Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

O dia mais belo: hoje
A coisa mais fĂĄcil: errar
O maior obstĂĄculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoĂ­smo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desĂąnimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser Ăștil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdĂŁo
O mais imprescindĂ­vel: o lar
A rota mais rĂĄpida: o caminho certo
A sensação mais agradåvel: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessĂĄrias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Adriana FalcĂŁo
Mania de Explicação, Salamandra, ISBN 8516029441, 2003

Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E jå não dói mais. Mas då saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer à tona o que o coração vive tentando deixar pra trås.

Karla Tabalipa

Nota: O pensamento costuma ser atribuĂ­do a Caio Fernando Abreu.

Dizem que a gente tem o que precisa. NĂŁo o que a gente quer. Tudo bem. Eu nĂŁo preciso de muito. Eu nĂŁo quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saĂșde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais vocĂȘ. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nĂłs. Mais nĂłs. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. NĂłs que nĂŁo atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero vocĂȘ. Quero eu. Quero domingos de manhĂŁ. Quero cama desarrumada, lençol, cafĂ© e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que nĂŁo cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada Ă© muito quando Ă© demais.

Fernanda Mello

Nota: Texto publicado em agosto de 2008. Sua autoria tem vindo a ser erroneamente atribuĂ­da a Caio Fernando Abreu.

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Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estĂŁo ocupados, meus pais nĂŁo podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estĂŽmago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aĂ­ eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a Ășnica pessoa que pode realmente me fazer feliz.

Tati Bernardi

Nota: Trecho da crînica "A Última".

A verdade é que não te amo com meus olhos que descobrem em ti mil defeitos, mas com meu coração, que ama o que os olhos desprezam.

William Shakespeare

Nota: Trecho do Soneto 141.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não estå preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso Ă©... Respeito.

Kim e Alison McMillen

Nota: Trecho adaptado do livro "Quando me amei de verdade", de Kim e Alison McMillen. Link

Se tu vens Ă s quatro da tarde, desde as trĂȘs eu começarei a ser feliz.

Me ame quando eu menos merecer,
pois Ă© quando eu mais preciso

Lå estå ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não då pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não då pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.

Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho e que ela jå apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela estå condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?

A gente sempre acha que Ă© especial na vida de alguĂ©m, mas o que te garante que vocĂȘ nĂŁo estĂĄ somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça
ela muito amou, ama, amarĂĄ, e muito se machuca tambĂ©m. Porque amar tambĂ©m Ă© isso, nĂŁo? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, atĂ© que ela fique bem e te deixe pra trĂĄs, fraco e sangrando. DaĂ­ vocĂȘ espera por alguĂ©m que venha te curar.

Às vezes esse alguĂ©m aparece, outras vezes, nĂŁo. E pra ela? Por quem ela espera?

E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe darå.

A moça – que nĂŁo era Capitu, mas tambĂ©m tĂȘm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.

NĂŁo por ser forte, e sim pelo contrĂĄrio
 Por saber que Ă© fraca o bastante para nĂŁo conseguir ter Ăłdio no seu coração, na sua alma, na sua essĂȘncia. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, vocĂȘ e todos os outros, vieram ao mundo.

Caio Fernando Abreu
ABREU, C., Morangos Mofados, Agir, 1982

(...) Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoçÔes.

O ciĂșme Ă© aquela dor que dĂĄ quando percebemos que a pessoa amada pode ser feliz sem a gente.

Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.

Procure os seus caminhos,
mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrås, peça perdão!
NĂŁo se acostume com o que nĂŁo o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessĂĄrio.
Alague seu coração de esperanças,
mas nĂŁo deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado,
comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, nĂŁo se perca!
Se o achar, segure-o!

Silvana Duboc

Nota: Trecho do poema "Navegue" de de Silvana Duboc. AtribuĂ­do por vezes, incorretamente, a Fernando Pessoa.

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Ou me quer e vem, ou nĂŁo me quer e nĂŁo vem. Mas me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que nĂŁo dou mais nenhum sinal de vida, e nĂŁo darei. NĂŁo Ă© mais possĂ­vel. NĂŁo vou me alimentar de ilusĂ”es. Prefiro reconhecer com o mĂĄximo de tranquilidade possĂ­vel que estou sĂł do que ficar Ă  mercĂȘ de visitas adiadas e encontros transferidos.

Caio Fernando Abreu
Cartas, Ed. Aeroplano

A amizade Ă© assim:

É sentir o carinho,
É ouvir o chamado.
É saber o momento
de ficar calado.
Amizade Ă© somar alegrias,
dividir tristeza.
É respeitar o espaço,
silenciar o segredo.
É a certeza
da mĂŁo estendida.
A cumplicidade que
nĂŁo se explica.
Apenas vive!

Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o importante Ă© viver hoje. O ontem jĂĄ foi e o amanhĂŁ talvez nĂŁo venha.

Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerĂĄ muito mais — por que ir em frente? NĂŁo hĂĄ sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quĂȘ. Melhor do que nĂŁo sobrar nada, e que esse nada seja ĂĄspero como um tempo perdido.

Caio Fernando Abreu
ABREU, C., InventĂĄrio do IrremediĂĄvel

Nota: Trecho de Link

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"Deficiente" Ă© aquele que nĂŁo consegue modificar sua vida, aceitando as imposiçÔes de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciĂȘncia de que Ă© dono do seu destino.

"Louco" Ă© quem nĂŁo procura ser feliz.

"Cego" Ă© aquele que nĂŁo vĂȘ seu prĂłximo morrer de frio, de fome, de misĂ©ria.

"Surdo" Ă© aquele que nĂŁo tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmĂŁo.

"Mudo" Ă© aquele que nĂŁo consegue falar o que sente e se esconde por trĂĄs da mĂĄscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"AnĂŁo" Ă© quem nĂŁo sabe deixar o amor crescer.

E "MiserĂĄvel" somos todos que nĂŁo conseguimos falar com Deus.

Renata Vilella

Nota: Texto muitas vezes atribuĂ­do a Mario Quintana, sob o nome "DeficiĂȘncias" ou "DicionĂĄrio do Quintana", ou Mahatma Gandhi, mas cuja autoria foi reclamada por Renata Vilella.

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Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar

E cada verso meu serĂĄ
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausĂȘncia tua eu vou chorar
Mas cada volta tua hĂĄ de apagar
O que esta ausĂȘncia tua me causou

Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

Vinicius de Moraes
Livro de Letras

Nota: Letra da mĂșsica "Eu sei que vou te amar", composta por VinĂ­cius de Moraes e Tom Jobim

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