Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Carta de despedida
Estou indo embora, e nĂŁo parto sem tristeza.
Ă tĂŁo difĂcil dar fim a uma histĂłria que começou com tanta beleza.
Ontem eu sabia, mas hoje jĂĄ nĂŁo tenho tanto certeza.
Se sou capaz de viver sem vocĂȘ, se consigo ser minha prĂłpria fortaleza.
â Perdoar Ă© para os fortes.
Recomeçar, para os valentes
e esquecer Ă© para os loucos.
Amar Ă© raridade.
â Preciso encontrar uma forma de juntar os pedaços do meu coração que estĂŁo espalhados em cada dia que te amei atĂ© agora, sĂŁo muitos e nĂŁo tenho como voltar o caminho para recolher cada um deles, a Ășnica forma de juntĂĄ-los Ă© vocĂȘ ficar comigo.
â Eu me arrependo de muitas coisas que nĂŁo fiz, nĂŁo aprendi a nadar, nĂŁo saltei de paraquedas, nĂŁo desci uma montanha congelada sobre esquis, nĂŁo beijei a sua boca, nĂŁo alisei os seus cabelos, nĂŁo te possui, nĂŁo fui teus sonhos, nĂŁo fui a sua vida, nĂŁo fui a sua morte e nem vou viver na sua eternidade.
â Eu perguntei pra rosa:
- Por que vocĂȘ esta tĂŁo triste ?
Ela me respondeu:
- Nem a minha cor e nem o meu perfume trouxeram ela pra vocĂȘ.
Eu respondi
- O seu perfume e sua linda cor nĂŁo foram capazes de traze-la, entĂŁo nĂŁo chore pois os seus espinhos vĂŁo traze-la !!!
â NĂŁo me deixe esperando tanto, a vida vai rĂĄpido de mais pra isso. Hoje Ă© dia de festa, nossa festa, nossos momentos. Cante, grite, sorria. Use seu melhor vestido, seu melhor batom. VocĂȘ merece seu melhor todos os dias, brilhe.
â Meu prazer Ă© viver exclusivamente para vocĂȘ. Mesmo nos dias ruins seu olhar muda tudo. Sua companhia faz toda diferença. Espanta meus medos e me faz querer ser melhor. Te amo.
â DANCEI
Dancei, dancei
Dancei suave, dancei pesado
Dancei todas as minhas versÔes, tensÔes e confusÔes
Dancei pra relaxar,
pra meditar
Dancei até a exaustão
Me perdi, me encontrei, só até o próximo ritmo
Cada passo, em compasso com o desconhecido
Dancei no céu e no inferno
Dancei junto do pensamento
Dancei separada de mim
Na luz e na escuridão, também dancei
Dancei o amor
O outro lado da moeda, também dancei
Louca-mente e equilibrada-mente, dancei
Dancei a até ficar no chão, ali, no meio do salão
No meio do infinito, instante de conexĂŁo
SaĂ salva, mas nĂŁo tĂŁo sĂŁ, nĂŁo sei!
Talvez curada da normalidade
E um pouco mais doente de amor,
Mas, certamente, feliz!
â TAJ MAHAL
Em meio ao caos,
sĂł te observo
Nada a fazer
Nenhum lugar pra ir
Minha respiração pulsa com a sua,
talvez o Ășnico lugar de pausa agora
Meu espĂrito nunca serĂĄ como o seu, por isso Ă©s minha inspiração!
ConstruĂdo por amor e admiração
Quantos agora te amam e te admiram?
Sou mais uma a te observar e imaginar quanto amor coube ou cabe aĂ dentro?
Quanto amor cabe aqui dentro de mim?
E, nesse quesito, somos uno na infinidade do quanto de amor nos cabe
E, nesse mesmo quesito, me pergunto o que cada um de nĂłs faz com esse amor?
Eu saĂșdo o Deus em ti e tu saĂșdas o Deus em mim
Serå que é isso que sustenta esse povo em pé meio ao caos e distorçÔes do amor?
A fé, a unidade no amor?
â ĂNDIA
Como nĂłs:
Ăndia,
incrivelmente apaixonante
InexplicĂĄvel
Na superfĂcie, barulhenta, confusa e incoerente
Nas profundezas, quando atravessamos a superfĂcie, Ă s vezes sĂłlida, encontramos o silĂȘncio fluido, esclarecedor e coerente.
Alguns dias em silĂȘncio, percebemos a vastidĂŁo de palavras desnecessĂĄrias e a imensidĂŁo de afetos clamando por uma voz que nĂŁo verbaliza, mas que pulsa
Como a vida:
Ăndia,
indescritĂvel, nĂŁo vale ser sĂł contada, Ă© preciso ser vivida
NĂŁo dĂĄ pra deixar pra depois, ela te chama a todo momento para o agora
O medo de visitå-la retrata também o medo de visitarmos-nos
Com medo, não encaramos o mal, mas também abrimos mão do bem.
Como a morte:
Ăndia,
nĂŁo importa o tempo que convivemos, sempre foi pouco tempo
Um susto, um salto, uma surpresa
Nunca se sabe quando e o que estĂĄ por vir
Como o amor:
Ăndia,
inspiradora
Då asas à nossa imaginação
O belo gruda nos nossos ossos
Só ficar olhando, jå expande o coração
Tem o dom de nos fazer sorrir e nos fazer chorar numa fração de segundos
Ă Ășnica a cada olhar do mesmo
Como a saudade:
Ăndia,
vai doer ficar longe
Se houver reencontro, nos abraçamos na alegria
Mas se nĂŁo houver, abraçamos as lembranças que vĂŁo dando lugar ao carinho e Ă referĂȘncia
GratidĂŁo infinita pelo aprendizado eterno jĂĄ banhada de muita saudade
â VOO LIVRE
Meu coração estå batendo
Na decolagem, frio na barriga
No pouso, o gosto da futura e triste despedida
As palavras cessam
Papel e lĂĄpis sĂŁo meus refĂșgios
Meu coração estå batendo
de vontade do abraço,
de imaginar o sabor do beijo,
pelo fugaz encontro dos olhos
Meu coração estå batendo
no silĂȘncio, junto,
no sorriso largo,
no voo livre
SerĂĄ possĂvel um voo livre?
Livre de julgamentos
Sorrisos livres
Livres olhares
Livres do medo e do mundo
Aqui em cima, sĂł nos dois
SerĂĄ vocĂȘ livre somente quando voa?
Seus olhos me revelam sua sede de encontrar a liberdade nos meus cabelos
Suas mĂŁos me parecem conhecidas
Sua voz reconhece a minha,
de onde?
Meu coração dispara
Nas nuvens, me deixo conhecer
Em pleno ar, respiro vocĂȘ com suas indignaçÔes
No solo, um adeus sem até breve
Meu coração para
NĂŁo olho pra trĂĄs
NĂŁo conseguiria partir
Atiraria-me em seus olhos de mar
Profundos demais
Nesse mar, nĂŁo posso nadar
Do lado de fora, carros, buzinas, luzes e vozes me confundem os sentidos
De volta, em terra firme
Meu coração volta a bater
Voo livre tem dessas coisas
MĂŁos suadas, vontade de mais, assuntos inacabados e tempo que voa
Voa livre
â VIOLĂO DA SAUDADE
De tempos em tempos,
flutuando entre o abandono e a adoração,
entre o barulho e o silĂȘncio,
entre a vida e a morte;
vocĂȘ sai do canto da sala...
no canto da vida,
deixa seu sono profundo,
me empresta seu corpo num abraço,
se deixa ser tocado, cantado e desafinado para me encher de vida!
Sem se preocupar com o estrago ou com os vizinhos, me diverte, leva alegria atĂ© minhâalma
Quem sabe chega ao céu o som da saudade!
Arrebentem-se as cordas, mas não meu coração!
â A dor na mocidade
A dor no peito excruciante
e sua frequĂȘncia maçante
Que leva a força que tenho
e consegue tirar-me a paz
e essa dor ocorrida
por uma memĂłria doĂda
que ao nĂŁo se dar por vencida
prescreveu-me essa canção
e como quem dedilha cordas
consegue produzir as notas
com que batem meu coração
foi por esta garota pequena
que aquela manhĂŁ tĂŁo serena
tornou-se uma amarga ilusĂŁo
descobri naquele dia
a grande e doce agonia
que poderia produzir um nĂŁo
mesmo depois de algum tempo
hoje me sinto propenso
a pensar no que passou
agora ao olhar em seus olhos
lembro do dia simplĂłrio
em que ela me rejeitou
mas triste ainda que isso
sou um homem forte
e nĂŁo acredito
essa dor nĂŁo passou.
â Recomeçar, hĂĄ sempre uma oportunidade para recomeçar.
Não importa onde paraste, não importa onde nem quando os dias começaram a ficar mais cinzentos, não importa. O que verdadeiramente importa é saber recomeçar, esquecer o que se passou, ou pelo menos tentar. Porque no fundo recomeçar é isso, é dar uma nova oportunidade à vida, dar um nova chance a nós mesmo.
Mesmo que o hoje te dĂȘ um nĂŁo, o amanhĂŁ dar-te-ĂĄ um sim, quando fracassares recomeça. Porque nĂłs, seres-humanos, podemos cometer 1001 erros, menos desistir.
â Qualquer coisa que afete a nossa integridade fĂsica ou psicolĂłgica deve ficar fora de uma relação. // Livro: Amores de Alto Risco.
HĂĄ vĂĄrias maneiras de amar
HĂĄ quem ame no presente
HĂĄ quem ame estando ausente
HĂĄ quem ame difamar
HĂĄ amor que Ă© solidĂŁo
HĂĄ amor de toda sorte
HĂĄ quem ame mesmo a morte
HĂĄ amor que Ă© pesar
SolidĂŁo, pesar e morte
NĂŁo importa o quanto Ă© forte
Um dia vão lhe alcançar
O amor que tu persegues
Como espada ele fere
E nĂŁo hĂĄ como escapar.
