Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
.Minha força esta no Amor...no brilho da luz.
Com Amor vencemos todos os temporais.. toda chuvas tempestivas e vendavais soltos. Me revisto de paz...com a couraça do Amor..
E minha alma transborda feliz.!
Quero um amor que deixe a vida leve
que nĂŁo prenda
nĂŁo cobre mais do que posso dar,
Quero o amor livre, que eu possa ir sabendo para onde voltar
Quero o amor quente, onde as peles roçando soltam labaredas
Quero o amor bem resolvido,
que compreenda meu momentos de solidĂŁo,
quero um amor que não cobre demonstraçÔes de afeto para plateias aplaudirem.
Quero um amor sem mĂĄscaras, pq a verdade Ă© o Ășnico alicerce.
Quero um amor que entenda que as vezes nĂŁo quero amar, apenas respirar o dia e voltar pra luta.
Quero um amor que respeite minhas limitaçÔes sentimentais, minha bipolaridade emocional e minhas loucuras diårias.
A PLENITUDE DO AMOR
O que Ă© o amor? Essa pergunta vai estar no decorrer do texto. O que amo quando te amo? O que sinto quando chega a mim o que quero? Por que Ă© preciso salvar o amor da tolice da sexualidade? Ou o que pergunta o Cassiano Ricardo: âPor que tenho saudade, no retrato, ainda que o mais recente?â
O que prolonga o encontro e aumenta a dor da despedida. Que se fortalece ainda mais no pensamento de Gabriel Chalita, no livro intitulado: âO pequeno filĂłsofoâ, uma espĂ©cie de viagem pela filosofia, sem citar filĂłsofos. Ele pergunta: Onde estĂĄ presente a dor, nos abraços da chegada ou na despedida?
à simples a resposta. O abraço da chegada é forte. à o abraço do conforto. Do encontro e superação da saudade. Porém, o coração vai ficando apertado, pois chega o grande momento. A hora de partir. A hora de voltar para casa. O momento de seguir em frente, de dar continuidade a vida.
O que existe de mais precioso no encontro?
Penso... Que Ă© impossĂvel uma definição, pois cada ser vai encarĂĄ-lo de uma forma.
Mas quero tentar trilhar um caminho, partindo da ideia que o encontro é necessårio para que os desencontros aconteçam também. E vivendo, a gente vai percebendo que o lugar do amor é o centro de nosso próprio universo, porém, vale lembrar que é um amor gratuito, integral, absoluto e humano, portanto, é o amor das imperfeiçÔes que estruturam o nosso ser.
E para que isso aconteça Ă© preciso reavivar o que Octavio Paz diz sobre a meditação: âo objetivo da meditação oriental Ă© o nĂŁo pensar pensamentos sĂĄbios, mas sim parar de pensarâ.
A felicidade estĂĄ em nĂŁo pensar. Parece uma contradição, porĂ©m, se vocĂȘ pensa demais os seus momentos, os acontecimentos triviais de sua existĂȘncia começam a perder o sentido, pois o que tem que ser vivido muitas vezes nĂŁo tem que ser pensado. Ora, em meio a uma coisa engraçada nĂŁo irĂĄs pensar em rir ou nĂŁo?
Ă preciso parar de pensar Ă s vezes, para que a vida brote com mais leveza e menos acidez. âĂ preciso amar como se nĂŁo houvesse amanhĂŁ. Porque se vocĂȘ parar para pensar, na verdade nĂŁo hĂĄâ, quem nunca ouviu essa canção linda da banda LegiĂŁo Urbana? Mas temos que nos atermos a uma coisa. O fato de nĂŁo ter o amanhĂŁ, nĂŁo significa viver com irresponsabilidade o hoje. NĂŁo quero dizer que tenho que viver de qualquer jeito, somente, o que me resta Ă© viver bem o que tenho para viver, no agora.
Como nĂŁo resgatar a histĂłria de amor entre Aberlado e Heloisa em um tempo que o filĂłsofo era celibatĂĄrio. Ele a encontra para ensinar filosofia, em nome do tio dela que era muito rico. Eles se apaixonam perdidamente, e se encontram nesse amor. AĂ, surge uma histĂłria linda de amor. Aberlado e Heloisa enfrentam todos os conflitos da Ă©poca, fogem e se amam perdidamente.
O tio dela lhe cumpre uma promessa. Castra o Aberlado. E agora, o que fazer? Deixå-lo ou ficar com ele? Eles permanecerem juntos porque a separação dos corpos elevou à união dos coraçÔes. E inutilmente a ação de separação não permaneceu, diz a história que eles continuaram a se amar até o fim.
Nisso se confirma o que Milan Kundera exalta, âĂ© preciso salvar o amor da tolice da sexualidadeâ.
Quando leio essa passagem no livro O Canto do pĂĄssaro encantado, do escritor mineiro Rubem Alves, lembro com bastante carinho do Fernando Pessoa que diz: âquando te vi amei-te muito antesâ.
O amor nĂŁo surge Ă primeira vista, mas estĂĄ em Abelardo como uma ideia inata, concretizando a persistĂȘncia do pensamento de RenĂ© Descartes (racionalismo moderno) na vida do filĂłsofo medieval.
Depois de ter sido castrado pelos marginais, Aberlado e Heloisa viveu um amor que se configura ainda nos pilares ideolĂłgicos e poĂ©ticos de Pessoa: âtornei a achar-te quando te encontreiâ.
Nessa histĂłria de amor nĂŁo entra a dĂșvida agostiniana sobre o amor que se Ă© amado, pois âo que amo quando amoâ?
Aberlado e Heloisa se amaram porque viveram toda a dinĂąmica de um amor que nĂŁo poderia dar certo. Volto a pensar como Fernando Pessoa, âtornei a achar-te quando te encontreiâ.
Ou se completa no farfalhar das palavras poetizadas por Tom Jobim e Vinicius de Moraes:
O nosso amor
Vai ser assim
Eu pra vocĂȘ
E vocĂȘ pra mim.
Mas uma vez me vem à mente Santo Agostinho com uma indagação: o que amo quando te amo? Essa célebre indagação não implica nenhuma revolta de Agostinho, pelo contrårio, existe uma busca pelo verdadeiro sentido do amor.
Ao buscar uma explicação para isso, Rubem Alves utiliza o pensamento de Octavio Paz, que define essa procura com a palavra que segue: âteofaniaâ, uma espĂ©cie de revelação do sagrado frente ao o humano, ou seja, o sagrado se torna visĂvel.
A histĂłria de amor ente Aberlado e HeloĂsa direciona para outra histĂłria que me fascinou e que me encanta atĂ© hoje. Lembro que um velho feiticeiro se apaixonou por uma bela mulher e a queria totalmente para ele, porĂ©m, ela jĂĄ amava profundamente um homem e ele a amava tambĂ©m.
O velho feiticeiro os transformou em dois amimais. A ele deu a noite como companhia: tornou-se lobo, e a ela o dia: transformando-a em falcĂŁo. Desde entĂŁo, eles nĂŁo se tocam como homem e mulher. Coube apenas a parceira diĂĄria para coexistir o amor.
E nisso brotou um desejo. A busca pelo encontro. Pelo toque que existiu com mais profundidade entre Aberlado e Heloisa depois da castração dele. O que eu amava quando te amava? Questionava Santo Agostinho de Hipona.
Foi sacralizado o amor nessas duas histĂłrias. No feitiço de Ăquila sĂł restou para o casal âa vivĂȘncia de uma noite sem dia e um dia sem noiteâ. Mas quando a magia se acabou o encontro aconteceu. Os corpos se abraçaram e o amor persistiu dentro de uma teofania sacralizada pelo amor das esperas.
AĂ poderĂamos fazer mais uma vez a velha pergunta: o que amo quando amo?
15/12/2015
O que Ă© o amor?
Hoje me bateu uma vontade de falar de amor, pois estava ouvindo Jota Quest uma seleção de cançÔes em uma das pastas existentes em meu netebook e uma mĂșsica me chamou muito atenção, ela Ă© intitulada de âcelebração do inĂștil desejoâ que se constitui numa histĂłria de amor que nĂŁo estava dando certo. E que findou.
Ele começa questionando uma realidade. Por que vocĂȘ me faz andar na contra mĂŁo? NĂŁo existe sentido para a nossa falta de destino? O que ele precisa saber ou fazer para tĂȘ-la de volta?
Em uma das propostas ele argumenta: que tatuaria todas as obras de arte do mundo por um sorriso da pessoa amada. Pobre ilusĂŁo. O sentimento acabou. NĂŁo dar mais para continuar. E esse inĂștil desejo sĂł reflete uma paixĂŁo que existiu, mas que acabou agora cada uma de maneira singular vai seguir a sua vida.
E em dado momento da mĂșsica ele reconhece isso dizendo: âvocĂȘ nĂŁo faz mais parte da metade de nĂłs doisâ. Pronto! Foi configurada uma certeza.
A histĂłria acabou.
O que fazer agora?
Pensei em outra canção linda da LegiĂŁo Urbana: âantes da seisâ, que tambĂ©m inicia com uma pergunta: âquem inventou o amor?â
Que pergunta difĂcil. Ă como se questionasse a nĂłs mesmo, quem sou eu? Quem Ă© vocĂȘ? Para onde vamos?
Repito de forma contundente. Quem inventou o amor?
NĂŁo sei responder, mas posso oferecer possibilidades e a partir daĂ vocĂȘs criam ou buscam as suas prĂłprias definiçÔes.
Que tal a concepção Rubeniana de que o âUniverso gira em torno de um jardimâ. E que nesse jardim encontra-se Deus que Ă© a prova mais viva e perpĂ©tua do amor. Outros dirĂŁo Ă© o prĂłprio amor.
Ou ainda o tĂtulo do livro de TolstĂłi que diz: âonde existe amor, Deus aĂ estĂĄâ.
Mas...
Vamos buscar outras concepçÔes de amor que se desvinculam de Deus. Não me estranhe caro leitor.
Apenas quero lhe propor uma reflexĂŁo.
Se quiser... Pode para a sua leitura aqui mesmo.
Caso contrĂĄrio, vamos continuar, pois a proposta Ă© oferecer possibilidades. Quero distanciar dos dogmas. NĂŁo quero engaiolar o amor naquilo que outrem acha certo.
Para dar continuidade entĂŁo, pensemos o amor em Nietzsche: âque sĂł amava os livros que com essas memĂłrias, escritas com sangueâ e GuimarĂŁes Rosa âque para ser escritor era preciso conhecer a alquimia do sangue do coração humanoâ.
O amor em ambos irå destinar para o sangue. O mesmo sangue é que bombeia o nosso coração. Então, podemos perceber ou sentir que o coração serå o lugar do amor para os dois pensadores.
Podemos pegar um fragmento de Albert Camus que definiria o amor da seguinte forma: âeternidade de um minuto que desejarĂamos prolongar pelo tempo a foraâ.
O que dizer do âafogadoâ de Gabriel GarcĂa Marques que mesmo morto levou a mudança de mentalidade para a aldeia e que esse ato Ă© ao mesmo tempo um ato de amor.
Ou o que elucida Pe. Zezinho em sua canção: âamar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, viver como Jesus viveuâ, imita-lo serĂĄ uma prova de amor?
Entendendo tambĂ©m o amor na visĂŁo de AdĂ©lia Prado que poetiza assim: âaquilo que a memĂłria ama fica eternoâ. O que a sua memĂłria ama?
Sem esquecer-se da relação complica de amor entre Agostinho e Deus cantada pela Ir. Kelly PatrĂcia com trechos extraĂdos da sua magnĂfica obra As confissĂ”es: âtarde te amei o beleza tĂŁo antiga e tĂŁo novaâ, ou seu pensamento referente esse âDeus que Ă© mais intimo para ele do que a prĂłpria intimidadeâ.
Para finalizar trago o pensamento do filĂłsofo francĂȘs Sartre que direciona para o seu ateĂsmo dizendo: ânĂŁo importa o que fizeram de nĂłs, o importante mesmo Ă© o que nĂłs iremos fazer com o que fizeram de nĂłsâ.
Concluo com o amor prĂłprio.
Agora vejam bem.
Crie seus próprios conceitos e definiçÔes, mas não sejam mesquinhos.
19/12/2015
A desafinação da existĂȘncia nĂŁo Ă© o fim.
A tristeza nĂŁo Ă© o fim.
A morte do corpo,
O amor que acabou,
O tempo,
O conhecimento,
A liberdade,
A angĂșstia...
Enfim!
NĂŁo Ă© o fim...
à preciso tecer os recomeços,
Mesmo com a alma dilacerada,
A mente limitada para o novo,
Olhar sombrio de uma noite tempestuosa.
à preciso transbordar-se de esperança para que a vida deixe a esterilidade
E brote novos templos no jardim da existĂȘncia.
Pois todo fracasso traz consigo o desejo da metamorfose -, e que ela chegue com o movimento do tempo e fique com a densidade do amanhecer.
E que as lamĂșrias desafinadas de meu coração apenas revelem para o meu ser a harmonia que se concretiza a cada degrau do saber.
E, por isso, vou.
Sou e serei.
Para ser, sendo.
24/02/2016
O ser humano praticarĂĄ o verdadeiro amor de Deus somente quando o seu ESPĂRITO estiver totalmente evoluĂdo.
Sempre vou te amar, sempre vou cuidar, sempre vou te dar carinho, atençao, amor e o que voce precisar vou fazer o possĂvel e o impossĂvel para te dar.
Meu amor, quando te vejo
Ă,cada dia eu me apaixono mais
Pelo seu sorriso
Pela sua voz
Pelo seu jeito de andar
De falar
Por seu jeito de viver
VocĂȘ Ă© tĂŁo lindo nĂŁo canso de dizer
NĂŁo existe nada mais lindo que vocĂȘ.
VocĂȘ me transmite a paz
A cada segundo
SĂł no olhar
Seus olhos sĂŁo tĂŁo lindo
HĂĄ um infinito muito bom
Em seus olhos
Em que eu amo me atirar
Sua pele, Ă© papel
Que eu amo escrever
Com a boca
VocĂȘ e o paraĂso
Perfeito, e Ășnico
VocĂȘ em silĂȘncio
A minha poesia em vida
Que cada dia eu me apaixono mais
O meu eterno lar, seu corpo
Meu amor, quando te vejo
NĂŁo sei explicar
SĂł posso dizer
Que Ă© como se o universo se calasse por segundos
Pois vocĂȘ e meu porto seguro
O seu sorriso, Ă© meu tesouro
E eu te amo
Como quem ama muito mais que tudo
VocĂȘ Ă© bem mais que tudo
VocĂȘ e meu mundo
O meu verdadeiro lar
Onde sempre faz com que eu me encontre
Os verdadeiros lares sĂŁo corpos
E eu tenho o seu
Ainda bem, meu amor .
Nenhuma forma de amor estĂĄ acima do sentimento, nĂŁo dĂĄ para esconder o amor, ele se revela em atos concretos e em provas, como um carinho, um cheiro e um beijo!
Amor, uma palavra tão pequena mas com um significado tão sublime, palavra que quando usada verdadeiramente encanta e emociona porém quando é encenada machuca e destrói.
