Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Casem-se talvez por amor, mas divorciam-se certamente por Ăłdio. E se voltarem, nĂŁo Ă© por saudade: Ă© pelo vazio.

Case por dĂșvida, divorcie por certeza. E se voltar, saiba: Ă© a depressĂŁo, nĂŁo o amor, que te chama.

Acredito eu, mas nĂŁo tenho plena certeza, que as pessoas se casam por amor; mas com certeza absoluta elas se divorciam por Ăłdio. Talvez depois venha o remorso, e um pouco depois disso o arrependimento. Mas tenho uma certeza; certeza absoluta: a vontade de voltar sempre vem da depressĂŁo.

Sim pro amor, nĂŁo pro amor.
Sim pra nĂłs, nĂŁo pra nĂłs.
Sim pro futuro, nĂŁo pro futuro.
Sim pra ficar, nĂŁo pra ficar.
Sim pra casar, nĂŁo pra casar.
VocĂȘ Ă© o nĂŁo, eu sou o Sim, mas mesmo com seu nĂŁo, estamos juntos e assim vamos: sim ou nĂŁo.

Juras de amor...
O substrato de suas raĂ­zes Ă© o prĂłprio sentimento. Pena a confusĂŁo se o amor sustenta a jura ou ela o amor. DĂșvida cruel que o egoĂ­smo sempre entrega ao coração.

DIVERSÃO


O amor sorrateiro
Ė como um menino faceiro
Pula janela, invade quintais
Brinca no parque, se faz de tonto
Cai e levanta
E nĂŁo tem tombo que chegue
É corajoso, nĂŁo teme ninguĂ©m


* Poesia selecionada e publicada em 1Âș lugar pelo Concurso Poesia
Premiada, em 2019

Chorar nĂŁo apaga o amor que ficou; chorar Ă© permitir que ele continue vivo dentro da gente.

O luto ensina que sentir Ă© resistir; que a saudade Ă© uma forma de amor que nĂŁo se mede.

A vida continua, mas o amor vivido se torna eterna companhia em cada lembrança.

O amor, assim como as flores, precisa ser cuidado; senĂŁo ele murcha.

Meu amor se encerrou em suas mĂŁos.

NĂŁo Ă© o tempo, Ă© a intensidade.
Mas quando o amor nasce,
pode ter certeza que o tempo
Ă© o que menos importa.
Mas sabendo que Ă© com o tempo
e o jeito que Ă© alimentado
que faz esse amor crescer.


(agosto de 2025)

O mundo esqueceu do amor?


Sim, o mundo pode ter esquecido do amor.
Mas os poetas nĂŁo.
Eles seguem escrevendo por todos aqueles que ainda sentem — mesmo em silĂȘncio.
Por aqueles que olham e enxergam.
Que tocam e permanecem.
Que amam
 mesmo quando o mundo já não acredita mais nisso.

Porque enquanto houver poesia,
o amor nĂŁo morre.
Ele só se esconde — esperando ser lido.

Que o nosso amor nunca vire Ăłdio.

O amor Ă© sempre uma asa ferida: nasce para o voo, mas traz consigo a queda jĂĄ inscrita; e ainda assim, Ă© no risco de despencar que a alma encontra a vertigem que a torna maior do que o prĂłprio destino.

No jardim nasce a poesia,
numa encantada flor,
as cores trazem magia
da paixĂŁo de um grande amor.

O amor e o Ăłdio nĂŁo estĂŁo em lados opostos, estĂŁo na mesma cama. Dormem juntos, acordam juntos, se confundem. Quem ama com intensidade, quando se decepciona, odeia com a mesma fĂșria. É no excesso que mora o perigo: o mesmo olhar que jĂĄ foi desejo, vira veneno; o mesmo toque que jĂĄ foi abrigo, se torna repulsa. Amor e Ăłdio andam de mĂŁos dadas, e quando um cai, arrasta o outro para o abismo.


GlĂĄucia AraĂșjo

O amor nĂŁo Ă© moeda de troca
O amor Ă© generoso, gratuito e genuĂ­no.

SĂł o amor divino consegue curar feridas que o tempo apenas esconde.