Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Pessoas sĂŁo como um rio seco Frias e rasas por isso nĂŁo se prenda fortifique seu emocional o suficiente para nĂŁo ser dependente de ninguĂ©m
â Ela Ă© tudo que tento ser, tudo que amo, tudo que desejo. Ela tem meu coração e, com todo o meu ser, espero que nunca o devolva.
Como sentirĂĄ as dores de um ser humano sendo arrancado do Ăștero, uma sociedade que sacrifica a prĂłpria vida atravĂ©s das drogas, prostituição e todo tipo de corrupção moral?
â Me desfiz em mil pedaços,
E deles te alimentei,
repleto do que sou e fui,
sonhei em ser,
nas minhas inconstĂąncias fui seu,
entregue a sua sorte,
como quem entra no mar sem esperar ser acertado por suas ondas,
Senti o que foi feito pra nĂŁo caber no peito,
que vezes ou outra escorria pelo rosto.
Foi corpĂłreo o que deveria ser abstrato,
tangĂvel,
Mas sempre delicado como o despertar,
Te amo muito mais do que cabe na palavra amor,
mais do que com olhos,
me enxergue com o coração,
me descortine e me devore,
em cada lembrança dos nossos dias de sol,
tento entrelaçar meus dedos aos seus,
ao sentir o fantasma da sua mĂŁo preenchendo pela ausĂȘncia,
o seu lugar,
tive medo de te perder, por nĂŁo saber se a ti tenho,
ou só eu que te pertenço.
Tomado pelo medo,
escolho nao acordar e em vĂŁo,
nĂŁo conseguir te encontrar,
em meio aos meus lençóis.
NĂŁo morremos aqui,
Meu amor vive em cada dia,
que o sol resolver sair.
â Uma estrela suspensa no ar. Uma outra estrela flutuando no mar. Estrelas cadentes encravadas no peito... Estrelas doentes apagadas no leito... Uma estrela emersa na ĂĄgua com olhos inertes e abertos cheios de mĂĄgoas. No Ă©ter - uma Ășltima mensagem. Nas ĂĄguas - uma triste e dolorosa imagem. Uma estrela suspensa no ar pairando em perfeita harmonia. Uma outra estrela flutuando no mar em meio as ĂĄguas escuras e frias. Uma linda estrela que se deixou levar ao encanto susurrante que veio do mar. A bela e jovem estrela em desespero entregou-se a sorte! - Causa da morte: Viu uma pequena estrela suspensa no ar!...
â De repente, nĂŁo mais que de repente um enorme e triste silĂȘncio se fez entre a gente. E este mesmo silĂȘncio invadiu todo o nosso lar... E entĂŁo de repente, nĂŁo mais que de repente a gente jĂĄ nĂŁo conseguiu mais se olhar. E o silĂȘncio se fez tanto entre nĂłs que eu jĂĄ nem me lembro mais como Ă© a tua voz. De repente, nĂŁo mais que de repente parece que tudo fica assim tĂŁo sem graça,o sol triste e pĂĄlido desaparece, o dia escurece, a hora torna-se lenta e nĂŁo passa... E a solidĂŁo vem e nos abraça.... De repente, nĂŁo mais que de repente... Um silĂȘncio enorme e sem fim parece querer gritar dentro de vocĂȘ e dentro de mim. E de repente, nĂŁo mais que de repente nos tornamos duas pessoas sozinhas que ainda moram juntas na mesma casa. . E o silĂȘncio e a solidĂŁo Ă© tĂŁo presente que de repente, nĂŁo mais que de repente parece que surge um abismo entre a gente!... De repente, nĂŁo mais que de repente... percebemos quase sem querer que somos apenas dois anjos perdidos e sem asas com vontade de voar... EntĂŁo de repente, nĂŁo mais que de repente o silĂȘncio se quebra entre a gente e começamos a falar coisas absurdas e em tons diferentes atĂ© que cada um vai para o seu lugar ! ... E de repente, nĂŁo mais que de repente sabemos que infelizmente jĂĄ nĂŁo existe mais amor entre a gente... Mas quem sabe de repente, nĂŁo mais que de repente um dia o amor possa renascer entre a gente e entĂŁo felizes poderemos nos reencontrar?!... Quem sabe de repente?!...
â E por trĂĄs de toda brincadeira, de toda amizade, de todo um vĂ©u que se tinha, escondia-se o mais lindo amor entre eles.
FlĂĄvia Abib
â Desprezamos nossos sentimentos atĂ© mesmo quando eles ardem no peito. Somos covardes munidos de silenciadores. Aprendemos que Ă© mais fĂĄcil anestesiar a dor da dĂșvida, pois ela aceita pequenas conquistas. Um brinquedo, uma viagem, um carro, uma promoção... Aprendemos a sentar e a fingir de morto para ganhar mĂseros biscoitinhos. Aceitamos a mediocridade nas relaçÔes porque tememos que a dor da entrega seja aguda. Seria incrĂvel ter coragem para sair dessa entorpecida vida de extintor, sĂ©ria mĂĄgico permitir que aquela pequena faĂsca durasse tempo suficiente para incendiar nossa alma. Aprendemos a querer demais e a nos doar cada vez menos. NĂŁo Ă© difĂcil andar de mĂŁos dadas, difĂcil Ă© caminhar na mesma direção.
â
SONETO A MINHA MĂE
Estar sozinho Ă© como estar no deserto
Sem ĂĄgua, sem sombra.
Estar com a mĂŁe Ă© como estar em pasto
Hidratado e cheia a pança.
Mãe acalenta pela presença
Palavras de amor sem pressa
Com paciĂȘncia aconselha
Demonstrando amor à beça.
Estar com a mĂŁe no deserto
O calor nĂŁo maltrata
O frio nĂŁo machuca
O fastio dura um perĂodo
Embora sinta um vazio
A mãe abraça com afeto.
â Nos olhos de Luana Ribas, encontrei o luar,
Uma noite estrelada, ela a brilhar a me encantar.
Seu sorriso doce, como a lua a reluzir,
No céu de meus sonhos, ela faz meu coração partir.
Luana Ribas, musa de meus versos apaixonados,
Nas curvas de seu ser, sou um poeta enfeitiçado.
Seu nome Ă© poesia, em cada sĂlaba um doce encanto,
Meu coração bate forte, como um trovador em pranto.
Em seus braços, quero ser o verso que se declama,
Nas madrugadas frias, na chama que nos inflama.
Luana Ribas, amor eterno em meu peito a pulsar,
Nossos destinos entrelaçados, para a eternidade a navegar.
No jardim de nosso amor, florescerĂŁo promessas,
Os beijos roubados, as noites de doçuras impressas.
Luana Ribas, és a inspiração do meu coração,
No poema romùntico, és a minha doce canção.
Que este poema seja o eco de meu amor por ti,
Luana Ribas, és a razão do meu sorrir assim.
No palco da vida, és a estrela que ilumina meu ser,
Eternamente, meu amor por ti irĂĄ florescer.
â Quando eu te conheci para mim foi das melhores experiĂȘncias da minha vida, nĂŁo por clichĂȘ e nem nada, mas nunca tive um amor igual, que se ama exatamente do jeito que sempre sonhei.
Claro nĂŁo idĂȘntico aos meus pensamentos, mas o principal tem o amor, carinho, compreensĂŁo, com paixao, amizade, tudo isso em uma uniĂŁo que construir com vocĂȘ.
â O fogo pulsa em mim.
Ora me consome em paixĂŁo incendiĂĄria,
Ora me suja de cinzas de Ăłdio carbonizado.
Em ambos os casos, minha alma vive em combustĂŁo.
Com amor & IRA
DĂĄ para ouvir:
Tu, tu, tu
Um atrĂĄs do outro,
arfando fogo, para sentir.
DĂĄ para ouvir:
Tum, tum, tum
Um atrĂĄs do outro,
soando oco, por partir.
com amor & IRA
â Noite adentro
Uma lĂĄgrima e pĂĄlpebras molhadas
Coração a rebentar-se neste deserto
Nem sei mais quem sou ao certo
Olham e dizem, pobre coitada!
Sofro horas a fio em um pesadelo
Uma profunda tristeza me definha
Nesta solidĂŁo que Ă© tĂŁo minha
Sinto frio, febre, desespero..
Que o meu verso nunca se cale
Por mais triste e adormecido ao vento
Um fogo que consome, um sentimento
Que enquanto o céu repousa, me invade
Em uma floresta esquecida adentrei
Sem rumo, por entre os arvoredos
De tanto medo, nĂŁo sentia mais medo
E o vento que acariciava meu rosto eu beijei
Sobrevivo ainda por ter esperança e alento
Suspiro, na palidez das rosas brancas
Enquanto o silĂȘncio derrama lembranças
Nas sombras do vale noite adentro.
Lucélia Santos
â Fragmentos
Ela junta um a um, os pedacinhos, os fragmentos
Bordando uma colcha de retalhos brilhante
Atingida pelo romantismo, borda fio a fio o amor vibrante
Raios iluminam a noite nesses momentos
Ă quando perde-se a fala, e apenas sente
Peito se rasgando de tristeza e forte dor
Se pergunta, quando terĂĄ um amor?
Falsas esperanças a enganam, sempre mentem
Enquanto seus olhos fitam o horizonte na estrada
E seu coração cheio de amor a alimenta
Enquanto borda fragmentos, sente a ausĂȘncia
E dói, como se a costurassem sem anestesia, na raça
Tantas linhas escritas em cadernos envelhecidos
Uma busca insensante por intensidade
Por um sonho onde realizaria suas vontades
Por um mergulho em um mar de amor merecido.
Lucélia Santos
â NO SILĂNCIO DA NOITE
No frio da triste madrugada
Encontro-me surrada de saudade
A meus versos conto a verdade
O que meu pobre coração ansiava
A dor de um amor inesquecĂvel
Peito dilacerado arde e dĂłi
Sonhos mais lindos se destrĂłi
E esse amor sobrevive irredutĂvel
Sigo percorrendo os caminhos da solidĂŁo
O silĂȘncio da noite me consomem
LĂĄgrimas de angĂșstia meu rosto percorrem
Aos cacos estå o meu sofrido coração
Lembranças de um amor perdido
Aquele fogo ardente que nĂŁo se vĂȘ
Espera loucuras de amor acontecer
Vida amarga, versos perdidos..
Lucélia Santos
â Castigo
A madrugada Ă© uma eternidade
Vejo a hora de entregar-me Ă insanidade
As mĂșsicas no rĂĄdio sĂŁo o meu abrigo
Noites insones Ă© o meu castigo
Fico entre a mĂșsica e o caderno
Escrevo em muitas linhas para tornar-se eterno
JĂĄ que o vento te levou para longe
E eu te chamo, e vocĂȘ nĂŁo responde
VocĂȘ virou uma angustiante saudade
Sinto ausĂȘncia de paz e liberdade
Meus lĂĄbios se calam diante de um beijo
Ă somente os teus que eu desejo
Até quando durarå esse castigo?
Ei de morrer e no coração levå-lo comigo?
Vivo uma infindĂĄvel dor
Um adeus pĂŽs fim ao nosso amor.
Lucélia Santos
