Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Talvez
Talvez um dia eu te esqueça, e esqueça todo o bem que vocĂȘ jĂĄ me fez. Talvez eu esqueça do gosto do teu beijo e tambĂ©m do teu cheiro impregnado na minha alma, mas talvez eu sĂł esteja lembrando disso por nĂŁo conseguir lidar com o grande talvez que me atormenta, porque simplesmente, talvez vocĂȘ nĂŁo me ame mais.
MURMĂRIOS
Quantas frases buscadas e nĂŁo ditas
As mais rebuscadas nem sempre as âbenditasâ
Palavras e desencontros por aĂ perdidos
No silĂȘncio clamando como mendigo
Um abraço sincero em forma de abrigo
Apelo nĂŁo dito que sĂł pode escutar
Aqueles que amam sem nada falar
Sentimento profundo no infinito lançado
Quieto, calado, querendo bradar
Maturidade: abafa esse grito do peito
Bem desse jeito murmurando baixinho
Não perde a esperança de encontrar sem razão
Alguém lhe escute a voz do coração!
PERSISTĂNCIA
Onde andas encontro?
Ăs mago ou Ă©s monstro?
SerĂĄ preciso perder-se para saber?
Num momento: certo, seguro, coberto...
Vestindo furor em mil coincidĂȘncias
Robusto explendor reflete e cegueia
Despido no tempo, brilho ofuscado
RaquĂtico e belo, coração mal tratado
O passo foi firme e jĂĄ hoje rengueia
Segue tua senda, coxo, maltrapilho
Ergue a cortina, na busca da Luz
A casca que cai desnuda a aparĂȘncia
Ampulheta cruel retarda tua sina
Reflete e ensina o valor da essĂȘncia
Mago e monstro: eterna insistĂȘncia!!!
BIRUTA
Tudo perfeito
NĂŁo fosse esse jeito
Da solidĂŁo do vazio
Gigante e esguio
Sol lindo que arde
Na sombra um aparte
Com a brisa uma parte
Daquilo que falta
Sopro de alma pura
Mantém a esperança
Daquela ternura
Que justifica e empurra
A vida pra frente
SilĂȘncio carente
Que o mar nos indica
A prece que grita
Um acaso exigente!
FUTURO DO PRETĂRITO
Vizinho passado
TĂŁo perto e tĂŁo longe
NĂŁo sabes que esconde
Um futuro minguado
TĂŁo lindo e esperado
Meio sindrĂŽmico
Crente nĂŁo vĂȘs
Um sonho sĂł teu
JĂĄ dizia o poeta
Sozinho nĂŁo segue
Pra virar realidade
Viril cumplicidade
Virtude tĂŁo cara
Que a muitos separa
TĂŁo bela: tĂŁo rara!!!
PARAâISSOâS
âDoveâ estĂĄ minha alegria...
Oh que busca âinâgente
Um oceano de emoçÔes
Divide continentes
Alma cortada
Saudade afiada
De minha amada gente
Contando as horas
Longe e perto
A terra em que se âPisaâ
Foi passado e Ă© futuro
Obras certas
Obras tortas
O que mais na vida importa
Ă um eterno abrir de portas
Corre nas veias
Um resgate de histĂłria
Do âPĂłâ viestes
Ao âPĂłâ voltarĂĄs
Olhando para trĂĄs
Olhando pra frente
Presente... passado... futuro...
NĂŁo hĂĄ ambiente fixo
Assim... aqui e ali...
SĂŁo meus: Paraâissoâs!!!
ENTREMENTES
Entre
Ventre
Semente
Amamente
Amavelmente
Carente
Nem sente
Que Ă© gente
Na mente
Inocente
Intransigente
Paciente
NĂŁo mente
Vida exigente
Dependente
Vivente
Comovente
Vertente
Exageradamente
Incondicionalmente
SĂł sente
Amar eternamente
Mulher "simplesmente"!
FORMATAĂĂO
Formatado
Sem marcas
Sem mĂĄgoas
Primeira parada:
Acolhimento de famĂlia
Nesse ninho:
Amor, carinho
Farol iluminado
Exceção pra muitos outros
Essa foi minha realidade
Sabe-se, bem verdade
Que se sopram outros ventos
A soberba da matéria
Em minha porta nĂŁo bateu
E outras coisas tantas
Que a mim nĂŁo foram prĂłdigas
Na riqueza de um afago
A lĂłgica Ă© diversa
Impulsionando o ser mundano
Para um ser que se completa
NĂŁo Ă© preciso ser atleta
Sumidade ou nobel
Mas também não é de graça
Que se direciona para o céu
Nesse sagrado trajeto
Em meio ao vazio e Ă plenitude
Fui da escola ao magistério
Meio por acaso
Tal amor floresceu
Guiado pelo exemplo
Chocado naquele ninho
Onde o maior norte
Rumava para o ensino
Todavia Educação
NĂŁo Ă© sĂł excelĂȘncia tĂ©cnica
Muito mais que fita métrica
A medida hĂĄ de ser outra
Fazer de um ponto de partida
O portal para evolução...
Jå se faz iniciação
Para o ofĂcio do ritual...
Para incitar o aprendizado
Ă vital tal compreensĂŁo
NĂŁo sou mais tĂŁo formalista
E muito sigo o coração
Buscando na conquista
Demonstrar essa paixĂŁo
NĂŁo sĂŁo notas escritas
As que nos gravam no eterno
Numa santa troca diĂĄria
De polivalente adequação
CĂĄlculos, leis, gestĂŁo
SĂŁo pequenas partes no processo
E para o bem do progresso
NĂŁo basta passar os anos...
HĂĄ que "Ser" firme no propĂłsito:
De nos tornarmos mais humanos!!!
SUTILEZA
Assim, meio sem jeito
Vai entrando no peito
Conquistando respeito
Transformando o sujeito
Que saiu do relento
Tamanho tormento
Aragem e vento
Um novo rebento
Bem mais atento
Abastece o sustento
Do amor que Ă© alento.
RAĂZES DE OUTONO
MĂŁe amada
Ă primeiro de abril
A ti jĂĄ se viu
Inflamados discursos
Convenientes aos ursos
Momentos diversos
Hoje povo disperso
Nos deixaram mais pertos
Nesse momento
Alegria e alento
As folhas caem
E a raiz fortifica
Beleza que implica
Um novo porvir
Feliz leniĂȘncia
Onde a conveniĂȘncia
NĂŁo tem vez e nem voz
Estação do amor
Desabrocha em nĂłs!
IMPLOSĂO
Estranha sensação
Me julgava SansĂŁo
Baquiei e sofri
Logo ali jĂĄ vi
TĂŁo pouco era Davi
Luta inglĂłria
Fértil memória
Alegrias e incertezas
A embalar o coração
Amor, paixão, perfeição?
TrajetĂłria em vĂŁo
Sobremesa tristeza
Ergui a cabeça
Assumi os riscos
Fiz uns rabiscos
Libertei a aflição
Confessei a emoção
ImplosĂŁo do projeto
Desabou desde o teto
Na lona e no chĂŁo
NĂŁo olvidei o afeto
Pedi perdĂŁo
E invoquei gratidĂŁo.
â TUDO OU NADA
E o que era tudo foi pouco
E o que parecia nada foi demais
Em um nunca uma desculpa
Negação do equĂvoco
Veneno e nĂŁo antĂdoto
E num sempre acusação
Aponta erros sem perdĂŁo
No amor inanição
Atitude acanhada
NĂŁo muda o tudo e nem o nada.
â PROVAĂĂES
Nas areias do deserto
Sem saber se longe ou perto
Ali: de peito aberto
Num escaldante relento
Escassez para o sustento
Firme ideal como alento
Sem ceder nenhum momento
Apesar das tentaçÔes
Miragem de emoçÔes
Nas mais diversas provaçÔes
Desafios diĂĄrios na aridez
Onde a FĂ© nĂŁo perde a vez
Luz e Trevas dualidade
SacrifĂcio Ă liberdade
Para o bem da Humanidade.
â OSSOS DO OFĂCIO
Palavras dĂłceis
Transforma em fĂłsseis
Uns corpos vivos
Pouco atrevidos
SĂŁo mais nocivos
Que amor bandido
Pra plenitude
Sem fala rude
Mais atitude
Ă decisivo!
ALĂM DA CONTA
Lindo desejo um dia surgiu
Lançado no espaço transformou o vazio
O que era esperança virou emoção
Caminhos distintos navegando no mundo
Mergulho profundo tesouro no mar
Oh quĂŁo bom encontrar sentido na vida
FamĂlia unida lastreada no amor
Ă grande o fervor, energia imensa
A gente nem pensa e virou realidade
Fraterna amizade - fermento divino
Menina menino - Marttina e Afonso
Que vem e não passam causando alvoroço
Ă a mĂŁe Ă© o pai - embalando seus sonhos
Regando as sementes prum mundo melhor
Entre passo e tropeço o importante é andar
O caminho Ă© eterno e nĂŁo tem mais fim
Dignidade e respeito valores maiores
Batem forte no peito empurrando o destino
Amor e Justiça sejam o norte
NĂŁo importa o mais forte e sim a essĂȘncia
Valores forjados que o dinheiro nĂŁo compra
FamĂlia feliz Ă© o mais lindo que conta!
â ANDARILHO
Enquanto aqui o sol se esconde
Em algum lugar nĂŁo sei onde
JĂĄ vai estar cruzando um bonde
Alguém pergunta e tu respondes
Juntos onde quer que se ande!
â CIRCUNSTACIAL
Estava pronto pro retorno
Um coração o meu contorno
E a saudade saltou do forno
A circunstĂąncia deixou morno
Foi no caminho algum transtorno
Na paciĂȘncia me transformo
E no acaso eu me conformo
Mas Ă© no amor que eu me reformo.
â SALTO ALTO
Assim tomado de assalto
Num Oceano em sobressalto
Zarpando longe e incauto
Junto aos anjos em novo palco
E para cima diz o arauto
Rogando que nenhum percalço
Impeça o amor voar mais alto.
â MATURADO
Ando assim ancorado
Me sentindo parado
E a vida ao meu lado
Me vai dando recado
NĂŁo ficar preocupado
Nesse tempo poupado
Um amor maturado
HaverĂĄ ter chegado!
