Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â A FERRO E FEL
Ao que vem infortĂșnio?
Quantas culpas no muro
ParedĂŁo pro esmurro
NĂŁo te torna mais puro!
Muito duro Ă© o ardor
IncontĂĄvel a dor
Fel arrebatador
Na perda de um amor
Julgamento maltrata
Mas a alma desata
Em invocação Sacra
Pra leveza sensata!
â IMPULSO
Bate forte peito a dentro
NĂŁo sei de onde tu vens
Sempre rogo estar pronto
Pegar impulso nas nuvens
Flutuar no teu encontro.
O amor nos faz crescer
E quando vem nos anima
Deixar ele florescer
Ă magia que fascina
Transbordando transcender.
â SALVA-VIDAS
Que vida mais atrevida
Qual serĂĄ minha medida
Vai curando umas feridas
Noutras pontas sem saĂda
Parecendo um suicida
Sendo salvo: amor da vida!
â "CĂU"TIAGUENSE
Bem assim como "amar Ă©"
Em um vai e volta cĂclico
à preciso estar de pé
Santiaguense Ă© o seu gentĂlico
Alguém sabe como é
Esse "céu" torrão que é célico
A Pasårgada em sapé!
â ARTE MĂGICA
Chegado o tempo de novos valores
Rica homenagem num palco em cores
Bem ali mesmo: alados na rua
Voam vestindo a poesia antes nua
Novo sentido: parcos aparatos
A todos vocĂȘs temos que ser gratos
Trabalho divino com pouca folga
"Renasce" a cultura: muito em"Polga"
E vai da comédia à vida trågica
SĂŁo bem mais que atores na "Arte MĂĄgica"!
â CATAPULTA
Muito menos que uma vĂtima
Talvez seja um predador
NĂŁo importa mais a crĂtica
Bem mais vale o amor
E sem pretender perdĂŁo
Procurando uma desculpa
Desamarra esse cordĂŁo
E liberta a catapulta.
â MUSICISTA
Tantos estampidos
Harmonia envido
Assim nĂŁo revido
Ă assim que vivo
Problema solvido
Com amor provido
MĂșsica ao ouvido.
â ALMA VIVA
E depois de tanto fervor
Vem uma estranha tendĂȘncia
De crĂtica destrutiva
O que se vestiu de amor
Foi despido em transparĂȘncia
NĂŁo sobrou uma alma viva.
â ALGAR
O sentimento caiu no buraco
Tão profundo que virou em pedaços
NĂŁo hĂĄ como pensar juntar os cacos
Vida não negue apesar do estilhaço!
â CHISPA
E despacito sai da cama
O velocĂmetro te engana
Velocidade vida afana
JĂĄ pouco importa se hĂĄ mĂĄ fama
Pois Ă© no amor que a chispa inflama.
â "A MAR Ă"
Para o bom investidor
Quando tudo estĂĄ em baixa
E o cenĂĄrio Ă© de terror
Eis aĂ a hora exata
Alçar velas a favor
Duma maré insensata
No repuxo traz o amor.
â PANACĂIA
Pras tormentas que testaram
Em momentos tumultuados
Pras feridas que lanharam
Quero ser o teu cuidado
Tantas dores revelaram
Que mereces outro estado
Novos sonhos embalaram
Um repouso descansado
Querubins jĂĄ anunciaram
Sem nenhum remédio amargo
São guardiÔes que nos reparam
Abençoando amor sagrado.
FRIO
Daria um certo tudo
Para repetir mudo
O segredo noturno
Desse bem sobretudo
De um carinho veludo
Me deixou moribundo
Quase meio sem rumo
Na geleira do mundo!
â EM CANTO
Que nĂŁo te cause espanto
Porque estou em pranto
Agora enxugo o manto
Ao céu invoco um canto
Pois és tu meu encanto!
â ALVO PESQUEIRO
SĂŁo flores a mira do horizonte
E o seu alvo o despertar do sol
Nâalgum lugar nĂŁo se sabe onde
Ajeita na alma a ceva pro anzol
Cedo ou tarde jĂĄ nĂŁo mais se esconde
Fisgando amor antes virar pĂł!
â CALOR DO AĂO
Revolução no teu olhar me invade
Dou de mão nas armas por precaução
Bem se vĂȘ peleada serĂĄ a conquista
Certeiros golpes que trocados ardem
Lascas e faĂscas nĂŁo seguem em vĂŁo
Destino algum: jamais perde de vista!
â CATIVEIRO
Aquela flor nunca chegou
E nem se sabe o paradeiro
Perfumada jamais flagrou
Algum retorno ao forasteiro
Que com ardor lhe enviou
Ficando a esmo em cativeiro.
â HIPERBĂLICA
Em muito foi realeza
HistĂłrico de glĂłrias
Méritos com certeza
Em firme trajetĂłria
Na razĂŁo a destreza
NĂŁo se apagam memĂłrias
Que a emoção pÎs à mesa
Singela e hiperbĂłlica
Desponta com firmeza
Jamais serĂĄ escĂłria
Verdadeira riqueza
Em suas açÔes simplórias.
â TEMPOS LOBUNOS
Talvez o caminho em que se pisa
Foram rastros de quem hoje precisa
Contar e ouvir as coisas da vida
Carinho e amor sĂŁo brasas vivas
Mantém o calor a quem jå estå cinza!
â SEM NĂ NEM PIEDADE
Todo o Ser Humano empreende os seus sonhos, que ĂĄ vista dos menos despertos se tornam dispersos.
Aos mais Adormecidos restam apenas as vicissitudes da vida, aos mais Despertos a paz que tarda a chegar num constante diårio de guerra com um acervo de folhagem infinita. São como romùnticos escribas em extinção todos aqueles que se deleitam dia e noite, ao escrever de forma finita, cada vez que o Sol se ergue e cada vez que Sol se pÔe.
Tal como a vida, as relaçÔes e as pessoas, a escrita tanto aproxima como afasta todo aquele que escreve ou todo aquele que lĂȘ, salvando-se momentaneamente os analfabetos que nos acompanham mas jamais impunes ĂĄ justiça dos seus atos. NĂŁo esqueçamos nunca que, apesar de nĂŁo saberem ler ou escrever, sabem perfeitamente ver, falar, ouvir e sentir.
