Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
SONETO DO MEU POETAR
Basta-me apenas um verso
Onde seu gesto fale de amor
E comigo venhas sem dor
E nele eu me torne imerso
Pra sempre, sem nenhum pudor
Sem palavras caĂdas do universo
Do dissabor, e que seja inverso
A trovas desbotadas e sem cor
Ă sĂł ter um deslize no disperso
Pra que ele fale o que Ă© perverso
Em linhas omissas e sem frescor
E nem por isto deixo de ser diverso
Num poetar que gosta de ter odor
Aos olhos do doce amoroso leitor
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2016
Cerrado goiano
Amor Ă© um sentimento
que temos que gastar diariamente!
NĂŁo devemos economizĂĄ-lo...
Quem economiza amor
morre pobre de felicidade!
AMOR QUASE SIDO (soneto)
Amores vem, vividos, amores vĂŁo
Na poesia voam e, na alma fundido
No tempo, o que Ă©, e foi permitido
Nas palavras, dissertando o coração
Ama eu, ama tu, ele, ela, repartido
Lågrima, sorrido, a dura decepção
E num sempre porque, indagação
Nuns ficamos, outros nos Ă© partido
Mas sempre desejado, imaginação
Onde? Quando? E Ă© sempre sabido
Que dele quer, dele se tem emoção
E nesta tal torcida o amor Ă© provido
O amor Ă© sentido, sentido Ă© a paixĂŁo
Sem porque nem como, os quase sido!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano
Por mais claridade em tempos de escolha, por mais generosidade em tempos escassos de amor. Por mais carinho, atenção.
Que a semana nos regue a alma com alegrias e que mil sorrisos verdadeiros cheguem fazendo festa no coração!
-------Lanna Borges.
Que a nossa alma seja tranquila...
Que o nosso coração fique em paz...
Que o amor seja recĂproco...
Que nosso caminho seja abençoado...
Que Deus sempre esteja conosco...
E que nĂŁo falte amizades jamais.
Amor com pimenta
Tantos poemas
Chorados
Tantos versos
Acabrunhados
Feitos nos proveitos
Da imaginação
Agora aqui estou
Imergido
Em pleno voo
De letras servido
Esperando
Uma nova emoção
Chega de vazio
Vazio leito
Peito vazio
SolidĂŁo como sujeito
Eu sĂł queria
Poder compor
Afeto na caligrafia
Sem os rabiscos de dor
E nem porfia na teoria
E assim, uma canção
Que fale
Que ouça
NĂŁo cale
Respire
Suspire e esbouça
As videiras do coração
Compassivamente
Servindo-me de poesia
Verdadeiramente...
Sedenta!
De amor com pimenta.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
23/04/2016, 09'09"
Cerrado goiano
AMO-TE (soneto)
Amo-te no meu maior, largo e profundo
sentimento da alma, Ă© amor, mais nada
Te uivo no peito em graça entressonhada
onde paz, calma, faz-se em cada segundo
Amo-te no ringir da noite por ti poetada
que verseja a paixĂŁo de que me inundo
deste afeto que Ă© o maior do meu mundo
num regozijo duma felicidade estacada
E Ă© tĂŁo puro e Ă© tĂŁo feliz e Ă© tĂŁo fecundo
que as lĂĄgrimas sĂŁo preces transfigurada
de fĂ© ingĂȘnua e fausta, neste amor rotundo
Amo-te na pequenez de minha morada
tĂŁo simples, mas cheia de zelo jucundo
Pois tu és rogo da vontade tão desejada
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
O amor Ă© o que hĂĄ de mais eterno em toda a existĂȘncia. Quando vocĂȘ ama, pode mergulhar no outro e conhecer o infinito dentro de vocĂȘ.
Ăs vezes vocĂȘ percebe que o verdadeiro amor, em sua plenitude, tem muitos propĂłsitos na vida. NĂŁo se resume a colocar bebĂȘs no mundo, a romance, a almas gĂȘmeas⊠Nem a uma uniĂŁo pra vida toda.
O amor que vivemos no passado, inacabado, nĂŁo testado, perdido, pode parecer fĂĄcil e infantil pra quem decide casar e sossegar. Mas, na verdade, Ă© o mais puro e intenso que hĂĄ.
O amor pode te matar
E ate te deixar sem ar
NĂŁo consigo nem pensar
Do amor ir embora e me deixar
Ele pode ate matar
Mas nunca vou deixar ele pra lĂĄ
Posso ate tentar, mas eu sei eu sei que nĂŁo vai adiantar.
Infeliz daqueles que nĂŁo dĂŁo valor a famĂlia com carinho, amor e respeito, e pensam que a vida Ă© um parque de diversĂ”es, passam a vida brincando com os sentimentos das pessoas fazendo-as sofrer, por puro egoĂsmo, estes nĂŁo se importam com as leis divinas e nĂŁo amam a Deus, pois as vicissitudes Ă© o que lhes mais importa, doa a que doer, e assim vĂŁo vivendo infrutiferamente, semeando espinhos por onde passam e no final da vida morrem sem ter florescido no amor de Deus.
Nossos laços se romperam
E nĂŁo posso dizer
Eu ainda me importo
Mas afirmo que
O amor se foi para sempre
E nĂŁo consigo falar
Que te quero muito
Apenas digo
Tive que falar o que sinto
Obs.: Agora leia de baixo para cima.
Ah, o amor
Me disseram que o amor Ă© dor
Que Ă© a morte em forma de ilusĂŁo
Me disseram que ele p'ra quem foi machucado
à sofrimento, não salvação
Ah, o amor
Porque vem de forma tĂŁo avassaladora
Queria poder lhe defender
Mas, esses coraçÔes machucados
Perdoe-me, preciso compreender
Ah, amor
VocĂȘ realmente Ă© inevitĂĄvel
Ă impossĂvel lhe previnir
Mas, por Obséquio...
Nesses coraçÔes machucados
Entre, costure retalhos
Porque, p'ra quem tanto sofreu
O amor Ă© pura ilusĂŁo
INCONTENTADO (soneto)
Saudade sem dor, amor sem fantasia,
Que aperta o suspiro dentro do peito,
Que no sim perpetuado, assim queria,
Que nada mais se sente tĂŁo satisfeito.
Emoção, que o doce sossego repudia,
Na palavra rude dita sem o respeito,
E, tirando dos sorrisos toda a alegria,
Fica ferido, e sem qualquer proveito.
Que viva sempre a sede e a tua fome,
PaixĂŁo sem queixa, e sem lamento,
E que ebule o amor em suas rimas.
Sempre tenha, o nome que consome,
Que eu tenha sempre, contentamento,
No incontentado amar e suas pinimas.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, setembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
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