Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â VocĂȘ Ă© a contradição em mim,
Esse contraste que me arrepia a alma e me deixa molhada,
Que me arruma e me bagunça,
Uma dança entre amar e odiar.
Quero tudo e quero nada,
Ă o desejo de me entregar,
Viver essa paixĂŁo que me alucina,
Que me ilumina e me arranca do chĂŁo.
Ao seu lado, nĂŁo importa a hora,
Se Ă© dia ou noite, a qualquer momento.
Quero parar o tempo, como uma fotografia,
Te quero hoje, amanhĂŁ e para sempre.
NĂŁo sei se Ă© pra viver pra sempre,
Ou se sĂŁo sĂł lindos momentos,
Mas eu sĂł sei que te quero,
Gravados em nossas memĂłrias.
â Por mais que a porta da gaiola esteja aberta e outros pĂĄssaros a convidem para voar, ela ainda espera por aquele que a faria voar, atĂ© mesmo sem asas.
â GuardiĂŁo da minha chama.
VocĂȘ controlou minha mente,
Porque aprendeu a manusear minha energia vital.
Fez de mim prisioneira do teu toque,
Da tua voz rouca e aveludada,
Mestre dos meus pensamentos,
GuardiĂŁo da minha chama.
Rendo-me ao teu comando,
Envolta nas tuas teias invisĂveis,
Sendo puxada ao labirinto da submissĂŁo.
Faças de mim tua escrava de desejos,
E, sem resistĂȘncia, me entrego.
Estou na lua cheia que vocĂȘ contempla,
Nos acordes que dedilhas,
Nas melodias que compÔe ao vento.
Na noite escura, na brisa do mar,
Ă beira-mar, somos um pouco de mim, um pouco de ti,
E muito de nĂłs, temporariamente, sem nĂłs.
Por essa nem o futuro esperava
Que vocĂȘ chegasse sem hora marcada
Atropelando tudo, entrando no meu mundo
Deixando o universo confuso.
Trouxe um brilho que eu nĂŁo conhecia
Mudou as cores da minha rotina
Beijo inesperado, sem avisar
Foi um encontro escrito nas entrelinhas
Coração sem freio, alma acesa
Tudo parou naquele instante
Colapso do espaço-tempo
Estou apaixonada
Me prende na Ăłrbita desse beijo
Deixa eu morar pra sempre no teu mundo.
â Por que gosto de vocĂȘ?
Vamos lĂĄ...
Bem, nĂŁo encontrei motivos para gostar de vocĂȘ.
Por isso acredito que Ă© esse "tal amor", porque nĂŁo hĂĄ motivos; acho que Ă© certo nĂŁo haver um motivo.
Se alguém Ama por um motivo, acabarå mudando de idéia quando não tiver mais motivos.
NĂŁo quero ter motivos, apenas escolher querer estĂĄ ao seu lado, mesmo conhecendo sua pior versĂŁo, escolho ficar.
â Peço que ouças o meu coração, para que saibas ler o teu silĂȘncio. Mas nĂŁo te puxarei se vocĂȘ nĂŁo quiser vir.
â "Em meio ao seu silĂȘncio, meu coração interpreta ao prĂłprio desejo, mas minha alma hĂĄ dĂșvidas."
Amores longĂnquo
Estou viajando em pensamentos, imagens e dos limites impostos.
Sonho: momento sublime que transpĂ”em barreira do impossĂvel
Coração solitårio retumba: te quero, te amo, viva ao meu lado.
Quero ter um coração alado ou as asas de Ăcaro roubado.
Quero voar, viajar, buscar seu olhar seu sorriso.
Ascender aos ElĂsios para com os deuses falar.
Eros despertado e cupido a trabalhar.
A distĂąncia fascina te faz sofrer e querer e a saudade aumentar
Ela nĂŁo preocupa, entre os sonhos e realidade, sentimento maior a cultivar.
Assim finalizo: Hei de te amar e a ti solenes estrofes dedicar.
O poder dos Incas estĂĄ a chamar, do parque ManĂș flores a ti vou levar.
Vou subir, voar ou escalar para do topo do HuascarĂĄn, esbravejar
Aqui vou ficar, coração solitĂĄrio amor, despertado Ă© com vocĂȘ que quero casar.
Promessas
(Marcel Sena)
Palavras destiladas com tom de romance.
Sentimento explorado, impelido ao coração achacado.
Sonhos, romances e desejos, meras ilusÔes de um autor alucinado.
Devaneio, crer num anjo de asas negras de amor sem emoção.
Clame a morte do sentimento, ceife, leve o beijo e o desejo.
Entregue-lhe a alma iludida por promessas de um anjo caĂdo.
Diga adeus eternamente, sonhos transformados em pesadelos.
ImĂȘmore e abandonado no purgatĂłrio,
Acorde Regresse do sono da morte.
Enfrentando Hades, o deus famigerado.
Viva a sobre as promessas nĂŁo cumpridas,
Coração, alma e palavras enterradas,
Para luz caminhe em busca da liberdade,
Esqueça do covarde amor que não ressuscitou.
Felicidade sem formas.
Marcel sena
Noite sombria sobre luar tĂŁo belo
Orvalho que cai e a terra umedece
A lua se esconde o sol aponta
Raios de luz aquecendo corpo.
Nada precisamos falar
Nem todos precisam notar
Sobre a lamina da agua reflete a beleza
Que na alma fora tocar.
No vento o som ecoa
O retumbar de um coração
Som inocente cheio de significado
Melodia na harpa de Orfeu orquestrada.
Caminhos estreitos feitos de terra
Barreiras sempre hĂŁo de vir
No embalo de um Deus onipresente
Sentimento abençoado sempre vai ser.
Felicidade se faz presente
Nesses simplificados coraçÔes
Podem as noites nĂŁo ter estrelas
Mas somente sua luz ilumina o coração.
DĂșvida fĂșnebre
(Marcel Sena)
Achava que entendia o toque das suas mĂŁos
Achava que entendia a felicidade que o habitava
Achava que entendia meu sorriso ao seu lado
Achava que entendi esse amor outrora implantado.
Algo que nĂŁo deveria sentir toda semana vem
Palavras sussurradas queimando em minha alma
Pomar de dĂșvidas, insegurança e medo
Dominam o coração de amor, afeto e esperança.
As dĂșvidas me aprofundando em um rio congelado
Com esvair da vida ato dramĂĄtico mas necessĂĄrio
Para que a esperança ao meu alcance volte
E exume o velho amor sepultado
Uma luz cintilar na lamina do gelo tu és
Clareando o fundo desse sepulcro aquĂĄtico
Onde parte de mim ainda esperar que vocĂȘ
Me reavive desse tumulo para juntos viver.
Coração, cérebro e o Reinado.
(Marcel Sena)
O coração joga pesado, o cérebro filho bastardo se torna ingrato
Bastardo degenerado, num feudo distante Ă© abandonado
PrimogĂȘnito querido, adorna o castelo com rosas e lĂrios
Cérebro ferido com sua razão oprimida, repousa numa masmorra
IrmĂŁos diferentes, regentes do corpo e da alma.
Numa algoz batalha o coração diz sim e o cérebro não.
CĂ©rebro se rende, o primogĂȘnito vai reinar
Em seu castelo com um sublime amor para sempre viverĂĄ.
Tempos de gloria, virtude e prosperidade, momentos pelo todo reino esperado
PerĂodo de paz findado, disputas para qual o coração nĂŁo estava aparelhado
Ofensivas com espada, canhĂ”es e flechas, o alvo, primogĂȘnito amado.
Num Ănfimo momento acontece, por uma flecha o coração padece.
O filho bastardo ao castelo retorna e seu reino em lagrimas clama vitĂłria
Batalha difĂcil, pro cĂ©rebro reprimido, sacrifĂcios pelo reino caĂdo
Cérebro valente, bastardo e ingrato, com a guerra acaba num ato macabro
Aos rivais assim ele faz, sacrifica o coração como um mårtir, em busca de paz.
Condenação
(Marcel Sena)
Inocente. Homem envolvente roubando a mente;
Culpado. Contemplares olhares e palavras vazias;
Usurpado. Esperanças levadas em um afago cĂnico;
Assaltado. Criminoso treinado lhe tirando suspiros.
Enganado. De acusador a réu escrachado;
Desmemorie. Devaneios ilĂcitos reincidentes;
Julgado. Para uma sombria alcova destinado;
Condenado. PrisĂŁo de gelo Cocytus mandado.
Um simples pecador com coração enjaulado;
Um prisioneiro mergulhado em medo;
Verdes campos muito tempo nĂŁo tocados;
Momentos de aflição para sempre lembrados.
CuiabĂĄ, 07 de dezembro de 2015.
Cancioneiro sonhador.
(Marcel Sena)
O cair em um sonho embalado por simples e belas cançÔes
Que por horas seu tempo furtado, ouvindo rimas e versos cantados
Em uma noite embriagada de sensaçÔes.
O nascer do sol no cerrado, dando rumos a um refrĂŁo.
Aventureiro de estradas, rodando dias e madrugadas
Inspirado por sua amada a sempre fiel canção.
Como um sabiĂĄ entoando, um canto por garoa.
O violĂŁo implora para que sua voz ecoe.
CĂĄ de longe observo um sabiĂĄ a cantar
Num sonho me embalo para sua voz escutar
Saberås que não és sonho, quando aplausos ouvires
Saberås que não és sonho, quando o pranto dos olhos descerem
Saberei que nĂŁo Ă© sonho, quando a cĂĄ regressar
E desperto a dizer, meu cantar venceu por vocĂȘ.
CuiabĂĄ, de setembro de 2016
Alegria, tristeza e sorriso
(Marcel Sena)
Dum sorriso uma lagrima cai, alvos dentes refletindo a luz do luar
De um embriagado momento de prazeres, divagaçÔes que a mente, mente.
Dum sorriso uma lagrima cai, doce semana corrida, trabalho, aula e academia.
Luta cotidiana, entre dizeres e fazeres, entrando e saindo sorrindo.
Dum sorriso uma lagrima cai, a face de um palhaço mascarado.
Brinca e folia, alegria levando ou tentando, aos próximos do coração
Dum sorriso uma lagrima cai. Um tormento nublando o coração e a mente
Tristeza sombria, por anos habitada, nunca notada, jamais perguntada.
Dum sorriso o planto rola, coração invernal, um apĂȘndice das trevas
Uma hora desmonta, sobre um sorriso capenga, a tristeza repousa.
Um sorriso absorvendo as lagrimas, no corpo tenta enjaula-la.
Pronto, falso sorriso iluminando a noite. Recomeçamos a vida é um globo.
CuiabĂĄ, 06 de maio de 2017
Sou um complexo labirinto encantador, frustrante, dominante e sereno
que guarda os seus mistérios infindåveis,
e os desejos secretos de quem queira entrar.
Entrar nĂŁo Ă© fĂĄcil, muito menos sair
Encontra-se muitas portas, mas sĂł uma chama-se destino.
NĂŁo se pode apenas percorrer com medo do inesperado
ou ainda com confiança demais, e alguma indiferença aos detalhes do caminho
nem andar depressa, nem andar muito devagar
Muito mais do que isso, Ă© preciso velejar
respeitando o ritmo do vento ou Ă s vezes lutando contra ele...
Decifrando 7 mares ou simplesmente pairando em ĂĄguas calmas...
Em todas as incertezas e variĂĄveis existentes
a Ășnica certeza Ă© de que a porta de entrada Ă© a mais Ămproba de encontrar
E encontrando, deixarei adentrar-se
E adentrando-se, serĂĄ guiado
Ora por vocĂȘ mesmo, ora por mim
E ora pelo prĂłprio destino, e pelo que se nĂŁo pode explicar
AliĂĄs, explicar Ă© o que menos se pode
E nĂŁo entendendo, acharĂĄ o entendimento
E agindo pelo coração, encontrarå a razão
E agindo pela razĂŁo, nada encontrarĂĄ
O que parece ser nem sempre Ă©
As verdades dos homens e do mundo
neste mundo meu, nada valem
nada significam
mas tudo neste mundo meu, tem significado
E tendo significado, entĂŁo fazem parte dele.
O que serĂĄ encontrado depois da porta certa
caberĂĄ a uma Ășnica alma desfrutar.
NĂŁo Ă© fĂĄcil ser um labirinto
nĂŁo hĂĄ escolha, hĂĄ infinitos Ăłbices
mas sendo ele, nĂŁo se quer ser mais nada
Pois se Ă© guardiĂŁ de algo a ser protegido a sete chaves
E, se hĂĄ algo que merece ser protegido de tal forma
Ă porque Ă© um raro e delicado tesouro
imperceptĂvel aos olhos de todos, e atĂ© mesmo banal,
diria que inacessĂvel, incompreensĂvel a quem nĂŁo cabe ver ou sentir
Ă espera de ser encontrado por outro erĂĄrio e gracioso tesouro,
ah, outro Ășnico e singular guardiĂŁo.
A inocĂȘncia Ă© um delicado perfume de fragrĂąncias e essĂȘncias harmonizadas,
guardado em frĂĄgil frasco.
Em contato com a superfĂcie do amor
volatiliza de forma Ășnica,
compondo notas e acordes penetrantes que elevam o sentimento,
tornando-o mais puro e leve, fresco e genuĂno,
diria que quase cristalino...
Mas se o frĂĄgil frasco se quebra,
libera de forma contĂnua a alma e o corpo desta harmonia, e por fim, as notas de fundo se vĂŁo com todos os aromas almiscarados
e a candura de um autĂȘntico e Ăntegro amor.
O coração de uma mulher que ama nunca fica sossegado. EstĂĄ sempre palpitando forte... Ă s vezes muito triste. Ăs vezes muito feliz.
Quando logo de manhĂŁ procura por Deus em seu coração, vocĂȘ automaticamente se enche de misericĂłrdia, amor e luz... Porque Deus Ă© isso. Ă sabedoria... Ă misericĂłrdia... Ă amor demais, e nada mais.
