Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Tudo o que eu mais quero e preciso é que alguém me olhe nos meus olhos e diga o quanto me ama, alguém que diga que meu sorriso é lindo, alguém que me abrace, alguém que implique comigo e depois diga que eu fico lindo mesmo daquele jeito, alguém que saiba transmitir-me amor, carinho, amizade, compreensão e até quando necessårio dos estalos na cara, ou uns valentes puxÔes de orelhas, alguém que saiba que as palavras por vezes não adiantam nada, mas açÔes.
AlguĂ©m que sĂł de olhar para mim, saiba ler em meu rosto muitas vezes disfarçado de sorriso e Ăłculos escuros, sinta com o coração e a alma que nĂŁo estou bem, que me dĂȘ um abraço, que me diga, mesmo que seja baixinho ao ouvido: "Estou aqui, e vou estar sempre, juntos vamos caminhar e vamos chegar a bom porto".
Eu queria conseguir controlar minha dor com a mesma facilidade que vocĂȘ ignora o que diz amar.
O problema Ă© que nĂŁo sei dosar, me embriago, me afogo e nĂŁo sei beber nĂŁo sei nadar, nĂŁo sei a hora de parar.
O jardineiro que då flores ao ferreiro, não deve esperar por recebe-las. O resultado de idealizar reciprocidade é a frustração.
Para onde levou o sol?
Eu nĂŁo sei mais Maria, o que fazer com estes dias que passam, mas nunca amanhecem.
Ă que eu estou sobrevivendo, mas nĂŁo sinto mais intensidade e vitalidade, nĂŁo sinto as gotas da chuva, e o sol para onde levou o sol?
Não me admiram, nem arrepiam-me mais as cançÔes, tão débil parece o cheiro das flores agora, tão inconsistente o chão.
Seu corpo estĂĄ distante do meu, abstenho-me entĂŁo involuntariamente de amar qualquer coisa.
Perdi o juĂzo e as funçÔes motoras, perdi a cabeça e a memĂłria, nĂŁo sei mais se seu nome Ă© Maria ou felicidade, nĂŁo sei mais o que fazer com esta saudade.
Deixa eu ficar aqui parada olhando pro nada
como quem olha o mundo.
Ă que eu nĂŁo tenho pressa
nem vontade de entrar neste tumulto.
Deixa eu sentir o vento, sem me preocupar com o tempo,
que a vida passa tão depressa e a maré ta baixa.
EntĂŁo deixa eu mergulhar no que Ă© belo,
que forma um elo entre o meu eu indefinido e o universo.
Sem decisÔes, sem precipitaçÔes, nem azul, nem amarelo
â A beleza que em nĂłs reside, sĂł se revela ao ignorar o olhar alheio, Como os cachos que dançam livres, em um ritmo prĂłprio e verdadeiro.
VocĂȘ para mim Ă© assim
Linda igual uma rosa
Um dia um LĂrio no outro Jasmim
Mas sempre elegante sempre formosa
Num pedaço do norte naquele cantinho
Vive a rosa da cor mais bela
TĂŁo delicada nĂŁo tem espinho
Desenho de ti a mais linda aquarela
HĂł rosa! HĂł rosa! Porque se esconde ?
Logo tĂș a mais bela flor
NĂŁo se pergunte nem onde nem como
Apenas desperte para o meu amor
Mas queria o destino a rosa distante
Sofro e choro e nĂŁo tenho escolha
Todo amor que dou nesse instante
Explode no ultimo verso dessa folha
Vai ver tudo nĂŁo passou de um sonho
E o louco fui eu
De acreditar que a vida era tĂŁo simples
AtĂ© chegar vocĂȘ em minha vida
E eu ter que juntar o que sobrou
Do meu corpo estilhaçado pelo amor
Eram tempos e temporais
Nada de mais
E a cada dia triste
Eu saĂa a pĂ© na chuva
Na verdade eu nĂŁo queria que me vissem chorando
E usava o tempo como desculpa
Um dia sonhei que o sol brilhava para todos
Foi o dia que quis seguir teus passos
Mesmo me quebrando em mil pedaços
Acordei
Ascendi a luz
Fechei a porta
Voltei a dormir
âïž O Tempo... âł
O tempo pode ser medido e pode ser calculado
Mas nĂŁo pode ser extinguido e muito menos explicado
Existe o tempo de chorar e o tempo de sorrir
Existe o tempo de perdoar e o tempo de se redimir
Existe o tempo de plantar e o tempo de colher
Existe o tempo de amar e o tempo de sofrer
Alguns de tempo tem falta outros de tempo fartura
Alguns o tempo ressalta outros o tempo tortura
HĂĄ se o tempo voltasse a pedido do amor
Sobre a mesma esquina sob a mesma lua
Eu correria a todo vapor
E a beijaria alĂ na rua
Mas o tempo nĂŁo permite voltar
Apenas memórias e lembranças
Talvez algo possamos levar
Quem sabe nossos sonhos de crianças
Pode o tempo voltar ao tempo vivido?
Ou vocĂȘ acabou de matar o tempo que lhe foi oferecido?
Existe mĂĄquina do tempo?
Eu nĂŁo sei ....
Um dia vocĂȘ serĂĄ dispensĂĄvel
Como convidado para uma festa
NĂŁo aparece...
E ninguém parece se importar com isso
VocĂȘ partiu, sorriu...
E "tentou" me convencer
Que era tarde demais
Para estarmos juntos outra vez...
Que não nos julgamos a razão se o coração estiver sereno
Que nĂŁo nos culpamos se o sol nĂŁo brilhar a cada amanhecer
Afinal...
O que sabemos das partidas ou das chegadas ?
Dos atrasos ou das velocidades excessivas ?
Da fartura ou a falta que os bons momentos nos fazem ?
Que não nos julgamos se o cansaço venceu a vontade que luta para continuar.
