Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Sonhei com uma casa rabiscada
escrita em poesia
nas paredes da sala,
no corrimĂŁo da escada
era sĂł a nostalgia.
E as rimas de meu quarto jĂĄ riscadas
era voz de minha rebeldia,
falando de amor
sem dizer mais nada.
e a sombra que escure o céu, a terra seca se abre esperando por ågua, meu coração renasce tão puro feito véu, de noivas indormidas de noites mal vividas.
e as nuvens vai passando e ågua na terra jogando, feito o rio desaguando no mar, meu coração vai lavando e pela vida vou te amando.
Se pode desenhar o natal e pintå-lo com låpis de cor? ladrilhando com meus destinos e bordando com meus sonhos em tingimentos que vão-se desbotando nos painéis de minha vida.
Algumas coisas vamos perdendo e vou enxugando minhas lĂĄgrimas com outras lĂĄgrimas, vitĂłrias ainda pardacentas no equilĂbrio de minhas contradiçÔes, e o mosaico tecido de minha vida vai ficando de uma sĂł cor que riscam ilusĂ”es.
As lutas vão se borrando e vou contornando os pedaços com altivez e bem disposto, e em cada canto clareando com o suor de meu rosto, só pensando em desistir e tentando mais uma vez.
E se pode desenhar o natal e pintĂĄ-lo com lĂĄpis de cor? o mosaico pardecido, cinzento, mas, renascido, para mais um ano estĂĄ colorido, meio alegre e destemido, recosturado de amor.
E se pode desenhar o natal, ainda sentindo dor? disfarçado de alegria e com låpis de cor.
E o desejo, com o sol hĂĄ de se pĂŽr, guardarei nos meus lĂĄbios e na minha dor, esse nosso beijo, meu amor.
Os olhares suavemente se entreolham
e silenciosamente perdem-se nas desoras
no silĂȘncio adormecido do penar.
E na procura do amor pela alma, em um sĂł, jĂĄ estavam lĂĄ.
Aos ventos que sopram nossos olhares, como a mĂŁo de uma mĂŁe a afagar,
o beijo inevitĂĄvel e sem sabor:
- A delicadeza virginal do amor.
o silĂȘncio Ă© a resposta e em silĂȘncio virar-lhe-ei as costas, pois todas as palavras te atormentarĂĄ na solidĂŁo quando o mundo inteiro te esquecer e no momento em que desistirĂĄs do amor...
esquecer quem amamos é perder-se, perder algo de si e para sempre permanecer incompleto, enquanto seu amor se torna extensivo em amores que não lhe corresponde, amar não é ser correspondido, é também entender e aceitar tudo isso...
O sol desvairado ao meio dia,
iluminando o céu nebulento,
e a prece que no meu peito irradia,
é adoçar o meu lamento.
O fulgor que pulsa o coração,
enamora com o acaso em terno ardor,
e o que resta dessa ilusĂŁo,
Ă© vocĂȘ, meu amor.
As estrelas piscam e brilham,
pequenas luzes distantes,
ilumina os meus instantes,
nos instantes que neblinam.
Essas luzes delirantes,
que no brilho da lua se homizia,
onde estĂĄ os amores apaixonantes,
que desejei e que amei algum dia?
Perambulando no horizonte,
de leste a oeste,
a procura do acalanto,
onde o sol escurece e traz um novo dia.
Grandes amigos sĂŁo sempre grandes amigos, mesmo distantes em caminhos diversos.
Ă como a chuva que cai no oceano e se torna as mesmas ondas e imponĂȘncia, mas que Ă© um oceano preenchido pela ĂĄgua da chuva que um dia se encontrou com o mar. Os grandes amigos nunca morrem, estĂŁo vivos na alma!
Eu vou esquecer o curso de Odontologia, nada conspira a meu favor, guardarei em minha alma pois aprendi que os sonhos nĂŁo morrem e que carregamos alĂ©m tĂșmulo e pra toda eternidade, parece que estou aprisionado ao Direito mesmo jurando fidelidade, que seja o que Deus quiser... Deus conhece minhas lacunas... o meu coração.
E no cume do prazer, na sua espera inteiramente, nem pedaços pude juntar para fomar vocĂȘ, intervalo entre a paixĂŁo e a razĂŁo de viver.
â O beija-flor adornou
O refolho de minha alma
Na luz do sol cravejou
Uma saudade desprezada.
O beija-flor enfeitou
As cinzas de meu jardim
Meu amor acenou
E ninguém acenou pra mim.
O beija-flor cintilou
O feio, o trĂĄgico e o obsceno
Num jardim virginal e ingĂȘnuo
De onde horrorizou-se o amor.
