Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O Amor anda tĂŁo frĂĄgil
Que o amor foi ao Doutor
O Doutor perguntou ao amor
Se ele sentia alguma dor
O amor respondeu ao Doutor
Que amor quando Ă© amor
Sente sempre alguma dor
Sente sempre a dor da saudade
A dor da perda ou da indiferença
Gente propensa a amar
Sofre muito mais
Que o Doutor pensa
Mas a razĂŁo
de Eu me sentir assim,
TĂŁo frĂĄgil
Ă a maneira como me veem
Aquilo Ă© plĂĄgio de amor
Amor interesseiro
Amor ao dinheiro
E Ă s coisas que brilham
Os adeptos do amor grosseiro
Fiam-se no amor até
Pra cometer atrocidades
Amor de verdade
SĂł ama
Ama diante da pessoa
da mesma maneira
Que a ama distante
O Amor verdadeiro
Ă um diamante muito raro
E quando Ele fica doente
Não adianta remédio caro
Amor, Senhor Doutor
SĂł se cura com amor
E o Doutor
Viu-se diante de um dilema
Com tantos diplomas na carreira
NĂŁo podia curar ao amor
Uma dor tĂŁo corriqueira
Porém, naquela tarde
ApĂłs conhecer a verdade
O Doutor aprendeu a amar
Meu amor por ela
Ă© amor assim
Parece que nem existe
Parece de folhetim
Amor de nĂŁo pedir nada
Dormir na calçada
Implorando a Deus que chova
E estar de longe, olhando
Na esperança que ela
Apareça
Nem que seja somente
Pra fechar a janela
e nem me veja
Amor de ficar feliz
Se a vir de longe e de relance
por saber que passou por ali
Amor de guardar a pedra
de algum chĂŁo que ela pisou
Não é um amor de dormir abraçado
Ă amor de ficar acordado
e velar pelo sono,
NĂŁo Ă© nenhum amor de verĂŁo
Ă amor de cuidar no inverno
e talvez, um dia, quem sabe
Estar junto no outono da velhice
Ser amor pelo resto da vida
Aceitando as esquisitices
Todas elas serĂŁo bem vindas
Meu amor Ă© amor de querer
Ir Ă frente
Abrindo as portas pra ela
e levar café na cama
Meu amor
Ă© amor de quem ama
e nĂŁo troca por outra mulher
de qualquer outra qualidade
idade, nacionalidade
ou crença
Meu amor:
O amor que eu sinto pela Senhora
Ă amor de ir, se acaso
Mandar-me embora
E chorar escondido
Amor de se desdobrar
Pra atender qualquer pedido
E sentir-se perdido
Enquanto distante
Ă muito maior que a Senhora pensa
Ă© um amor que nunca viste
Amor que nem sabes que existe
à amor que ninguém nunca viu
E ele Ă© seu.
Edson Ricardo Paiva
Meu amor
Pelo meu amor
Ă amor lindo e profundo
Daqueles que dĂĄ vontade
de levantar de madrugada
E amanhecer fazendo versos
Nasceu em menos de segundo
E cresceu maior que o mundo
Amor que foi criado
Pelo mesmo Deus
Que criou o Universo
Amor daqueles que a gente
Sente medo de acabar
E Ă© um medo tĂŁo gelado
Quanto morrer
lĂĄ no fundo no Mar
Meu amor
Ă amor que me faz sorrir
Me faz feliz por amar
Amor de pintar aquarela
Vontade
de dividir a vida
Com tudo que houver dentro dela
Amor gostoso
Até quando rude
Amor que ama
Amor de atitude
Amor perfeito
Pois, meu Amor
NĂŁo possui defeitos
Eu amo a tua completude,
A luz
Que se espalha do teu sorriso,
A doçura que me invade.
Meu amor
Ă amor de amar
do jeito que ama, quem ama
Meu amor pelo meu amor
Ă© amor completo e bonito
na sua plenitude
Amor de amar de verdade
...e pra sempre
Amor que faz amar até
O amor que a gente sente
Edson Ricardo Paiva
Acordei de madrugada
Pra contar
Que duvido que haja no mundo
Amor de amar assim
Igual a esse, que existe em mim
Eu tenho vivido
Um amor em recesso
E tudo que peço
A quem eu amar
à um espaço pequeno de coração
Um momento sereno
de pura atenção
E que possa ouvir até o fim
Todas as juras
deste humilde coração que pede
Qualquer migalha de conforto
Pra um amor
Que acorda de madrugada
e passa os dias absorto
Por amar-te tanto assim
Um amor sem dor
Amor de alegria
Um amor que te traria
Qualquer coisa que fosse
No final de cada dia
Um amor que partisse
Apenas pra poder fazer
Com que vocĂȘ risse
ao vĂȘ-lo voltando
E saber que foi verdade
Aquilo tudo que eu disse um dia
Esse amor procura
Alguém que o entrelace
E num simples olhar
lhe diga somente
O quanto gostaria
Que ele ali ficasse
E depois suspirando
de tanta alegria ali contida
Tivesse a certeza
Que a beleza de tanto amar
HaverĂĄ de crescer
e permanecer pra sempre assim
Até o fim
de todos os nossos dias.
Edson Ricardo Paiva
Quando a gente olha pra vida
Com olhos de amor
Enxerga uma coisa lĂrica
OnĂrica, mĂĄgica e linda
Poética, mecùnica, estética perfeita
Refeita a visĂŁo do eremita
Existe o tempo triste
Entra em pĂąnico
Quando a beleza se dissipa
Perante o egoĂsmo do mundo.
E se a gente procura buscar
Só a ótica da esperança
Firmando aliança com a fé
Finca os pés num lugar melhor
E acredita em tudo e em todos
Vivendo a ilusĂŁo
Fadada ao engodo
Pois logo isso passa
Dissipa igualzinho à fumaça.
Se olha o mundo
Com ódio e desconfiança
Buscando alcançar somente
O que venha somar
Sempre um pouco mais
Fica doente por dentro
Sem paz,
Infeliz e incoerente
Sozinho ou talvez
Em companhia de outros
Que sejam iguais a gente.
E se todos conseguĂssemos
Buscar ter a mesma visĂŁo
da criança que um dia fomos
E, quem sabe,sejamos ainda
Talvez enxerguemos
O Mundo e tudo mundo
Sob o prisma da realidade
Pois a vida jamais foi linda
ImpossĂvel fugir Ă dor
Pois, quando em criança, tambĂ©m doĂa
Mas a gente não perdia a esperança
No dia que raiava
Acreditava no amor
Sem ódio, rancor, desconfiança em demasia
Prudentes como serpentes
Simples coraçÔes de pombos
Sempre se reerguendo
E rindo dos prĂłprios tombos
A vida nĂŁo Ă© sĂł amor
Ou glĂłria, vitĂłria ou cinismo
Olhemos pra ela do jeito que Ă©
Tendo fé nos seus defeitos
E talvez a gente consiga
Fugir um pouco mais das brigas
Aceitar as coisas
Do jeito que elas sĂŁo
Tristes, felizes e confusas
Perfeitas na imperfeição
Tudo depende somente
da lente que a gente usa.
Edson Ricardo Paiva.
Quando a gente olha pra vida
Com olhos de amor
Enxerga uma coisa lĂrica
OnĂrica, mĂĄgica e linda
Poética, mecùnica, estética perfeita
Refeita a visĂŁo do eremita
Existe o tempo triste
Entra em pĂąnico
Quando a beleza se dissipa
Perante o egoĂsmo do mundo.
E se a gente procura buscar
Só a ótica da esperança
Firmando aliança com a fé
Finca os pés num lugar melhor
E acredita em tudo e em todos
Vivendo a ilusĂŁo
Fadada ao engodo
Pois logo isso passa
Dissipa igualzinho à fumaça.
Se olha o mundo
Com ódio e desconfiança
Buscando alcançar somente
O que venha somar
Sempre um pouco mais
Fica doente por dentro
Sem paz,
Infeliz e incoerente
Sozinho ou talvez
Em companhia de outros
Que sejam iguais a gente.
E se todos conseguĂssemos
Buscar ter a mesma visĂŁo
da criança que um dia fomos
E, quem sabe,sejamos ainda
Talvez enxerguemos
O Mundo e tudo mundo
Sob o prisma da realidade
Pois a vida jamais foi linda
ImpossĂvel fugir Ă dor
Pois, quando em criança, tambĂ©m doĂa
Mas a gente não perdia a esperança
No dia que raiava
Acreditava no amor
Sem ódio, rancor, desconfiança em demasia
Prudentes como serpentes
Simples coraçÔes de pombos
Sempre se reerguendo
E rindo dos prĂłprios tombos
A vida nĂŁo Ă© sĂł amor
Ou glĂłria, vitĂłria ou cinismo
Olhemos pra ela do jeito que Ă©
Tendo fé nos seus defeitos
E talvez a gente consiga
Fugir um pouco mais das brigas
Aceitar as coisas
Do jeito que elas sĂŁo
Tristes, felizes e confusas
Perfeitas na imperfeição
Tudo depende somente
da lente que a gente usa.
Edson Ricardo Paiva.
O amor de Deus Ă© coisa estranha
Permite a gente caminhar
Faz a gente ter tanta visĂŁo
Que o domĂnio da prĂłpria vida
Parece ser total
Tamanhas são as ilusÔes que Ele permite
DifĂcil encontrar alguĂ©m que acredite
Que Deus sabe mais que nĂłs
A exata tradução da muda voz
Que se cala triste
Triste por ver que apĂłs a caminhada
A ilusĂŁo desaparece
No alto da montanha onde subiste
Teu sorriso hĂĄ de apagar-se
Pois nada daquilo que Deus te deu
Jamais foi posto assim, tĂŁo distante
São teus pés e tua fraca visão
Que permitiram
Tua cara triste no escuro do teu quarto
Fruto da ilusĂŁo que Ele permite
E prossegue a permitir
Que cada um tenha o direito
De destruir o prĂłprio mundo
do jeito que bem entender
Que chega a ser difĂcil acreditar
No amor de Deus
Essa coisa esquisita
Tamanha imensidĂŁo desse carinho
Que permite a cada um
de seus tristes filhos queridos
Criar pra si mesmo uma montanha e subir
Pra depois, sozinho, chorar escondido.
Edson Ricardo Paiva.
"O Verdadeiro amor nĂŁo te faz sĂł cumprir as promessas que um dia fez; faz vocĂȘ sentir-se feliz e realizado por tĂȘ-las cumprido, faz sentir medo de nĂŁo poder continuar cumprindo."
Eu pedi amor Ă ela
Ela trouxe...ou fez que trouxe
Veio em passos de formiga
O amor que chegou aqui
havia transmutado em briga
Eu lhe disse o quanto a amo
Porém, nem tudo que eu digo ela ouve
NĂŁo falamos mais a mesma lĂngua
Ela nĂŁo liga, ou faz nĂŁo ligar
Azar o dela
Um dia aquelas palavras
Serão apenas lembranças antigas
Que no tempo
HaverĂŁo de ficar assim
belas coisas esquecidas
Eu sem ela
e ela sem mim
Hoje eu vou
Passear com meu amor
do jeito que a gente queria
Vamos rir e nos divertir
esquecer um pouco
dos problemas desta vida
e vivĂȘ-la
Vamos caminhar na praia
Antes que o Mar se esvaia
Ver o nascer o e pĂŽr do Sol
Se Sol houver
Se nĂŁo tiver praia e nem Sol
NĂŁo tem nenhum problema
Estaremos na companhia um do outro
e isto, na vida
Ă© tudo que vale Ă pena.
O pĂĄssaro pulou
Voou de galho em galho
cantarolou bem baixinho
Meu amor, a minha flor-de-maio
dormia ainda
NĂŁo viu esta parte linda do meu dia
Tomara que ao menos sonhe comigo
Vai ganhar café na cama
Meu amigo passarinho vai pro chĂŁo
Pegar bichinhos nas flores que cairam
de vez em quando ele pia
depois voa
Todo voo Ă© poesia
Voar Ă toa
Creio que seja
A coisa mais boa que existe
Eu nĂŁo voo
e nem por isso sou sempre triste
mas me pergunto:
Passarinho, por que sumiste?
Mesmo assim meu dia Ă© bom
Pois eu sei que vocĂȘ e ela
Existem.
NĂŁo precisamos
Nunca precisaremos
A gente, definitivamente, nĂŁo precisa
Chorar por amor
no calor de uma tarde indecisa
Precisamos apenas
Daquela cor maravilhosa
Meio vermelha, meio azul
e meio cor-de-rosa
Que aparecem nos ocasos
E precedem as noites mais amenas
Que jĂĄ vimos nesta vida
Mentimos pra nĂłs mesmos
Quando dizemos que nĂŁo podemos
Dividir e compartilhar
Pois todos vivemos neste mundo
e nĂŁo passamos um segundo
Sem respirar todos, sem exceção
O mesmo ar e dividir os mesmos mares
a mesma Lua e o mesmo Sol
O tempo voa
O vento gira em caracol
Mesmo quando
NĂŁo precisamos de mais
de nada mais
Que uma simples brisa
Acho que todos precisamos
De uma parede pintada de ĂĄgua e cal
e ser criança brincando
Com chapeuzinhos de jornal
Num lindo quintal de terra batida
e samambaias penduradas
em vasos de velhas latas
NĂŁo precisamos de mais nada
Além de påssaros nos ares
E frutas nos pomares
NĂŁo precisamos
A gente nĂŁo precisa
Prosseguir contrariando a natureza
Ă guisa de alguns trocados
NĂŁo preciso e nunca precisei
de muitas camisas
e mais que um par de luvas
Eu preciso, eu quero e eu espero
Poder novamente
dançar na chuva de dia
e Ă noite olhar estrelas
Viver com simplicidade
NĂŁo preciso chorar por amor
Preciso viver bem
ao lado de alguém
Que me queira de verdade
Existe muito ouro no mundo
Sempre em locais intangĂveis
Existe muito amor no Universo
Existem coisas puras, belas e incrĂveis
Existe muita poesia em tudo
Pra cada situação
Existe sempre uma palavra certa
Mas às vezes teu coração
Se torna voluntariamente
Um local deserto e aparenta estar vazio
Ă isso que muitas vezes fazemos da vida
Não existe nada inalcançåvel
Eternamente inabitado
ou ruim
Eu sou aquilo que eu faço de mim
As estrelas parecem distantes
Distantes estamos nĂłs
daquilo que Ă© evidente
NĂŁo somos, na maioria das vezes
O que pensam da gente
Mas permitimos
que nos transformem naquilo
E prosseguimos modificando tudo
Raramente pra melhor
Passamos muito tempo
Tentando conseguir alguma coisa
Que mais tarde
descobrimos nĂŁo querer
As estrelas estĂŁo exatamente
Onde deveriam estar
Assim como o teu coração
O que modifica tudo
Ă a maneira de olhar pro cĂšu
ou os sentimentos
que de um momento pra outro
deixamos adentrar nossos domĂnios
Viva como se deve viver
Espere as coisas acontecerem
no tempo certo
E o ouro vem atĂ© vocĂȘ
E vocĂȘ perceberĂĄ
Que as estrelas sempre estiveram
Perto, muito perto.
O primeiro passo para o Homem
Chegar Ă Lua
Uma palavra
Conquistar um amor
Uma palavra
Iniciar uma Guerra
Uma palavra
Sobrepor-se aos outros seres
Uma palavra
Ficar rico
Uma palavra
Construir o Canal do PanamĂĄ
Uma palavra
Chegar Ă PresidĂȘncia
Uma palavra
Casar
Uma palavra
Tocar um instrumento
Uma palavra
Chegar a um novo invento
Uma palavra
Escrever um poema
Uma palavra
Arrumar um problema
Uma palavra
Perder tudo
Uma palavra
Outras palavras vem depois
Mas tudo se inicia com uma palavra
Pense nisso
Antes de proferir a sua prĂłxima frase
Uma palavra inicia tudo
As que vem depois sĂŁo decisivas
Sempre
Samba.
Tem emoçÔes
Que a gente sente Ă toa
Esse tal de amor, por exemplo
NĂŁo Ă© coisa muito boa
Ela judiou tanto de mim
Que meu coração se esfola
Me fez eu violar minha viola
E cantar o samba de outra escola
Depois ela foi embora
SĂł vou gostar de samba, agora
NĂŁo estou mais nem aĂ com ela
Nem sinto mais o arrepio
Por aquele sorriso vazio
Aquela linda boca banguela
Cantou bem alto o samba concorrente
E eu fiquei tĂŁo descontente
depois que ela me deixou
levou até as minhas panelas
Me constrangeu, me intimidou
e riu de mim
Eu juro que foi assim
NĂŁo quis meu amor, tĂŁo puro
Ficou fazendo jogo duro
Eu posso viver sem ela
Mas este samba que eu fiz
Juro que nĂŁo vai ter fim
Meu amor
Conforme eu lhe prometi
Hoje eu lhe trouxe a Lua
Ei-la aqui, pra provar
Que eu nĂŁo me esqueci
Podes ficar, ela Ă© sua
Amor da minha vida
Se quiseres continuar
A dividĂ-la com a Humanidade
Eu posso devolvĂȘ-la ao CĂ©u
Onde ela hĂĄ de ficar
Por toda a eternidade
Porém, na verdade, ela é sua
Assim como minha alma
Meu amor, minha vontade
e meu olhar
Se olhares em meus olhos vais ver
Que o brilho que neles existe
Quando olham pra vocĂȘ
Ă© maior e mais intenso
Que a luz do luar
Por favor, nĂŁo me deixes
ficar triste
Nunca mais
Por vocĂȘ eu buscaria
Até o Astro mais distante
Mas a qualidade de nenhum deles
nĂŁo chega a ser nada, diante
desse meu amor
Que nĂŁo morreu
Mas existe
Ă© de verdade
e Ă© seu.
O amor Ă© algo inexplicĂĄvel
NĂŁo devia ter esse nome
NĂŁo se nomina o inominĂĄvel
Quando ele é lindo como a dança
inocente igual a criança
e mais forte e mais envolvente
que a prĂłpria fome
Ninguém o entende
Por mais que o estude
Ninguém o aprende
Quem tenta, se ilude
Ninguém o inventa
Ele simplesmente existe
E quem o conheçe
dele jamais se cansa
Porém estå tão distante
Que o voo do condor
Não o alcança
O amor Ă© algo indizĂvel
Como um dia disse o Poeta
Ele te leva do Alfa ao Ămega
Sem ao menos passar pelo Beta
IrreversĂvel
Como a vida que brota
Em qualquer embriĂŁo
InsubstituĂvel
Ninguém o copia
Ninguém o arquiteta
Ninguém nem ao menos o mente
A gente apenas o sente
E quando o perde
A gente simplesmente
Senta e chora
Perder um amor
Ă uma dor que nĂŁo passa
e nem melhora
E quando a gente o sente
Tudo piora
E nĂŁo troca essa dor
Por coisa alguma
Ele Ă© amor
Ă uma dor que te faz rir
E que vocĂȘ se acostuma a sentir.
Não Construa teus Castelos no Céu
Nem confie em um amor
Feito apenas de Papel
No Céu, somente Deus
A Quem vocĂȘ pode confiar teus sonhos
Teus segredos, tuas andanças
O amor de Deus nĂŁo se desgasta
AmĂĄ-lO de volta Ă© o importante
JĂĄ lhE Basta
Foi Ele quem Criou o Verbo Amar
Quem o ama de verdade
Ama em outro patamar
E aceita as realidades
Deste Mundo, resignado
Papel se queima
Quem insiste e teima
Troca uma vida inteira
Por cinzas, por pĂł
Por um grande nada
Que um dia vem e vem sem dĂł
Mas se tem o Amor de Deus no Coração
E anda por caminhos retos
Mesmo que fique sem um teto
Jamais hĂĄ de se ver sĂł
Pois Deus ama o correto e o justo
As falsas promessas que te fazem
Os amores passageiros e mundanos
Um dia jazem fatalmente
Num lugar frio, triste e sombrio
Onde jazem os amantes do ouro
Pois aonde estiver seu coração
Estarå também o seu tesouro
A tudo que fiz em vida
Nunca fiz nada direito
Apesar de ter feito
Com todo o amor
Que tenho no meu coração
A causa dessa imperfeição
Creio que se deva ao fato
do meu coração também
Ser algo um tanto imperfeito
repleto de amor perfeito
Porém, com o tempo
Esse amor
Por tanto ser preterido
Foi ficando
Cada vez mais escondido,
machucado, rarefeito
Eu acho que todos pensam
Ser de pedra ou de borracha
Essa coisa que eu trago no peito
e por mais que eu tente
demonstrar
Eu sempre erro, nĂŁo tem jeito
Resignado, entĂŁo, eu aceito
Esta porção de ingratidão
Que me chega todo dia
Faço cara e alegria
Engulo a tristeza
e digo a mim mesmo:
-Bem feito!
Amor, pra quĂȘ amar?
O que vem a ser isso?
Ă se doar, havendo ou nĂŁo
Compromisso.
Ă sentir-se feliz
com qualquer gesto.
Nem sempre ter o que quis
e ser feliz com o que vem.
Amor nĂŁo liga pra ouro
ou algo assim
à algo que dura até o fim
Mesmo que o fim venha antes
se for amor de verdade
VocĂȘ hĂĄ de amar distante
Mesmo havendo a liberdade
de nĂŁo mais amar
O amor Ă© algo
Que excede a prĂłpria vontade
Amar Ă© saber onde Ă© o Mar
e nĂŁo ir lĂĄ
Sem um amor pra te acompanhar
Amar Ă© ter um calo que dĂłi
Suportar a dor e ir trabalhar
Amar Ă© sentir
Saudade de quem viu de manhĂŁ
E sentir-se feliz ao rever
Amar
Ă sentir medo de perder
E jamais fazer segredo
desse amor
Amar Ă© gostar
de alguém que existe
Mesmo que esse amor
Ă s vezes seja meio triste
Se for amor, o amor insiste
Amor era algo escrito
Antes que a gente nascesse
Amor Ă© como a flor do deserto
Que resiste
sem haver nada por perto
E cresce e vive, nĂŁo desiste
e ninguĂ©m vĂȘ
Mas sendo amor
Existe, mesmo sem haver porquĂȘ.
edsonricardopaiva
