Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

" As noites de trovão, são quando tenho a melhor sensação, ela me agarra, seu coração dispara, para ela é medo, para mim amor de poder cuida-lå "

Uma espécie de perda

Usamos a dois: estaçÔes do ano, livros e uma mĂșsica.
As chaves, as taças de chå, o cesto do pão, lençóis de linho e uma
cama.
Um enxoval de palavras, de gestos, trazidos, utilizados,
gastos.
Cumprimos o regulamento de um prédio. Dissemos. Fizemos.
E estendemos sempre a mĂŁo.

Apaixonei-me por Invernos, por um septeto vienense e por
VerÔes.
Por mapas, por um ninho de montanha, uma praia e uma
cama.
Ritualizei datas, declarei promessas irrevogĂĄveis,
idolatrei o indefinido e senti devoção perante um nada,

(– o jornal dobrado, a cinza fria, o papel com um aponta-
mento)
sem temores religiosos, pois a igreja era esta cama.

De olhar o mar nasceu a minha pintura inesgotĂĄvel.
Da varanda podia saudar os povos, meus vizinhos.
Ao fogo da lareira, em segurança, o meu cabelo tinha a sua cor
mais intensa.
A campainha da porta era o alarme da minha alegria.

NĂŁo te perdi a ti,
perdi o mundo.

Veja se a verdade nĂŁo Ă© sĂł uma histĂłria mal contada
Veja as possibilidades que estĂŁo escancaradas
Quem nĂŁo transpĂ”e o vĂ©u de Maia nĂŁo vĂȘ as dissimulaçÔes da Matrix
Existem horizontes para serem desvendados
Existem universos paralelos emaranhados
Quem nĂŁo sai da caverna nĂŁo vĂȘ o sol iluminando e secando as cicatrizes
Veja amor, as batalhas sangrentas travadas em nome dele.
Veja amor, procura, serĂĄ que ele estĂĄ realmente do seu lado?
Veja amor, sinta se sozinha e se conforme com o desamparo
Veja amor, por que dĂșvidas neste momento?
Veja amor, ele se foi, nĂŁo deixou bilhete e nunca mais voltarĂĄ pra ti
Veja amor, hipocrisias espalhadas no espaço/tempo
Veja amor, a maldade dogmatizada pregada pelos angelicais do templo
Veja amor, ilusÔes de séculos inventadas para ti

VocĂȘ foi desenhado pelos deuses e esculpido pelos anjos de tĂŁo perfeito que vocĂȘ Ă©, Independente de qualquer defeito seu nunca deixe ninguĂ©m dizer o contrĂĄrio disso! đŸ„°đŸ˜â™„ïž

A cura nĂŁo acontece do nada.
Reajustar as prioridades também não.
NĂŁo tem como ficar bem do nada.
NĂŁo se reconstrĂłi em um dia.
Muito menos se adquire maturidade sem experiĂȘncias.
Em parte, algumas irĂŁo machucar.
Muda as coisas de lugar e aprende com o processo.
ISSO VAI PASSAR.

Nem todo carinho, atenção, cuidado, tempo gasto serão retribuídos.
Mas nĂŁo faz esperando algo em troca.
Observa e deixa ir.
Porque tem gente que vai querer mesmo sĂł isso.
VĂŁo tentar te dizer o contrĂĄrio, que Ă© fase. Mas vĂŁo dar sua melhor versĂŁo para o mundo, e para vocĂȘ nĂŁo.

MASMORRA (soneto)

A vida expira assim como os ventos
Tal a dor e alegria do pensamento:
Fugaz, vagos clarÔes, sentimentos
Nas venturas, ausentes, eu invento

Vidas que nĂŁo tem vida, lamentos
De pĂł, para o pĂł somos momento
Em vantagens e em detrimentos
Num sopro espalhado a portento

Mas, as sensaçÔes sem ter vida
Desengana, extermina e alucina
SĂŁo almas vazias, e com rancor

Calam as quimeras, pÔe de saída
A ilusão, numa inércia assassina
Expropriando o coração do amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/01/2020, 09’35” – Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Querida anjo,
Mesmo sempre lhe encontrando acompanhada
Em seus braços eu queria estar
Quando lhe olho de costas oh anjo
Quando lhe vejo de frente sinto vontade de sentar
Mesmo sempre lhe encontrando acompanhada
Sua bela voz sempre irei lembrar

Com os olhos consego te ver mas com a sensibilidade espiritual consigo enxergarte mesmo distante

Medo

Medo de ver a polĂ­cia estacionar Ă  minha porta.
Medo de dormir Ă  noite.
Medo de nĂŁo dormir.
Medo de que o passado desperte.
Medo de que o presente alce voo.
Medo do telefone que toca no silĂȘncio da noite.
Medo de tempestades elétricas.
Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo!
Medo de cĂŁes que supostamente nĂŁo mordem.
Medo da ansiedade!
Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto.
Medo de ficar sem dinheiro.
Medo de ter demais, mesmo que ninguém vå acreditar nisso.
Medo de perfis psicolĂłgicos.
Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar.
Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes.
Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado.
Medo de ter que morar com a minha mĂŁe em sua velhice, e na minha.
Medo da confusĂŁo.
Medo de que este dia termine com uma nota infeliz.
Medo de acordar e ver que vocĂȘ partiu.
Medo de nĂŁo amar e medo de nĂŁo amar o bastante.
Medo de que o que amo se prove letal para aqueles que amo.
Medo da morte.
Medo de viver demais.
Medo da morte.
JĂĄ disse isso.

Meu coração tem sede do seu coração que que um dia vou abraçar, sem quebrå-lo.
Este coração tem a pureza de coração. Dentro dele existe tristeza que em breve terminarå ...
Quando nossa chave abrir a porta da mesma casa
Eu ouvirei o doce sussurro, vocĂȘ dizendo que me ama.
Nesse dia, a nossa distĂąncia serĂĄ apenas um travesseiro na mesma cama.

(...) nos beijåvamos no carro enquanto nossas mãos iam testando limites como velhas raposas numa caçada olhando por cima e entre o mato o momento certo de devorar sua presa... era nosso primeiro beijo e eståvamos ali desvestindo personagens de baias cinzas com telefones e emails voando como abelhas nas nossas cabeças...tínhamos entrado na arena e partido para a guerra...queríamos tacar bombas mísseis flechas e espadas e queimar tudo e devastar todas as selvas prédios e tudo até não sobrar mais nada...queríamos o fim do mundo ali até que sobrasse apenas dois corpos nus e esgotados numa terra inabitada.

A vida tem dessas ne?
Logo eu que nĂŁo era de me apaixonar, Me vi presa em vocĂȘ e eu nĂŁo consegui ou nĂŁo queria enxergar, o tipo de pessoa que era vocĂȘ.
Te coloquei em um lugar que nĂŁo deveria ser seu, estava acostumada a ser controlada e ser sempre a errada mesmo o erro nĂŁo sendo o meu.
Estava tĂŁo apaixonada, tĂŁo obsecada por esse falso amor que nem os meus amigos eu queria ouvir.
VocĂȘ era o meu mundo, e pra vocĂȘ eu era uma qualquer, mas felizmente eu percebi que eu tinha deixado de ser eu mesma sĂł pra te agradar.
Finalmente te mandei embora. Doeu muito, nĂŁo vou mentir. Demorou, mas aprendi que a melhor escolha foi te deixar partir.

Cena de cinema

O barquinho viajou,
foi embora.
Mar adentro...
Mar afora...

Se apaixonou por uma caravela
e viveu um amor de novela.

Se vocĂȘ estĂĄ sofrendo seus problemas
Lembre se que alguĂ©m em algum lugar sofre por vocĂȘ tambĂ©m.
Nunca se afaste para dar um tempo,
Lutas na vida todos tem.
Mas afastar se por longos perĂ­odos vocĂȘ core o risco de perder o amor desse alguĂ©m.

A empatia é uma virtude ímpar e rara que eclode no coração daqueles que conhecem o verdadeiro sentido do amor.

Feito folha e vento
Num intento de voar
No invento de ser céu.
Feito asa e tempo
No momento de alçar
Num alento, ser ao léu.
Feito fita ou pipa...
No experimento de planar
No advento... No ar, no vento...
É tempo de vîo.

Quando estamos apaixonados nĂŁo vemos com os nossos olhos e sim com os olhos da paixĂŁo.
Ela esconde muitas verdades, inclusive a realidade.

Eu acreditava que Ă©ramos apenas amigos, no entanto, esse sentimento tornou-se um pouco mais forte, atĂ© vocĂȘ demonstrar o mesmo sentimentos, aquele beijo nĂŁo deveria ter vindo nesse momento.

Insanidade. Deixar o corpo correr riscos absurdos enquanto a mente passeia em outra realidade.

Medo tem a ver com desconhecer ou nĂŁo ter controle sobre algo.

Coragem Ă© medo de ser vencido pelo medo.