Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â A brisa sempre Ă© um alento,
nĂŁo para, leva e traz recados,
percorre as paisagens do tempo,
tocando a face dos enamorados
Gargalho e sorrio,
mas me largo
no lago
que estĂĄ longe
do mar de a - mar
Ah ... mar
às vezes és arredio
nem vĂȘs o rio
de chorar
te inundar
â Chega disto , pessoal,
escrever nĂŁo Ă© brincadeira,
se usarem sĂł inteligĂȘncia artificial
nĂŁo farĂŁo na vida, a carreira
Digo isso e bem Ă s claras,
pois vai dar para perceber
que o robĂŽ solta as palavras
que os capacitaram a ter
RobĂŽs nĂŁo tem sentimentos,
fazem tudo de modo automĂĄtico,
escrevem- tipo - sĂł engajamento
em textos frios e imediatos
Um robĂŽ da tal *artificial*,
jamais irĂĄ substituir um autor,
nĂŁo farĂĄ quase nada especial
e muito menos com amor
Obs// Dirigido à quem pensa que poderå escrever bem e criar por cabeça de metal
â Viva leve
seja sol
seja chuva
seja onda
no mar
seja borboleta
a voar, voar
se nĂŁo puder
isso ser
seja o verso
que escrevo
e dedico sĂł a vocĂȘ
como prova de
bem querer
â Em acordes de sal e sol
canta o mar em toda a sua extensĂŁo
até onde minhas retinas ardem
te procurando e jĂĄ perdidas
na imensidĂŁo ...
Assim como a lua conheço meu rumo,
nĂŁo desvio e vou em frente,
sou luz, Ă s vezes sou um vazio,
mas também sou crescente
Sigo a amplidĂŁo e espio
a paisagem toda, quase morta
em calor ou em arrepio
e isso quase nem importa
Como sentinela obedeço
os passos em uma missĂŁo
à qual sempre agradeço
e faço tudo com bom coração
Uma noite , talvez lua minguante,
sĂł um pouco de mim restarĂĄ,
estarei no céu, bem distante,
mas um pouco de minha luz ainda verĂĄ
O Natal Ă© para cada um
aquilo que tem dentro do coração,
nĂŁo Ă© festa apenas de consumismo,
Ă© feliz quem vive o Natal com amor
Olhes nos meus olhos, por favor,
sĂł assim perceberĂĄs o que dizem,
eles falam silenciosamente,
chamando-te de meu amor...
Nenhuma poesia Ă© rala,
rala Ă© a mente que
ao ler nĂŁo absorve
a imensa paz que dela irradia
ou o sentimento maior,
o amor que em todos os versos
faz em entrelinhas ou nĂŁo
a sua excelsa moradia
Algumas vezes, triste,
dentro de uma trincheira
em mim mesma construĂda,
fico presa na partitura da vida
tentando ser especial canção
que alcançando as paragens todas
se expandisse em alta voltagem,
atingindo os caminhos
por onde teus passos vĂŁo...
HĂĄ doces amores
que nĂŁo se revelam,
apenas flutuam
ao sabor do vento,
e por onde vĂŁo,
bordam quimeras
HĂĄ doces amores,
que sonham em luas e sĂłis,
envolvem-se nas tramas do tempo,
espreitando outros amores
em docesesperas
Por que nĂŁo posso falar de flores
se elas sĂŁo lindas e queridas
enfeitam tudo ao redor
dando mais vidaĂ vida?
Por que nĂŁo dizer dessas flores
que perfumam noite e dia
o caminho dos que passam
muitos em total apatia?
Por que nĂŁo enaltecer as flores
que sĂŁo presente da natureza
cheias de mĂnimos detalhes
enaltecendo a beleza?
Por que nĂŁo amar uma flor
que de espécie rara ou comum
sempre serĂĄ sĂmbolo do amor
na vida de cada um?
Nos versos desta inspiração
posso dizer de minha alegria
moram flores no meu coração
fazendo-me companhia !
Nada como o perfume da rosa, que a alma inebria,
e o descanso para o corpo, flutuando, espĂrito em leveza
junto ao toque do coração que canta em poesia
e segue trilhas lindas, longe das asperezas
Era vocĂȘ que rondava em meus sonhos,
tentando capturar um coração vazio
e ali ficar ouvindo seu ritmo descompassado
na melodia do viver por viver?
Era vocĂȘ, qual sombra silenciosa,
que seguia meus passos solitĂĄrios nas veredas,
onde desviando de buracos mantive o rumo?
Era vocĂȘ a inspiração que surgia de repente,
levando-me a canção de todo dia,
onde alĂ©m da existĂȘncia, timbrei a alma,
fazendo acordes e coros inimaginĂĄveis?
Era vocĂȘ, sem dĂșvida, que com palavras doces,
sussurrava aos meus ouvidos com o vento,
trazendo mensagens sutis a desvendar
VocĂȘ que do nada apareceu,
tornou - se cada vez mais presente,
cativando e se fazendo amar,
nesse tempo espaço,
onde um coração, o meu,
jĂĄ se tornara peregrino
num deserto de si mesmo,
consolado, sem nada pedir
Mas, se sempre foi vocĂȘ,
um sonho perdido entre sombras,
revelando-se aos poucos
e apenas isso eu sei,
Ă© por vocĂȘ que agora,
todos os dias renasço !
Neusa Marilda Mucci
Outono de um tempo qualquer
Quando dormimos, nada somos,
apenas pausa da vida
numa canção...
que nem percebemos, tocamos
em notas de amor, afinadas
ou de saudade, um grito, um sonho...
Quem gosta de poesia,
a lĂȘ, entende e se emociona,
respirando oxigĂȘnio de pura emoção,
alimentando-se dos versos,
levando do poeta
um pedaço do coração...
Neusa Marilda Mucci - poetisa
