de ter feito parte e vivido-os por um breve momento.
Sempre que a leitura fica monotona, o escritor sempre acha uma forma de contornar a situação e retomar a atenção do leitor.
Ele se apaixonava por rostos bonitos. Aos poucos foi percebendo que aqueles rostos, muitas vezes, escondiam almas feias.
EntĂŁo passou a se apaixonar por almas bonitas...
Se vocĂȘ tem uma verdade, siga ela. A verdade das outras pessoas nĂŁo precisa fazer vocĂȘ desviar da sua
ConsciĂȘncia humana Ă© a epifania que ocorre no instante em que descobrimos se amamos o mundo o suficiente para assumirmos a responsabilidade de lutarmos para que nele exista equidade. Ă o momento em que este amor coagula o sangue, dĂĄ um nĂł na garganta e nos certifica que somente a luta mudarĂĄ a vida dos oprimidos.
Realmente.
NĂŁo Ă© sĂł trabalho.
NĂŁo Ă© sĂł amizade.
NĂŁo Ă© sĂł um sorriso.
NĂŁo Ă© sĂł um beijo.
NĂŁo Ă© sĂł vontade.
NĂŁo Ă© sĂł metade.
NĂŁo Ă© sĂł isso.
NĂŁo Ă© sĂł aquilo.
NĂŁo Ă© sĂł sexo.
NĂŁo Ă© sĂł corpo.
NĂŁo Ă© sĂł medo.
NĂŁo Ă© sĂł desejo.
Tudo o que faço, faço como se fosse a coisa mais importante que posso fazer. Tudo, tudo mesmo.
Seja rĂĄpido e intenso na vida das pessoas, pois, um carro sĂł Ă© detectado pelo radar em alta velocidade.
Quem nunca viveu em uma prisĂŁo
Quem Vos falar Ă© o prisioneiro da solidĂŁo
Ter medo do desconheço
Ă como chega ao Infinito:
Sem conclusĂŁo.
Ă o mesmo que um cego:
Na escuridĂŁo quem nunca
Viveu em uma prisĂŁo
Seja social ou religiĂŁo
Seja da mente ou do coração.
não existe prisÔes
Existe a prisĂŁo
Aquela que te joga na parede:
Da escuridĂŁo e ao amanhecer
Tem uma chave em suas mĂŁos.
Quem nunca viveu em uma prisĂŁo
A saĂda Ă© breve, pois, sĂł vocĂȘ:
Ă o Ășnico responsĂĄvel
Por esta nela
Entao abra a porta da felicidade.
Penso,
Logo,
NĂŁo gostaria de existir,
A vida Ă© um fardo,
Um enfado,
Sigo o enredo,
Luz apagada,
Enxergar machuca,
Macera,
Caipirinha de mim,
Logo eu,
Tanto tempo lĂșcida,
Agora com essa clareza esdrĂșxula,
Tiro no pé,
Ah!
Mas, qual Ă©,
Neste mundo que te encorajam a ser vocĂȘ mesmo,
Quando realmente se é ninguém acredita,
Tudo mĂĄscara,
Enquanto o tempo passa,
Derrubo a ampulheta,
Quebro a taça,
Me esparramo,
Viro arruaça,
Em meio a fumaça,
Apareço,
Adormeço,
Me reconheço.
TRAIĂĂO (soneto)
Sobre o meu ser, como sobre o poetar
Tirano fado, cai o senhor brutal engano
Como numa tarde de outono a desfolhar
Tomba a decepção num recital ao piano
Oh! dor do falto no silĂȘncio a embalar
SolitĂĄrio, tĂŁo sem sonho, no abandono
Minha trova, no pesar pÔe-se a chorar
A perfĂdia, acordando o inquieto sono
Oh! lastimar aqui neste meu ensejo
Que me vejo, nesta madrugada fria
Ter a alma como uma fé sem oração
Deixando a paixĂŁo sem amor e desejo
Tristonha, cabisbaixa, desiludida, vazia
Aos desmandos da desatinada traição...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 de janeiro de 2020, 04â55â
Cerrado goiano - Olavobilaquiando
- quem nunca!
Carrossel de estrelas gira
Gira o moinho, gira o luar
Lança o nosso olhar na clara manhã
Vai, leva a nossa dor, faz do nosso amor
Tesouro maior que existe
