Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Ninguém pode ser culpado por ter um coração de carne.

A despedida
da tarde soprou
as nuvens
com suavidade
e fez percussĂŁo
com as folhas
do sublime
bosque do deserto.

E pensando em ti
a todo instante,
nĂŁo desistirei
custe o que custar
de ir em tua busca
nesta noite
de luar brilhante.

O interessante
Ă© o quĂȘ sinto
e jĂĄ Ă© imenso,
e sei que ainda
não te conheço;
algo forte vem
me dizendo
que és todo meu
e a vocĂȘ pertenço.

...

A maciez da tua alma Ă© ternura plantada em meu jardim, Ela veio com a alvorada, E faz de mim completamente apaixonada...

...

O teu sorriso é um punhado de estrelas que como um clarão ilumina as trevas de todo e qualquer coração.

...

NĂŁo me importo quando nĂŁo me notas, pois sei que Ă© esse momento que me sentes. É como um regozijo de saudade feito poeticamente.

...

O amor vem como a manhã repleta de primavera, Suave, perfumada e faz a alma aconchegada amar com a largueza do mundo e pÎr os pés na terra.

...

A noite silente traduz poeticamente com a força de uma constelação que os caminhos irão se tornar o caminho. Perfumes, virtudes e destino.

...

Garimpei entre versos a poesia da estrela, Amo-te com a força da luz de uma constelação inteira, O teu rastro é chama que me faz faceira.

...

Contemplo os teus olhos que são candidamente luz, Na pia universal verdade do teu eu, Sinto a cada dia o seu coração mais próximo do meu.

...

É doce a severidade que abriga esse teu sorriso, Sensual esse corpo estremecido, NĂŁo abro mĂŁo de mantĂȘ-lo enternecido.

...

Sabes que és o meu amado, Vinho que jamais serå esgotado, Loucura que faz da minha boca carmim, Tenho a certeza de que estås apaixonado por mim.

...

Iluminada por essa dĂĄdiva que Ă© o teu amor, A espera me faz pantera, A mĂșsica mantĂ©m o jardim sempre em flor...

...

Com doses mĂ­sticas de serenidade, Toda a mulher que ama, NĂŁo deixa apagar a chama, Presenteia com os doces desassossegos e feminilidades.

...

Na proteção das brumas, Surge a estrela, Que com seu amor silente transforma o que sente em reverberação e faz verso com paixão.

...

A noite vem como uma dama enfeitada de luar, Ela nĂŁo engana, Ela Ă© um convite para a gente se amar.

...

Provoca-me, Devoro-te, Contemplo-te, O teu sorriso Ă© chama que ilumina todo o Universo.

...

Que venhas macio como o sol da manhã, Com esses låbios sabor de maçã, Não me importo nem um pouco o que serå de nós dois amanhã.

...

A chave Ă© o teu pensamento, É com ele que serĂĄ aberta a porta do teu sentimento. Doce tormento.

...

VocĂȘ nĂŁo sabe
e tampouco viu,
A minha poesia
tem asas
capaz de voar
pelo Brasil
onde a noite caiu:

Por ousadia ser
a memĂłria
de milhÔes de caídos,
A memĂłria
dos desaparecidos,
E ser a voz dos
que nĂŁo tem voz
na América Latina.

Caiu a noite aqui
em Santa Catarina,
Onde as estrelas
estĂŁo prĂłximas,
A pressa Ă© mais
do que urgente
e a Lua sempre
deslumbra
os campos do Sul.

É exatamente lá
no km 36, na BR-470,
em plena Gaspar,
NĂŁo preciso nome
e sobrenome
mencionar,
Todos conhecem
quem sĂŁo muito bem:
Eles querem a todo
o JequitibĂĄ-Rosa
e outras jĂłias raras
a todo custo derrubar.

Intensos filhos de Gaia,



e atrevidos no Olimpo,


Furtivamente colho o teu beijo,



doce nĂŁo resisto;


Acaloradamente e terna provoco


o teu instinto...




Protegidos por Deméter,



travessamente no Olimpo,


A minha nuca coberta pelo teu beijo,



doce te excito;


Apaixonadamente estou em tuas mĂŁos,



te mordisco.




Acompanhados por Perséfone,



vagarosos no Olimpo,


Os meus seios nas tuas mĂŁos


sĂŁo um punhado de trigo;


Sinfonicamente doce atingiremos o paraĂ­so,



predestino.




As trĂȘs deusas sĂŁo por nĂłs dois,



jĂĄ somos de nĂłs dois,



Somos mistérios revelados,



e ainda nĂŁo consumados;


Eles hĂŁo de nunca serem suficientemente


descobertos.




Sob a proteção do Olimpo,

juntos somos apenas dois meninos,

Divertidamente nos seduzindo

como os astros seduzem a orbe,

No nosso Universo tudo Ă© repleto

- nele tudo pode -

e nos sacode;

Somos duas oferendas no Olimpo,

e perfeitos Mistérios Eleusinos.

Aprecio o encanto desses olhos sutis, Que despertam as travessuras mais juvenis, NĂŁo existe delĂ­cia de amor mais feliz...

Embevecida só de apreciar a sedução do teu rosto, Enternecida te eternizo neste poema, A espera é sempre um dilema,mas te amar me då coragem.

O teu corpo tem o poder do transe perfeito, LĂĄbios que me rendem, Olhos que me seduzem e mĂŁos que me prendem.

Essa sedução que arrebata, Doce alucinação, O destino nos trarå um dia algo bem mais intenso do que uma simples paixão...

A noite paira e eleva os coraçÔes ao alto, a noite surge repleta de provocaçÔes e divagaçÔes, ela é bela e soberana das nossas emoçÔes...

Sempre estarei aspergindo a minha essĂȘncia perfumada no teu caminho, Sou feminina, apaixonada e feita sĂł de carinho.

A tua voz embeleza a manhã, Låbios cor-de- maçã, Sedução nada vã, O sonho flui de uma forma que jå até sinto o teu aroma de hortelã.

O crepĂșsculo deu
a sua despedida,
as luzes da cidade
foram acesas,
a Lua coroada
estĂĄ de estrelas
iluminando o Rio.

Ao mundo inteiro
oferto a veia
da paixĂŁo que nĂŁo
oculto no peito
feita de vibração
e teu amor perfeito.

O desejo de viver
para cantar o amor
seja como for
é só o começo:
nos teus lĂĄbios
a sede de me amar.

No ritmo do Universo
a canção eterna
aos olhos lindos
voltados para quem ama,
esta temperatura
que amorosa chama
ao ardente total amplexo.

Em pleno jardim
dos amores eternos
Tocando com os dedos
outros universos,
Arquitetando juntos
os nossos doces
enredos nos prevejo
sem nenhum receio:
te guardo em segredo.

Por vocĂȘ me entrego
como um exército
em plena rendição
diante desta paixĂŁo
inesperada que nĂŁo
serĂĄ preciso dizer nada,
Algo me diz que tens
a certeza que
sou a tua amada,
e que o nosso encontro
sĂł requer o tempo certo.

Porque os meus olhos
irĂŁo falar por nĂłs
e tu hĂĄ de ser o meu
Ășnico intĂ©rprete,
E a Lua cor de laranja
a testemunha
de quem jĂĄ se ama
sem nunca ter se
visto neste Ano Novo
que serĂĄ o amanhĂŁ
deste mundo que
dizem que para viver
um amor em paz
não hå mais esperança.

Ouço no final do corredor
VocĂȘ a me chamar,
colocaste Moon River
para tocar sob a luz
do mais lindo luar.

Quem Ă© capaz de ir
até a Lua para a paz
para o mundo pedir,
Ă© porque pelo bem
da Terra nĂŁo se cansa
e dela quer cuidar.

Sempre dizem que o fim
do mundo estĂĄ prĂłximo,
prefiro os meus ouvidos
para o absurdo fechar
seja na serra ou no mar.

Quem Ă© bem capaz
de sentir com arte
Ă© muito mais poesia
do que pode pensar:
nĂŁo Ă© pela metade,
Ă© enamorado da vida.

Sempre dizem que o fim
de tudo é o recomeço,
ignoro o julgamento:
estou a rodopiar
dançando com vocĂȘ.

Quem Ă© capaz de se
entregar por inteiro,
nĂŁo vive sem amor
por completo e sem
apreciar um vaga-lume:
Ă© feito do que Ă© verdade.

Porque poetas, mĂșsicos
e artistas sĂŁo eternos
mesmo que vocĂȘ
em nós ninguém creia,
o clima se encarrega
de crescer a cerejeira.

O vento balançou
de leve o velho
e tranquilo salgueiro,
e o luar de prata
devagar iluminou
a floresta verdejante
na bela montanha.

Em busca de alguém
hĂĄ quem ainda cante
a esperança de início,
e também de reinício.

É fato que vivemos
num mundo dançando
em pleno precipĂ­cio,
O importante Ă©
nunca parar de sonhar.

Em busca do mundo
ideal hĂĄ quem ainda
persista na esperança
de que ninguém desista.

O luar de prata balançou
de leve o vento
iluminou o salgueiro,
e a floresta de esmeralda
ficou mais radiante
na imponente montanha.

Em busca do giro
perfeito que dance
o Universo inteiro
e que ele de mim
não te faça esquecer,
porque para nĂłs hĂĄ tempo
e o destino me traga atĂ© vocĂȘ.

Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via LĂĄctea Ă© a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.

Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...

Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorĂĄvel
Distante dos olhos, e nĂŁo do Ă­ntimo:
A poesia Ă© capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritårio...

Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.

Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairĂĄ o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.

Ah! Se eu pudesse apressar

Os ponteiros do meu relĂłgio

- Só para te abraçar! -



Ah! Se eu pudesse correr,

Junto com o tempo

Para nunca mais te perder.



Ah! Se eu pudesse revelar

A cor dos teus lindos olhos,

E por eles me declarar...



Ah! Se eu pudesse me aproximar,

Para recuperar o tempo perdido,

- E resgatar o tempo de amar! -



Os teus olhos sĂŁo tĂŁo lindos...,

Eu nĂŁo vou contar como eles sĂŁo,

SĂł sei que por eles, entreguei tudo;

Entreguei a minha vida e o coração.



Os teus lindos olhos tĂŁo Ă­ntimos,

TĂŁo castos e repletos de cores,

Por eles morro sempre de amores;

Com direito a todos os mimos.



Ah! No pestanejar e no brilhar,

Os teus olhos me tocam inteira;

Como plumas a me acariciar...



Ah! NĂŁo conto o que sou capaz

De fazer por estes olhos;

Sim, darei a volta ao mundo,

E por eles sou capaz de ir atrĂĄs.

Estou cercada por vocĂȘ,

Sob o teu jugo doce,

Estou por ti dominada,

Porque as tuas curvas,

Feitas de montanhas,

Repletas de histĂłrias,

De revoluçÔes e glórias,

NĂŁo esmoreceu, sempre lutou;

Até o veludo entrou em revolução

Para cumprir o destino, e fazer de ti

RepĂșblica Eslovaca uma NAÇÃO!

A delicadeza das horas,

E o vai-vem dos oceanos.

A repletude dos perfumes,

E o abandono das madrugadas.

Assim nos completamos,

Nos compreendemos, nos amamos

Ao ponto de nos perdermos em nĂłs;

A vida se fez como uma foz.



Lira da loucura santa,

Coisa de quem ama,

SĂł compreende, e se entrega,

Ao teu jeito viril,

Que semeou amor na Terra.



Sempre eu nos preciso,

Bendiga o nosso desejo,

Surgiu mesmo sem beijo

Apenas no teu olhar

O cancioneiro se fez nascido.



Ter mais amor que o amor,

Ambição dos poetas e dos amantes,

Em versos borbulhantes

Para que nada se perca,

E no poemĂĄrio tudo se cometa.



A minha poesia faz a teia,

Faço graça ao teu olhar,

Despeço-me ansiosa:

Carregando uma vontade Ă­mpar

Que incendeia, e que nĂŁo vai passar.