Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O mesmo amor que salva, mata. O mesmo amor que cura, destrĂłi. Amores que nĂŁo matam sĂŁo carĂȘncia escancarada. Amores fatais sĂŁo aqueles de verdade, que nos bagunçam por inteiro, e nĂŁo podem ser esquecidos. SĂŁo parte essencial de quem somos. O veneno e o remĂ©dio. O que nos mostra que estamos vivos, mas tambĂ©m nos mata por dentro.
- Marcela Lobato
Talvez o verdadeiro amor seja amar para alĂ©m do estar. Quando seu coração pertence a uma Ășnica pessoa, e nada faz isso mudar, vocĂȘ descubre a definição de um amor verdadeiro.
As vezes achamos saber tudo, atĂ© que vemos a verdade em um piscar. NĂŁo deixe o ego dominar aquilo que te faz sentir vivo. Amar dĂłi sim, do contrĂĄrio, nĂŁo curaria a dor. Amar pode fazer chorar, ou entĂŁo nĂŁo faria sorrir. As vezes amar Ă© apenas amar. Ă estar lĂĄ por alguĂ©m, mesmo que ela ainda nĂŁo possa estar aĂ por vocĂȘ.
Amar Ă© saber que aquela pessoa significa tudo no seu mundo, e que vocĂȘ iria atĂ© o inferno de Dante, o submundo de Hades, atĂ© cantaria como Orfeu, faria Ă s FĂșrias chorarem sĂł para ver, ainda que por um segundo, um sorriso sincero no rosto de quem mais ama. Ă ansiar o encontro, mesmo sabendo que a partida destruirĂĄ seu coração. Ă imaginar a pessoa ao seu lado com os olhos brilhando e o coração acelerado, ainda que tenha ciĂȘncia de que, ao sair dessa breve ilusĂŁo, lĂĄgrimas cairĂŁo em seu rosto e um aperto envolverĂĄ o teu peito ao perceber a falta de quem Ă© tĂŁo presente dentro de ti.
NĂŁo negue o seu amor. NĂŁo lute contra. NĂŁo adianta. O amor Ă© sorte, e se vocĂȘ tem a sorte de amar e ser amado, nĂŁo deixe que isso se perca. E as vezes vocĂȘ pode achar que estĂĄ sĂł, mas o que se esconde nos sussuros do vento sĂŁo muito mais do que lamentos. As vezes o amor apenas precisa de mais um tempo. Nem que seja na prĂłxima vida, mas um amor sincero sempre se realiza.
- Marcela Lobato
Talvez o verdadeiro amor seja amar para alĂ©m do estar. Quando seu coração pertence a uma Ășnica pessoa, e nada faz isso mudar, vocĂȘ descubre a definição de um amor verdadeiro.
As vezes achamos saber tudo, atĂ© que vemos a verdade em um piscar. NĂŁo deixe o ego dominar aquilo que te faz sentir vivo. Amar dĂłi sim, do contrĂĄrio, nĂŁo curaria a dor. Amar pode fazer chorar, ou entĂŁo nĂŁo faria sorrir. As vezes amar Ă© apenas amar. Ă estar lĂĄ por alguĂ©m, mesmo que ela ainda nĂŁo possa estar aĂ por vocĂȘ.
- Marcela Lobato
O amor te faz desmoronar. O tanto que salva, pode te matar. Quebrar em mil pedaços, no inferno te fazer dançar.
A cada dia que passa, entendo melhor a ideia do Amor Fati, não que eu aceite tudo que vier, sem mudar o meu destino conforme a minha vontade, mas pelo que o passado me trouxe. Por mais dolorosas e destrutivas que certas situaçÔes sejam, são elas que nos forjam. Minhas escolhas me trouxeram até onde estou agora, a quem sou, e me orgulho de quem venho me tornando. Tenho milhÔes de defeitos, não sou e não pretendo ser perfeita, muito menos forjar isso, mas busco iluminar minhas sombras para aprender a lidar com elas, integrando cada uma das minhas faces.
Passei por abismos, desafĂos intensos. Conheci as melhores e as piores pessoas. Virei pĂł, queimei e renasci das cinzas. NĂŁo foi fĂĄcil a caminhada, mas nĂŁo mudaria nada. Ao morrer, pude renascer. Ao me cortar, pude ser mais forte. Ao cair, aprendi a levantar. NĂŁo, nĂŁo romantizo o sofrimento, mas, de fato, a alquimia interna sĂł pode acontecer atravĂ©s da dor. AtĂ© a borboleta, antes de ganhar asas, sofre um doloroso processo de transformação. Sigo em meu casulo e, logo, voarei por aĂ.
- Marcela Lobato
E o amor cristĂŁo se faz presente mais uma vez.
Os bonzinhos seguidores do deus de amor que despedaça crianças, parte mulheres grĂĄvidas ao meio, mata primogĂȘnitos, pede o sacrifĂcio de um filho pra saber sobre o amor de um pai por esse mesmo deus "bondoso" (jĂĄ que o onisciente nĂŁo sabia, nĂŁo Ă© mesmo?), manda quem nĂŁo o segue ou quem nĂŁo segue suas regras ao inferno pra queimar e sofrer pela eternidade e manda duas ursas despedaçarem 42 crianças vivas atĂ© a morte, deixaram uma mulher morrer sangrando porque acharam que ela tivesse feito um aborto. Leiam novamente.
- Marcela Lobato sobre o caso do hospital que deixou uma mulher com endometriose falecer ao invés de ajudå-la por terem achado que a mesma teria cometido um aborto, o que não seria motivo para tratå-la dessa maneira.
Quero algo que me leve ao passado. Aos sentimentos explosivos, aquele amor que curava e matava. Quero algo que me leve ao passado. Aonde havia tanta ingenuidade, tanta inocĂȘncia. Quero me sentir viva outra vez, com o vigor da juventude, e o meu velho estilo emo. Com a paixĂŁo que arrebatava e tirava o meu juĂzo, destruindo qualquer suspiro da razĂŁo.
Quero algo que seja como foi hå tanto tempo. Antes de morrer ao ponto de perder o irrecuperåvel. Sinto falta de ser uma explosão de sentimentos, sonhos e ideias pro futuro. Sinto falta da melancolia e da alegria ao encontrå-la. Sinto falta de como cada acorde meu soava. Era o sentimento ganhando voz na canção.
- Marcela Lobato
JĂĄ nĂŁo me encontro no amor ou na dor. Na saudade ou no vĂcio. Na espera ou na vontade de algo melhor.
- Marcela Lobato
JĂĄ nĂŁo me encontro no amor ou na dor. Na saudade ou no vĂcio. Na espera ou na vontade de algo melhor. NĂŁo hĂĄ razĂŁo ou sentido. Tudo pelo que vivi, hoje sĂŁo flores mortas em um jardim sem vida dentro de um cemitĂ©rio abandonado, frio e amaldiçoado. NĂŁo resta nada pelo que viver.
- Marcela Lobato
Esse mundo é uma prisão de sofrimento e dor. Amor, felicidade, sonhos, a própria vida não passa de uma ilusão. São chaves que nos mantém reféns da prisão.
- Marcela Lobato
A maioria das pessoas nĂŁo faz ideia do que Ă© amar realmente. Ă Ăłbvio que o amor dĂłi, afinal, se nĂŁo doesse, nĂŁo poderia curar. Hoje as relaçÔes sĂŁo pura conveniĂȘncia. AtĂ© diria que o amor respira por aparelhos na Era moderna, e logo deixarĂĄ de existir. As pessoas sĂŁo carentes, nĂŁo querem aquela pessoa que amam, mas sim qualquer pessoa, e quando essa pessoa nĂŁo Ă© mais conveniente, simplesmente trocam como se o outro fosse uma peça de desmanche de automĂłveis.
O "amor gourmet" nunca foi e nunca serĂĄ amor. Se vocĂȘ pode esquecer alguĂ©m em questĂŁo de dias, semanas ou meses, se pode descartar e seguir em frente com uma noite de choro pelo apego, nunca foi amor. Viver assim pode atĂ© ser mais seguro, afinal, por um lado, jamais terĂĄ seu coração quebrado, mas por outro, nunca vai conhecer o oposto de ter um coração partido, e nunca vai crescer ou saber o que Ă© amar alguĂ©m tanto quanto a si mesmo. Nunca terĂĄ tido a coragem mais perigosa do mundo.
- Marcela Lobato
Me deixa ser o amor da sua vida
Tudo o que sempre quis
Me deixa estar ao seu lado
Nas horas boas e também nas ruins
Me perdoa pelas falhas
Me mata de eu falhar de novo
Mas apenas me deixa ter uma chance
De ser tudo o que vocĂȘ sempre quis.
- Marcela Lobato
PERGUNTAS â PARTE 1
Quem...
1. Quem melhor compreenderia a ilusĂŁo do amor senĂŁo aquele que foi consumido pela dor e descobriu que amar Ă© apenas vestir a carĂȘncia com poesia?
2. Quem reconheceria a falsidade da paz senĂŁo aquele que sentiu a guerra pulsar nos ossos e percebeu que o conflito Ă© a Ășnica constante da existĂȘncia?
3. Quem enxergaria o fracasso da amizade senão aquele que atravessou a desilusão e concluiu que todo laço é interesse disfarçado de afeto?
4. Quem definiria a confiança senão aquele que sentiu a lùmina da traição cravada pelas mesmas mãos que antes o acolhiam?
5. Quem compreenderia o absurdo da companhia senĂŁo aquele que encontrou na solidĂŁo a forma mais lĂșcida de existir?
6. Quem entenderia o peso do desejo senĂŁo aquele que, ao renunciar, percebeu que a vontade Ă© um ciclo inĂștil que se alimenta de si mesmo?
7. Quem interpretaria a verdade senĂŁo aquele que viveu da mentira e descobriu que o silĂȘncio vale mais do que qualquer discurso?
8. Quem conheceria a fome senão aquele que foi ignorado até pelo pão mais simples?
9. Quem compreenderia o racismo senão aquele que o praticou e viu, no próprio ódio, o reflexo cru da condição humana?
NĂŁo quero sofrer por um amor nĂŁo vivido; quero transbordar em um coracĂŁo que me congele, para que meu ser ancore, sem precisar zarpar por infortĂșnio.
Se fosse tĂŁo fĂĄcil, nĂŁo seria amor.
Se fosse distante, faria saudade
e se não houvesse, seria indiferença.
Meu peito nĂŁo doeria e nem sequer iria lembrar;
da sua voz, do seu cheiro
do teu rancor e egoĂsmo de corpo inteiro.
EntĂŁo eu grito,
por nĂŁo te conhecer, por tudo aquilo que estĂĄ a doer
pelas vozes que estĂŁo a dizer
"me deixe, nĂŁo suporto mais vocĂȘ".
NĂŁo sei amar sem me esgotar,
nĂŁo sei te olhar sem me comparar,
nĂŁo sei te dizer sem querer morrer,
E isso sĂł mostra o quanto nĂłs nĂŁo devemos ser.
Mas eu amo,
amo o jeito que me olha
o jeito que me abraça
o jeito que sempre disfarça,
por favor, não esqueça de mim quando amanhecer. Eu grito.
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