Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Quando a vida fora transformada
PĂŽs-se bem no meu colo teu âcheirimâ
um perfume com aroma de café
de ternura que colore o meu jardim
Um jardim quase antes um cerrado
De mansinho o vento trouxe a semente
Quando havia nem ao menos esperado
O seu choro de menina, ri contente
Em um ninho tĂŁo vazio tu chegaste
Preciosa joia rara como ouro
Berço com nuvens e céu estrelado
Aconcheguei com abraços meu tesouro.
(SANA, Daia. Meu Tesouro. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 116).
â O alvorecer Ă© para ti felicidade
CompreensĂŁo com olhar de humildade
MĂŁos firmes que nĂŁo prazem euforias
Olhar profundo de quem nĂŁo se anuvias
Coração como um mundo fascinante
O léxico inebriante e preconcebido
Gentileza com o tom sempre constante
E o Amor que contagia indefinido
O ofĂcio que se faz imprescindĂvel
O fazer que nĂŁo precisa ser insensĂvel
De amar, de amar, de amar...
Tu és amåvel, mas alimentas sutil pudor
Quando sempre, de primazia, entĂŁo agir
Não permitas que o cansaço do teu labor
se transforme em rancor dentro de ti
Pois amor Ă© o que se vĂȘ em teu olhar
De tĂŁo voraz solta batidas caloroso
Mas Ă© singelo e nobre silencioso
O silĂȘncio ancoradouro de mais amar
(PIRES, F. A. Primor. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 18).
â Menino, conta pra mim a tua histĂłria!
Sei! EstĂĄ guardada em tua memĂłria
Teu tormento transformado em superação
Conta, menino, conta pra mim tua canção!
Tudo envolve amor e euforia
QuestÔes em prosa e poesia
TĂŁo quanto tua Maria envolventes
De frescores suaves, beneficentes
Virtudes de inestimada alegria...
Menino, como Ă© belo o teu viver!
Propagas prazeres ante Ă solitude
Da calma o coração passa a tremer
de tantos que te querem vicissitude
Faças, Menino! Faças emudecer!
A voz que também não soube ouvir
De pequeno que nĂŁo para de sorrir
As gargalhadas que nĂŁo te podes perecer
NĂŁo ocultes o prazer jamais, Menino!
Dos saberes, dos amores, do bem viver
Que ser pequeno e ser forte leonino
E ter garras pra entĂŁo se defender
Mostres o teu sonho, grande Menino!
Que tu sonhas junto a outros partilhar
E o mundo vem, Menino, transformar.
(PIRES, A. F. Menino. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 17).
â Quando a gente estava junto
Tudo perfeito ficou
Depois que nos separamos
Tudo no mundo mudou
Estrelas nĂŁo brilham mais
A lua se escondeu
A chuva parou nas nuvens
O sol nĂŁo apareceu
A flor perdeu o perfume
O jardim todo murchou
Passarinho entristeceu
Nunca mais galo cantou
O doce ficou amargo
O salgado azedou
O azul embranqueceu
E o verde amarelou
Nas cobras nasceram pernas
LeĂŁo feroz amansou
Minhoca bate em galinha
E elefante falou
A terra perdeu a força
E o maior Rio secou
Os peixes vivem chorando
E o cachorro voou
Pro mundo ser como antes
Preciso do seu amor
Pare, pense e analise
O tamanho do seu valor.
(SOPHIA, Ireni. Sem vocĂȘ tudo mudou. In: GONDIM, KĂ©lisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra Ă© Arte, 2020. p. 67).
â Eu te amo em silĂȘncio
NĂŁo sei como isto aconteceu
Mas sinto que também me ama
Com o seu olhar no meu
Sempre que nos encontramos
NĂłs ficamos nos olhando
Sem dizer nada um pro outro
Só os coraçÔes falando
Parece que tem um ĂmĂŁ
Que puxa o nosso olhar
Eu fico te admirando
Sem conseguir disfarçar
VocĂȘ Ă© um homem alegre
Gentil e lindo também
Em vocĂȘ eu vejo tudo
O que desejo em alguém
O dia que nĂŁo te vejo
Fico sem felicidade
Olho suas fotos no face
Pra matar minha saudade
Eu te amo loucamente
NĂŁo sei mais o que fazer
NĂŁo quero me revelar
Mais sofro em te querer
(SOPHIA, Ireni. Te amo em silĂȘncio. In: GONDIM, KĂ©lisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra Ă© Arte, 2020. p. 71).
â Permitas, meu amigo,
que eu toque as suas mĂŁos.
Agradeço imensamente
por sua gentil atenção.
EstĂĄs sempre comigo
bem antes da concepção.
Com vocĂȘ aprendi que a vida
Ă© feita de muita escolha
e que as causas irracionais
podem ter efeito-bolha.
Em meio Ă diversidade
que a vida proporcionou,
Aprecio as maravilhas
que a natureza criou.
Estando perto ou distante
Ă© comum observar
que seu toque irradiante
faz o coração pulsar.
âTudo ao seu tempoâ ou
âDevagar tambĂ©m chega lĂĄâ
âO tempo chegouâ
âĂ tempo de semearâ
A colheita Ă© abundante,
e Ă© certo que virĂĄ,
Aquilo que se semeia,
um dia se colherĂĄ.
A pressa é aliada de muitas comemoraçÔes,
O egoĂsmo nĂŁo permite dar explicaçÔes.
Mas com o tempo compreendi onde estĂĄ o Criador.
Que a longevidade do homem Ă© fruto do seu amor.
Escutem, se acalmem e esperem!
Tudo no seu tempo e lugar.
Apreciem o Belo e sejam gratos
porque toda beleza Ă© viver e amar.
(COSTA, Benedita Lopes da. Tempo. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 46).
â Venha, segure minha mĂŁo
Eu vou te carregar
Na rajada de vento
Vem cai em meus braços
Eu vou te carregar
Em meus sonhos mĂĄgicos
Eu sou o rio de sons
Eu fluo pela noite escura
Eu sou o cheiro do amor
Na mĂșsica cantarolando
Cante minha mĂșsica
Na noite de luar
â NĂĄufragos
A ti, sedutora sereia do além
bastara lançar o compulsório olhar
para que tornasse-me vassalo fiel;
aos olhos ofereceras Ănsitos narcĂłticos
verdes alucinĂłgenos, em ĂĄtimos diĂĄrios...
A mim, marujo indefeso e desvairado,
sobejara a imposição da masmorra do amor
proclamada em perpétuos éditos sentimentais;
a nĂłs, comparsas, a devassa conivĂȘncia a dois
singramos sem rumo, aos irrecusĂĄveis Ășltimos fatais!
Se a vida lhe oferecer hostilidade, ofereça um sorriso. O mundo estå doente e o que ele mais agora, é de amor.
â NĂŁo existe nenhuma criatura idĂȘntica Ă outra, atĂ© irmĂŁos gĂȘmeos tem diferenças entre si entĂŁo mesmo que vĂĄrias pessoas estejam fazendo a mesma coisa vocĂȘ tem potencial de se destacar.
â Vivemos em um mundo de extremos, a polĂtica Ă© extrema, as escolhas, os pensamentos e as opiniĂ”es sĂŁo extremas, tudo tem somente dois lados da moeda, e isso tem que interferir em sua vida, quer vocĂȘ queira ou nĂŁo. Pelo menos Ă© assim que nos comportamos. Todavia, mais que isso, alĂ©m de pessoas extremistas que somos, queremos impor nossos "mĂĄximos" para o outro, e, claro, vice-versa.
Ă tudo tĂŁo triste, muito doloriso de olhar e ver como a humanidade caminha buscando uniĂŁo de uma maneira tĂŁo violenta e totalmente separatista.
Somos todos egoĂstas, queiramos reconhecer ou nĂŁo, e, infelizmente, a população nunca irĂĄ entender, pois nĂłs tambĂ©m somos parte dela e mais da metade nĂŁo estĂĄ se importando em mudar esta realidade, quem sabe somos nĂłs, tambĂ©m, parte desta massa que nĂŁo estĂĄ interessada. Muitos dizem importar-se, com um pensamento pĂșblico de mudança, mas sĂŁo somente falĂĄcias, sempre em busca de seus interesses pessoais, que sĂł alimentam mais sua ganĂąncia e seu prĂłprio egoĂsmo.
O que serĂĄ de nĂłs, o que nos resta? SerĂĄ uma vida de amarguras e dias cinzentos? Um futuro de feridas e estagnação, resultantes do nosso prĂłprio orgulho e egoĂsmo?
NĂŁo conseguimos ver que somos nĂłs mesmos que geramos estas feridas uns nos outros, pois estamos ocupados demais olhando para nosso prĂłprio umbigo. Estamos sempre muito atarefados e cheios de pensamentos, fazendo ou pensando em algo para nossa prĂłpria satisfação. Essa enxurrada de coisas que utilizamos para darmos como desculpa sobre nosso prĂłprio egocentrismo, que evitamos admitir, venda nossos olhos, nos limitando de enxergarmos a realidade, inflando cada vez mais o orgulho dentro de nĂłs, e por consequĂȘncia nos direcionando a mais extremos e "mĂĄximos". Todas estas circunstĂąncias nos impedem de conseguirmos olhar para a vida, para a realidade, a verdadeira humanidade, que nĂŁo Ă© fria e dividida, pois nĂŁo fomos criados com este propĂłsito.
Somos seres singulares, mas todos gerados pelo amor, que Ă© unido e nĂŁo dividido. Essa caracterĂstica demonstra para nĂłs um pouco do porque estamos nesta terra, para sermos verdadeiramente uma gigantesca famĂlia humana.
Carecemos ver que não precisamos estar sempre em extremos, que não é necessårio vivermos sobre måximos, que nos tornam pessoas inståveis e agressivas, gerando sobre nosso interior insegurança e medo. Precisamos viver de verdade, respirar de verdade, sermos reais. Necessitamos olhar para o próximo, e não para nós mesmos, caso contrårio, seremos nossa própria destruição.
â Das memĂłrias ... confesso o dia em que vivi ...
Confesso que nos dias mais amargos saboreei as mais diversas degustaçÔes da vida ...
Confesso que em meus momentos mais solitårios encontrei alguém em mim ...
Confesso que nas penumbras do silĂȘncio, ouvi minha alma em luta ...
Confesso que nos dias de inverno, minha pele se aquecia das intempéries do acaso que busquei ...
Confesso que nas longas madrugadas escuras, a chama da memĂłria me iluminou as horas fio a fio ...
Confesso que ao amanhecer o sol era o quebranto das ilusÔes que não mais me submeti ...
Confesso que o tilintar dos sinos me fez olhar o restante do sol poente ...
Confesso que aspirei as sobras da vida ...
Confesso que amei todos os finais ...
Confesso que me apaixonei a cada recomeço ...
Confesso que me desesperei a cada partida minha ... e entendi
Que foi confessando sobre o eco que pertuba minha infinita calma os dias em que mais vivi em mim ...
đđđđđđđđđđđđđđđđ
â A maioria das pessoas alcançam o ĂĄpice do afeto no inĂcio do relacionamento e a medida que o tempo passa vĂŁo perdendo o interesse, eu ao contrĂĄrio, vou me afeiçoando aos poucos atĂ© que o sentimento se torne maior que eu e, sou capaz de permanecer assim por toda a vida se a pessoa a quem dedico o afeto nĂŁo matĂĄ-lo.
â Se vocĂȘ Ă© dramĂĄtico, vocĂȘ sabe deixar as coisas interessantes, se vocĂȘ nĂŁo Ă© dramĂĄtico, entĂŁo vocĂȘ Ă© prĂĄtico, nĂłs nĂŁo precisamos mudar, porque mudar e melhorar sĂŁo palavras diferentes, e porque ser quem a gente Ă©, Ă© ser a gente com as nossas manias, sem por nem tirar
â Se as pessoas nĂŁo sentirem diversas emoçÔes, elas nĂŁo vĂŁo saber lidar com diversas situaçÔes
