Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Se fosse escrever o jeito que vejo seu sorriso, poderia descrever como mil pequenas estrelas que me fazem sentir em um deserto vasto e finito, mas que nĂŁo consigo ver o fim.
Tudo começou no final de maio, quando eu o vi pela primeira vez e me desdobrei pra descobrir seu nome e de onde ele era. Nada aconteceu depois disso, só um oizinho daqui, um "tudo bem?" de lå...
Tudo começou de novo no dia 28 de Setembro, madrugada do dia 29. Esse dia foi surreal, especial demais pra mim. EstĂĄvamos em Seattle, um dos meus lugares preferidos no mundo. Tinha tido um dia incrĂvel e cheio de acontecimentos inesperados, quando de repente acabei em uma balada muito louca, jurava que nĂŁo ia encontrar ninguĂ©m mas o encontrei lĂĄ... Com outra. Tudo bem, jĂĄ sabia que ele era demais pra mim e nem fiquei surpresa de saber que ele estava com uma dançarina. Naquela noite trocamos nossas primeiras palavras alĂ©m do "Oi, tudo bem?" e isso me revoltou por dentro. Ele estava entrando na cabine de uma menina que dormia com uns dois caras diferentes por semana e foi aĂ que eu percebi que jĂĄ gostava dele. Foi aĂ que eu pensei e fiquei com raiva, como pode um cara tĂŁo interessante indo pra cama com uma menina tĂŁo vazia como ela? Me caiu a ficha que na real ele nĂŁo era ninguĂ©m especial, sĂł mais um cara que sabe que Ă© bonito e nĂŁo tĂĄ nem aĂ pra nada.
Tudo começou mais uma vez na noite do dia 5 de Outubro. Era uma balada no crew bar, nĂŁo tinha nada pra ser especial, mas foi uma das poucas vezes que o vi por lĂĄ. SĂł uma daquelas noites que eu nĂŁo esperava que nada acontecesse, vesti uma saia com estampa de caveirinhas e estava bem relaxada. Por mais que eu soubesse que ele nĂŁo prestava, eu nĂŁo consegui passar despercebida e acabei puxando conversa. Eu nem sei como aconteceu, foi muito estranho, mas acabei indo embora do bar com ele. Naquela noite ficamos atĂ© quase 6 da manhĂŁ conversando. Eu acho que atĂ© fui meio grossa, porque queria provar pra mim mesma que ele era um idiota. A noite foi passando e a conversa fluindo. Na cabine dele sĂł tinha whiskey e conhaque para beber, mas eu sĂł bebo cerveja entĂŁo acabei nĂŁo bebendo nada. Descobrimos o mesmo amor por mĂșsica e o gosto ridiculamente parecido. Teve uma hora que aquela menina que ele estava hĂĄ alguns dias atrĂĄs chegou e ele simplesmente fechou a porta com ela (e mais um tanto de gente) pra fora e sĂł nĂłs dois pra dentro. Rolou um clima, claro que rolou. Mas eu juro que nada aconteceu. Teve uma hora que ele foi buscar alguma coisa na cabine ao lado e eu aproveitei a deixa pra ir embora, nĂŁo falei tchau. Preciso confessar que foi difĂcil ficar em uma cabine com um cara tĂŁo lindo e nĂŁo querer fazer nada, o meu medo era tĂŁo grande que superou tudo isso.
A gente até se encontrou algumas vezes no restaurante ou nos corredores. Sempre um "Oi" que me tirava o fÎlego e disparava o coração, mas eu gritava por dentro "Ele é um idiota", "Ele não presta", "Ele só quer te usar e jogar fora". Os dias foram passando e eu achei que o interesse tinha sido só da minha parte, até que dia 11 tivemos a "Festa do Verde" e ele foi. Sim, ele foi e não parou de me encarar nenhum minuto, mas nunca vinha falar comigo. Até que um amigo dele veio conversar com a minha amiga e ele aproveitou o momento para conversar comigo! Foi muito legal ver tudo isso acontecer, todas as minhas amigas viram também! Mas do nada ele foi embora, desapareceu... Nem era caminho para mim, mas acabei passando na frente da cabine dele e vendo que estava rolando uma festinha por lå. A mesma menina da outra noite estava conversando com um pessoal no corredor e ele estava de pé lå dentro. Ele me viu, mas eu bem fingi que não tinha visto ele e continuei caminhando pra minha cabine.
Dia 13 de Outubro, Honolulu - Hawaii. Mais um dia para entrar pra histĂłria! Era muita emoção de estar pela primeira vez em um lugar desses paradisĂacos, que nunca imaginei na vida conhecer. Voltamos para o navio super tarde, tinha festa do branco aquela noite. Encontrei com ele no corredor que gritou de longe meu nome e me perguntou como tinha sido meu dia, ainda fez graça do meu sotaque e me deu aquele olhar matador. Sabia que ia encontrar com ele mais tarde. Dito e feito, ele estava lĂĄ no bar. Foi atĂ© incomodo ver que ficou me olhando (e eu olhando de volta) mas nĂŁo nos falamos nunca. No final da noite começamos a conversar e como sempre, grudamos. Ele me disse que ia embora e foi mesmo. Ele sempre fazia isso de ir embora no meio da festa. Ouvi dizer que ia ter uma after party na cabine dele, minha amiga que estava tri-bĂȘbada e estava dando em cima do amigo dele que me disse e queria me carregar pra lĂĄ. No final da noite ela realmente me puxou pro corredor da cabine dele, mas nĂŁo tinha festa nenhuma, muito pelo contrĂĄrio, ele jĂĄ estava dormindo e aquela menina estava de novo na frente da cabine dele, conversando com o roomate. Ela nĂŁo cansa? Naquela hora ficou claro pra mim que nĂŁo tinha mais nada rolando entre os dois! Enfim, minha noite foi um desastre, minha melhor amiga bebeu demais e acabou caindo da escada. Abriu um belo corte na testa e eu fui a primeira pessoa que ligaram para socorrer e a levar pro hospital. Assim passei minha madrugada inteira na frente dos mĂ©dicos e seguranças do navio, jĂĄ sabendo que ela ia perder o emprego e ia embora pra casa, tudo isso sĂł porque ela queria ficar com o melhor amigo desse rapaz que tinha virado o motivo de todos os meus pensamentos. Resumindo, minha melhor amiga perdeu o emprego porque foi burra demais em ir trĂȘbada atrĂĄs de um cara. Nessa hora tudo fez sentido pra mim, eu vi que ir atrĂĄs desses caras era sĂł atraso de vida e eu tinha que parar, mesmo que nada tivesse começado.
Depois de uma semana conturbada, ainda com a dor de ter falado tchau pra minha melhor amiga, decidi me arrumar e ir ao crew bar. Isso pra mim era uma coisa muito normal, eu estava lĂĄ quase todas as noites. Ele nĂŁo. NĂłs passamos 5 meses morando no mesmo navio e eu posso contar na mĂŁo quantas vezes o vi lĂĄ, de repente ele estava lĂĄ quase todas as noites tambĂ©m. Conversamos, conversamos, conversamos. Por vĂĄrias vezes ficamos sĂł nĂłs dois, acho que todo mundo percebia que estava rolando um clima. Aquela menina entĂŁo decidiu nos assombrar, passava toda hora entre nĂłs dois, entrava no meio da nossa conversa e estava quase pulando no colo dele, que nĂŁo cansava de deixar ela de lado e puxar conversa comigo de novo. Sabe o que Ă© se sentir querida por um cara tĂŁo incrĂvel como ele? Eu nĂŁo consigo explicar. Sei que me senti especial e pela primeira vez tive certeza que ele estava dando em cima de mim. Ele foi embora e me chamou pra uma after party na cabine dele, mas eu jĂĄ tinha combinado de ir pra festa de um outro amigo. Fiz de propĂłsito, jĂĄ estava decidida que nĂŁo ia acontecer nada entre nĂłs dois porque aquele terreno era perigoso demais. Fiquei 5 minutos na cabine do meu outro amigo e fui dormir, passei na frente da cabine dele e vi que nĂŁo tinha festa nenhuma, era sĂł desculpinha dele pra me levar embora! Yes! Antes de deixar o bar ele me convidou para sair no outro dia, que por coincidĂȘncia era o Ășltimo dia dele no navio. Eu dei o nĂșmero do meu telefone, mas com aquele medo de esperar por uma coisa que nunca ia acontecer. Eu dei sabendo que ele nĂŁo ia ligar.
Dia 21 de outubro, passamos o dia todo navegando para chegar a noite em Ensenada - MĂ©xico. Por mais que eu nĂŁo quisesse, passei o dia todo ansiosa na esperança dele me ligar, mas no fundo sabia que ele nĂŁo ligaria coisa nenhuma. Terminei de trabalhar, tomei um longo banho, esfoliei minha pele, tirei as sobrancelhas, atĂ© fiz cachos no cabelo. Na minha vida jĂĄ tinha virado uma constante: todas as vezes que eu me produzia esperando encontrar alguĂ©m, tudo dava errado e eu acabava a noite chorando. Dessa vez eu fiz isso consciente que nada aconteceria entre nĂłs dois, era um misto de conformismo com consciĂȘncia. Eu sabia que quando eu me arrumava tudo dava errado e ao mesmo tempo que eu queria que tudo desse certo porque ele era um cara incrĂvel, eu tambĂ©m queria que tudo desse errado por que ele era incrĂvel demais pra nĂŁo me fazer sofrer. Eu jĂĄ estava quase pronta e jĂĄ tinha feito planos de sair com minha amiga, quando de repente meu telefone tocou. 4323 era o nĂșmero da cabine dele, era ele me ligando mesmo! Atendi com cara de boba e ele me convidou para sair, mais que isso, ele me convidou para sair junto com a turma dele, sĂł o pessoal que trabalhava no mesmo departamento, eu mal acreditei! Tive que dizer que ia esperar minha amiga e ele me pediu para ir no mesmo bar que ele estaria, eu disse que tudo bem. Ele sabe que eu sĂł gosto de tomar cerveja e disse que a gente tinha que tomar uma cerveja juntos, alĂ©m de uns shots que ele jurava que eu iria amar! Desliguei o telefone e dei vĂĄrios pulinhos e gritinhos de felicidade! Meu coração batia tĂŁo forte que eu nem acreditava que tudo aquilo era verdade.
Fomos para o bar uma amiga e eu, o bar era lindo e tinha tudo pra ser perfeito! Vi que ele estava numa mesa do outro lado, mas achamos melhor sentar sĂł nĂłs duas e curtir a noite, se desse certo a gente ia acabar se trombando. Dito e feito, ele veio atĂ© minha mesa, me abraçou e disse que era muito bom que eu tinha encontrado o bar que eles estavam. SĂł que começou um karaoke, aquele monte de gente cantando mĂșsica mexicana, foi estranho demais. Eu e minha amiga decidimos procurar outro bar. Estava frio demais, eu tremia, mas nĂŁo sabia se era de frio ou de medo. Sim, eu tinha medo dele. Fomos pro outro bar e decidimos voltar pro navio. Foi aĂ que começou outra saga.
Eu sabia que ele ia estar no crew bar, era a Ășltima noite dele no navio antes de voltar para a EslovĂȘnia. Minha amiga mudou de ideia e decidiu nĂŁo ir mais ao bar. Liguei para outro amigo que estava super desanimado, eu nĂŁo estava com coragem de ir sozinha, ia dar muito na cara e se eu jĂĄ tinha decidido que nĂŁo queria nada com ele, qual era a razĂŁo de ir atĂ© lĂĄ, certo? Mas eu infernizei tanto meu amigo que ele acabou indo comigo, mesmo sendo super tarde e o bar jĂĄ estar quase fechando. Ele estava lĂĄ, lindo, vestido de preto do lado do bar. Na hora que cheguei ele atravessou o balcĂŁo inteiro e veio falar comigo, me perguntando porque eu tinha ido embora aquela hora e porque tinha demorado tanto pra chegar no bar. Nem deu tempo de responder, ele estava dizendo pro melhor amigo dele alguma coisa do tipo "Olha como ela Ă© linda", fiquei sem ar. Tomei minha cerveja enquanto conversava com meu amigo, quando de repente ele o empurrou pro lado, chegou perto, mas muito perto mesmo de mim e me disse "Estou indo pra minha cabine agora, quando o bar fechar vocĂȘ vai pra lĂĄ por que eu quero passar minha Ășltima noite com vocĂȘ". Uau. Ele nunca tinha sido tĂŁo sĂ©rio comigo e eu nunca tinha perdido o chĂŁo do jeito que perdi naquele momento. Minhas pernas ficaram bambas e eu nĂŁo sabia o que falar, ele foi embora e meu amigo sĂł me olhava com uma cara de "O que foi isso que acabou de acontecer?". Por mais que eu quisesse muito ir para a cabine dele, eu nĂŁo via o porque de ir sendo que eu nĂŁo queria que acontecesse nada. VocĂȘ acredita mesmo que Ă© possĂvel ir para a cabine de um cara tĂŁo gato como e simplesmente dar uns beijinhos? LĂłgico que nĂŁo, jĂĄ sei bem como esse tipo de cara funciona. O tempo passou, o bar fechou e chegou a hora de ir embora. Eu tenho esses dois melhores amigos que sĂŁo bons demais, daqueles amigos que parecem amigas porque sabem tudo da minha vida. Os dois jĂĄ sabiam do que estava rolando, quando um deles contou pro outro a conversa que tinha ouvido, bolaram um plano e nĂŁo me contaram. Fomos embora do bar, tinha uma after party e eu tinha decidido que ia lĂĄ e nĂŁo na cabine do senhor "jogador". AtĂ© que um amigo me pegou no colo e o outro bateu na porta, quando ele abriu eu estava lĂĄ, rindo e sem graça! Ele nĂŁo entendeu nada, mas jĂĄ que estava lĂĄ decidi ficar.
Assim que entrei ele me deu uma cerveja. Pode atĂ© parecer bobeira, mas eu achei a coisa mais fofa do mundo ele ter comprado cerveja pra mim, porque sabia que era a Ășnica coisa que eu bebo! NĂŁo se passaram cinco minutos e dois amigos dele chegaram tambĂ©m, nessa hora ele grudou na minha mĂŁo e nĂŁo me largou a noite toda. Eu estava me sentindo, ele nĂŁo perdia a chance de me elogiar pros amigos, atĂ© que o melhor amigo dele disse "NĂŁo aguento mais, ele nĂŁo para de falar de vocĂȘ", oi? Achei o mĂĄximo. A noite foi passando, ficamos ouvindo mĂșsicas atĂ© que uma hora parecia que sĂł estĂĄvamos nĂłs dois, mal demos bola pros outros amigos. Acho que eles entenderam... Falaram tchau e foram embora. Agora era a hora que eu tinha medo, dei um jeitinho de falar tchau, eu sĂł queria correr pra minha cabine. Ele nĂŁo deixou, olhou bem nos meus olhos, com aqueles olhos azuis tĂŁo claros e me disse que queria que eu ficasse com ele. AlguĂ©m ia ter coragem de dizer nĂŁo? No segundo seguinte ele me beijou e foi doce, foi um beijo que eu nĂŁo queria que acabasse nunca e naquele momento eu desejei que nĂŁo fosse sua Ășltima noite, desejei que isso tudo tivesse acontecido 5 meses antes, quando eu cheguei no navio. A gente se beijou e sĂł se beijou como se o mundo nĂŁo fosse acabar amanhĂŁ, embora fosse. JĂĄ era 5 horas da manhĂŁ, ele tinha que estar em uma reuniĂŁo as 6:30 e eu tinha que trabalhar as 8. Nem sei como foi, mas ele me abraçou e eu apaguei. Eu nunca na vida consegui relaxar na mesma cama que outra pessoa, sempre sou a Ășltima a dormir, quando durmo. Sei que nĂŁo vi mais nada, sĂł me lembro dele me abraçando e me tratando como uma princesinha, sem tentar fazer nada demais comigo. Isso pode parecer bobeira, mas em um mundo como o de navios, onde os caras jĂĄ querem te levar pra cama sem mal te conhecer, quando acontece de um cara ser um gentleman Ă© de se admirar mesmo. Passamos praticamente um mĂȘs flertando e na Ășltima noite nos beijamos, tĂŁo diferente de tudo que jĂĄ vivi!
Acordei 7 horas, sem despertador e sem ele do meu lado. Fiquei super constrangida por acordar numa cama estranha e sozinha, mas eu jĂĄ sabia que ele tinha que sair super cedo, sĂł esperava ter saĂdo junto com ele e nĂŁo ter ficado lĂĄ, que vergonha. Me ajeitei rapidinho e corri pra minha cabine, encontrei com um conhecido no meio do caminho que deu um sorrisinho de canto de boca. Dormi mais uma horinha e fui trabalhar, eu atĂ© poderia ter ido atĂ© o ponto de encontro do pessoal que ia embora naquele dia, mas achei melhor deixar passar e simplesmente guardar dele a memĂłria daquela noite tĂŁo bonitinha, nada mais! O dia foi estranho, eu estava feliz demais por dentro por ter vivido uma histĂłria tĂŁo bonita, mesmo sabendo que ela tinha data de validade e jĂĄ tinha expirado. Naquela tarde saĂ na cidade de San Diego, descobri que meu cartĂŁo de crĂ©dito havia sido clonado e perdi todos os meus documentos, mas mesmo assim nĂŁo parei de sorrir, pois tinha sido abençoada de ter conhecido um cara incrĂvel, bonito e de bom papo, que me quis e me respeitou. SĂł isso jĂĄ me bastava!
Uma coisa que me marcou nessa histĂłria toda foi que por vĂĄrias vezes ele me disse que me encontraria de novo. MudĂĄvamos de assunto, mas sempre acabava com ele me dizendo que ia dar um jeito de me encontrar. Nem as mĂșsicas que eu queria tanto copiar eu nĂŁo consegui, ele ficava dizendo que sĂł ia me deixar copiar no dia que a gente se encontrasse mais uma vez, porque ele tinha certeza que isso ia acontecer. Na minha cabeça isso era sĂł bla-bla-bla, porque nunca nada acontece quando um vai embora do navio e outro fica, principalmente ele sendo de um lado do mundo e eu do outro.
Tudo começou no dia 26 de outubro quando ele me encontrou no facebook...
â ASSIM SERIA
Em secretos encontros semanais,
os dois nos demos ardorosamente
Ă queles verdadeiros festivais
do que, em luxĂșria, a vida nos consente.
Foram sublimes relaçÔes carnais
de que a mĂŁo do prazer, a ferro quente,
fez questĂŁo de gravar vivos sinais
que nĂŁo se apagarĂŁo de nossa mente.
E, se acaso tivesses a coragem
de retomar a nossa fantasia,
eu â da maneira como os loucos agem â
pronto estaria a ir aos meus extremos
e atĂ© Ă QuĂmica eu recorreria
para viver de novo o que vivemos.
RazÔes deixa de lado
O ultimo adeus, nĂŁo tem aviso
Orgulho alimenta a minha ignorĂąncia e fortaleci meu ego
Errado nĂŁo acho, amar a se prĂłprio as vezes e preciso
O dito, nĂŁo dito que com palavas sĂŁo retorcidos
Um velho novo amor!
â NĂŁo precisa de romantismo,
mas um mĂnimo de afeto,e
carinho,me poupe,do seu
jeito sem sal,e frio.
â Solteiro dando conselhos de um
casamento feliz,igual o brasileiro
em Nova York,falando mal do paĂs.
Espero alguém que ponha bilhetinhos dentro daqueles livros que vou ler até o fim. Espero alguém que nunca abandone a conversa quando não sei mais falar. Espero alguém que, nos jantares entre os amigos, dispute comigo para contar primeiro como nos conhecemos. Espero alguém que prove que amar não é contrato, que o amor não termina com nossos erros
â VocĂȘ Ă© tĂŁo incrĂvel de um jeito, se eu nĂŁo lhe tocasse pra sentir vocĂȘ, diria que era delĂrio meu.
