Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O uso e o abuso do amor.
O amor,
serve pra transpor,
pra superar Ăłdio e rancor,
pra salvar-nos todos,
de mĂĄgoas e outras dores,
pra sucumbir,
lavando a alma,
vivendo novos sabores.
Mas claro!
Tem gente que estraga,
faz da palavra amor,
uma desculpa,
pra torturar,
manipular a pessoa amada.
Jogando-lhe culpas,
mentiras diĂĄrias,
misturando ternura,
com tapas na cara,
uma palavra doce,
com doze amargas,
um unhar que arrepia,
com o fio da navalha.
Por isso cuidado,
sim cuidado,
cuidado com o rancor,
cuidado com o amor.
Na raiva, tenha cuidado,
no amor, seja cuidado.
BANDAGEM DE AMOR
Meu passado sempre me assombrou,
Mas para isso nĂŁo chame o psiquiatra,
Venha e apenas me de carinho e amor.
Coloque bandagens em meus ferimentos,
Deixemos que eles cicatrizem por vocĂȘ.
NĂŁo sei se vamos para o altar um dia,
Ou se seremos abençoados pelos orixås,
Ou apenas oficializado por oficial de justiça,
Mas quero viver uma historia longa com vocĂȘ.
Quero ao tirar as bandagens apenas te amando,
Pois o amor gerara apenas mais e mais amor.
Se vamos segurar a mão de outra criança,
NĂŁo preciso saber, pois jĂĄ considero a tua a minha,
Seu passado jĂĄ Ă© meu e sua historia eu amo.
EntĂŁo quando vocĂȘ cai coloco minhas bandagens,
Troco-as com carinho, pois sei o que Ă© estar sozinho.
Sei que quero construir sonhos e dividir emoçÔes,
Fazer mimos em todos os planos para vocĂȘ,
Peço apenas que não me abandone sozinho.
Se eu vou chorar em seu ombro Ă© por que confio em vocĂȘ,
Coloque em minha alma uma bandagem de amor
SĂł quero vĂȘ-la crescer e te apoiar quando precisar de mim.
Minha caixa de primeiros socorros Ă© toda sua.
André Zanarella 17-12-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4635851
NA BANCA ESTĂ O AMOR
Aposto tudo que tenho em mim,
Com essa jovem quero ir até o fim,
Esqueço o simbolismo das datas
E lanço ao ar todas as minhas cartas.
Quero ver em tudo que Ă© folhetim,
Vendido na banca e no botequim,
Que passamos por brigas e dor,
Mas com certeza o vitorioso foi o amor.
Resta no dia de hoje fazer uma oração,
Colocando os meus joelhos no chĂŁo,
Agradecer o criado do nosso universo,
Por ter alguém mesmo sendo o meu inverso,
Que me traz no seu sorriso a felicidade,
E desperta o desejo de caminhar com ela para a eternidade...
Negra gata, eu adorei vocĂȘ ter me visitado,
Ano que vem quero que vocĂȘ transforme aqui em seu lar.
André Zanarella 25-12-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4596412
Dizem que o amor
Ă um mar de rosas
Isso Ă© para quem ama
E Ă© amado
Aos que nĂŁo sĂŁo correspondidos
O amor se torna
O mar dos afogados.
Amor e dinheiro. SĂŁo duas coisas necessĂĄrias aos seres humanos. Mas o que faz da vida quem nĂŁo tem nenhum deles? Se mata? Ou continua vivendo uma vida sem sentido?
Meu pescoço é feito de metal gelado e personalizado.
Meu amor foi feito com a moldura mais bem desenhada; Minha cabeça é o rotulo da coca-cola.
DESAMPARO!
As vezes me pego pensando, como pode um amor de mĂŁe ser tĂŁo torto?
Sempre senti que a maternidade era algo divino, lindo, momento mais maravilhoso de uma mulher. Mas que mulher? HĂĄ tantas!
Aquela que nunca foi amada.
Aquela que nunca teve um toque afetivo.
Aquela que foi obrigada a crescer antes da hora.
Aquela que se eternizou dentro das suas dores sem jamais fraquejar aparentemente.
Gerou também filhos, que um dia estava ligado apenas por um cordão umbilical. Juntas respiravam juntas se alimentavam juntas sorriam juntas choravam.
Um amor por aquele feto invadiu, e ela sentiu pela primeira vez motivar e brotar um amor que parecia infinito, achou que amou, achou que eternizou, mas lĂĄ se foi uma utopia.
O cordĂŁo se rompeu, e houve o nascimento, aquele bebĂȘ desejado de repente invadiu um espaço imenso, espaço que nĂŁo mais existia, pois o marido se afastou, a outra filha lhe exigia atenção, aquele bebĂȘ de repente era um fardo. A necessidade financeira abalou mais ainda.
Aquele bebĂȘ era a cara do pai. Pai que a mĂŁe queria apenas pra ela, mas que roubou a cena. Deixando-a um pouco de lado e se apegando mais a outra filha. O bebĂȘ crescia e tamanha a semelhança com o pai invadia todos os comentĂĄrios, e principalmente o afeto do pai.
O pai a traiu, e ela herdou aquela criança a cara do pai. A criança perdeu o amor do pai, seu entĂŁo Ășnico porto seguro. Onde se perdeu aquele Amor? Aquele que ela achava que existia e que hoje procura de volta e nĂŁo consegue encontrar?
O bebĂȘ cresceu, tornou-se mais independente que a irmĂŁ, se tornou uma mulher forte, que como ela, espelhada nela, era uma mulher de coragem. Com menos dogmas e mais livre. Como pode? Aquele ser que um dia esteve dentro de mim, mais livre que eu? Mais experiente que eu? O amor se esvaiu, acabou, findou...
Hoje só restam lembranças em fotos amareladas, e a certeza que se ainda existe uma fração daquele amor, deve ser mantido a distùncia pra preservação e durabilidade.
Aquele bebĂȘ que cresceu, virou uma mulher de coragem, tambĂ©m acha que pode amar, mas nĂŁo quer cometer o mesmo erro, e no dia de hoje decidiu veemente nĂŁo procriar, nĂŁo colocar outro ser no mundo, que um dia o cordĂŁo umbilical serĂĄ tambĂ©m cortado e que tambĂ©m nĂŁo saberĂĄ o que Ă© o amor, amparo, defesa, segurança...
Ela resolveu viver seus dias como der e vier um de cada vez, demonstrando o amor que sente, nĂŁo pelo sangue, mas por pessoas merecedoras desse amor, cansou de tudo e hoje renova um pacto consigo mesma de apenas ser FELIZ!
Juliana Fernandes - 04/02/2014.
A vida Ă© uma simples poesia cheia de misterios, envolvendo nela o amor, pois sem amor nĂŁo hĂĄ sentido.
De que adianta escrever belos
versos, que falam de amor, dor
felicidade coisa e tal.
Se para o leitor Ă© apenas um texto,
uma sequĂȘncial de palavras tĂŁo
banal quanto o gesto de para o lado
olhar.
Palavras sĂŁo apenas palavras se nĂŁo
sabemos delas uma lição tirar,
aproveitar o que hĂĄ de mais belo, o
que um simples verso tem a te
ensinar
Nos tempos antigos
Era uma vez uma vez um amor
Eu nĂŁo sei direito como
Mais causava muita dor
Era vivido em silencio
Com um aperto no coração
Era o amor dele dela
QuĂŁo grande essa paixĂŁo
Diga-me: Como pode ser tĂŁo encantador?
Era uma vez um amor
Era uma vez uma dor
Diga-me: Como esse amor proibido
Esse amor nĂŁo vivido
Pode mexer tanto comigo
Eu te amo. Eu me amo. Eu nos amo. Ou seja, eu amo o nosso amor. Eu amo amar vocĂȘ. Eu amo amar o amor e o bem que este amor faz a mim. EgoĂsmo? NĂŁo. Primeiro devemos nos amar, e assim estaremos preparados para amar, para dar amor, e para recebe-lo.
O que Ă© o amor se nĂŁo a dor
Dor de amar quem estĂĄ longe
Causando em nĂłs eterna saudade
E isso Ă© algo que nos queima
Nos consome desde a tenra idade
Mas quando se estĂĄ com ela
HĂĄ sĂł o calor
E o sentimento de paz
Onde me esqueço da dor
Ai eu penso
O que Ă© o amor
Se nĂŁo a ausĂȘncia da dor
