Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Jardim do Amor
No jardim onde as flores ardentes floresciam, com a alma alimentada por histĂłrias em livros que se liam.
A fonte cantava serena, bem no meio do jardim.
Sentada ao banco a pintar, vendo o infinito e o fim, cada pincelada era um suspiro, a cor que ia vibrar, pois ali, em silĂȘncio e arte, sentia o seu amor pulsar.
Mel do meu amor
VocĂȘ Ă© o mel que adoça minha boca
e amarga meu paladar quando nĂŁo estĂĄ comigo.
Sentimento que corrĂłi, se quer ir embora me faço de dodĂłi, e vocĂȘ fica um pouco mais.
Ă infantil, eu sei, agir dessa maneira, mas
quando se ama demais, dĂĄ minutos de bobeira
Seu amor me leva ao cĂ©u, Ă glĂłria.NĂŁo quero ser sĂł mais um na histĂłria, que vocĂȘ brinca, quando se cansa joga fora.
Brinque comigo, mas também me leve à sério, meu destino ao seu estå traçado, por isso faço manha para ficar sempre ao seu lado.
Ăs para mim como o nĂ©ctar Ă© para o beija-flor
vocĂȘ Ă© o mel que adoça meu amor!
JĂĄ nasci destinado pra vocĂȘ.
Foi Deus que quis assim, peço a Ele que faça vocĂȘ gostar de mim, ao menos a metade do quanto gosto de vocĂȘ e, juntos, o amor se multiplica em cada amanhecer...
O que aconteceu com nosso amor
O que aconteceu com nosso amor
ainda existe ou terminou.
NĂŁo vejo o mesmo brilho em seu olhar
NĂŁo sei se vai embora ou fica para me amar
Viver nesa indecisão faz mal para o coração, fere a alma e afunda na solidão.
Qualquer certeza é melhor do que estou vivendo agora. Hoje estå comigo, amanhã ameaça ir embora.
O que aconreceu com nosso amor
NĂŁo veio agora, ficou para vir depois, serĂĄ que se perdeu e por aĂ ficou.
Se o amor morreu, nĂŁo dĂĄ para continuar, mas se adormeceu, ainda podemos acordar.
Preciso saber se vocĂȘ ainda me ama
NĂŁo quero que a tristeza me pegue indo sozinho para a nossa cama.
Acorde seu amor, que o meu sempre esteve acordado.
Por vocĂȘ ainda estou completamente apaixonado.
O sentimento que ignora a sua inutilidade chama-se amor; os demais
sentimentos sĂŁo apenas conveniĂȘncia.
A felicidade Ă© encontrada em aprender a gerenciar os pensamentos, cultivar o amor-prĂłprio, perseguir os sonhos e valorizar os relacionamentos e os momentos simples da vida, pois a verdadeira felicidade estĂĄ no interior.
đż A Princesa do Rio e o Amor no Mato Grosso
Ăs margens de um rio tĂŁo largo que parecia tocar o cĂ©u, vivia Princesa Carla, herdeira de um pequeno reino conhecido por suas ĂĄguas puras e peixes raros.
Mas Carla nĂŁo se sentia completa no palĂĄcio. Havia algo dentro dela â uma inquietude, um chamado para alĂ©m das margens.
Essa inquietude tinha nome: Kairo.
Eles se conheciam por cartas, enviadas por mensageiros que cruzavam florestas e rios. As palavras dele eram tĂŁo vivas que pareciam trazer o cheiro do mato, o canto das araras e o calor do sol de lĂĄ.
Numa noite iluminada pela lua, Carla se sentou no cais, os pés tocando a ågua. Ao lado dela, estava Helena, sua dama de confiança.
â Helena, eu decidi⊠vou para o Mato Grosso.
â Mas, princesa, o que seu pai dirĂĄ?
â Ele vai dizer que Ă© perigoso. E Ă© mesmo. Mas viver sem conhecer Kairo seria o maior perigo para o meu coração.
â E se ele nĂŁo for como vocĂȘ imagina?
â EntĂŁo ao menos eu saberei que tentei.
Na madrugada seguinte, Carla partiu sozinha em uma canoa de madeira.
O rio era lindo, mas traiçoeiro. Correntes fortes tentavam empurrå-la para trås, e a cada noite a escuridão trazia sons misteriosos.
No segundo dia, um trovão estourou no céu. Chuva grossa caiu, virando a canoa quase de lado. Carla segurou firme o remo.
â Eu nĂŁo vim atĂ© aqui para voltar atrĂĄs! â gritou, como se o prĂłprio rio pudesse ouvir.
Na manhĂŁ seguinte, encontrou um velho barqueiro pescando.
â Moça, essas ĂĄguas nĂŁo sĂŁo para qualquer um. O que estĂĄ procurando? â perguntou ele, intrigado.
â Procuro um homem chamado Kairo. Vive no Mato Grosso.
O velho sorriu, revelando dentes falhos.
â EntĂŁo siga o canto das araras. Elas sempre levam a quem se ama.
Carla seguiu seu conselho e, apĂłs mais um dia de viagem, o rio se abriu em uma imensa planĂcie verde. No centro de uma clareira, ela viu um homem alto, de olhar firme, cortando lenha.
â Kairo? â chamou, a voz tremendo.
Ele largou o machado e se virou, como se reconhecesse a voz antes mesmo de vĂȘ-la.
â Carla⊠vocĂȘ veio mesmo.
â Nem o rio, nem as tempestades, nem o medo puderam me impedir.
Kairo correu até ela, segurando suas mãos como se fossem um tesouro.
â Eu prometo que vocĂȘ nunca mais terĂĄ que viajar sozinha.
Os meses seguintes foram de aprendizado e amor. Eles plantavam juntos, pescavam e riam das dificuldades. Mas o Mato Grosso também testava sua coragem: houve seca, que quase destruiu a plantação, e tempestades que derrubaram o telhado de sua casa. Ainda assim, eles nunca deixaram de se apoiar.
Um dia, Carla contou uma novidade, enquanto segurava uma carta para enviar ao seu antigo reino.
â Kairo⊠vamos ter um filho.
Ele ficou em silĂȘncio por alguns segundos, os olhos marejando.
â EntĂŁo Ă© verdade⊠o rio me trouxe minha famĂlia.
Meses depois, nasceu uma menina de olhos brilhantes.
â Ela se chamarĂĄ Cora â disse Carla. â Porque Ă© o coração que nos uniu.
Mas a vida ainda guardava uma Ășltima surpresa.
Num fim de tarde, um grupo de cavaleiros chegou trazendo o rei, pai de Carla, que vinha buscĂĄ-la.
â Filha, eu lutei contra a ideia de vocĂȘ partir⊠mas vendo vocĂȘ aqui, percebo que encontrou mais do que amor. Encontrou um lar.
O rei, emocionado, abraçou Kairo.
â A partir de hoje, o reino do rio e as terras do Mato Grosso serĂŁo um sĂł. Para que Cora cresça entre as ĂĄguas e a floresta.
E assim, Carla nĂŁo apenas encontrou o amor da sua vida, como tambĂ©m uniu dois mundos. O rio e o mato agora corriam juntos â assim como ela e Kairo â atĂ© o fim de suas histĂłrias
K&C 2025 â€ïž
Em tu viveste, em tu morreste, mas no senhor acreditastes, se tem paz Ă© interiorâ terĂĄ amor no exterior, sou grato a cada passo, pois o senhor Ă© consolador.
A distĂąncia pode nos separar por um tempo, mas nada diminui o tamanho do meu amor por vocĂȘ. Cada quilĂŽmetro me faz ter ainda certeza de que Ă© vocĂȘ que eu quero ao meu lado.
"O Amor Ăgape nĂŁo Ă© um sentimento que acontece, Ă© uma decisĂŁo inegociĂĄvel de manter a Quietude do outro, mesmo quando a sua prĂłpria presença Ă© exigida. Ă o respeito total pela autonomia."
"O Amor Sereno nĂŁo Ă© a ausĂȘncia de tempestade, mas sim o domĂnio da emoção. Ă a escolha de ancorar o navio da relação no porto da Quietude, sabendo que a Ășnica coisa que controlamos Ă© a nossa prĂłpria bĂșssola."
Humildade Ă© o caminha da Paz.
Quando a vontade de ter razão fala mais alto que o amor, qualquer relação vira campo de guerra.
Autoridade sem sabedoria transforma-se em opressĂŁo, e nĂŁo hĂĄ paz onde alguĂ©m precisa âvencerâ todas as conversas.
Amizades sĂŁo feitas de partilha, presença e respeito mĂștuo, nĂŁo de controle.
Quem Ă© guiado por Deus aprende a agir com sabedoria, porque âa verdadeira sabedoria vem do altoâ Tiago 3:17.
No fim, o orgulho isola⊠mas a humildade constrói pontes.
Nas cinzas, o renascer do Amor
O tempo corre em passo fugaz,
E deixa apenas lembranças tenras;
Na alma guardo, em silĂȘncio audaz,
Os gestos puros que o amor lembra.
Amor sincero, de ardor fulgor,
Que rompe os muros da hostilidade;
Peço perdão se causei rancor,
Pois cresci muito na adversidade.
Na dor e queda aprendi lição,
Das armadilhas quis me afastar;
Busco a plenitude do coração,
Que sĂł no amor pode repousar.
As velhas marcas quero esquecer,
Deixar cicatrizes, nĂŁo mais temor;
E tatuar no peito o florescer
Da luz da vida, da paz, do amor.
O amor hĂĄ de erguer-se triunfal,
Vencendo as sombras do sofrimento;
Sepulte o tétrico, o desleal,
Nas frias cinzas do esquecimento.
Amor pĂłs-morte
(Eliza Yaman)
Se a morte Ă© fim, por que ainda te escuto?
Por que teu nome pulsa em minha veia?
Talvez o amor seja um vĂrus oculto,
que sobrevive Ă carne que incendeia.
Te amei além do tempo e da matéria,
num plano onde o espĂrito se rasga.
E hoje, mesmo em dor, minha alma espera,
que tua ausĂȘncia enfim me abrace e me apazigua.
Amor em decomposição
O amor que tive apodreceu no peito,
como cadĂĄver preso Ă eternidade.
NĂŁo hĂĄ perfume â sĂł o desafeto,
e a carne exala a prĂłpria saudade.
Teu nome vibra em células partidas,
como um lamento ĂĄcido e profundo.
E eu sou ruĂna, sombra entre ruĂnas,
amando o nada que restou do mundo.
O amor nĂŁo Ă© eterno por acaso. Ă eterno porque Ă© escolhido, mesmo nos dias em que parece mais fĂĄcil desistir.
Amor que virou luz
(Eliza Yaman)
Não és mais corpo, és brisa que me toca,
nĂŁo Ă©s ausĂȘncia, Ă©s fĂ© que me conduz.
Teu nome agora Ă© chama que nĂŁo foca,
mas me ilumina em sombras e me traduz.
Foste além do tempo e da matéria,
transfigurado em verbo e devoção.
Ăs oração que em mim se faz etĂ©rea,
és meu altar, meu céu, minha canção.
E se nĂŁo voltas, Ă© porque jĂĄ ficaste,
no que escrevo, no que respiro e sou.
Teu amor é presença que me haste,
E me levanta onde a dor não alcançou.
Amor em exĂlio
(Eliza Yaman)
Exilado de ti, sou estrangeiro,
num paĂs onde o amor nĂŁo tem fronteira.
Falo tua lĂngua, sou teu parceiro,
mas nĂŁo cruzo o abismo da bandeira.
E mesmo longe, ainda te pertenço,
como o céu pertence ao mar que o espelha.
Sou teu, embora o mundo me dispense,
sou tua ausĂȘncia, tua centelha.
Amor que nĂŁo morreu
Diziam: âVai passar, Ă© sĂł ausĂȘncia.â
Mas o que sinto nĂŁo conhece fim.
Ă como se a tua essĂȘncia e a minha
tivessem fundido o prĂłprio porvir.
NĂŁo hĂĄ morte para o que nĂŁo nasceu,
nem esquecimento para o que arde.
Teu amor Ă© cadĂĄver que viveu,
e em mim repousa â lĂșgubre, mas tarde.
Amor que recomeça
(Eliza yaman)
NĂŁo somos os mesmos, e isso Ă© beleza:
o amor que volta nunca Ă© igual.
Traz marcas, traz tempo, traz certeza,
mas vem mais livre, mais essencial.
Agora te amo sem urgĂȘncia,
sem medo, sem pressa de possuir.
Ăs presença que tem consistĂȘncia,
és o amor que escolhi por insistir.
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