Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
ELE TINHA CORAĂĂO.
"O Ferro que Aprendeu a Ser Homem"
O mundo, tantas vezes, mede a força de um pai pelo peso que ele suporta, pelo silĂȘncio que mantĂ©m e pelas batalhas que trava sozinho. Muitos o chamam de âhomem de ferroâ â aquele que nĂŁo chora, que nĂŁo treme, que nĂŁo se deixa abalar. Mas, por trĂĄs da armadura invisĂvel que o tempo e a sociedade lhe impuseram, hĂĄ um coração vivo, pulsando, sangrando e amando.
A infĂąncia de um pai morre lentamente para dar lugar a um vigilante eterno. Ele nĂŁo pode se dar ao luxo da fraqueza porque acreditou, desde cedo, que o amor verdadeiro se prova na resistĂȘncia. E no entanto, Ă© justamente essa dureza aparente que esconde o maior dos segredos: a sensibilidade. Ele talvez nĂŁo fale das noites em que ficou acordado ouvindo a respiração do filho doente, nem confesse o medo que sentiu ao ver a vida colocar nas mĂŁos da famĂlia o peso das incertezas. Mas ele estava lĂĄ â como um farol em mar revolto, calado, mas firme.
A sociedade raramente autoriza o homem a demonstrar ternura sem antes cobri-lo de rĂłtulos. Ainda assim, todo pai carrega no Ăntimo uma luta silenciosa contra essa sentença cultural. Porque ser pai Ă© ser ferro por fora e carne viva por dentro; Ă© entender que a fortaleza nĂŁo Ă© a ausĂȘncia de fragilidade, mas a coragem de mantĂȘ-la em segredo para proteger quem ama.
Chega um dia em que os filhos crescem e começam a enxergar nĂŁo o herĂłi, mas o homem. E nesse instante entendem: nĂŁo era o ferro que nos sustentava, era o coração que batia dentro dele. Um coração que, mesmo pesado de responsabilidades, escolheu amar sem pedir nada em troca. E talvez esse seja o maior legado que um pai pode deixar â ensinar, pelo exemplo, que a verdadeira força nĂŁo estĂĄ na rigidez, mas na capacidade de continuar amando, mesmo quando tudo ao redor pede endurecimento.
"Ele Tinha Coração â O Ferro que Partiu Vitorioso"
Em cada esquina da vida, hĂĄ um pai que a sociedade nĂŁo quis ver. NĂŁo estampou seu rosto nas manchetes, nĂŁo lhe ofereceu medalhas nem reconhecimento. Chamaram-no de âhomem de ferroâ â nĂŁo por ser frio, mas por aguentar calado o peso de mundos que sĂł ele sabia carregar. Um pai assim veste, sem pedir, a armadura que o tempo e a cultura lhe impĂ”em: ânĂŁo chore, nĂŁo reclame, nĂŁo mostre medoâ. Mas, sob essa couraça, pulsa um coração real, vibrante, que arde de amor.
A filosofia nos lembra que a verdadeira grandeza nĂŁo se mede pelo poder de dominar, mas pela capacidade de servir. E no papel de pai, esse servir Ă© silencioso, quase invisĂvel. Ele nĂŁo conta as vezes em que deixou de lado o prĂłprio sonho para alimentar o sonho dos filhos; nĂŁo revela o medo que o acompanhou nas madrugadas de incerteza; nĂŁo espera retorno, apenas se coloca no caminho como muralha contra o inevitĂĄvel.
Do ponto de vista sociolĂłgico, esses homens sĂŁo frequentemente engolidos por uma narrativa injusta: a de que afeto e masculinidade caminham separados. E assim, escondem suas lĂĄgrimas, oferecendo apenas o lado forte, acreditando que proteger Ă© tambĂ©m poupar o outro do peso de suas dores. No Ăntimo, porĂ©m, guardam lembranças de abraços breves, conversas apressadas, olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Psicologicamente, o pai que ama incondicionalmente constrĂłi, sem alarde, o alicerce emocional da famĂlia. Mesmo ignorado â por orgulho juvenil, por ingratidĂŁo momentĂąnea ou pela pressa do mundo â ele permanece. Porque para ele, amar nĂŁo Ă© negociar: Ă© escolha diĂĄria, gratuita, inabalĂĄvel.
E chega o momento inevitĂĄvel da partida vitoriosa. NĂŁo vitoriosa pela ausĂȘncia de derrotas, mas pela dignidade de ter amado atĂ© o Ășltimo instante. Ă quando o silĂȘncio da casa revela o som de sua presença na memĂłria, e os que um dia nĂŁo o perceberam como deviam descobrem, com atraso doloroso, que todo aquele âferroâ era apenas a casca de um coração que sempre bateu por eles. Nesse dia, o mundo perde um homem, mas ganha a lição eterna de que a grandeza nĂŁo precisa de testemunhas para existir.
ANTES DO CRISTO:
A ĂTICA COMO SEMENTE NA ALMA HUMANA.
Desde os primĂłrdios da humanidade, muito antes do nascimento de Jesus, o ser humano jĂĄ buscava compreender o que era o bem, o justo, o nobre. A Ă©tica, nesse sentido, nĂŁo nasceu com o Cristo â ela foi por Ele aperfeiçoada. Antes dâEle, pensadores, mestres e sĂĄbios jĂĄ se debruçavam sobre os dilemas morais da existĂȘncia e sobre os valores que dignificam a alma humana. Um desses nomes fundamentais foi SĂłcrates (470â399 a.C.), o filĂłsofo ateniense que nĂŁo escreveu uma Ășnica linha, mas cujos pensamentos ecoam hĂĄ mais de dois milĂȘnios.
A Ătica em SĂłcrates: O Conhece-te a Ti Mesmo.
SĂłcrates nĂŁo pregava dogmas. Ele inquietava. A Ă©tica para ele era vivida no dia a dia, na praça pĂșblica, nos diĂĄlogos francos. Sua mĂĄxima âConhece-te a ti mesmoâ nĂŁo era apenas um convite introspectivo, mas um imperativo moral: sĂł pode agir corretamente aquele que se conhece, que reflete, que examina suas intençÔes e desejos.
Para SĂłcrates, a virtude era conhecimento. NinguĂ©m faz o mal deliberadamente â faz-se o mal por ignorĂąncia do bem. Seu mĂ©todo dialĂ©tico buscava, entĂŁo, a verdade atravĂ©s do diĂĄlogo, da humildade intelectual e da coragem de reconhecer os prĂłprios erros. Essa Ă©tica racional, baseada na busca do bem por meio da sabedoria, marcou um divisor de ĂĄguas no pensamento ocidental.
Mesmo condenado Ă morte por desafiar os costumes da Ă©poca, SĂłcrates nĂŁo fugiu de sua responsabilidade moral. Recusou escapar da prisĂŁo, afirmando que uma vida sem exame nĂŁo vale a pena ser vivida. Morreu fiel Ă sua consciĂȘncia, e por isso seu legado Ă©tico transcende os sĂ©culos.
A Semente Ătica no Mundo Antigo.
Antes dele, porĂ©m, outras civilizaçÔes jĂĄ refletiam sobre condutas e valores. Os egĂpcios falavam da Maat, a deusa da verdade e da justiça, representando equilĂbrio, ordem e retidĂŁo. Os hindus, com o conceito de Dharma, ensinavam que cada um possui deveres Ă©ticos a cumprir, ligados Ă harmonia universal. Os chineses, sob a influĂȘncia de ConfĂșcio, estabeleceram princĂpios como respeito aos anciĂŁos, retidĂŁo, fidelidade e benevolĂȘncia, pilares de uma convivĂȘncia civilizada.
Esses ensinamentos, mesmo que culturalmente distintos, carregam uma matriz comum: a Ă©tica como ponte entre o indivĂduo e o coletivo, entre o Ăntimo e o social, entre o dever e o querer.
ConclusĂŁo: A Ătica que Nos Habita.
A ética não é propriedade de nenhuma época, religião ou povo. Ela é a linguagem silenciosa da alma madura, que reconhece no outro a dignidade de si mesmo. Sócrates não nos deu regras prontas, mas um modelo de pensamento: questionar, refletir, aprimorar-se continuamente.
Em tempos em que a velocidade dos acontecimentos ameaça atropelar a profundidade das decisĂ”es, resgatar essa Ă©tica socrĂĄtica â racional, dialogal e interiorizada â Ă© um ato de resistĂȘncia humana.
Seja no silĂȘncio das decisĂ”es solitĂĄrias, seja no barulho dos dilemas coletivos, permanece viva a pergunta socrĂĄtica: âO que Ă© o bem?â
E ao buscĂĄ-la, o ser humano educa sua consciĂȘncia, amadurece sua liberdade e dignifica sua jornada.
A Ă©tica nĂŁo Ă© um mandamento que vem de fora, mas uma luz que nasce do coração lĂșcido, que pensa, sente e se responsabiliza.
Ă mestre, eu permito que tu me persigas.
âJesus, Ăł meu Mestre, meu Guia, minha dor amada⊠eu permito que Tu me persigas, se for na direção da Tua luz.â
HĂĄ coraçÔes que jĂĄ nĂŁo pedem consolo, pedem apenas sentido. E nesse instante sagrado, quando o EspĂrito se ajoelha diante do invisĂvel, nasce a verdadeira prece aquela que nĂŁo suplica por alĂvio, mas por permanĂȘncia na Vontade Divina.
HĂĄ dores que nĂŁo ferem, purificam. HĂĄ lĂĄgrimas que nĂŁo denunciam fraqueza, mas lavam o que ainda Ă© humano demais dentro de nĂłs. Quando a alma pronuncia esse âeu permitoâ, ela nĂŁo se entrega Ă fatalidade, mas Ă consciĂȘncia daquilo que a move: o Amor que corrige, que chama, que transforma.
NĂŁo Ă© a perseguição do castigo, Ă© a perseguição da graça. O Mestre nĂŁo vem para punir, vem para fazer de cada ferida um altar, de cada queda uma oportunidade de renascer. A perseguição de Jesus Ă© o toque suave da Verdade que nĂŁo desiste de nĂłs, mesmo quando fugimos do espelho da prĂłpria consciĂȘncia.
Quem assim se entrega jĂĄ nĂŁo busca milagres, busca entendimento. JĂĄ nĂŁo deseja o conforto do corpo, mas o repouso da alma em Sua presença. Ă o instante em que o âeuâ se dissolve e resta apenas o silĂȘncio luminoso de quem ama sem pedir, de quem serve sem pesar, de quem sofre sem revolta.
E nessa entrega sem nome, sem forma e sem recompensa, a alma descobre que a dor, quando amada, deixa de ser dor. Torna-se caminho. Torna-se luz.
O monge que queria ver Cristo.
livro: Pontos e Contos
IrmĂŁo X.
Conta-nos Longfellow a história de um monge que passou muitos anos, rogando uma visão do Cristo. Certa manhã, quando orava, viu Jesus ao seu lado e caiu de joelhos, em jubilosa adoração.
No mesmo instante o sino do convento derramou-se em significativas badaladas. Era a hora de socorrer os doentes e aflitos, à porta da casa e, naquele momento, o trabalho lhe pertencia. O clérigo relutou, mas, com imenso esforço, levantou-se e foi cumprir as obrigaçÔes que Lhe competiam.
Serviu pacientemente ao povo, no grande portĂŁo do mosteiro, nĂŁo obstante amargurado por haver interrompido a indefinĂvel contemplação. Voltando, porĂ©m, Ă cela, apĂłs o dever cumprido, oh maravilha! Chorando e rindo de alegria, observou que o Senhor o aguardava no cubĂculo e, ajoelhando-se, de novo, no ĂȘxtase que o possuĂa, ouviu o Mestre que Lhe disse, bondoso:
â - Se houvesses permanecido aqui, eu teria fugido.â
Assim, de nossa parte, dentro do ministĂ©rio que hoje nos cabe, nĂŁo nos Ă© lĂcito desertar da luta e sim cooperar, dentro dela, para a vitĂłria do Sumo Bem.
"Juventude e SilĂȘncio da Alma:
O Despertar Espiritual em um Mundo Barulhento"
HĂĄ uma tragĂ©dia silenciosa que se alastra nas geraçÔes mais jovens e nĂŁo estĂĄ nas telas, nas ruas ou nos ruĂdos que preenchem a existĂȘncia moderna, mas sim no Ăntimo de coraçÔes que sentem demais, e por isso, sofrem. Em meio a um mundo que valoriza o imediatismo e a aparĂȘncia, muitos jovens trazem dentro de si um clamor que nĂŁo encontram palavras para expressar. SĂŁo almas generosas, sensĂveis, vocacionadas Ă luz, mas que se sentem deslocadas numa sociedade que parece premiar a superficialidade e o egoĂsmo.
O Espiritismo, como doutrina consoladora e racional, surge justamente como um abrigo para esses coraçÔes inquietos. Mas o encontro entre o jovem e o Espiritismo nĂŁo Ă© simples Ă©, antes, um diĂĄlogo de almas: o jovem busca sentido, e o Espiritismo oferece luz; o jovem busca acolhimento, e o Espiritismo propĂ”e responsabilidade; o jovem quer sentir Deus, e o Espiritismo o convida a compreendĂȘ-Lo pela razĂŁo.
Sob o ponto de vista filosĂłfico, essa busca Ă© o eco natural da alma imortal que, ao reencarnar num sĂ©culo de transição moral, encontra-se diante do velho dilema socrĂĄtico o âConhece-te a ti mesmoâ. O jovem espĂrita de hoje Ă© o novo filĂłsofo da alma, pois precisa questionar o mundo sem perder a ternura, e indagar o sofrimento sem cair no desespero. Vive o conflito entre a sede de liberdade e o chamado da consciĂȘncia, entre o impulso dos sentidos e a exigĂȘncia do EspĂrito.
Do ponto de vista psicolĂłgico, o jovem moderno Ă© o retrato de uma alma em reajuste. A ansiedade que o consome, a solidĂŁo que o acompanha e o vazio que sente nĂŁo sĂŁo apenas sintomas sociais sĂŁo expressĂ”es de um EspĂrito em processo de amadurecimento moral. O mundo grita, mas o EspĂrito quer silĂȘncio. O mundo exige mĂĄscaras, mas o EspĂrito clama por autenticidade. Ă nesse hiato entre o externo e o interno que se trava a grande batalha do ser. E o Espiritismo, ao oferecer-lhe a compreensĂŁo da vida espiritual, nĂŁo o anestesia â educa-lhe a dor, dĂĄ-lhe sentido Ă espera, mostra-lhe que âmuitas vezes, quando o coração mais se dĂłi de solidĂŁo e ingratidĂŁo, Ă© que estĂĄ mais prĂłximo de Deusâ.
No aspecto moral, o jovem espĂrita Ă© convidado a ser semente de renovação e nĂŁo reflexo do mundo. A Doutrina nĂŁo pede perfeição, mas coerĂȘncia. Ă por isso que aos neĂłfitos, Ă queles que ainda tateiam os primeiros conceitos e, por desconhecimento, dizem algo anti-doutrinĂĄrio, nĂłs compreenderemos; mas aos que se dizem realmente EspĂritas, por razĂŁo de estarem imersos em seu bojo transformador, nĂłs lamentamos quando perdem o senso moral e o testemunho do Evangelho que professam. Porque o jovem que encontrou o Espiritismo tem o dever de nĂŁo apenas falar sobre a luz, mas de acendĂȘ-la dentro de si.
O que o Espiritismo espera dos jovens? Que sejam sinceros, que estudem, que questionem, que sintam, mas, sobretudo, que vivam. Que transformem a fĂ© em ação, a dĂșvida em pesquisa, o sofrimento em serviço. E o que os jovens esperam do Espiritismo? Que ele os acolha sem julgamentos, que nĂŁo lhes imponha dogmas, que dialogue com sua dor e sua linguagem que lhes mostre que ser sensĂvel nĂŁo Ă© fraqueza, mas uma das formas mais puras de força.
Ambos se completam: o Espiritismo precisa do coração ardente da juventude; e a juventude precisa da sabedoria serena do Espiritismo. Um é o ideal que ilumina, o outro é a chama que impulsiona.
Assim, a tragĂ©dia silenciosa da alma que sente demais pode tornar-se o prelĂșdio de uma nova era moral. O jovem que hoje chora em silĂȘncio poderĂĄ ser o consolador de amanhĂŁ. Pois o Evangelho, quando verdadeiramente vivido, nĂŁo pede aplausos pede entrega.
E quem, em meio ao barulho do mundo, consegue escutar a prĂłpria consciĂȘncia, esse jĂĄ começou a ouvir a voz de Deus.
âA Liturgia da Dor:
Quando Amar Ă© Sofrer em Vida pelo Ser Amadoâ
Texto filosĂłfico e psicolĂłgico.
Amar Ă© sofrer em vida nĂŁo por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autĂȘntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que Ă© efĂȘmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar Ă© querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; Ă© suplicar Ă eternidade que nĂŁo nos apague da memĂłria de quem amamos.
HĂĄ uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lĂșcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisĂvel de um afeto que o mundo nĂŁo compreende. Vive entre o ĂȘxtase e o abismo, entre o beijo e a renĂșncia. Freud chamaria isso de ambivalĂȘncia afetiva: a coexistĂȘncia de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas hĂĄ algo mais profundo algo que a psicologia talvez nĂŁo alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, Ă© sempre um sacrifĂcio voluntĂĄrio.
Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura Ă© breve, que o corpo Ă© pĂł e que toda promessa humana Ă© feita sobre ruĂnas. Esse sofrimento nĂŁo Ă© patolĂłgico, mas metafĂsico: Ă© o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar Ă realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.
Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor Ă© a mais bela forma de tragĂ©dia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar Ă© afirmar a vida apesar do sofrimento, Ă© dizer âsimâ Ă existĂȘncia, mesmo sabendo que o objeto amado um dia hĂĄ de desaparecer. Ă um heroĂsmo silencioso, uma luta contra o absurdo.
Mas hĂĄ tambĂ©m o lado sombrio o amor que se torna cĂĄrcere, o sentimento que se alimenta do prĂłprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mĂĄrtir, mas o filĂłsofo o vĂȘ como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que sĂł oferece fragmentos. O sofrimento, entĂŁo, torna-se o altar onde o amante consagra sua fĂ©.
âAmar Ă© sofrer em vida pelo ser amadoâ eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. Ă morrer um pouco a cada ausĂȘncia, Ă© carregar dentro de si a presença que jĂĄ nĂŁo se tem. O amor, quando verdadeiro, nĂŁo busca recompensa: ele Ă© em si o prĂłprio sacrifĂcio.
E talvez seja esse o segredo trĂĄgico e belo da existĂȘncia: somente quem amou atĂ© sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor Ă© o Ășnico sofrimento que salva, a Ășnica dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
EpĂlogo:
âHĂĄ dores que sĂŁo preces disfarçadas. E o amor Ă© a mais silenciosa de todas elas.â
ONDE O SILĂNCIO FALA.
No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distùncia,
feito de sombra e esperança.
Tuas mĂŁos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.
Hå dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo Ă dor com sorriso chamo-te em silĂȘncio, como quem reza um aviso.
Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.
DO SUBCONSCIENTE Ă LEI.
Catarina Labouré / Irmã Zoé .
Atingindo o ponto de liberdade que faz do homem autor de si mesmo em suas experiĂȘncias costumeiras e mĂșltiplas ;a autoridade que lhe advĂ©m das escolhas que lhe percrustam o subconsciente, emergem em emoçÔes vividas e imantadas mediante o tempo que Ă© de teor significativo prior,produzem invariavelmente sem o preparo ideal nas pautas do evangelho que alforria o homem de suas dependĂȘncias primitivas em todas as ĂĄreas em que lhe concernem dores atrozes,segue o espĂrito por força maior do bem estar que ele procura para seguir em paz e adiante;chega entĂŁo o sondar dos mistĂ©rios que o seu "eu pessoal" teima em esquecer das arbitrariedades praticadas contra a prĂłpria vida Ăntima ou alheia que lhe segregam envolvidas no mesmo universo psicolĂłgico que roga lograr ĂȘxito para uma sublimação que trespassa os interesses pessoais.
Cada ação,cada ato lhe tornando o receptĂĄculo intransferĂvel baseado nas leis naturais que sustentam todas as existĂȘncias primĂĄrias ou milenares que pairam sobre as mesmas livres escolhas; chegam para diluĂrem-se na Ă©gide que cada um trĂĄs acima dos prĂłprios atos,mesmo que desconhecendo-lhes o nascedouro nĂŁo olvidam que lhe fazem aparentemente e de imediato humano o incompreensĂvel mal que tambĂ©m se lhe transforma num educandĂĄrio tanto no corpo como n'alma.Cabe ao homem que busca algo mais alĂ©m das aparĂȘncias turvas observar para compreender essa lei de causa e efeito, Ă© a mesma que lhe chega com as mesmas forças dos atos pretĂ©ritos lhe elevando em direção a sentidos mais avançados e objetivos luminosos, abrindo-lhe portas e janelas dantes desconhecidas,mas agora um tanto mais interiorizados que olhamos e que nos olham em somas efetivas para despontar e redirecionar todos os que buscam a paz e o equilĂbrio que almejamos,vivendo hoje esses sentidos, para que nessa transmutação amparada sob Ă lei inalienĂĄvel da justiça divina aumentem em cada um de nĂłs o merecimento de viver em mundos melhores e superiores na ação da paz conquistando ante as lei das reencarnaçÔes a lĂvida consciĂȘncia dos deveres por hora bem realizados para com Deus na pessoa daqueles que conosco jornadeiam na mesma senda e seara.
Muita paz.
"A sabedoria não vem do conhecimento de tudo, mas da aceitação de que sempre haverå algo mais para aprender."
A Quarta-Feira de Cinzas Ă©, portanto, uma celebração ritual que sintetiza a memĂłria cultural, a simbolização religiosa e a consciĂȘncia antropolĂłgica da mortalidade humana, funcionando como um ponto de inflexĂŁo entre a festa popular e a reflexĂŁo espiritual, entre o corpo e o espĂrito. Ela nos lembra que qualquer jornada de sentido exige reconhecimento de nossas limitaçÔes e, ao mesmo tempo, uma busca consciente de transformação.
MOMENTOS
Passei vĂĄrias horas pensando no mundo
Pensando nas pessoas e no futuro da humanidade...
Foi aĂ que entĂŁo! Uma pergunta veio em minha mente
SerĂĄ que existe felicidades?
Mas aos poucos percebi que ; a vida nĂŁo existe agente sonha..
Quase nada tem muito sentido
Ă quase tudo ilusĂŁo ...
Coisa de sorte
Umas tem outras pessoas nĂŁo!
NĂŁo posso acreditar que a vida seja
Meros momentos
Momentos para sorrir...
Momentos para chorar ...
Momentos e nada mais.
Texto Ricardo Fhayon
âSua profissĂŁo Ă© a preciosa semente do patrimĂŽnio. O trabalho honesto e profissional Ă© a origem de toda a riqueza meritĂłria.â
"NĂŁo Ă© preciso que vocĂȘ acredite que a energia Reiki vĂĄ funcionar. A fim de experimentĂĄ-la profundamente, no entanto, vocĂȘ precisa usĂĄ-la."
âSaber aguardar o momento certo para falar Ă© uma receita de grande sabedoria. Devemos parar e refletir antes de falar. SĂł depois de avaliar seriamente o efeito que as nossas palavras podem ter Ă© que as deverĂamos levar aos outros.â
âO Reiki Ă© um caminho seguro de evolução espiritual, funciona como um farol que nos leva de volta Ă Grande Luz.â
