Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
"Entre Fantasmas e Fiosâ
Nos conhecemos rindo, num grupo de quatro,
amizade primeiro, raĂzes no raso,
depois, veio o sentir mais fundo,
mas agora me vejo num laço escasso.
VocĂȘ, com seus fantasmas a rondar,
inseguranças que falam mais alto que meu gesto,
nĂŁo importa o quanto eu prove,
sua sombra sempre contesta o resto.
Tenho amigos, tenho vida,
mas ao teu lado, sou quase proibida.
Ciumes de tudo, de todos, de mim,
como se amar fosse me manter assim.
E eu que sĂł queria te ver crescer,
te ajudar a florescer onde te podaram,
mas nesse processo, fui murchando,
enquanto as tuas dores me calavam.
Chorei dias, chorei ontem â
logo apĂłs um dia lindo pra mim,
te ouvi dizer que nĂŁo te apoioâŠ
e senti meu peito ruir assim.
E agora carrego a dĂșvida cortante:
se me solto de ti, o que serĂĄ do "nĂłs quatro"?
SerĂĄ que ao puxar esse fio
desfaço a teia de um laço exato?
Mas sei⊠se essa rede for de verdade,
ela sobrevive ao que Ă© sincero.
O amor nĂŁo precisa de prisĂŁo,
precisa de espaço pra o que é belo e claro.
Talvez seja hora de me escolher,
de nĂŁo deixar tua dor virar meu lar.
Porque amar alguém que não se ama
Ă© uma estrada solitĂĄria de tentar.
â Eu NĂŁo Sou Pra Depois
Versos de um coração inteiro
NĂŁo me deixes no rastro do tempo calado,
como sombra que dança no fim da ilusão.
NĂŁo sou esse eco de um sonho adiado,
nem abrigo incerto de meia paixĂŁo.
Sou chama que arde sem medo da brisa,
sou porto seguro no mar da verdade.
NĂŁo sigo os passos de quem indecisa,
vagueia entre o medo e a saudade.
NĂŁo me escondo sob vĂ©us de aparĂȘncia,
me revelo em flor, tempestade e luz.
Sou feito de essĂȘncia, de alma, de urgĂȘncia,
sou verso que sangra, mas nunca reduz.
NĂŁo sou um talvez Ă mercĂȘ do destino,
nem moldo meus dias em planos alheios.
Sou hoje, sou pulso, sou fogo divino,
sou ponte que rasga os prĂłprios receios.
Quem parte de mim, se despede de tudo,
do toque sincero, do amor mais fecundo.
Pois nĂŁo sou retalho de amores confusos â
sou o agora, o inteiro, sou um mundo profundo.
E quem me perde⊠perde o mundo também.
Porque eu nĂŁo sou pra depois.
Sou pra quem vem.
â Amamo-nos, separamo-nos,
qual animais indomĂĄveis,
retornamos, nos vemos, nos perdemos
e, ainda assim, teu olhar não alcança
que este amor Ă© mais fatal
que tuas trincheiras frias,
mais cortante
que o fio da tua espada de aço.
Teu afeto inconstante
é projétil perdido
cravado em meu Ăąmago.
Nesta contenda de carĂcias,
nĂŁo hĂĄ herĂłis, nem hĂĄ vitĂłria certa.
Somos nĂĄufragos da paixĂŁo,
onde ambos se entregam,
mas a paz se mantém distante.
Ă, como Ă©s controversa,
tuas juras sĂŁo espectros,
teus beijos, ardilosos.
O amor que se impunha evitar
tornou-se um campo minado,
e, paradoxalmente, enraizado.
**Saudade de um Sorriso**
Em meio ao silĂȘncio, ecoa a lembrança,
Do seu sorriso de canto, da doce esperança.
O toque da mĂŁo que me trouxe calor,
E aquele abraço apertado, cheio de amor.
Um ano se passou, mas o tempo Ă© cruel,
Carrego suas memĂłrias como um carrossel.
Cada giro traz Ă tona o que eu queria,
Te ter de volta, viver a nossa magia.
Falo de um futuro, onde vocĂȘ Ă© real,
Mas a saudade aperta como um vendaval.
E mesmo que digas que eu vou encontrar,
A verdade Ă© que sĂł quero te amar.
Deixo o orgulho de lado, me entrego ao sentir,
Porque a vida Ă© curta e eu sĂł quero a ti.
Sei que sou boba por ainda esperar,
Mas em cada batida, meu coração vai gritar.
Volta pra mim, vamos juntos dançar,
Na melodia suave do amor a brilhar.
Pois mesmo em meio Ă dor e Ă distĂąncia,
Ainda guardo em mim sua doce lembrança.
E assim sigo em frente, com o coração aberto,
Sonhando com o dia em que estarĂĄs perto.
Pois cada momento vivido nĂŁo se desfaz,
E no fundo do meu ser, vocĂȘ sempre serĂĄ paz.
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â Controlamos quem entra e principalmente quem volta, mas nĂŁo cabe a nĂłs controlar quem vai embora; os portĂ”es de saĂda das nossas vidas devem estar sempre abertos.
â Deixar uma pessoa por quem ainda temos admiração sem a fraqueza de ter que diminuĂ-la com narrativas enviesadas apenas para proteger a vaidade de nosso ego Ă© uma das liçÔes mais duras que um homem pode aprender nesta vida.
â "O Peso do Provedor"
Ser provedor nĂŁo Ă© sobre quem traz mais dinheiro pra casa.
NĂŁo Ă© sobre quem paga mais contas,
ou quem tem o salĂĄrio maior.
Ă sobre responsabilidade.
Sobre estar pronto quando o chĂŁo treme.
Minha esposa pode ganhar mais.
E eu acho isso incrĂvel.
Mas se um dia faltar,
se sĂł tiver pra umâŠ
eu fico sem.
Se alguém tiver que dormir no chão,
eu durmo.
Se alguém tiver que passar frio,
sou eu.
Se alguém tiver que enfrentar o que assusta,
sou eu que vou.
Porque o papel do homem como provedor nĂŁo aparece quando tudo tĂĄ bem.
Aparece quando o bicho pega.
Quando a casa precisa de direção.
Quando o medo bate e alguém tem que tomar a frente.
Mesmo quando ela nĂŁo estĂĄ vendo.
NĂŁo Ă© orgulho.
Ă chamado.
Ser provedor Ă© ser o primeiro a se levantar quando todos estĂŁo cansados.
Ă decidir mesmo quando nĂŁo sabe o caminho,
e seguir mesmo com medo.
Porque sua famĂlia precisa de alguĂ©m que vĂĄ na frente.
Na hora do perigo, da dĂșvida, da escolha difĂcilâŠ
Ă© o homem que tem que estar firme.
NĂŁo porque ele Ă© melhor.
Mas porque ele Ă© base.
Ele Ă© o muro entre o caos e os que ama.
Dinheiro Ă© sĂł uma parte disso.
O verdadeiro provedor protege, orienta, decide.
Ele nĂŁo impĂ”e â ele sustenta.
Se a esposa ganha mais, tudo bem.
Isso nĂŁo diminui o homem.
Mas ele ainda carrega o peso.
O peso de dizer:
âSe der errado, a culpa Ă© minha. Eu que assumo.â
Porque o provedor nĂŁo Ă© sĂł o que provĂȘ coisas.
Ă o que provĂȘ direção.
Ă quem segura firme o volante quando a estrada fica escura.
Ă quem diz âpode dormir tranquila, que eu tĂŽ acordado.â
No fim, ser homem Ă© isso.
Estar pronto.
Pra decidir.
Pra proteger.
Pra morrer primeiro, se for preciso.
NĂŁo Ă© sobre ser mais.
Ă sobre estar ali. De verdade.
Com honra.
â âš AlĂ©m dos RĂłtulos, Somos Luzâš
âA religiĂŁo vestiu a fĂ© com rĂłtulos, a polĂtica fez da diferença uma arma, e o dinheiro trocou valor por preço. Mas a alma nĂŁo reconhece bandeiras â ela clama por verdade, por paz, por eternidade. Somos centelhas do mesmo fogo, separados apenas pela ilusĂŁo do ego. A sabedoria dos antigos sussurra: quem se conhece, nĂŁo divide. No fim, tudo que importa Ă© o amor que deixamos e a luz que nos tornamos.â
â Se hĂĄ um instante em que o humano transcende sua condição terrena e toca o sublime, Ă© quando empreende o resgate de um ser alĂ©m de sua prĂłpria espĂ©cie. Nesse gesto desinteressado,na essĂȘncia divina que nos habita irrompe como centelha Ă©tica, desobrigada de liturgias ou panteĂ”es. O impulso salvador emana das profundezas do ser, brotando nĂŁo como imperativo externo, mas como epifania interior que converte compaixĂŁo em ato concreto.
Aqui, a sacralidade nĂŁo desce dos cĂ©us, mas ascende do Ăąmago da consciĂȘncia, Ă©tica autĂłctone, forjada na quietude da reflexĂŁo e cristalizada em movimento altruĂsta. Mais que mero afeto, Ă© metafĂsica aplicada:
reconhecer no Outro (ainda que distinto em forma) um valor intrĂnseco que demanda tutela.
Nessa alquimia moral, o homem nĂŁo obedece deuses, mas dialoga com o infinito que carrega em si. Cada ato de proteção animal torna-se, assim, liturgia silenciosa onde o divino nĂŁo Ă© adorado, mas encarna do testemunho de que a transcendĂȘncia começa onde termina o egoĂsmo.
â estive buscando o horizonte de seus pensamentos
pois a luz que vi em seus olhos nunca se apagou
depois de muitas tempestades continuo escrevendo
pois escrevo que o que perdura sempre Ă© o amor
â a solidĂŁo do mar Ă© imensa
em meu coração existe uma tempestade
que desaparece quando vocĂȘ chega
meu coração vai escrever versos que vão trazer luz aos sonhos
vou escrever no horizonte mais uma chance de te ver de novo
â pois meu coração venceu distĂąncias imensas
com a Ășnica companhia da esperança de um recomeço
eu caminhei tanto que parecia estar fugindo de mim mesmo
e minhas lĂĄgrimas foram acolhidas por todas as estrelas
â oceano de lĂĄgrimas
onde vai terminar?
uma lĂĄgrima para cada sonho
cada batida de coração querendo te encontrar
Riz de Ferelas
â posso ouvir sua mĂșsica
mesmo quando toca baixa
pois quem ama escuta
e quem procura acha
Riz de Ferelas
â fiquei anos Ă deriva
uma gota no oceano
vivendo de poesias
eu sobrevivi amando
Riz de Ferelas
Livro de poesia Novos Ventos
â como um eco no fundo do mar
para alguém disposto a escutar
ouvi seu coração no horizonte de tudo
eu busquei sua mĂŁo no fim do mundo
Riz de Ferelas
â Depois de anos de um sono profundo, acordei
E quando pensei maravilhado que veria os campos verdejantes no que havia sonhado
A vida, caminhando em meio as estrelas, me presenteou com a imagem dela
Seu perfume vibrava em mim como todas as respostas que pedi
Ela nĂŁo sĂł sorria como toda aquela energia para mim
Era o mundo inteiro esperando ela sair do calabouço escuro que ela se escondia
Todas essas pessoas esperavam como a um cometa cintilante a volta daquela mulher
E não esperavam sós⊠ela sabia de tudo⊠o plano que não tinha dado certo, e todos os testes eram antes
Onde o caos era sĂł um espelho mal polido
Onde o reflexo da sua luz tremia, mas nunca se perdia
O mundo a queria inteira, mas ela voltava em pedaços de fogo
Cada centelha era um renascimento, cada lĂĄgrima um novo acordo
Caminhou descalça entre entre escombros do passado, daquilo que ela chamava de destino, ou aprendizado
Com as mĂŁos abertas, como quem jĂĄ nĂŁo teme o divino
Porque ela era o prĂłprio milagre â o improvĂĄvel vestido de coragem
E no silĂȘncio que antes a calava, agora ecoava a sua verdade
As estrelas se ajeitaram no cĂ©u pra vĂȘ-la passar
E mesmo o tempo, que tudo julga, teve que se calar
Pois ali ia ela, nĂŁo mais prisioneira da dor
Mas soberana de si mesma, feita de sombra e flor
E eu, apenas testemunha daquele clarĂŁo inesperado
Soube enfim: meu sono era sĂł espera
Pra vĂȘ-la surgir, e com um olhar, mudar meu mundo.
