Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
NĂŁo se encante com o voar dos pĂĄssaros, e nem com o resplandecer do sol.
Um partirĂĄ para longe do seu olhar, e o outro se escondera metade do tempo.
Pois ambos sĂŁo belezas diariamente momentĂąneas.
Saiba manter distĂąncia de quem vocĂȘ ama,
se tornar amigo da pessoa , Ă© o primeiro passo para fazer ela(e), perder o pouco interesse que ela(e) pudesse ter.
â Ă inegĂĄvel que nĂŁo vivemos sem as mulheres, e compreensĂvel que elas saibam disso, e Ă© uma realidade que nĂłs nĂŁo saibamos disso.
Na dĂșvida, silĂȘncie.
Na dor, silencie.â
Na alegria, silencie.
Pois ninguĂ©m serĂĄ capaz de lhe entender tĂŁo bem quanto vocĂȘ mesmo.
â A meu ver sĂł existe um caminho para se amar alguĂ©m, se vocĂȘ estĂĄ tentando achar um atalho, com certeza o que vocĂȘ sente pela a outra pessoa, nĂŁo Ă© amor.
"Um dia acreditei em princesas, sendo que me revia sempre, em cima de um cavalo, com um escudo e uma espada na mĂŁo!
Princesas com escudos e espadas na mão, até podem ter vestidos compridos e bonitos, mas o seu brilho não reluz pelos adornos que as "embrulham".
Princesas com escudos e espadas na mĂŁo, acreditam em causas e lutam ao lado dos seus prĂncipes e cavaleiros. Nem sempre se casam nem constroem tradicionais famĂlias, mas podem ter filhos e acreditar na felicidade.
Princesas com escudos e espadas na mĂŁo, tem sentimentos e por vezes deixam que um verdadeiro amor as invadam.
Princesas com escudos e espadas na mão, um dia percebem que para além das ferramentas de defesa e ataque, hå uma misteriosa arma eloquente: o som do amor.
E o som do amor é o maior mistério da natureza, uma arma usada apenas por såbia nobreza. Não se pode racionalizar, apenas sentir.
Princesa de escudo e espada na mĂŁo, baixa a guarda e deixa-te ir".
MEMĂRIAS
Tiro estas memĂłrias de uma gaveta
memĂłrias estas que me atormentam.
Posso limpar a gaveta?
Mudar a ordem do que me atormenta?
Encontrar nova ordem para as arrumar?
Deitå-las ao lixo, uma opção
rasgĂĄ-las, uma boa razĂŁo
Mas serĂĄ que vĂŁo para sempre?
Nunca terei a certeza.
Talvez o melhor seja,
olhar de novo para elas,
tentar dar-lhes outra solução.
Vou limpar a gaveta,
dar-lhe alguma beleza.
Tirar o pĂł que a contamina,
dar-lhe uma certa leveza.
O que fazer Ă s memĂłrias?
NĂŁo tenho previsĂŁo,
mas vou confiar na vida,
e tratå-las com o coração.
Tanto mal, talvez nĂŁo me fizeram
pois se aqui escrevo, sobrevivi.
Por mais que isso me custe,
(vou ter que admitir),
fazem parte da minha vida,
com elas, também cresci.
Aceito a nova decisĂŁo,
sobre a forma como as vou tratar.
Entranho-as nestas pĂĄginas,
agora com uma nova visĂŁo,
de que, para crescermos na vida,
é também preciso, sentir a desilusão.
Bem arrumadas na gaveta,
jĂĄ sem o pĂł que as contamina,
fico mais leve,consciente.
SĂŁo apenas alguns momentos,
alguns instantes da minha vida.
"... e que os filhos nĂŁo sĂŁo nossos sĂŁo do mundo. E o mundo receberĂĄ deles o que lhes dermos agora, no desafio que Ă© ser mĂŁe, pai, homem e mulher...
NOVO CAMINHO
Saudades, disse-me.
A vida Ă© assim.
Sem querer somos abençoados, com uma dança na rua. Um estranho que nos toma e nos leva por sua mão ...
NĂŁo hĂĄ poesia, mas hĂĄ magia. E assim as
saudades vĂŁo.
Simples sentimentos, parte das opçÔes que fazemos na vida, dos novos caminhos que escolhemos percorrer.
Saudades, disse-me.
Também jå as tive e usei-as para pensar honestamente, sobre quem sou e o que ando por aqui a fazer.
Que nĂŁo me tome por vulgar passado, nem tĂŁo pouco esquizofrĂȘnico presente.
Dei o melhor de mim, até de "mins" que desconhecia.
Mas quando o caminho escolhido Ă© outro, por favor, que me deixe seguir no meu.
Gosto de te ver, disse-me.
Mas teus olhos a mim jĂĄ nĂŁo sĂŁo foco de luz.
O meu caminho estĂĄ feito. Gosto de mim e respeito-me.
Enfrentei os meus âfantasmasâ pois, quem nĂŁo enfrenta os seus, dificilmente se encontra. Saltita entre soluçÔes desenfreadas, por caminhos de sol ateu, para tentar descobrir uma essĂȘncia num percurso de vida que Ă© apenas seu.
Deixei que a dor me consumisse até que me faltasse o ar e que todas as lågrimas de tristeza e mågoa criassem um lago chamado passado. Um passado que deixei para trås, longe da felicidade que merecemos viver e do amor que merecemos receber.
Ăs vezes temos tudo nas mĂŁos e por incapacidade, deitamos tudo a perder. NĂŁo hĂĄ culpas nem culpados. Apenas caminhos a percorrer.
Quando os meus olhos se encontram com os teus e me confronto com a minha própria ilusão, cresço por dentro e desafio-me, a manter um sentimento de amor digno, integro e incondicional e que não sirva de alimento a qualquer vazio que ainda exista dentro de mim. Talvez por isso, agora não te queira eu ver.
Felicidade sĂł se pode desejar, a quem escolhe exacerbada realidade, de densa energia satisfatĂłria acompanhada de uma verdade tĂŁo igual, a sua prĂłpria ilusĂŁo.
NINGUĂM SALVA NINGUĂM
Por vezes acordamos perante uma angĂșstia pela constatação de que nĂŁo podemos ajudar nem salvar todo o mundo.
Ajudar o próximo, é um dos pontos enraizados na cartilha da vida com que nascemos e somos criados. Fazer bem ao outro, camuflando a sensação de prazer que nos move nesse sentido.
Conheci um mendigo, o âMenthosâ, que me deu a primeira de vĂĄrias grandes liçÔes sobre ajudar o prĂłximo, depois de lhe querer retribuir a sua acção em me salvar de uma previsĂvel histĂłria que poderia ter acabado mal para o meu lado.
â Eu nĂŁo quero sair da ruaâ- Disse-me.
âQuando quiser, sei como o fazer. Agradeço todo este tempo em que ficaste a falar comigo. NĂŁo falo com alguĂ©m hĂĄ algum tempo! As pessoas passam por aqui para deixar comida e roupa, para se sentirem bem com elas prĂłprias ao acharem que estĂŁo a fazer uma boa acção, mas nĂŁo conseguem parar para falar um bocadinho!â
Mais tarde, um vendedor de rua num paĂs africano, voltou a agradecer-me o mesmo e de seguida, quando andava desenfreada a âtentar salvarâ aquele pequeno mundo que me rodeava, um maduro senhor sĂĄbio disse-me: ninguĂ©m salva ninguĂ©m senĂŁo quando se salva a si prĂłprio!
Desisti dos outros e comecei a olhar para mim. Percebi que aqueles que julgava eu que salvava, davam-me daquilo que eu precisava para a minha prĂłpria salvação. E passei humildemente a agradecer, colocar-me ao mesmo nĂvel da condição humana que todos somos, distanciados apenas pela (in)capacidade de sermos felizes e vivermos tranquilamente no papel da vida que desempenhamos, de acordo com o contexto em que estamos inseridos.
NinguĂ©m pode salvar ninguĂ©m, mas sim ajudar-se a si prĂłprio, sem mendigar amor, famĂlia, filhos, nem companheiros. IndependĂȘncia emocional, independĂȘncia financeira. Largar o estado de âvitima-auto manipuladoraâ (des)responsabilizando os acontecimentos externos como causa da âsua vĂtimaâ que nĂŁo evolui.
Aquilo que atraĂmos na vida Ă© fruto da forma como vibramos, enquanto campo electromagnĂ©tico que somos, nomeadamente atravĂ©s dos meios onde decidimos estar inseridos.
â90% da nossa mente Ă© subconsciente. As situaçÔes aparecem para revelar o que nĂŁo estĂĄ acessĂvel Ă mente consciente e que no fundo determina 90% das nossas vidas.â
Ninguém pode salvar ninguém senão a si próprio.
Medo da mudança? Medo do compromisso? Medo do fracasso? Medo de arriscar? Pois quando se arrisca com o coração, descobre-se a secreta e fabulosa sensação de se estar vivo. O que estå certo de acordo com aquilo que é para nós, vem a seguir!
O dinheiro nunca é a verdadeira causa de não fazermos aquilo que queremos. Ninguém salva ninguém senão se salvar a si próprio primeiro!
Quando somos muito exigentes com a vida, a vida tira-nos o que temos. E sĂł depois de perdermos tudo, Ă© que percebemos o que amamos!
SER QUE NĂO Ă!
Penso que penso,
quando na realidade nĂŁo existo.
Penso que sou,
daquilo que desejaria ser.
Penso que amo,
enquanto a mim nĂŁo me amo,
Penso que dou,
do que nĂŁo consigo ter.
Existo, quando nĂŁo penso,
Que sou, quem nĂŁo preciso ser.
Amo, porque amo
Sem desejar receber.
MĂŁe Mwila
Pé que dança na terra,
Reza a histĂłria que tem para contar.
MĂŁe Mwila, mulher ancestral,
Do seu coração, faz o teu vibrar.
Pelo som de quem cumpre a missĂŁo,
De dar tudo daquilo de quem nĂŁo tĂȘm,
Alma tua vibra com a sua,
- espĂritos que entretanto se fundem -
Pelo impulso de um abraço materno,
De quem toma o AMOR,
Venha ele donde vier,
Por sua mĂŁe.
(IM)PERFEITO
Amo o imperfeito
Retira-te da zona de conforto,
Para uma viagem interior.
Os detalhes tornam-se interminĂĄveis
Promenores de repostas insaciĂĄveis
O fim nunca acontece.
Algo mais, sempre,
por descobrir depois.
â Amo o imperfeito.
Reação fĂsico-quĂmica
Ao desconforto interior.
(In)verdade para individual realidade.
Detalhes interminĂĄveis,
Promenores insaciĂĄveis,
Um fim que nunca acontece.
Novamente algo,
Para se descobrir depois.
Evolução
AMAR NOUTRA DIMENSĂO
Quando o sol se esconde, para que um novo dia aconteça outra vez, o previlégio da proximidade com o mar enriquece-me as reflexÔes, as sensaçÔes, as emoçÔes.
à na infinitude do horizonte, no observar do påssaro que tomo como de perto a tua presença, que revivo os teus beijos, acolhida por teu abraço, numa intensa real sensação do que me dås nos meus sonhos.
E no pĂĄssaro que voa, perante os estĂmulos que me provocam as ideias, encontro-me, a amar noutra dimensĂŁo.
â NĂO DEIXAR NADA POR DIZER
Meu sonho foi de encontro ao teu
Um brilho uma luz interior
Que nada fique por dizer
Assim vivo esta canção
Quando escuto a tua voz
Nos sonhos nas manhĂŁs
Num beijo que me acorda
O teu corpo junto ao meu
(um) pulsar de emoção
Mistério que me aborda
Teu coração a sentir
Sorrir, adormecer
No que é também amor
E quando se expressa
SilĂȘncio em paixĂŁo
Anjos que falam
Nesta canção
Desde que me apercebi
Do que jĂĄ sinto em mim
Meu coração.
E quando se expressa
SilĂȘncio em paixĂŁo
Anjos que falam
Nesta canção.
Ofereço-te em Palavras
Meu coração!
Te quero,
jamais viverei a felicidade sem vocĂȘ ao meu lado,
sem teu cheiro em meus casacos
e seus beijos guardados.
-đłđđđđżđźđ đčđČđșđŻđżđźđ»Ă§đźđ.
