Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â AVENTURAS DA ALMA { SONETO}
A jornada começa com um "traçado caminho":
De sonhos, ùnimos acendidos e esperança.
Esperança nova: velozmente ou de mansinho.
A velocidade não conta, mas a temperança.
Num caminho e' possĂvel a felicidade plena.
O que um mar de chuvas nos da' de frescas,
O céu azul em sol e esperança quiçå acena;
Uma nova estação ou somente terras secas.
E' preciso esperar o inesperado pelo coração.
O coração nunca pensa no mais simples,
O coração nunca decora uma canção.
O animo e' da alma o coração não sabe.
O Coração e' cego quando fala a alma.
E mesmo sem razĂŁo pede p/ que acabe.
poeta_sabedoro
â INFLUXO
A tristeza vil que nĂŁo se esvai,
De certo que nĂŁo se harmonizou,
O peito palpita e o fluxo atrai
Novamente a brasa que tocou:
Ao peito rĂgido a bomba-coração.
Que bombeia e segura a alma.
Se fosse chamå-lo seria de ação.
Porque o espirito ora se acalma.
EntĂŁo em segundo chamĂĄ-lo-ia
De espirito, pois vibra toda alma.
Mas hĂĄ dias que dĂłi, dĂłi e adia
A felicidade do pobre, e desalma;
O pobre que desanima e berra.
A felicidade do pobre e' atrasada;
Uma felicidade atrasada e aterra
O sonho no tempo da[ abrasada].
Os sonhos deveriam cumprir meta.
O sonho sempre chega atrasado
Para o pobre, mas nĂŁo o "porreta",
O que tem espirito, mas o vasado.
O coração nada sabe das almas.
O coração e' um falseador tåtico.
Quando e' tristeza bate palmas.
O coração nunca serå temåtico.
Pobre de espirito, espirito carece.
Precisa de animus de avivamento.
Ao coração pode fazer uma prece,
Mas a alma que flui renascimento.
poeta_sabedoro
â "Assim como uma pedra preciosa nĂŁo tratada e' a mulher
que em instĂąncia alguma perde seu valor, conquanto 'as
adversidades da vida; antes reveste-se de luz prĂłpria."
â "Ăs vezes o espirito encontra paz nas palavras e Ă s vezes no silĂȘncio. Seja qual for a via a dor e' inevitĂĄvel; e' imanente ao ser no processo de existir, de cura e de evolução. A mudança de perspectivas faz distrair o espirito do fardo deixando mais leve o viver.
__Assim diz um viajante do tempo__
"Procuramos a distração por querer, e vagueando pelo sol intenso e pleno percebemos que o dia também fenece com o entardecer, então procuramos distrair da distração como um dever"
â â "NĂŁo pensar em nada me faz feliz, as memĂłrias do mundo Ă© como um grito aos meus tĂmpanos que nada veem."
VIDA VIVA
A vida e' uma forma agonizante de temer...
â A vida seria toda uma agonia,
nĂŁo fosse o recepcionar de mais um ser.
Va'! Sirva-se do tempo com ou sem poesia.
Ao nascer algo magico acontece
No fulgor de ser desabrocha uma luz
O tempo e' como um mosaico que padece
Um bolo de canduras esmaece e reluz
A vida seria toda uma agonia,
nĂŁo pudesse o vento, o sol, a lua,
por mais uma vez sentir... eu iria
Pra Deus clamar: _Que vida flua!
â "Um vaso de arte e' somente um vaso, seu valor esta' na estima, e a estima por seu turno e' algo subjetivo a cada um. Assim tambĂ©m penso que e' o amor; as coisas que sĂŁo para uns, miĂșdas, sĂŁo grandiosas para outros."
â â "A escrita Ă© viciante e dĂĄ prazer. Uma Ăłtima terapia! Deixar o cĂ©rebro fluir em pensamentos; observar e tomar nota."
â TERTĂLIA FAMILIAR
Que comece mais uma âtertĂșliaâ! Abaixo Ă internet!
Que cada um possa falar! Mas de longe? Como escapar?!; salve 'a rede!
FamĂlia Ă© coluna. Pra todos: elementar.
FamĂlia Ă© o sustento que sustenta de onde estĂĄ.
A distĂąncia Ă© quebrada sem aperto de mĂŁos, sem aquele cafezinho...
Mas com o acalento das emoçÔes ao conversar.
Primeiro: a casa dos pais nos resguarda do mundo, fisicamente, o coração.
Depois guardamo-nos de perder o caminho das emoçÔes... de certo que a razão.
FamĂlia Ă© sempre famĂlia! Pode ser a de sangue, ou a que conquistamos;
Destas sortes que nos fazem viver!
O que Ă© verdade para todos nĂłs; Ă© que famĂlia Ă© aquela que nos leva ao âreencontrarâ:
Reencontrar o irmĂŁo, mĂŁe, pai... famĂlia!
Mas principalmente o prĂłprio âEUâ.
poeta_sabedoro
â â MEU POEMA ERA...
Meu poema era nada! Um completo vazio
Mente?! Minha mente leve transitava pelo espaço sideral,
Em outro lugar bem distante, como que douta estratosfera
Um engodo! Meu poema era...
Maçante que pesava como o ar, impenetråvel que se era.
Meu pulmĂŁo enchia-se pra citar um outro poema;
Declamar algum teorema quem sabe
De forma bem discreta seria... Qual tom eu poderia?..
Meu peito era um armazém de turvo ozÎnio.
Maçante! Meu pensamento era maçante e depois fugaz!
O pensar estava pesado; um fardo
Inexoravelmente pesado como o ar.
A inspiração passou como påssaros em revoada,
Pesado! Meu poema era...
poeta_sabedoro
â " Tenho olhos, tenho boca, tenho pernas, tenho ouvidos; mas o que Ă© esta carenagem toda se nĂŁo tenho o coração - a alma?"
AUTĂłPSIA
Loucos! O que procuram neste poema?
_Ăbito bem definido - pode registrar.
No tempo jaz o bisturi de tal dilema,
Vossos coraçÔes podem aquietar.
O tal jĂĄ vinha hĂĄ tempos dissecado.
Ele chegou e repousou na maca jacente
Ăbito bem definido foi o que eu disse.
A famĂlia dizia: _hĂĄ tempos doente!
Salvem o poema! Alardeou alguém.
Mas jĂĄ era tarde o mesmo jazia.
Sequer uma evocação promulguem!
Nunca se viu fato descomedido assim
O poema vive e levantando bradou:
Quem a esperança perdeu ou jå amou?!
