Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
TEMPO INEXPRIMIVEL
â O tempo passa...
TĂșnel do tempo;
Labaredas de fogo incinerando...
Fogo constante;
Tomara que nĂŁo me alcance!
Tomara que nĂŁo me engula!
Mas vai.
Somos expectadores...
Pobre de mim que sei!
Pobre dos que nĂŁo sabem!
Em silencio me guardo...
O tempo nĂŁo e' nosso.
Passamos a vida a fio, como
um passarinho desconsolado
num fio.
Passarinho canta uma vez.
Uma vez passarinho canta,
Sacode as asas e voa.
Voa passarinho sem remorso!
Esta' na hora! Esta' na hora!
A bĂȘnção, PAI!
poeta_sabedoro
â "Poeta nĂŁo e' alguĂ©m que sofre muito, mas sim que tem consciĂȘncia profunda da dor e sabe traduzi-la; externando-a."
"Quando um poeta cria sua poesia e' um alquimista das palavras e sentimentos, mas quando declama a poesia e' um verdadeiro tradutor de almas."
â â "As pessoas humanizam o divino, como se tentassem tocar o cĂ©u. Mesmo assim continuam com uma vida desumana dentro da humana."
â "Tenho pra mim a vida como um eterno encontro. A vida jĂĄ tem sua agenda, mas minha persistĂȘncia e' tanta em reagendar que tomo a agenda natural por desencontro. EntĂŁo tenho dificuldade em aceitar o antes, o agora e o depois... e sigo hesitando em viver. _assim diz um viajante do tempo.
â "Todos conclamam por liberdade, mas a verdadeira liberdade e' a da mente, e esta se da' na busca e se tem no silĂȘncio."
â "Quem nessa vida de meu Deus poderĂĄ retroceder ao tempo? E ainda que o pudesse fazĂȘ-lo, quem nessa vida viveu para dizer sim ao adeus? A vida que nasceu sĂł apareceu ao tempo que nĂŁo a sabiam. Se nada estĂĄ escondido para o tempo, entĂŁo de que lado falo eu? Do futuro que de todo ainda nĂŁo estou, ou passado que somente em lembranças estou? NĂŁo. NĂŁo. SĂł no presente, nĂŁo posso esta'. _assim diz um viajante do tempo."
â "Viver e' viver.
Onde vives?.
Viver nĂŁo e' morar!..
Onde moras?.
Morar e' ainda viver, mas aonde morar?.
Nem sempre moro no mesmo lugar, mas
sempre vivo no mesmo lugar.
HĂĄ muitas moradas e somente um viver...
Os outros viveres sĂŁo sobreviveres.
Diante do inevitĂĄvel, fantasiamos uma sobrevida.
HĂĄ ainda outro viver que e' aquele que transcende
o ser e reside no pensamento, depois de desgarrar
da certeza existencial e buscar acalento na poesia da vida.
No limiar do instinto desperta a intuição que funciona com
a liberdade do pensar.
â _assim diz um viajante do tempoâ â .
â ROSEIRA {soneto}
Embaixo de uma roseira, apreendo a poesia...
Poesia que faz da roseira uma trepadeira...
Vi uma rosa ao chĂŁo escura, da vida se ia...
Vi outra Viçosa que ainda da vida sem beira...
A pobre roseira posta pelo jardineiro arqueada,
Contemplava a vida de focinho pro chĂŁo.
Jardineiro desavisado, roseira chateada.
Sua sensibilidade nĂŁo o chegara entĂŁo?
O homem sempre destoando a natureza.
Seria a rosa morrendo, o prĂłprio mal?!.
Seria o chĂŁo, nĂŁo o chĂŁo, mas "a profundeza"?!
Qual rosa conhece o mal na verdade?
A que estava ao chĂŁo morrendo ou...
A outra Viçosa, ou o jardineiro de meia idade?..
poeta_sabedoro
ESPERANĂA E FE'
Esperançoso: diga-me, pode ser ou e'?!
Quando tudo parece longe e nĂŁo se vĂȘ.
Quando a mente se abala e nĂŁo se crĂȘ.
Esperançoso: diga-me, pode ser ou e'?!
Crença: diga-me, pode-se ter ou não?!
E' quando acende um fosforo no ardor,
e em pleno breu se vĂȘ o Nosso Senhor.
Crença: diga-me, pode-se ter ou não?!
Fe': e' quando o ultimo fosforo se apaga,
E vocĂȘ continua acreditando que o rosto,
Esta lĂĄ velando por vocĂȘ, e vocĂȘ indaga:
Senhor es tu que sondas o meu espirito?
Es tu quem tica fogo em meu coração, e
Por final o mantem diante do meu grito?
poeta_sabedoro
Crença
Quando alguém acende um fosforo
em pleno breu e se vĂȘ o rosto de nosso senhor- chamamos
esta dadiva de ESPERANCA, e quando o ultimo fosforo apaga
e se continua acreditando que o rosto esta' lĂĄ velando
por ti- chamamos este fenĂŽmeno de FE'- Uma chama que
ascende ao coração e não apaga mais.
LEITURAS DA ALMAâ
Aos que falam expressam por palavras- sua leitura se faz por leitura labial, aos que nĂŁo falam quase que nĂŁo expressam, mas sua leitura se exprime por leitura facial e ainda hĂĄ os que brincam por aqui, quando na verdade ainda nĂŁo os cabem o existir, a estes se faz leitura por leitura espiritual.
_ Em sendo uma ou outra; todas sĂŁo reveladas.
_Assim diz um viajante do tempo.
â BORBOLETA MAGICA {soneto}
Cintilante como uma centelha de luz
Brinca e esnoba rebolando aquém
Seu brilho atraente como se aduz
A um expectador pelo seu desdém
A borboleta graciosa vive ao natural
Sua casa e' regada de flores, flores
NĂŁo, nĂŁo plĂĄstico industrial- artificial
Sua beleza e' posta viva, sem dores
A existĂȘncia deve ser sempre plena
NĂŁo cabe a isto negociar a saĂșde
Assim como o mundo tal nos alude
Sempre plena, e quando sĂł amena
A vida deve ser sempre como magica
Uma borboleta voando sendo trĂĄgica
poeta_sabedoro
LICENCA POETICA
No universo tudo e' perfeito: volĂĄtil, lindo e quĂąntico; a vida continua tal como a morte- e tudo flui porque e' o natural, natural como um sorriso despretensioso capturado pelo fotografo, entĂŁo contestar tudo isto e' fazer poesia.â
â AVENTURAS DA ALMA { SONETO}
A jornada começa com um "traçado caminho":
De sonhos, ùnimos acendidos e esperança.
Esperança nova: velozmente ou de mansinho.
A velocidade não conta, mas a temperança.
Num caminho e' possĂvel a felicidade plena.
O que um mar de chuvas nos da' de frescas,
O céu azul em sol e esperança quiçå acena;
Uma nova estação ou somente terras secas.
E' preciso esperar o inesperado pelo coração.
O coração nunca pensa no mais simples,
O coração nunca decora uma canção.
O animo e' da alma o coração não sabe.
O Coração e' cego quando fala a alma.
E mesmo sem razĂŁo pede p/ que acabe.
poeta_sabedoro
â INFLUXO
A tristeza vil que nĂŁo se esvai,
De certo que nĂŁo se harmonizou,
O peito palpita e o fluxo atrai
Novamente a brasa que tocou:
Ao peito rĂgido a bomba-coração.
Que bombeia e segura a alma.
Se fosse chamå-lo seria de ação.
Porque o espirito ora se acalma.
EntĂŁo em segundo chamĂĄ-lo-ia
De espirito, pois vibra toda alma.
Mas hĂĄ dias que dĂłi, dĂłi e adia
A felicidade do pobre, e desalma;
O pobre que desanima e berra.
A felicidade do pobre e' atrasada;
Uma felicidade atrasada e aterra
O sonho no tempo da[ abrasada].
Os sonhos deveriam cumprir meta.
O sonho sempre chega atrasado
Para o pobre, mas nĂŁo o "porreta",
O que tem espirito, mas o vasado.
O coração nada sabe das almas.
O coração e' um falseador tåtico.
Quando e' tristeza bate palmas.
O coração nunca serå temåtico.
Pobre de espirito, espirito carece.
Precisa de animus de avivamento.
Ao coração pode fazer uma prece,
Mas a alma que flui renascimento.
poeta_sabedoro
â "Assim como uma pedra preciosa nĂŁo tratada e' a mulher
que em instĂąncia alguma perde seu valor, conquanto 'as
adversidades da vida; antes reveste-se de luz prĂłpria."
