Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Talvez, sĂł talvez,
eu ainda esteja aqui.
Mas por agora,
sou sĂł eu â
de cabeça erguida,
coração batendo,
e passos firmes na direção contråria
do teu silĂȘncio.
â
CHAMADO Ă LUZ
No silĂȘncio de um olhar distante,
Ecoa o peso de escolhas marcantes.
Caminhos de outrora, tĂŁo claros, tĂŁo nobres,
Hoje se perdem em sombras e golpes.
Tua alma, PatrĂcia, Ă© chama divina,
Por eras lapidada, tĂŁo pura, tĂŁo fina.
Tens dons raros, guardados em ti,
ClarividĂȘncia, poder, um espĂrito a fluir.
Mas o mundo atrai com promessas vazias,
De riqueza, de poder, de falsas alegrias.
Teu ser luta entre o brilho e o breu,
Ouves o chamado? Ele vem de Deus.
Volta Ă senda que um dia trilhaste,
Resgata a essĂȘncia que deixaste.
O amor, a caridade, a conexĂŁo,
SĂŁo teu refĂșgio, tua salvação.
Ainda hĂĄ tempo, coragem Ă© chave,
Para desfazer o que em ti desagrave.
Confia no amor que nunca cessou,
No espĂrito eterno que em ti plantou.
Ergue-te agora, retorna ao caminho,
Pois no final, nunca estĂĄs sozinho.
A luz te espera, paciente, fiel,
Guiando-te sempre para o eterno céu.
Marly, Luz que Nunca se Apaga
No ventre do tempo, um nome se ergueu, Marly, estrela que ao mundo desceu. No chão de Volta Grande nasceu, Com alma de força, destino de fé.
Mãe que moldou com mãos de ternura, Filhos erguidos na luz da cultura. Semeou o saber, regou esperança, E fez do amor sua aliança.
O sonho interrompido nĂŁo a calou, Seu brilho em outros olhos restou. Nos filhos que seguem seu ensinamento, Ecoa seu nome no tempo e no vento.
Médium de alma, de olhar que enxerga, Além do que os olhos do mundo revelam. Guia de coraçÔes, ponte entre planos, Sua fé é escudo, seu verbo é luz.
Mesmo que o tempo lhe curve os ombros, A chama sagrada nĂŁo perde o tombo. Ainda ora, ainda sente, Ainda ensina, forte e presente.
Hoje repousa nos braços da filha, Mas sua essĂȘncia nunca dorme, Pois no amor que deixa e que brilha, Marly Gonçalves BranĂcio Ă© vida que nunca se some.
Fragmentos da Alma: Uma Busca Interior
As ausĂȘncias gritavam em mim como espaços vazios em uma velha casa. Eram partes de quem eu fora, talvez de quem eu poderia ter sido, agora dispersas pela jornada. Algumas, lembranças esmaecidas de um caminho incerto, perdidas em desvios e encruzilhadas. Outras, cuidadosamente depositadas em uma gaveta esquecida â um relicĂĄrio empoeirado no recĂŽndito do quarto, onde o tempo parecia ter parado, carregando o peso de versĂ”es abandonadas.
Ah, essas mĂșltiplas faces que o espelho refletia, nenhuma delas inteiramente familiar. Eram mĂĄscaras provisĂłrias, moldadas por expectativas alheias e tentativas vĂŁs de me encaixar em contornos que jamais foram meus. Qual delas, eu me perguntava, era a verdadeira? E, mesmo que a encontrasse, como poderia vesti-la sem sentir o tecido estranho, as costuras apertadas em minha prĂłpria pele?
Foram inĂșmeras as investidas, os contornos forçados contra moldes alheios, na busca por um encaixe ilusĂłrio. Em que me tentava enquadrar, afinal? A prĂłpria forma se esvaĂa, tornando-se uma sombra indecifrĂĄvel na neblina da minha confusĂŁo.
Naquele labirinto de identidades provisĂłrias, eu me perdi de mim. A busca pela essĂȘncia, pelo nĂșcleo indivisĂvel que me definia, esmoreceu como uma chama vacilante. O sorriso, antes espontĂąneo como o desabrochar de uma flor, tornou-se um exercĂcio consciente. E mesmo quando meus lĂĄbios se curvavam, pairava a dĂșvida cruel: era alegria genuĂna ou apenas uma pĂĄlida imitação, uma resposta condicionada ao espelho do mundo?
A jornada de reencontro era ĂĄrdua, um caminhar hesitante por um terreno desconhecido. Alguns dias, os passos eram lentos e arrastados, como se o prĂłprio tempo conspirasse contra a urgĂȘncia da descoberta. Em outros, a esperança acendia um farol distante, impulsionando-me por sendas mais longas, mas promissoras.
Mas eu pressentia, no murmĂșrio silencioso da alma, que o encontro era inevitĂĄvel. E quando, finalmente, reconhecesse meu prĂłprio reflexo, lĂmpido e despojado de artifĂcios, ah... naquele instante, eu ergueria uma muralha intransponĂvel contra qualquer sombra que ousasse me desviar da luz reencontrada. Jamais permitiria que os fantasmas do passado me arrastassem de volta ao labirinto. A liberdade de ser, em sua plenitude, seria meu tesouro mais precioso, guardado a sete chaves no santuĂĄrio do meu ser.
â Adultos nĂŁo batem em crianças para "ensinar".
Adultos agridem crianças para descontar a raiva que sentiram por serem desobedecidos.
Passou milĂȘnios, sĂ©culos e anos;
Eu sabia que faltava algo e precisava encontrar alguém;
Nesse mundo grande te encontrei;
O que Ă© verdadeiro nĂŁo morre;
Atravessei milĂȘnios, dĂ©cadas e te encontrei;
Quando te vi sabia que era vocĂȘ;
Nada Ă© por acaso, no passado te amei;
O que Ă© verdadeiro sobrevive;
Os meus olhos encontraram os seus em outras vidas;
Os meus olhos encontram os seus nessa vida;
Minha boca encontra a sua nos nossos momentos;
VocĂȘ sempre viveu em meus pensamentos, o que Ă© verdadeiro transborda;
Seremos eternos um ao outro;
Porque tudo o que Ă© verdadeiro nĂŁo tem fim;
O tempo desacelera quando estou no teu encontro;
O que Ă© verdadeiro vive;
â O que Ă© a vida: A vida, para mim, Ă© uma missĂŁo na qual viemos para aprender e evoluir espiritualmente, desenvolver nosso intelecto e adquirir conhecimento. Nosso propĂłsito Ă© contribuir, por meio do trabalho e do saber, para um mundo melhor, com mais justiça social e conforto para nĂłs mesmos e para aqueles que nos cercam. Em essĂȘncia, buscamos a evolução do nosso ser e da humanidade, aprendendo a lidar conosco e com o prĂłximo, praticando a lei do amor em nossas relaçÔes sociais e com a natureza, alĂ©m de respeitar o planeta para que a vida floresça e a humanidade se desenvolva tanto material quanto espiritualmente.
Para os espĂritas e espiritualistas como eu, a vida Ă© uma missĂŁo concedida por Deus para redimirmos erros de existĂȘncias passadas e avançarmos espiritualmente, seja por meio de expiaçÔes ou provas. Nosso caminho envolve o trabalho com a lei do amor e a reforma Ăntima, visando a evolução do espĂrito. Se conduzirmos esse processo de forma correta e for da vontade divina, poderemos tambĂ©m alcançar progresso material, desde que mantenhamos o equilĂbrio entre o mundo espiritual e o material, sempre priorizando o espiritual.
No fundo, a vida se resume a aprender a vivenciar a lei do amor, a principal lei de Deus que rege a humanidade.
"Ser enfermeira e amar o prĂłximo e cuida de pessoas que vocĂȘ nunca viu, e se coloca no luga do outro, e ter empatia pelo outro."
â versos de copo vazio
No canto de um bar, meu velho refĂșgio Me abrigando da tua ausĂȘncia, num trago sujo
Como um samba antigo desafinado e bom
Na mesa riscada um poema incompleto Teu nome borrado, meu peito fechado
O barman jĂĄ sabe "mais uma ai irmĂŁo?"
E eu disse é claro jå que o amor não tem cura Apenas repetição
E um dia se tu voltar
Por ironia do céu
Vai me encontrar sorrindo
Pois o amor de um boemio Ă© torto e partido
Como cerveja derramada num peito ferido.
â AtĂ© o cĂ©u cinzento e nublado com todas as suas nuvens carregadas tem sua beleza, sempre haver alguĂ©m que enxergarĂĄ sua beleza mesmo com todas as suas nuvens carregadas e o seu cĂ©u cinzento.
â Que nesta noite a paz do Senhor inunde seu coração, afastando toda angĂșstia, medo e cansaço. Que os anjos do Senhor acampem ao seu redor e que o EspĂrito Santo te conceda um descanso restaurador. Entregue seus pensamentos a Deus e confie: amanhĂŁ serĂĄ um novo dia, cheio de promessas e bĂȘnçãos.
Boa noite, fique na paz e sob a proteção do AltĂssimo.
â đ» âSorrindo pra NĂŁo Chorarâ
Eu fui menina que amou demais,
Que entregou o corpo sem saber que a alma ia junto,
Que guardou segredos no peito,
E saudade no fundo.
Amei alguém que me quis pela metade,
Que me dizia coisas doces com gosto de falsidade,
Mas mesmo assim, eu fiquei.
Achei que amor era aceitar a dor calada,
Até entender que o amor de verdade⊠não machuca nada.
Fui amiga de quem nĂŁo ficou,
Colecionei partidas sem despedida,
E hoje ando com os olhos marejados,
Mas com o coração cheio de vida.
Meu irmĂŁo me protege,
Minha cabeça jå entende,
Mas meu peito⊠ah, esse ainda sente.
Ăs vezes penso que tem algo errado em mim,
Como se o amor olhasse e dissesse: ânĂŁo Ă© por aqui.â
Mas eu tĂŽ aprendendo a ser abrigo pra mim mesma,
A olhar no espelho e dizer:
âVocĂȘ Ă© inteira, mesmo quando ninguĂ©m enxerga isso.â
JĂĄ me apaixonei por olhares que nĂŁo sabiam ficar,
Por promessas vazias que sĂł sabiam encantar.
E eu? Eu sorriaâŠ
Sorria pra nĂŁo chorar.
Mas hoje eu tĂŽ escrevendo.
Transformando dor em poesia,
Saudade em liberdade,
E sonho em recomeço.
Se um dia me perguntarem quem eu sou,
Eu vou responder sem medo:
âSou força disfarçada de flor.â
đș
â Como uma manteiga posta suavemente em uma frigideira que hĂĄ tempo jĂĄ estava quente, esperando-a.
Desliza escorregando da colher bem devagar e quase não se soltando. Até que se desprende da colher se despreguiçando.
E em uma perfeita transição da colher para a frigideira, toca seus pĂ©s na superfĂcie dura e quente e se derrama alongando, se deitando, derretendo-se toda a molhar a frigideira por todos os lados.
Consegue ouvir o som da cena? O chiado da manteiga, se assentando a frigideira e escorregando devagar, Ă© uma sinfonia de gemidos.
Um prazer mordiscado.
àŒșàŒ»
Sorrisos
eternos
Gargalhadas
teimosas
Que tantos
Enervam
E me vĂȘ
Preocupada
Com tal?
Meus risos
SĂŁo como
Canta o Sol
Trauteia a chuva
SĂŁo o som
Da liberdade...
àŒșàŒ»
Tc.06042025/051
Mais um sentimento sem nome
O que Ă© essa dor que dĂłi,
sem doer em nenhum lugar?
Essa falta de ar,
enquanto respiro profundamente?
Esse peso no peito,
mesmo sem ninguém por cima?
Essas lĂĄgrimas em torrente,
sem razĂŁo aparente?
Esses textos profundos,
escritos em qualquer pedaço de papel?
Esse bater descompassado,
de um coração que nem sabe por que pulsa?
Essa garganta seca,
mesmo depois de tantos goles?
Esse grito mudo,
preso entre os dentes e a lĂngua?
Esse olhar perdido,
que finge encontrar, mas sĂł procura?
Esse pensamento distante,
que nunca chega, mas também não parte?
Esse sorriso perdido,
atravessando os dias?
Esses suspiros constantes?
Esse silĂȘncio gritante?
Essa ausĂȘncia tĂŁo presente?
Essa saudade?
Essa esperança?
Anderson WA Delfino
â Se minhas palavras fossem folhas, entĂŁo minha existĂȘncia seria de uma ĂĄrvore condenada a despir-se com o tempo. E ainda assim, usaria cada folha nĂŁo para compreender o absurdo da vida, mas para sim dizer o quanto te amo.
Pois mesmo sabendo que a Ășltima folha anunciarĂĄ a minha morte, seria no amor, e nĂŁo na lĂłgica da finitude, que eu encontraria sentido.
