Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Quero beijos e abraços
Mas nĂŁo sĂł nas segundas feiras, que sĂŁo marcadas pelos encontros nos corredores da universidade
Quero sair de mĂŁos dadas
Mas nĂŁo sĂł as quartas feiras pra assistir aos jogos do Flamengo ou Santos
Quero cafuné e grudinho
Mas não só nos domingos preguiçosos, nos quais não queremos levantar da cama
Quero vocĂȘ aqui comigo todos os dias
Sem dias da semana definidos
Dividindo e compartilhando sonhos
Quero uma vida ao seu lado
E o relojoeiro, incompreendido, foi chamado de tolo ao quebrar todos os relĂłgios no instante em que o seu amor sorriu.
â Ă tudo tĂŁo turvo
Inebriado
Mas tem seu cheiro
E gosto do seu batom
Posso ficar feliz
De nĂŁo enxergar
Ou triste
De sĂł imaginar
NĂŁo sabendo
Acho o que quiser
Sem certeza
Posso ser o Ășnico de pĂ©
Esperando pra dançar
A mĂșsica que sĂł eu ouço
Mesmo assim eu torço
Pra não pisar no pés
De quem me tira o chĂŁo
Toda vez que abro os olhos
E fico nessa escuridĂŁo
A tatear
Em sua frente
Um futuro que eu invente
Ou talvez exista
E resista
Com medo de se mostrar
â Se dividirmos
Podemos suportar
Deus nĂŁo entrega nada
Que nĂŁo possamos aguentar
Pois nĂŁo existe outro
Que saiba mais de dor
Quanto mais sacrifĂcio
Mais bonito Ă© o amor
â Ciranda
Cirandinha
JĂĄ nĂŁo quero cirandar
Vou dar meia volta
Espairecer
Anéis de vidro
Cortam
Como amores poucos
Quando se acabam
â Tomei cafĂ© com vocĂȘ
Durante anos
Na mesma xĂcara
Quando ela partiu
NĂŁo foi sĂł a xĂcara que ficou em pedaços
Ignore o que nĂŁo te edifica
NĂŁo dĂȘ ibope Ă quilo que te machuca
NĂŁo colecione rancor;
Seja saudade e amor,
Por onde for. ...
Tinna Barbosa.
â Queira alguĂ©m por inteiro,
sem precisar viver de migalhas.
Se envolva com alguém
que possa viver
tudo que o amor tem a oferecer.
â Linha TĂȘnue
Sou do 93, tu do 92,
um abismo entre os dĂgitos,
mas no eco da noite, tua ausĂȘncia soa.
Espero.
Pelo toque frio do telefone,
pela faĂsca da notificação.
Mas nĂŁo vem.
SĂł o silĂȘncio, que sussurra teu nome
como uma praga ou uma prece.
E eu me perco,
na paranoia dos teus sinais invisĂveis,
na ilusĂŁo de que teus olhos
passeiam por minhas mensagens apagadas.
Romance ou delĂrio?
Eu jĂĄ nĂŁo sei.
Os teus sussurros habitam as paredes do meu quarto,
teu cheiro, um espectro entre os lençóis.
Cada vibração no bolso é um coração que para.
Cada nĂșmero desconhecido, tua sombra que escapa.
SerĂĄs real, ou fruto da febre?
Diz-me, és mulher ou miragem?
Meu amor Ă© uma fogueira que devora,
minha sanidade, uma chama que dança.
Do 93 ao 92,
nĂŁo hĂĄ distĂąncia maior que o medo,
nem paranoia mais doce
que esperar por aquilo que talvez nunca venha.
â Noite de Fogo
Saudades do teu cheiro,
feromĂŽnio que embriaga, perfume que marca.
Do teu corpo colado ao meu,
pele na pele, sem espaço pra tempo,
sem tempo pra pensar.
Saudades do teu louco amor,
instinto e entrega,
uma explosĂŁo de mundos
que colidem em gemidos abafados.
Teu som, um mantra,
ecoando na bagunça da cama
como sinfonia do caos.
Uma louca viagem,
onde prazer e sentimento se misturam,
um universo que se expande
entre mĂŁos trĂȘmulas e olhos fechados.
Cada toque, uma nova descoberta,
cada suspiro, uma nova lĂngua
que sĂł nĂłs sabemos falar.
Quero mais uma noite assim,
onde o infinito mora entre lençóis
e o mundo lĂĄ fora
nĂŁo passa de um sonho distante.
Vem, bagunça meu corpo,
desordena minha alma,
e me faz perder a razĂŁo outra vez.
â A Eterna Thamar
Thamar, teu nome ecoa em minha alma,
Teu rosto, memĂłria que nunca se apaga,
Menina de sonhos, ainda a descobrir,
Eu, maduro, em teu olhar quis me consumir.
Nosso amor foi chama, ardente e pura,
Cada instante, marcado pela ternura,
Entregaste a mim tua alma e teu ser,
E juntos aprendemos o verbo viver.
Mas o mundo, cruel e voraz,
Trouxe adversidades, nos separou em paz,
Roubou-te de meus braços, sem compaixão,
Deixou-me apenas a dor e a solidĂŁo.
Treze anos se passaram, e em meu peito,
Ainda pulsa o amor, tĂŁo perfeito,
Intenso, eterno, como a primeira vez,
Lembrança viva de um amor cortĂȘs.
E sei que em teu coração, guardado assim,
Resta um pedacinho imortal de mim,
Thamar, amor que o tempo nĂŁo desfaz,
Ăs minha histĂłria, meu sonho, minha paz.
A respeito de pessoas que querem virar maquinas escrevo:
NĂŁo estrague sua vida querendo algo que nĂŁo foi feito para vocĂȘ, Algo que nĂŁo Ă© seu e que nĂŁo Ă© vocĂȘ. Tu foi criado para ser uma criatura linda, singela e humana. Maquina Ă© sĂł uma maquina, e o pior de tudo Ă© destrutĂvel apenas com uma pisada.
Cada vez mais me surpreendo com a falta de amor e humanidade das pessoas.
Fico surpresa como nós queremos mais e mais nos transformar em robÎs, é mais esforço, mais trabalho, mais cansaço, mais dinheiro, mais brigas e desafetos. Esqueceram que pra se ter uma vida leve e saudåvel precisamos nos ajudar, precisamos saber ouvir e aber acreditar também. Lamento informar maquinas, mas não é como robÎs que vamos amadurecer e aprender a ser humildes e irmãos.
Ă daqui de cima que eu consigo ver o quanto nos destruĂmos, o quanto nos amargamos. Cada vez mais aumenta o numero dos infelizes e dos desamados.
Pessoas julgam por conveniĂȘncia, magoam por necessidade, reclamam da vida e de tudo e o pior nĂŁo fazem nada para mudar.
à no topo da minha inconstùncia emocional que paro, reflito e mudo o quadro pela milésima vez.
