Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Uma face, dois lados distintos; um que me encantou no mistĂ©rio, o outro que, ao conhecer, perdeu meu interesse.
A verdadeira essĂȘncia reside na junção de ambos.
â Para mim, antes de vocĂȘ enxergar com os olhos do corpo, te enxerguei com os olhos da alma.
Deve ser por isso que seja difĂcil aceitar, pois sua alma se entendeu com a minha e elas tiveram intimidade as quais desconhecemos. SĂŁo uma espĂ©cie de antĂdoto para as feridas causadas por outros que nos viram com os olhos do corpo enquanto as almas nĂŁo se consideraram.
â Ensina-me a partir, pois nĂŁo desejo mais ficar.
Este lugar nunca foi meu, e bem sabes disso.
Por que me aprisionas, confundes o que nĂŁo entendo?
Manipulas minhas açÔes, punes e castigas impiedosamente.
Retira a venda que cobre meus olhos, desfaz os nĂłs em minhas mĂŁos.
Quebra as correntes que aprisionam minha mente e meu coração.
Mostra-me, através de tua voz, a verdadeira melodia do teu coração.
Quero despertar dessa ilusão, não mais ser refém deste cativeiro.
Por que me encontraste?
Após uma longa jornada para curar minhas feridas, unir os pedaços quebrados e remendar o que estava descosturado,
Tu chegas sem compaixĂŁo e me desmontas, apenas por causa do teu ego?
Ou me punes pelos desamores que outros te causaram?
Sinto que descontas em mim todas as mĂĄgoas acumuladas.
Deixa-me ir, mostra-me o caminho para partir.
Talvez o que buscas encontrar em meus olhos seja revelado em meus poemas, desvendando os segredos guardados em minha alma. Serå que és capaz de decifrar a verdade oculta entre as linhas?
â Gosto desse teu olhar,
do teu riso maroto,
do teu jeito de falar,
de cantar e tocar.
Gosto da nossa conversa até altas horas,
gosto do teu jeito sereno
e ao mesmo tempo uma fogueira ardente
numa noite linda de lua cheia.
Gosto do quanto me queres,
gosto do jeito de mostrar
que vocĂȘ Ă© suficiente,
que não hå espaço para outro.
Isso me arranca sorrisos,
vocĂȘ Ă© um lindo poema.
â Rasguei meu coração na tentativa de estancar o sangramento do seu. Quando estava quase cicatrizando, voltou ao passado, Ă quela que te causou tanto sofrimento.
Deixando o meu ainda mais ferido do que antes, antes de ti, existiu outro coração de dragĂŁo que cuspiu fogo, abriu feridas sem dĂł e compaixĂŁo. VocĂȘ veio numa versĂŁo ainda mais cruel.
â Sinto-me, assim, como o hamster no jogo cĂłsmico, perpetuamente girando em cĂrculos na roda do tempo.
Ăs o alquimista temporal, capaz de congelar instantes em meu peito, onde o acontecer persiste na quietude do ser.
Despertas, em mim, trĂȘs encarnaçÔes desconhecidas: duas libertadoras, e uma, uma ruĂna de pensamentos, como um prĂ©dio desabado no universo da mente.
VocĂȘ me faz sentir como uma borboleta que saiu do casulo. Ă o fogo que aquece meu corpo, a chama da minha cama.
â Meu ser de um mundo desconhecido e frio,
Em sua cabeça fios de ouro,
Sotaque forte, risadas engraçadas,
dono das piadas que me animam
Chegaste num dia nevoado,
Um ser misterioso que
Meus batimentos cardĂacos acelerou
Minha respiração ofegante, um misto de medo e fascĂnio.
Serias um anjo enviado para me proteger,
Ou um inimigo disfarçado, pronto para me ferir?
Não, não, tu és exatamente como a minha "borboleta branca de seda",
Aquela que sabe causar tempestades.
Mas também és capaz de acalmar a tempestade em mim.
VocĂȘ deixou as sementes de propĂłsito caĂrem,
E naquele momento, meu coração se angustiou,
Pois suas sementes eram venenosas,
E sei o quanto sou uma terra fértil.
Assim, inevitavelmente, elas cresceram,
Te trazendo para perto como plantas carnĂvoras,
Fazendo vocĂȘ sentir um pouco dos seus prĂłprios sentimentos,
Para entender e saber que nĂŁo era sĂł ir embora.
Pois assim, elas cresceriam ainda mais,
Se multiplicariam e frutificariam,
Permiti que elas chegassem ao auge da sua loucura,
E que se devorassem diante dos teus olhos.
Para que sentisses o impacto das tuas sementes,
Como sĂŁo poderosas e autodestrutivas,
Mas para que nĂŁo sobrasse nenhuma,
Te enrolei em algumas delas.
Uma segurou tua pele, teus olhos,
Outra foi em teu coração e mente, na tua fraqueza,
Para que tomasse a decisĂŁo de matĂĄ-las pelas raĂzes,
Até ao solo, e nada sobrasse além das imagens de algo que teve vida.
Agora restaram apenas rastros secos de alguma vida,
E tu podes partir, e eu voltar para mim.
â A saudade anda compondo melodias mudas,
Notas que flutuam nas veias cheias de sentimentos,
Nos acordes do passado, ainda ecoam nas emoçÔes e nas memórias,
Na partitura da alma, sĂł quem consegue ler
à quem tem a chave do coração machucado,
Que na sinfonia do amor, foi o abrigo.
â VocĂȘ Ă© a obra de arte mais linda que Van Gogh nĂŁo pintou, cada pincelada Ă© uma camada profunda de sentimentos que se entrelaçam, uma tela viva de sensaçÔes intensas.
Ele não te pintou, mas eu eternizei teu retrato e tua alma em poesias e cançÔes.
Nem sempre alegre, nem sempre triste, nem sempre real, mas sempre verdadeiro, como um pintor que deu lugar Ă s palavras que ganharam cor.
â Enterrei-te vivo, nas profundezas do meu ser,
Amordacei-te dentro de mim, amarrado sem direito a fuga,
Mas posso ouvir o barulho devastador do desespero,
Se contorcendo e revirando tudo na busca de escapar e renascer.
Teu lar em mim é na cùmara fria do meu coração,
Na escuridĂŁo da minha alma, onde encontras morada,
Meu silĂȘncio em relação a ti Ă© absoluto,
Talvez, um dia, possas emergir, mas serå apenas um oi até nunca mais.
Pois o que um dia foi amor, hoje Ă© uma sombra silenciosa,
Um eco distante do que fomos um dia,
Uma presença que se desvaneceu no tempo,
E agora paira como uma memĂłria vazia e melancĂłlica.
â Teu corpo Ă© um labirinto onde me encontrei e me perdi,
Deslizei meus dedos, tua pele com ternura percorri,
Cada sinal, cada traço, até o sinal na orelha direita,
Cada olhar, cada gesto, teus lĂĄbios tremem quando palavras estĂŁo presas na garganta e nĂŁo querem ser ditas,
Teu sorriso solto se revela quando verdades sĂŁo ditas por outros,
E quando discordas de algo, inicias tua frase com um "ĂŽ...",
Sim, memorizei cada detalhe de ti,
No silĂȘncio das tuas palavras, soa o choro de uma guitarra,
Em cada acorde uma dor calada, um eco de sombra e luz,
Em cada pausa, um suspiro, nas entrelinhas que nĂŁo vemos,
Nas paredes da sala, a assinatura dos teus gritos, infelizmente, em mim,
Tu enxergaste a carne, enquanto eu vi a tua alma,
Houve uma trava, um cĂłdigo errado, acesso negado,
Mas tuas digitais permanecem em mim, incrustadas.
